quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Entendendo a Ordem Maçônica





01 – A Ordem Maçônica

A Ordem é, hoje, o que seus membros são hoje!
A crise reside em cada um dos membros.
A Ordem não entra em crise, já é ordenada por natureza.


02 – a Maçonaria não é...

Democracia – É um sistema hierarquizado, onde todos se comprometem a subir todos os degraus possíveis da perfeição simbólica, espiritual e moral;
Sistema de Fé – É um sistema de atitudes e comportamento. Há que se ter cuidado para não cair em contradições;
Sistema Filosófico – É mais uma escola de filosofar em que todos buscam perfeição, ecletismo e melhoras gerais;
Escola de Psicologia – Permite que o Obreiro conheça a si mesmo e modifique sua conduta inadequada;
Metafísica – Dado que a doutrina e o simbolismo apontam para reflexões sistemáticas e objetivas.

03 – O Começo é Difícil

Os primeiros passos no caminho da sabedoria são os mais estafantes, porque nossas almas fracas e teimosas detestam o esforço e o desconhecido, sem a garantia completa da recompensa. Á medida que progredimos nossa decisão se fortalece e o aprimoramento pessoal torna-se progressivamente mais fácil. Aos poucos passa a ser até difícil deixar de fazer o que melhor para nós.
O compromisso firme e, ao mesmo tempo paciente, de remover as crenças nocivas de nossas almas confere-nos, pouco a pouco, a habilidade de ver com mais clareza, através de nossos frágeis temores, nossa desorientação nas questões amorosas e nossa falta de autocontrole. Paramos de nos esforçar para impressionar os outros. Um belo dia percebemos com satisfação que não estamos mais representando para platéia alguma.

04 – Depende Exclusivamente de Cada Irmão.

Ninguém ensina Maçonaria para ninguém.
Isso ocorre em qualquer escola Iniciática, aonde cumpre ao Recipiendário praticar a Ritualística (munido do Ritual), absorver cada palavra e cada símbolo e, vivenciá-lo na sua existência.
À medida que pratica e vivencia o ritual, o homem incorpora-se no símbolo e integra-se ao mito.
O mito rememora os feitos virtuosos e o rito os celebra, repetindo-se periodicamente.
Dizer que não nada há de substancial na repetição do rito é rejeitar uma verdade subterrânea que tem contribuído secularmente para o aperfeiçoamento da humanidade.
O neófito que não encontra nada é porque não encontrou muita coisa em relação ao que buscava com os olhos profanos.
A Maçonaria só pode oferecer ferramentas, utensílios e trabalho.
Como a Ordem não é feita à altura das fantasias, ilusões e quimeras do candidato, não pode oferecer mudança imediata e renovação súbita de sua personalidade. O que está posto é um caminho árduo de auto-percepção.
Pitágoras, ao constatar que não havia nada de assombroso no templo de sua iniciação, ao invés de decepcionar-se, verificou que não havia nada em si mesmo, apenas desejos e ilusões. Ai então começou o seu caminho para a sabedoria. O Irmão que chega neste ponto já é um maçom.
A Maçonaria quer dar ao Obreiro de hoje, tal como fez para aquele de ontem, os utensílios que lhe permitam encontrar sua verdade e sua liberdade individuais.
A iniciação permite o ingresso nesse caminho, mas toca a cada um trilhar. Só com esforço, empenho próprio, paciência, tolerância e vontade é que se passa da iniciação fictícia e teatralizada para a iniciação real, aquela que transforma a promessa em realidade, a esperança em certeza e um caminho de conhecimento ritualístico em caminho de vida.

05 – Cuidados a Tomar.

Ausência de trabalhos sobre simbologia, lendas, mitos e ritualística.
Descumprir interstícios e formação típica de graus.
Dar "asilo político" a Irmão. (Há sempre alguém querendo que a Loja interfira a seu favor).
O mundo profano ignora os graus e o nível de conhecimento do irmão. Portanto, maçom é maçom, logo, a postura, comportamento e respeito devem estar sempre presentes.
A missão do obreiro é lapidar a P\ B\.
A Oficina trabalha em um tempo simbólico; é atemporal.
A Oficina trabalha em um espaço sagrado; é não espacial.
Isso tudo implica: ritualística, liturgia, símbolos; a ordem fundamenta-se na experiência iniciática, que requer reflexão e vivência comuns.

06 – Lema do Maçom:

Liberdade: coloca o homem numa posição do querer e do poder.
Igualdade: infunde no homem a obrigação de respeitar seu semelhante, seja ele quem for.
Fraternidade: dá ao homem uma maneira certa de cultivar o amor.

07 – Depoimentos

A) Voltaire: 'A Maçonaria é a entidade mais sublime que conheci. É uma instituição fraternal, em que se ingressa para dar e que procura os meios de fazer o bem, exercitar a beneficência."
B) Albert Eyler, (Grão Mestre da Pensilvânia): 'A maior necessidade do mundo é e homens. Homens que não podem ser comprados nem vendidos. Homens honestos no mais intimo de seus corações. Homens que não temem chamar o pecado por seu nome. Homens cuja consciência é tão fiel ao dever como a agulha magnética do pólo. Homens que fiquem com o direito embora o céu caia. E o objetivo de uma Loja Maçônica é criar homens.

08 – Privacidade

O pensamento científico não nos permite sonhar, mas o homem sabe se exaltar, sabe se embriagar ao contato dos coloridos suntuosos e com o perfume das flores, com a complexidade da pedra, com essas lufadas de amor que emanam de toda essa natureza com a qual convivemos e cujas profundas leis permanecem desconhecidas para nós. A Maçonaria comunica esse impulso do coração, ela pede também ao homem que se analise, que se busque interiormente. Ela quer que cada um conserve o seu particularismo, que saiba continuar a ser ele mesmo, sabendo também se integrar entre os outros. Cada um deve poder se realizar por si mesmo, com a ajuda daqueles a quem se associa. Existe então uma troca contínua entre os Irmãos, um impulso de amor. Daí nasce essa enorme corrente de fraternidade, que não escapa à concepção religiosa do humano.

09 – Quando um Homem é Maçom?

Quando pode olhar por sobre os rios, os morros e o distante horizonte com um profundo sentimento de sua própria pequenez no vasto panorama das coisas que o rodeiam e, assim mesmo, ainda conservar a fé, a coragem e a esperança – que são as raízes de toda virtude.
Quando sabe que, no fundo de seu coração, todo homem é nobre, tão vil, tão divino e tão solitário como ele mesmo, e procura conhecer, perdoar e amar seu semelhante.
Quando sabe simpatizar com os homens em suas tristezas, sim, mesmo em seus pecados, sabendo que cada homem luta duramente contra muitos óbices em seu caminho.
Quando aprendeu como fazer amigos e conservá-los, e sobretudo, como conservar seu próprio amigo...
Quando nenhuma voz de desespero atinge seus ouvidos em vão e nenhuma mão procura sua ajuda sem obter resposta.
Quando achar um bem em toda fé que ajuda qualquer homem a ver as coisas divinas e a perceber significações majestosas na vida, qualquer que seja o nome desta crença.
Quando conserva a fé em si mesmo, em seus companheiros, em seus irmãos, em seu Deus, em sua mão uma espada contra o mal, satisfeito em viver, mas não temendo morrer.
Tal homem encontrou o único real segredo da maçonaria, aquele que ela procura transmitir ao mundo inteiro. (citação de Joseph F. Newton)

10 – Sigilo

É incontestavelmente, o sigilo, a pedra de toque inestimável que dá com segurança o caráter do Maçom. Não que o sigilo seja sempre necessário pela natureza dos assuntos tratados em Loja, mas porque habitua o Maçom à circunspeção, corrige a leviandade e a tagarelice. Pitágoras exigia dos postulantes longos mutismos, de anos, por vezes. Era maneira de corrigir o pendor natural das palavras irrefletidas. Pensar com segurança, meditar com paciência, julgar com imparcialidade, agir com firmeza, são preciosas qualidades que todo Maçom se esforçará em adquirir, infatigavelmente. As recompensas não existem para o Maçom, trabalha por um grato e salutar dever consciente, não pede aplausos, não almeja agradecimentos. Suas ações generosas, esquece-as, não as proclama. O ato de beneficência fica entre o que dá e o que recebe. Sabe o Maçom que ficará ignorado. O bem não é vaidade, é o móvel de suas ações. Guardar sigilo é poupar ao indigente o rubor da esmola, é merecer para a Ordem a confiança e as bênçãos das vitimas do infortúnio. Sigilo é também um degrau de honra. (ensinamento de Dario Velozzo)

11 – Significado de Ser Mestre Maçom

Ser Mestre Maçom significa ser Mestre em si mesmo, trabalhar com inteligência e força de vontade em si mesmo, no seu próprio aperfeiçoamento, tendo sempre em mente o fato de que nada mais somos do que simples aprendizes do Grande Mistério, mesmo que nos denominemos mestre.
Ser Mestre é aceitar que não nos pertencemos, mas à coletividade, e que por isso mesmo sua inteligência e sua vontade devem estar sempre a serviço dessa coletividade.
Ser Mestre é acender luzes pelo caminho por que passa, luzes de amizade e sabedoria, de bondade e justiça, de harmonia e compreensão, de solidariedade e fraternidade.
Ser Mestre é não se considerar juiz dos defeitos e erros dos outros, mas saber compreender e perdoar.
Ser Mestre é aceitar um conselho, para ser ajudado. É retribuir com ternura aos que o odeiam.
Ser Mestre é ser perfeito nas mínimas realizações. 

AS COLUNAS ZODIACAIS



O ser humano tem buscado ao longo dos tempos, respostas para os mistérios da vida de várias formas, desde a observação dos fenômenos naturais, na tentativa de reprodução desses mesmos fenômenos, do exercício para a compreensão dos fatos formulando hipóteses, teorias e leis. Antigamente, o homem não dispunha de metodologia científica e para não se sentir distante da compreensão dos mistérios do universo e da verdade absoluta, lançou-se a especulação, trabalhando o incompreensível e o imponderável. Por meio do Misticismo, o homem começou a se aproximar das respostas que queria no aspecto intelectual e espiritual.

O estudo dos corpos celestes e de suas influências sobre o planeta Terra e os seres humanos, por meio da Astrologia, é um dos grandes exemplos da união de limites imprecisos, entre ciência e o misticismo. Embora a Maçonaria moderna seja baseada em ideias iluministas, liberais, progressistas e normalmente vinculadas ao uso da razão, na busca da verdade absoluta, ela utiliza em seus rituais, na sua simbologia e na sua estrutura filosófica e doutrinária, padrão místico de diversas seitas, religiões e civilizações antigas.

O estudo das colunas zodiacais torna-se fascinante quando tentamos entender a sua simbologia, expressada por meio de figuras e imagens provenientes de vários povos, relacionando de maneira extraordinária o cosmos, o homem e a Maçonaria.

Os signos zodiacais são originários da babilônia, mas o egípcios desenvolveram magnífico trabalho de representação zodiacal. Os chineses também representaram as constelações por meio de imagens de animais. O registro mais antigo que se tem de astrologia está no livro de Jô, o mais antigo Canon Hebreu, anterior ao de Moisés, que fala dos 12 signos e prova que os primeiros fundadores da ciência zodiacal pertenciam a um povo primitivo, antediluviano. Os povos sumerianos e babilônicos criaram a astrologia, os egípcios deram base científica e os árabes, no período medieval, salvaram-na do total desaparecimento.

Pode-se imaginar que tudo começou em tempos imemoriais, quando o homem, em vigília a zelar pelos rebanhos, observava os corpos celestes no firmamento intrigando-se com os seus regulares movimentos. Percebeu então que lenta e regularmente os astros mudavam de posição em relação ao nascer do Sol, e que depois de determinado tempo voltavam com absoluta regularidade ao mesmo ponto no firmamento.

Não pode deixar de observar que o nascimento helíaco de certos grupos de estrelas se repetia em períodos coincidentes com determinados acontecimentos importantes de sua vida, como o nascimento de crias nos rebanhos, a recorrência regular de épocas de chuva, a germinação de culturas sazonais, e outros fatos de sua vida repetitiva de pastor-agricultor.

Sentiu então a necessidade de memorizar e registrar esses fatos astronômicos que começavam a se tornar importantes para orientação de suas atividades. Quando um determinado grupo de estrelas precedia o nascer do Sol era hora de plantar, ou era hora de transferir os rebanhos para outras pastagens, ou era hora de tosquia, ou era hora de colher, ou era tempo de cio entre os animais e era preciso acasalá-los, ou vinha o tempo de nascimentos em sua família. Foi uma consequência inevitável, que aos poucos ele tentasse melhor identificar esses tão importantes grupos de estrelas com nomes próprios, que naturalmente se relacionavam com suas atividades. Recorrer ao nascimento helíaco como ponto de referência foi um passo inicial importante, foi a descoberta de um referencial, foi o início da marcação e medição do tempo.

Nascimento helíaco de um astro é o seu aparecimento logo acima do horizonte imediatamente antes do nascer do Sol.

Assim os grupos de estrelas referenciais de tempo foram recebendo nomes tirados da vida quotidiana daqueles primeiros astrônomos. Esses nomes nada tinham a ver com a formação característica dos conjuntos estelares. Eram simples nomes apenas, nada relacionados com poderes mágicos e premonições.

O zodíaco, que em grego significa ciclo dos animais, é uma faixa celeste imaginária, que se estende entre 8 a 9 graus de cada lado da aclíptica e que com essa coincide. Eclíptica é o caminho que o Sol, do ponto de vista da Terra, parece percorrer anualmente no céu. Essa faixa foi dividida em 12 casas de 30 graus cada uma, e o Sol parece caminhar 1 grau por dia. Os planetas conhecidos na antiguidade (Mercúrio a Saturno) também faziam parte do zodíaco, pois suas órbitas se colocavam no mesmo plano da órbita da Terra. O zodíaco então é dividido em doze constelações, que são percorridas pelo Sol, uma vez por ano.

A maior evidência de que os nomes das constelações que formam o nosso zodíaco tiveram uma origem conforme descrito anteriormente está na sua relação com a vida pastoril. Podemos classificar oa signos do Zodíaco em grupos de três formando quatro categorias distintas:

I) Os três reprodutores de seus rebanhos: Touro, Capricórnio (bode), Áries (carneiro).

II) Os três inimigos naturais dos rebanhos e dos pastores: Leão, Escorpião, Câncer (caranguejo).

III) Os três auxiliares mais importantes dos pastores: Sagitário (defensor, arqueiro), Aquário (aguadeiro ou carregador de água), Libra (pesador e sua balança).

IV) Os três mais destacados valores sociais da comunidade pastoril: Virgem, Gêmeos (benção dos Deuses), Peixes (alimentação).

No sempre presente afã humano de mistificar tudo o que não conhece ou não consegue explicar, já desde remota antiguidade começaram os homens a cercar de mistério as constelações do zodíaco, atribuindo-lhes poderes místicos e premonitórios e assim, creditando aos astros seus sucessos e infortúnios.

Um dos ramos dessa cultura mística, mediante observação de reis e pessoas, procurou determinar uma relação entre o dia do nascimento da pessoa e seu caráter. O processo empírico com que foi desenvolvido o sistema partiu do que se conhecia do homem em sentido moral, ético, beleza, força, determinação, para conectá-lo à posição dos astros. Uma espécie de engenharia reversa, que parte do resultado para lhe determinar fonte ou origem. Assim originaram-se os diversos métodos astrológicos, cujo objetivo era decifrar a influência dos astros no curso dos acontecimentos terrestres e na vida das pessoas, em suas características psicológicas e em seu destino, explicar o mundo e predizer o futuro de povos ou indivíduos. O mais famoso de todos, segundo especialistas, foi o sistema dos astecas. Com isso se influenciou o povo em ver nas previsões dos astrólogos a delineação de rumos para as suas vidas, a semelhança que se dava aos fenômenos naturais influenciáveis pelas linhas de força da gravitação universal.

As colunas zodiacais num templo maçônico do rito escocês antigo e aceito são doze. Servem como símbolos de demarcação do caminho do homem maçom em desenvolvimento. Localizam-se todas no ocidente e são sinais do crescimento do aspecto material, moral e ético do iniciado, que durante sua jornada transcende em sua religião com a divindade. São seis em cada lado, normalmente engastadas nas paredes e sempre na mesma ordem. Constituem mais da metade de toda a decoração da Loja. Suas representações gráficas apresentam misturas dos quatro elementos místicos estudados por Aristóteles da Grécia antiga e sete astros.

Os rituais maçônicos usam os signos, sinais do zodíaco, em sentido simbólico, não falam em horóscopo, ou em diagrama das posições relativas dos planetas e dos signos zodiacais num momento específico, como o do nascimento de uma pessoa, ou com a intenção de inferir o caráter e os traços de personalidade e prever os acontecimentos da vida de alguém, ou um mapa astral, ou mapa astrológico.

O homem livre não carece disso quando estuda e evolui.

Na filosofia maçônica, as colunas zodiacais são apenas símbolos para estudo, destituídas da atribuição de aspectos da predição do comportamento do homem. É fácil deduzir que sua existência no rito escocês antigo e aceito tem finalidade educacional, parte de uma metodologia pedagógica específica à semelhança de outros símbolos e ferramentas.

As colunas zodiacais representadas no Templo são colunas da ordem jônica tendo, cada uma, sobre seu capitel, o pentaclo correspondente (pentaclo é a representação de cada signo com o planeta e o elemento que o caracteriza). As colunas são postadas longitudinalmente junto às paredes, sendo seis ao Norte e seis ao Sul. A sequência das colunas é de Áries a Peixes, iniciando-se com Áries ao norte próxima à parte Ocidental, e terminando com Peixes ao Sul também próxima à parte Ocidental.

Os signos zodiacais relacionados com o Grau de Aprendiz Maçom são: Áries, Touro, Gêmeos, Câncer, Leão e Virgem. O signo zodiacal relacionado com o Grau de Companheiro é Libra; e os inerentes ao Grau de Mestre Maçom são os signos de Escorpião, Sagitário, Capricórnio, Aquário e Peixes. Acompanhe cada um da sua representatividade:

Coluna nº 1: Áries, localizada junto à coluna do Norte, corresponde à cabeça e ao cérebro do homem e representa Benjamim e como faculdade intelectual, a vontade ativa gerada pelo cérebro. Corresponde ao planeta Marte e ao elemento fogo, representando no aprendiz o fogo interno, o ardor encontrado no Candidato à procura de Luz.

Coluna nº 2: Touro, localizada junto á coluna do Norte, corresponde ao pescoço e à garganta. É Issachar por representar a natureza pronta para fecundação, simboliza que o candidato, depois de ser adequadamente preparado, foi admitido nas provas de iniciação. Corresponde ao planeta Vênus e ao elemento Terra.

Coluna nº 3: Gêmeos, localizada junto á coluna do Norte, corresponde aos braços e às mãos, são os irmãos Simeão e Levi, como faculdade intelectual é a união da intuição com a razão. Corresponde ao planeta Mercúrio e ao elemento Ar. Representa a terra já fecundada pelo fogo, á vitalidade criadora, simboliza o recebimento da luz pelo candidato.

Coluna nº 4: Câncer: localizada junto à coluna do Norte, representa o nascimento da vegetação, a seiva da vida, simboliza a instrução do iniciado e a absorção por parte dele, dos conhecimentos iniciáticos da Maçonaria. Corresponde aos órgãos vitais respiratórios e digestivos. É Zabulão, como faculdade intelectual representa o equilíbrio entre o material e o intelectual. Corresponde ao planeta Lua, como era conhecido na antiguidade e somente mais tarde, verificou-se tratar de um satélite da terra e ao elemento Água.

Coluna nº 5: Leão, localizada junto ao Oriente, corresponde ao coração, centro vital da vida física; é Judá. Como faculdade intelectual, os anelos do coração, pois se pensava ser ele o órgão do intelecto. Corresponde ao planeta Sol e ao elemento fogo, é para o Aprendiz a luz que vem do Oriente, é o calor dos Irmãos dentro da Loja. É o emprego da razão a serviço da crítica, é a seleção de conhecimento.

Coluna nº 6: Virgem, localizada junto ao Oriente; corresponde ao complexo solar que assimila e distribui as funções no organismo. É Ascher. Como faculdade intelectual exprime a realização das esperanças. Corresponde ao planeta Mercúrio e ao elemento Terra. Representa, para o Aprendiz, o aperfeiçoamento, quando já pode se dedicar ao desbastamento da Pedra Bruta.

Coluna nº 7: Libra, localizada junto à coluna do Sul, caracterizada por Vênus e o ar se refere ao grau de Companheiro Maçom. Simboliza o equilíbrio entre as forças construtivas e destrutivas.

Coluna nº 8: Escorpião, localizada junto à coluna do Sul, caracterizada por Marte e pela água. A partir dessa coluna até a coluna de Peixes, todas se referem ao grau de Mestre Maçom. Essa coluna representa as emoções e sentimentos poderosos, rancor e obstinação e a constante batalha contra as imperfeições.

Coluna nº 9: Sagitário, localizada junto à coluna do Sul. Caracterizada por Júpiter e pelo fogo. Representa a mente aberta e o julgamento crítico.

Coluna nº 10: Capricórnio, localizada junto à coluna do Sul, caracterizada por Saturno e pelo elemento Terra. Simboliza a determinação e a perseverança.

Coluna nº 11: Aquário, localizada na coluna do Sul, caracterizada por Saturno e pelo elemento Ar. Representa o sentimento humanitário e prestativo.

Coluna nº 12: Peixes, localizada na coluna do Sul, caracterizada por Júpiter e pela Água. Simboliza o desprendimento das coisas materiais.

A relação citada em relação às seis colunas do Aprendiz maçom pode ser simbolizada da seguinte maneira:

Áries – Fogo – Marte: O ardor iniciático conduzindo à procura da Iniciação;

Touro – Terra – Vênus: O Recipiendário (aquele que é solenemente recebido em uma agremiação), judiciosamente preparado, foi admitido às provas;

Gêmeos – Ar – Mercúrio: O Neófito recebe a luz;

Câncer – Água – Lua: O Iniciado instrui-se, assimilando os ensinamentos iniciáticos;

O Iniciado julga por si próprio e com severidade, as ideias que puderem seduzi-lo;

Virgem – Terra – Mercúrio: Tendo feito sua escolha, o Iniciado reúne os materiais de construção para desbastá-los e talhá-los, segundo o seu destino.

Para o grau de Companheiro Maçom temos:

Libra – Ar – Vênus: O Companheiro em estado de desenvolver seu máximo de atividade utilmente empregada.

As demais colunas se referem ao grau de Mestre Maçom.


As colunas zodiacais simbolizam o crescimento do iniciado no aspecto material, moral e ético, ou seja, é a demarcação do caminho que ele deve percorrer, a direção a ser seguida na busca da perfeição, por aqueles que procuram a verdade embasada na filosofia Maçônica. Nesse período de evolução, aqueles que continuarem nessa caminhada, descobrirão valores até então desconhecidos, segredos lhe serão revelados. Na jornada do iniciado se revela a existência de outros valores e segredos só desvelados aos que persistem nos estudos do rito e perseverantes em seu aprimoramento moral e intelectual.

O homem passa a contemplar outra maravilha, outro universo, uma miniatura daquele cosmos conhecido e representado pelas colunas zodiacais. Esse é o verdadeiro centro do universo da ótica do iniciado. É quando ele desvela o seu mundo interior, a suprema verdade do triunfo humano, a espiritualidade do maçom, ou aquilo que ele considera a representação dela. O conjunto aponta o cosmos, de onde é réplica uma realidade física e transcendental interna, o seu macrocosmo, o seu universo interior, onde ele encontra os vestígios do Grande Arquiteto do Universo e torna-se homem completamente livre e útil ao propóstio Divino e realmente útil à humanidade

Alfabeto templário e alfabeto maçonico

Antes de mais nada, apesar da similaridade entre Templários e Maçons, é bom que se repita que uma coisa é uma coisa e outra é outra coisa. Isto é, existem atualmente muitas associações que se proclamam herdeiras da lendária Ordem do Templo. Porém, a Maçonaria segundo as versões mais verdadeiras, Ela é originária de organizações que existiram há mais tempo. Bem antes da criação das Cruzadas, onde surgiu a Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão, como se chamaram antes os Templários.

No tempos longínquos da Idade Média (mais ou menos 779 d.C.), não existe registro oficial de uma data precisa, existiram as chamadas "Guildas", que eram corporações de Ofício hierarquicamente constituídas.Tinham dentre as funções de comércio e artesanato, a construção de Templos e Catedrais. Seus integrantes eram subdivididos em: aprendizes, artesãos, e Mestres. Para se comunicarem entre si, usavam palavras e sinais exclusivos de cada categoria.

Muitos anos depois, Os Templários que viriam a ser a mais poderosa organização religiosa, política, e militar da Idade Média, também se dedicavam a construção de magníficos Templos que existem até hoje.
Notadamente em Portugal, Inglaterra, e França.

Reza a história que praticavam os seus próprios rituais secretos e se utilizavam de um alfabeto codificado visando guardar sigilo das grandes negociações que efetivavam.

A Maçonaria, tal qual se apresenta nos dias de hoje foi constituída por volta de 1717, quando se reuniram 4 das 12 lojas existentes em Londres, na Inglaterra, e culminou com a elaboração da primeira Constituição redigida pelo pastor presbiteriano, James Anderson.

Tanto Maçonaria quanto as associações representativas dos Templários comtemporâneas, por se tratarem de Organizações iniciáticas, adotam esse comportamento sigiloso, tal qual era no passado. Vale lembrar que ambas sempre tiveram relações conflitantes com a Igreja ao longo do tempo. Hoje, o Vaticano reconhece apenas duas das representações templárias. E não há documento ou Encíclica que comprove o reconhecimento da Maçonaria como organização cristã, que é atacada por toda a cristandade de um modo geral.

Alfabeto Templário.
Logo abaixo, para exemplificar a comunicação exclusiva e secreta praticada até o momento por maçons e a ligação íntima com Templários do passado, o que não se pode afirmar categoricamente em relação aos seus atuais representantes, reproduzo o alfabeto por eles utilizado. Segundo historiadores, os Templários criaram este alfabeto com base na criptografia chamada Atbash muito utilizada na língua hebraica, que teriam conhecido em suas viagens ao Oriente onde mantiveram contato com os muçulmanos. A cifra Atbash consiste em substituir a primeira letra de uma palavra pela última, só que invertido:

Normal: a b c d e f g h i j k l m n o p q r s t u v w x y z
Código: z y x w v u t s r q p o n m l k j i h g f e d c b a .

O resultado é uma expressão em hebraico. E aí caberia a tradução mais correta.
Aqui o resultado adaptado pelos Templários:

Fonte: Iespana.

Alfabeto Maçônico:
A Maçonaria utiliza um alfabeto convencional, em uma cifra criada pelo místico e alquimista alemão chamado, Agrippa de Nettsesheim, nascido em 18/02/1486, conhecida os dias de hoje como cifra pig pen (porco de chiqueiro) onde cada letra (porco) é colocada numa casa (chiqueiro). Não há registro que Agrippa tivesse ligações com a Ordem Maçônica, nem tão pouco buscasse inspiração nos Templários.

Aqui a figura de Agrippa no alfabeto maçônico inglês, alemão e da Idade Média:

Há de se distinguir o misticismo e os fatos concretos produzidos por ambas as Associações. São Irmandades que até hoje persistem em influir sobremaneira na história da sociedade. Porém, explicitamente com um ponto comum entre elas: o bem estar dos iniciados e da humanidade em geral.

Dúvidas frequentes numa Loja Maçônica


Dúvidas frequentes numa Loja Maçônica



 
O que deve ser uma loja?
Uma loja deve ser o reino da harmonia. O modelo da futura sociedade almejada pelos maçons.

O que é o local onde os maçons se reunem?

É o mundo da fraternidade e da justiça social, é o local onde os maçons trabalham pela futura comunhão universal.

O que se entende por loja constituida?
São aquelas que possuem cartas constitutivas permanentes, estão investidas na plenitude de seus direitos.

O que é uma loja?
É o local onde se reúnem os maçons periodicamente para praticar as cerimônias ritualísticas que lhe são permitidas, num ambiente de fraternidade.

O que representa o recinto de uma loja?
O recinto de uma loja maçônica representa um sodalício de elevadas experiências morais, onde é dosado o caráter dos homens. É um laboratório de cultura, de estudo, de progresso moral e do saber avantajado.

Para que os maçons se reunem em loja?
Para combater a tirania, a ignorância, os preconceitos, os erros e para glorificar o direito, a justiça e a verdade.

O que pretende promover, os maçons, reunidos em loja?
Os maçons reunidos pretendem promover o bemestar da pátria e da humanidade.

O que se pratica dentro de uma loja?
Dentro de uma loja levantam-se templos à virtude e cavam-se masmorras ao vício.

Onde se reunem os maçons?
Os trabalhos de uma loja regularmente constituída realizam-se em locais adequados, especialmente construídos para essa finalidade ou devidamente adaptados. Estes lugares onde os maçons se reúnem para seus trabalhos chamam-se “templo”.

Qual o templo espiritual de um maçom?
O templo espiritual de um maçom é simbólico, construído no coração de todos os maçons. É através do aperfeiçoamento moral e intelectual de seus membros que a sublime instituição pretende alcançar a evolução de toda humanidade.

Qual a linguagem que predomina dentro de uma loja?
Predomina a linguagem dos símbolos, eis que estes falam incessantemente à alma humana, o idioma da razão, em busca de um grande ideal: a perfeição.

Quais os tipos de sessões que uma loja realiza?

São sessões ordinárias, extraordinárias e magnas.

Para que possa reunir uma loja, quantos obreiros são necessários?
É necessária a presença de, no mínimo, sete obreiros, dentre os quais, ao menos três devem ser mestres maçons.

Por que se associa a loja ao templo de salomão?
Na concepção maçônica, foram templos todas as edificações destinadas às lojas, reproduzindo, destarte, o de salomão, com as imagens e a ideia do universo
e de todas as maravilhas da criação.

O que lembra o designativo “de salomão”?
Lembra o vulto do grande monarca que se transformou num símbolo inimitável de sabedoria e de justiça; de sua sabedoria invulgar nasceu sua magnífica obra arquitetônica, que deu origem ao simbolismo maçônico.

Qual é a forma e quais as dimensões de uma loja?
É a de um quadrilongo. Seu comprimento é do oriente ao ocidente, sua largura é do norte ao sul e sua profundidade é da terra ao céu.

O que simboliza tão vasta extensão?
O que simboliza a extensão é a universalidade da sublime instituição.

O que é uma loja regular?
Loja regular é aquela que obedece a uma potência maçônica regular.

Por qual razão a loja está situada do oriente para o ocidente?
A razão é que a luz do sol e as luzes do evangelho da civilização vieram do oriente, espalhando-se pelo ocidente.

O que sustenta uma loja?
Três grandes colunas, denominadas: sabedoria, força e beleza.

O que representam essas três colunas?
Respectivamente: salomão, hiram e hiram abif.

Quais ordens de arquitetura foram dadas a essas três colunas?
A jônica para representar a sabedoria; a dórica para representar a força e a coríntia para representar a beleza.

O que representa o teto do templo?
A abóbada celeste.

Quais são os sustentáculos da abóboda que cobre uma loja?
Doze lindas colunas que representam os doze signos zodíacos.

O que simbolizam as ramas sobre os capiteis?
Simbolizam as lojas e os maçons espalhados pela face da terra.

O que lembram as sementes?
Suas sementes unidas lembram a fraternidade e a união entre os homens.

O que é a sala dos passos perdidos?
É uma sala que existe antes do templo, devendo ser o mais confortável possível, servindo para a recepção dos visitantes e permanência dos obreiros.

O que é o atrio?
Nas lojas maçônicas dá-se este nome ao espaço ou a sala que existe entre as estradas do templo e a sala dos passos perdidos.

Como é feita a circulação dentro de um templo?
Da esquerda para a direita, no sentido dos movimentos dos ponteiros do relógio.

Para se retirar de um templo, o que é necessário?
Necessita-se da permissão do venerável mestre, deixando o óbulo na bolsa de beneficência e jurando nada relevar do que ali foi tratado.

Qual a ordem dos trabalhos em loja?
A) abertura ritualística;
B) leitura do balaustre;
C) leitura do expediente;
D) entrada dos visitantes;
E) bolsa de propostas e informações
F) ordem do dia; bolsa de beneficência;
G) palavra ao bem da ordem geral e do quadro em particular, sem discussão e nem diálogo;
H) saudação dos visitantes;
I) encerramento ritualístico e
J) cadeia de união

Por que se encontra a bandeira nacional dentro do templo?

Por que o amor, o respeito e a glorificação da pátria constituem o apanágio permanente da maçonaria. Assim, para que se preste esse culto é que o pavilhão
nacional encontra-se dentro do templo.

Qual é o traje para as sessões magnas?
É obrigatório o traje a rigor, preto ou azul-marinho, gravata, sapatos e meias pretos, camisa branca, sendo tolerado, em casos excepcionais, o uso do
balandrau pelos visitantes.

O que é o balandrau?
É um traje antigo usado pelos maçons como formato de “opa” ou capote longo, com mangas compridas e capuz, hoje simplificado como capa ou beca.

Quando se permite a presença de não maçons, especialmente, convidados nas sessões das lojas?
É permitida a presença de convidados apenas nas sessões magnas públicas.

A administração da loja

Como se compõe a administração de uma loja?
Compõe-se de luzes, dignidades e oficiais.
Quais são as luzes de uma loja?
As luzes são o venerável mestre e os primeiros e segundos vigilantes.

Quais são as dignidades de uma loja?
As dignidades são o orador, o secretário, o tesoureiro e o chanceler.

Quais são os oficiais de uma loja?
Os oficiais são o mestre de cerimônias, o hospitaleiro, o primeiro e o segundo diácono, o porta espada, o porta estandarte, os primeiros e segundos espertos, o guarda do templo, o cobridor, o mestre de banquetes, o mestre de harmonia, os arquitetos e o bibliotecário.

Qual é a função do venerável mestre em uma loja?

O venerável mestre é o presidente nato de uma loja, representando-a junto à sua potência maçônica, ao poder civil e em suas relações com terceiros em geral; internamente, dirige a loja.

Qual deve ser a conduta do venerável?
Ele deve ser um exemplo aos que dirige. Recomendação e prestígio à maçonaria.

Quem substitui o venerável mestre em suas faltas ou impedimentos?
Pode ser substituído, observando a seguinte ordem: Primeiro vigilante, segundo vigilante ou “pastrsmestres” mais recente.

Quais as funções dos vigilantes?
Suas funções são verificar se o templo está coberto e se todos os presentes são maçons.

Quais as funções do orador?

O orador é o principal responsável pelo fiel cumprimento das disposições legais, competindo-lhe, entre outros, opor-se de ofício a toda e qualquer deliberação contrária às leis e resoluções emanadas da autoridade competente, interpretando e dirimindo dúvidas sobre tais disposições e apresentar as conclusões finais de toda a matéria em debate, sem entrar no mérito da questão.

Qual a função do guarda do templo?
Verificar se, realmente, o templo está coberto, zelando para que ninguém venha perturbar a sessão.

O que simboliza o mestre de cerimonias?
Simboliza o ordenamento do caos e a criação do universo, tendo a missão de compor a loja, preenchendo os cargos.

O que simbolizam os bastões usados pelo mestre de cerimonias e pelos diáconos?
Os três bastões simbolizam o poder da união, já que, juntos, não poderão ser quebrados com finalidade. São os símbolos da autoridade moral e da fortaleza
material da loja.

O que é preciso para que uma loja seja justa e perfeita?
Que três a governem e cinco a componham, ou seja, que sete obreiros a completem.

O que represetam as colunas da loja?
As colunas representam:
Jônica - sabedoria; venerável - oriente;
Dórica - beleza; primeiro vigilante - ocidente;
Coríntia - beleza; segundo vigilante - sul.

Por que o venerável mestre representa o pilar da sabedoria?
Por que ele dirige os obreiros.

Por que o primeiro vigilante representa o pilar da força?
Por que paga salário aos obreiros, que é a força e a manutenção de existência.

Por que o segundo vigilante representa o pilar da beleza?
Por que faz repousar os obreiros e fiscaliza-os no trabalho.

Quais são as jóias móveis da loja?
O esquadro, o nível e o prumo, porque são transferidas a cada ano aos novos dirigentes.

O que significa o esquadro no colar do venerável mestre?
Significa que ele deve agir com retidão, obedecendo aos estatutos da ordem.

O que significa o nível trazido pelo primeiro vigilante?
Significa a igualdade social, base do direito natural.

O que significa o prumo trazido pelo segundo vigilante?
O prumo significa que o maçom deve ser reto em seu julgamento.

Durante os trabalhos quem pode falar sentado?
Podem falar sentado, o venerável mestre, os exveneráveis e os vigilantes.

Quem mais pode falar sentado durante os trabalhos?
O orador ao fazer as suas conclusões e o secretário ao fazer a leitura do balaustre e do expediente.

Qual o tempo de um Irmão falar em Loja na Palavra a Bem da Ordem?
Máximo 5 minutos e sem repetições,elogios ou demagogias.

Roteiro de Trabalhos Sugeridos para Aumento de salário


Roteiro de Trabalhos Sugeridos para aumento de salário


1) Simbolismo:
  O Esquadro e o Compasso
O Livro da Lei
A Pedra Bruta e a Pedra Cúbica
As Colunas do Átrio e as Colunas Zodiacais
A Corda de 81 Nós
O Sol e a Lua
O Delta e o Olho que tudo vê
O Pavimento Mosaico
Noções de Oriente e Ocidente
A Balaustrada
Os Degraus
O Painel do Grau
O Alfabeto Maçônico e sua Codificação
O Altar dos Perfumes
O Altar dos Juramentos
2) Instrumentos de Trabalho:
A Espada Flamígera
Os Malhetes
As Espadas
Bastão
As Estrelas
O Maço e o Cinzel
A Régua
3) Ritualística:
Circulação em Loja
Cortejo de Entrada e Saída
Postura em Loja
Uso da Palavra em Loja
Entrada, Saudação e Saída do Pavilhão Nacional
Cadeia de União
Sinais, Toques e Palavras,
Marcha
Telhamento x Trolhamento
4) Estrutura do Grande Oriente:
Potências Maçônicas
Os Três Poderes na Maçonaria
A Ordem DeMolay
Assembleia Legislativa - GOP
Ministério Público,
Tribunais: de Justiça e Eleitoral
Tribunal de Contas
Conselhos e Assessores do GM
5) Usos e Costumes Maçônicos:
Triponto
Alfabeto Maçônico
Visitação
Landmarks
6) Filosofia Maçônica:
O G\A\D\U\,
Princípios Fundamentais da Ordem
A Tríade Liberdade, Igualdade e Fraternidade
A Tolerância
A Discrição
O Silêncio
A Beneficência
Filosofia
Mitologia
A Ação Social (Combate à Ignorância, à Superstição e aoVício, enfatizando o combate às Drogas),
Ação Política, etc.
7) História:
Maçonaria Operativa e Especulativa
Surgimento da Maçonaria Moderna na Inglaterra, Escócia e na França
A Maçonaria e sua: 
Influência da Maçonaria na Independência dos Países da América do Sul
Influência da Maçonaria na Independência dos Países da América do Norte
Influência da Maçonaria na Independência do Brasil
Influência da Maçonaria na Libertação dos Escravos
Proclamação da República
Os Primeiros Negros na Maçonaria
A Igreja Católica e a Maçonaria
A Política e a Maçonaria
A Sociedade e a Maçoanria
A Maçonaria hoje sec 21
8) Paramentos e Vestes:
Joias, Insígnias
Faixas e Colares
Aventais
Medalhas
O terno preto ou azul-marinho
Cor da gravata, conforme o Rito
Usos e Limitações do Balandrau
Luvas Brancas
9) Administração de Lojas:
Funções de cada uma das Dignidades:
a) Venerável Mestre
     b) 1º Vigilante
     c)  2º Vigilante
     d) Orador
     e) Secretário
     f) Tesoureiro
     g) Chanceler.
     h) Dep. Estadual-GOP
   
    Funções de cada um dos Oficiais:
    Mestre de Cerimônias
    a) 1º Diácono
    b) 2º Diácono
    c) Cobridor Interno
    d) Cobridor Externo
    e) 1º Experto
    f) 2º Experto
    g) Porta-Bandeira
    h) Porta Estandarte
    i) Mestre de Banquetes
    j) Arquiteto
    k)Mestre de Harmonia
    l) Hospitaleiro
    m)Bibliotecário
   
Encargos Financeiros da Loja,
Mútua Maçônica
Deveres e Direitos das Lojas
Deveres e Direitos do Maçom
Mestre de Cerimômias
Hospitaleiro
1º e 2º Expertos
1º e 2º diáconos
Mestre de Harmonia e demais cargos em Loja
10) Esoterismo, Hermetismo, Ocultismo e Miticismo
Tradições Herméticas
Cabala
Alquimia
Numerologia
Ocultismo
Mitologia
Espiritualidade
Nirvana
Intuição
Projeção Astral
Astrologia
Tarô
Os Livros Sagrados (diversos)

Os Dez Mandamentos de uma Loja Maçônica:


Os Dez Mandamentos de uma Loja Maçônica:












1- Obrigar a Lei Iniciática do silêncio.
2- Dar instruções para Aprendizes,Companheiros e Mestres.
3- Ministrar ensinamentos esotéricos a todos os Irmãos.
4- Manter disciplina ao trajar-se (Traje Escuro).
5- Ter respeito hierárquico às Dignidades e Autoridades.
6- Exigir que as leis sejam cumpridas a rigor.
7- Selecionar rigorososamente a admissão de futuros maçons.
8- Proporcionar harmonia de propósitos e finalidades.
9- Fazer um remanejamento administrativo programado.
10- Incentivar a consciência de liderança pensante na sociedade.

Ir.'. Denilson Forato - M.'.I.'.

A LETRA “G” NA MAÇONARIA


A LETRA “G” NA MAÇONARIA

“Alguns autores maçônicos são unânimes em afirmar que a letra G é, sem contestação, um enigma maçônico, que sucintas interpretações e comentários alguns fantasiosos, porém constitui um verdadeiro mistério que nem os mais cultos e sábios Maçons conseguem decifrá-lo”.


A letra G, é a sétima letra do nosso alfabeto, estudos concluem que pode ter vários significados:
Gravitação: É a força primordial que rege o movimento e o equilíbrio da matéria.

Geometria ou a Quinta Ciência: É fundamento da ciência positiva, simbolizando a ciência dos cálculos, aplicada à extensão, à divisão de terras, de onde surge à noção da parte que nelas a nós compete, na grande partilha da humanidade e dos direitos da terra cultivada.

Geração: É a vida perpetuando a série dos seres. Força Criadora que se acha no centro de todo ser e de todas as coisas.

Gênio: É a inteligência humana a brilhar com seu mais vivo fulgor.

Gnose: É o mais amplo conhecimento moral, o impulso que leva o homem a aprender sempre mais, que é o principal fator do progresso.

Glória: a Deus.

Grandeza: O homem, a maior e mais perfeita Obra da Criação.

Gomel: Uma palavra hebraica entende-se, os deveres do homem para com Deus e os seus semelhantes.

No centro da estrela flamejante, também conhecida como pentagrama, vê-se a letra G. É indiscutível que a melhor significação é Gnose, ou seja, CONHECIMENTO.

O caráter homonial da estrela flamejante é a luz das fontes pitagóricas e das referências gregas e romanas, portanto é impossível negar ao símbolo o seu significado mágico, eis que Pitágoras se dedicava à magia.

Na segunda metade do século V de Roma que se inventou a letra “G” que, visivelmente, é uma simples modificação do “C”,que no latim , encontramos indiferentemente as formas como Caius ou Gaius, Cnoeus ou Gnoeus, uma com o mesmo valor fonético da outra.


G é a primeira letra do nome de Deus em países anglo-saxões como: Gott, na Alemanha; God, na Inglaterra e Holanda; Gud, nos países escandinavos e Gad na Síria e na Pérsia era Goda. Alguns autores parecem não ter percebido que todos os nomes Gott, God, Gud, Geração, Gravitação, Geometria, Gênio, Glória, Grandeza, etc.., começam realmente por G, na língua empregada por eles, porém traduzem-se por nomes que não se iniciam pela letra G em muitos outros idiomas.
Os gnósticos (conhecedores ou clarividentes) possuidores da Gnose ou verdadeira ciência têm a mesma inicial.

Gnosticismo é um sistema de filosofia religiosa cujos adeptos supunham possuir o conhecimentos completos, absolutos, transcendentes, da natureza e atributos de Deus.

Wirth é de opinião que o significado da letra G vem das palavras GLÓRIA, GRANDEZA e GEOMETRIA, assim seria: Glória, para Deus; Grandeza, para o Venerável e Geometria para outros irmãos.

Em certos rituais, aparecem cinco significados diferentes da Letra G: Gravitação, Geometria, Geração, Gênio e Gnose.

A esta altura é necessário fazer a indagação: por que se contentar com esses cinco nomes, quando existem tantas palavras que começam pela letra G ?


Portanto a discussão em torno da letra G é um grande mistério a ser desvendado.

BIBLIOGRAFIA:
- A Simbólica Maçônica – Jules Boucher – Ed. Pensamento

TÍTULOS E JOÍAS NOS CARGOS DA ADMINISTRAÇÃO DA LOJA DE

 TÍTULOS E JOÍAS NOS CARGOS DA ADMINISTRAÇÃO DA LOJA DE APRENDIZ
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“omnia sunt per allegorian dicta” (Aureliur Augustinus) (Tudo é dito através da alegoria, mas, para entendê-la, é preciso vê-la pelos olhos do espírito – In Guimarães, João Nery - A Maçonaria e a Liturgia: uma Poliantéia Maçônica - Londrina/PR, Ed. A Trolha, 1998, 2ºv. p32)


I. Preâmbulo

A Maçonaria trata dos Títulos dos cargos da Administração da Loja e das Jóias, de forma indissociável. Cada Título se vincula a uma Jóia que o representa, e a união de ambos origina uma unidade simbólica, através da qual a Loja Maçônica se organiza administrativamente e transmite os princípios que perfilha.

Ao Presidente da Loja Maçônica é conferido o único Título Especial: o de Venerável-Mestre. Este, juntamente com o 1o. e 2o. Vigilantes, respectivamente o 1º. e 2º. Vice-Presidentes, constituem as Luzes da Loja que, ao lado do Orador, do Secretário e do Chanceler, compõem as Dignidades da Loja.

Além das Dignidades, compõem o corpo administrativo das Lojas os assim titulados, OFICIAIS, nomeados pelo Venerável-Mestre, aos quais é reservada a missão, ou o ofício (daí o nome de Oficial), de auxiliar nos trabalhos de qualquer Sessão. Em seu artigo 101, o Regulamento Geral da Federação discrimina os Oficiais que poderão ser indicados pela Loja e nomeados pelo Venerável, a saber: o Mestre de Cerimônias, o Hospitaleiro, o Arquiteto, o Mestre de Harmonia, os Cobridores (2) e os Expertos (2). Porém, esse mesmo dispositivo deixa claro que o rol de Oficiais não é taxativo, porquanto, além daqueles expressamente previstos, também devem ser considerados outros previstos no Rito respectivo.

O Rito Escocês Antigo e Aceito estabelece 22 cargos na Administração, sendo possível a indicação de Adjuntos para cada um deles, exceto para as Luzes da Loja, sendo que alguns desses Oficiais trabalham somente em Sessões especiais. Além das Dignidades da Loja e dos demais Oficiais acima, o Rito Escocês Antigo e Aceito fixa os cargos de: Diáconos (2), Porta-Bandeira, Porta-Espada, Porta-Estandarte, Mestre de Banquetes e Bibliotecário.

As Jóias distintivas dos cargos, estampadas em metal, encontram-se presas à extremidade dos Colares ou Fitas que se adaptam ao pescoço das Dignidades e Oficiais. As Jóias das Luzes da Loja são conhecidas como superiores e móveis, porquanto são entregues aos sucessores no dia de posse da nova administração. Existem ainda as Jóias fixas, que são a Pedra Bruta, a Pedra Cúbica e a Prancheta, que representam respectivamente os graus de Aprendiz, de Companheiro e de Mestre. Essas Jóias dos graus não serão abordadas neste trabalho, já que, nesta oportunidade, a dedicação concentrar-se-á em traçar breves considerações acerca dos Títulos dos Cargos e suas respectivas Jóias, mormente no Grau de Aprendiz.

II. Títulos DOS CARGos e suas respectivas Jóias


1a. Dignidade: Venerável-Mestre – Esquadro com ramos desiguais

O Venerável-Mestre é a autoridade máxima no Templo, detentora do único Título Especial. Ele representa a Natureza em todas as suas manifestações. Deve, pois, presidir os trabalhos com absoluta justiça e retidão, agindo de acordo com a Lei e de forma imparcial. Assim, deve traduzir a expressão dos sentidos de justiça, equidade e igualdade, ao abrir e presidir os trabalhos em Loja.

Sentado no eixo da Loja, o Venerável-Mestre é neutro, mas ativo no sentido de promover a sociabilidade. Afinal, ele sabe que somente com o Esquadro é que se consegue controlar a talha das pedras que se ajustarão entre si na construção da Grande Obra. Nessa tarefa, cabe a verdade sob o controle da autoridade conquistada pelas virtudes, coragem e competência, bases de sua Sabedoria.

A Jóia confiada ao Venerável-Mestre é o Esquadro com ramos desiguais. Este artefato é formado pela junção da horizontal com a vertical formando um ângulo de 90o. graus, que representa a quarta parte do círculo. Apresenta dois lados desiguais, como os dois lados do triângulo retângulo dos pitagóricos. É utilizado para traçar ângulos retos ou perpendiculares. Sobre o peito do Venerável-Mestre, o ramo mais longo fica do lado direito.

O Esquadro constitui em emblema dos mais expressivos em defesa da inteligência e melhoramento moral da raça humana. Representa a retidão de ação e de caráter. Determina a moralidade da conduta humana, demonstrando que é a linha e a régua maçônicas que indicam o caminho da virtude a que devemos trilhar na vida (profana ou maçônica), por meio de retos e harmoniosos pensamentos, ações e palavras que nos tornarão dignos do Ser Supremo. Esse poder de representação abarca dois sentidos, pois, de um lado, incide sobre a ação do Homem sobre a Matéria e, de outro, sobre a ação do Homem sobre si mesmo. Porém, inclina-se para um único objetivo: vontade de praticar o bem.

Constitui um artefato de capital importância para o processo de transformação da Pedra Bruta em Pedra Cúbica. Por tal motivo, deve ser confiado aquele que tem a missão de criar Maçons perfeitos – o Venerável-Mestre, que tem a obrigação de ser o Maçom mais reto e justo da Loja por ele presidida. .

2a. Dignidade: 1o. Vigilante - Nível

O 1o. Vigilante é o assessor direto do Venerável-Mestre, a quem solicita a palavra diretamente por um golpe de malhete e a recebe de igual modo. Tem o dever de dirigir e orientar a Coluna dos Companheiros, cabendo ao 2º. Vigilante a orientação dos Aprendizes. Essa ordem, porém, por razões ainda, segundo os autores, não plenamente compreendida e que talvez mereçam um estudo apartado, não é seguida por todas as Lojas, sendo que muitas delas a invertem.

A Jóia reservada ao 1o. Vigilante é o Nível. Essa ferramenta é formada por um esquadro justo, com ângulo no ápice de 90o, utilizada tanto para traçar linhas paralelas na horizontal, como para se verificar a horizontalidade de um plano É um instrumento menos completo que o Esquadro, porém mais que o Prumo, e por tal razão é conferido ao 1o Vigilante, aquele que naturalmente pode assumir o lugar do Venerável-Mestre, em caso de sua ausência.

Objetivamente o Nível é o instrumento destinado a determinar a horizontalidade de um plano. Ao inserí-lo na ordem simbólica, provoca a reflexão acerca da igualdade, base do direito natural. Não permite aos Maçons deixar esquecer que todos somos irmãos – filhos da mesma Natureza –, e que devemos nos interagir com igualdade fraterna. Todos são dignos de igual respeito e carinho, seja aquele que ocupa o mais elevado grau da Ordem, seja o que se acha iniciando sua vida maçônica. O Nível lembra que ninguém deve dominar os outros.

A exemplo da morte – que é a maior e inevitável niveladora de todas as efêmeras grandezas humanas, reduzindo todos ao mesmo estado –, o Nível nos faz lembrar que a fraternidade deve ser praticada entre os irmãos com igualdade, sem distinções, ainda que estas existam dentro da organização hierárquica da Ordem.


3a. Dignidade: 2o. Vigilante - Prumo

O 2o. Vigilante é a Dignidade responsável pela direção e orientação da Coluna de Aprendiz, assim como é encarregado de substituir o 1o. Vigilante em sua ausência e de transmitir as ordens do Venerável-Mestre em sua Coluna por intermedição do 1o. Vigilante. Cabem aqui as advertências já feitas a respeito das inversões de ordem feitas por muitas Lojas quanto ao papel dos Vigilantes na direção e orientação de Aprendizes e Companheiros e que, por cento, merecem um estudo à parte.

A Jóia confiada ao 2o. Vigilante é o Prumo. Este instrumento é composto de um peso, geralmente de chumbo, suspenso por um barbante que forma a perpendicular. Serve para se verificar a verticalidade de objetos. Na Maçonaria, é fixado no centro de um arco de abóbada.

Este artefato simboliza a profundidade do Conhecimento e da retidão da conduta humana, segundo o critério da moral e da verdade. Incita o espírito a subir e a descer, já que leva à introspecção que nos permite descobrir nossos próprios defeitos, e nos eleva acima do caráter ordinário. Com isso, ensina-nos a marchar com firmeza, sem desviar da estrada da virtude, condenando e não deixando se dominar pela avareza, injustiça, inveja e perversidade e valorizando a retidão do julgamento e a tolerância.

É considerado como o emblema da estabilidade da Ordem.


4a. Dignidade: Orador – Livro aberto

O Orador é investido no dever de zelar e fiscalizar o cumprimento rigoroso das Leis Maçônicas e dos Rituais. Daí ser a única Dignidade que, na ordem administrativa da Loja Maçônica, não compõe o Poder Executivo, sendo um Membro do Ministério Público (artigo 96 do RGF). A atribuição desse Título implica no conhecimento profundo das leis, regulamentos e dos particulares do ofício, e, como assessor do Venerável-Mestre, pode a este solicitar diretamente a palavra. Como Guarda da Lei e tendo como uma de suas atribuições trazer luzes para uma dúvida de ordem legal, não é sem razão que o Sol, simbolicamente, está do lado do Orador. O Livro Aberto é a sua Jóia, que nos faz lembrar de que nada estará escondido ou em dúvida. Simboliza o conhecedor da tradição do espírito maçônico, o guardião da Lei Magna Maçônica, dos Regulamentos e dos Ritos.



5a. Dignidade: Secretário – Duas penas cruzadas

O Secretário, auxiliar direto do Venerável Mestre, é o responsável pelos registros dos trabalhos em Loja, para assegurar que serão passadas à posteridade todas as ocorrências; daí lhe ser confiado o dever de lavrar as atas das sessões da Loja nos respectivos livros, manter atualizados os arquivos, além de outras atribuições próprias do cargo, que são em grande número. Assim como a Lua, um símbolo desse cargo, deverá refletir o que ocorre em Loja. A Jóia do Secretário é representada por Duas Penas Cruzadas, sabendo todos da utilidade antiga da pena como instrumento de escrita e, sendo duas penas cruzadas, asseguram que haja a ligação do passado com o presente, a tradição que registrará a “memória” da Loja para a posteridade.

6a. Dignidade: Tesoureiro – Duas chaves cruzadas

Cabe ao Tesoureiro praticar todos os atos inerentes à vida financeira e contábil da Loja, tais como: arrecadar toda a receita da Loja e pagar todas as despesas; cobrar contribuição em atraso, zelar pelo numerário pertencente à Loja, apresentar orçamento, balancetes e balanço geral da Loja, e organizar a escrituração contábil. A sua Jóia é representada por duas Chaves Cruzadas, símbolo maior da sua atribuição de zelar pelo numerário da Loja, obedecendo o que lhe disse seu Instalador quando de sua posse: “Essa Jóia deve lembrar-vos que vosso dever é zelar pela perfeita arrecadação das contribuições dos Obreiros e de outra receitas, bem como zelar pela exata execução das despesas da Loja.”

7a. Dignidade: Chanceler – Timbre da Loja

Ao Chanceler é confiada a condição de depositário do Timbre e do Selo da Loja, motivo pelo qual assume a obrigação principal de timbrar e selar os papéis e documentos expedidos pela Loja, dentre outras atribuições, tais como: zelar pelo livro de presença da Loja, emitir certificados de presença a irmãos visitantes, manter em dia o controle de presenças da Loja, para fins de votações, guardar o Livro Negro e o Livro Amarelo e manter manutenção dos arquivos com os dados necessários à perfeita qualificação dos Membros e seus cônjuges e dependentes. A Jóia fixada em sua fita é o Timbre da Loja ou Chancela, a representar seu papel de Guarda-Selo da Loja. Este artefato não possui nenhum significado esotérico, representando apenas o símbolo alusivo ao título.

Oficial: Mestre de Cerimônias - Régua ou triângulo

O Mestre de Cerimônias deve ser o encarregado por todo cerimonial da Loja, devendo, portanto, ser um profundo conhecedor da ritualística. A perfeição dos trabalhos em Loja, tendo como consequência e Paz e a Harmonia, depende muito de uma boa atuação do Mestre de Cerimônias. É confiada a ele a Jóia representada por uma Régua Graduada, símbolo do aperfeiçoamento moral, da retidão, do método, da Lei e com uma gama de simbologia que bem merece um trabalho à parte sobre essa ferramenta. Ou triAñgulo devido a sua perfeição.

Vale lembrar também que o Mestre de Cerimônia empunha com a mão direita um Bastão (sucedâneo da Espada) encimado por um Triângulo que nos faz recordar do cajado dos primeiros pastores.

Oficial: Hospitaleiro - Bolsa

O Hospitaleiro recebe atribuições diretamente relacionadas à organização dos atos de beneficência e solidariedade maçônicas em defesa dos menos favorecidos, passando desde a obrigação de fazer circular o Tronco de Beneficência durante as sessões até presidir a Comissão de Beneficência. Concretiza o verdadeiro símbolo do mensageiro do amor fraterno, sendo-lhe confiada a Jóia representada por uma Bolsa, artefato que bem representa o ato de coleta dos óbolos da Beneficência.

Oficiais: Diáconos (2) - Pomba

A palavra Diácono deriva do grego e significa servidor. Os Diáconos, em número de dois no Rito Escocês Antigo e Aceito, exercem a função de verdadeiros mensageiros. O 1o. Diácono é encarregado de transmitir as ordens do Venerável-Mestre ao 1o. Vigilante e a todas as Dignidades e Oficiais, de sorte que os trabalhos se executem com ordem e perfeição; já o 2o. Diácono deve executar a mesma tarefa, sendo que as ordens partirão do 1o. Vigilante e serão transmitidas ao 2o. Vigilante, zelando para que os Irmãos se conservem nas Colunas com respeito, disciplina e ordem. A Jóia confiada aos Diáconos é a Pomba, uma alusão à simbologia de mensageira inerente a essa ave.

Oficiais: Expertos (2) - Punhal

Esses Oficiais são encarregados, dentre outras funções, de proceder ao Telhamento dos visitantes antes de ingressarem no Templo, e, como “Irmão Terrível”, de acompanhar e preparar os candidatos à Iniciação, inclusive durante as provas às quais são submetidos. Durante a Sessão, são substitutos eventuais dos vigilantes (artigo 109, do Regulamento Geral da Federação), em caso de ausência. O Punhal é a sua respectiva Jóia, e simboliza o castigo e o arrependimento reservados aos perjuros. Também representa uma arma a ser usada na defesa da liberdade de expressão, tendo, ao invés do tradicional significado de traição, uma simbologia ligada à fortaleza.

Oficial: Porta-Bandeira - Bandeira

O Porta-Bandeira abraça o dever de portar o Pavilhão Nacional segundo o protocolo de recepção da Loja, com o propósito precípuo de representar a Pátria, zelando pelo mais alto sentimento patriótico. Assim, como não poderia ser diferente, lhe é confiada a Jóia representada por uma Bandeira, que reproduz em forma diminuta o Pavilhão Nacional. .

Oficial: Porta-Estandarte - Estandarte

Compete ao Porta-Estandarte guardar e transportar o Estandarte da Loja e suas condecorações, fazendo-os presentes em eventos como convenções, solenidades, congressos, encontros e reuniões maçônicas. A Jóia a ele confiada é o Estandarte.

Oficial: Porta-Espada - Espada

O Porta-Espada tem, como Jóia, uma Espada, mais especificamente a Flamejante (de fogo) com suas doze ondulações ou curvas, tida como a espada dos guardiães angélicos. Com este desenho estilizado de raio, lembra a “Espada de fogo” dos “Querubins” (Gen. 2:24) – símbolo do poder criador ou da vida. É apresentada nas Sessões Magnas de Iniciação, pelo Porta-Espada ao Venerável-Mestre, quando da Sagração do neófito. Somente nessas ocasiões, e também nas Sessões Magnas de Elevação e Exaltação, é que este Oficial deixa seu assento no Oriente, à esquerda do Venerável-Mestre para exercer seu ofício. Como somente um Mestre Instalado pode tocar na Espada Flamejante, esse artefato é entregue ao Venerável sobre uma almofada, para que o Venerável possa pegá-la e empunha-la com a mão esquerda, para o ato de Consagração.

Oficiais: Cobridores (2) - Duas espadas cruzadas (Cobridor Interno)
Alfange (Cobridor Externo)

Os Cobridores, tanto o Externo como o Interno, possuem obrigações bem específicas. O Cobridor Interno deve guardar e vigiar a entrada do Templo, zelando pela plena segurança dos trabalhos da Loja e controlando a entrada e a saída de Obreiros. É o responsável, portanto, direto pela proteção contra o mundo externo e pela regularidade ritualística no acesso ao Templo. Ele carrega em seu colar Duas Espadas Cruzadas, que é o símbolo do combate franco e leal e da vigilância. Em guarda para o combate, as duas espadas cruzadas nos ensinam a nos pormos em defesa contra os maus pensamentos e a ordenarmos moralmente nossas ações. São as armas da vigilância e de proteção contra o mundo profano.

A seu turno, o Cobridor Externo é o contato entre o mundo externo e o interior da Loja, garantindo o rigoroso silêncio nas cercanias do Templo e zelando para que não haja evasão sonora durante a realização dos trabalhos em Loja. Assim, esse Oficial deve permanecer no vestíbulo do Templo, como seu Guardião, cobrindo-o, telhando-o (ou fazendo o Telhamento) para que não haja Goteira. A sua Jóia é a Alfanje, que consiste em um sabre de folha curta e larga. A literatura não tráz maiores explicações sobre esta Jóia, mas como o sabre é uma espécie de espada, permite-se deduzir que o seu sentido simbólico é semelhante ao da Jóia do Cobridor Interno, isto é, o de defesa, no caso externa, contra qualquer violação contra o templo. Esse cargo, infelizmente, está sendo relegado e abandonado pelas Lojas.

Oficial: Mestre de Harmonia - Lira

É conferido ao Mestre de Harmonia o dever de selecionar e executar belas peças musicais, pertinentes a cada sessão, em seqüência apropriada à luz do Ritual, bem como fazer soar, nos momentos oportunos, o Hino Maçônico, o Hino Nacional Brasileiro e o Hino à Bandeira Nacional. A Jóia que lhe é confiada é a Lira – instrumento musical dos mais antigos de que se tem notícia, considerado símbolo da música universal.

Oficial: Arquiteto - Trolha

Ao Arquiteto são conferidas as tarefas de garantir tudo quanto pertencer às decorações, ornatos e cerimoniais do Templo, segundo cada sessão, além de assumir a guarda e responsabilidade dos materiais usados e inventariá-los. A verificação das condições de uso dos utensílios e móveis, providenciando eventuais reparos e substituições, também é inerente à sua função do Arquiteto.

Este Oficial carrega, como Jóia, uma Trolha, que simboliza a indulgência, o perdão, a tolerância, a equidade e a união. Trata-se de um artefato usual dos pedreiros, aqueles que manipulam a argamassa da União Fraterna, cimentando as pedras do Edifício na busca da Unidade. A Trolha tem a função de reunir, misturar e unificar, constituindo-se no símbolo do amor fraterno que deve unir todos os Maçons.

Oficial: Mestre de Banquete - Cornucópia

O Mestre de Banquete está incumbido de organizar os Banquetes, Coquetéis e Ágapes fraternais de sua Loja. Este Oficial usa como Jóia uma Cornucópia, que simboliza a abundância, a fartura, às vezes cercada por flores e frutas.

Oficial: Bibliotecário – Livro fechado cruzado por uma caneta

O Bibliotecário é o responsável pela Biblioteca da Loja. Cabe a ele organizar e coordenar a utilização dos livros pertencentes à Loja. A Jóia confiada a este Oficial é o Livro fechado cruzado por uma caneta, símbolo auto-explicativo para as atribuições desse cargo.


III. Conclusão.

A despeito de serem breves as considerações formuladas, há de se reconhecer sobeja importância dos Títulos dos cargos e suas respectivas Jóias no universo maçônico. Em primeiro plano, gozam de relevante papel na administração de uma Loja Maçônica, porquanto distinguem os cargos e elevam os seus ocupantes à honorificência, o que certamente contribui para a seriedade e disciplina dos trabalhos desenvolvidos no dia-a-dia.

Já no plano litúrgico, os Títulos e Jóias também merecem deferência. A Maçonaria se expressa através de Símbolos. A ampla compreensão e o pleno exercício dos ideais e deveres maçônicos estão indissoluvelmente condicionados ao desafio de desvendar justamente as alusões do simbolismo maçônico. Afinal, já dizia A. Micha (Le Temple de la Verité ou la Francmaçonnerie Dans la veritable doctrine, 2a. ed., Anvers, p. 63, In: Guimarães, João Nery. A Maçonaria e a Liturgia: Uma Poliantéia Maçônica. Londrina, Trolha, 1998, p. 29), “se a verdade sobre a natureza essencial do ser e da vida universal é tão alta e tão sublime que nenhuma ciência vulgar ou profana não pode chegar a descobrir, o simbolismo é, por sua vez, como uma espécie de revestimento, de meio de conservação ideal dessa verdade e uma linguagem ideográfica que a Iniciação entrega à nossa meditação, e que só os Iniciados podem traduzir sem deformar-lhe o sentido”.

E, certamente, os Títulos e a Jóias constituem ricos e valiosos símbolos a serem cada vez mais refletidos, com vistas a libertar o pensamento universal, evoluir e se aproximar do Grande Arquiteto do Universo.





BIBLIOGRAFIA CONSULTADA:

RITUAL DE APRENDIZ: Rito Escocês Antigo e Aceito –

ASLAN, Nicola. Comentários ao Ritual de Aprendiz: Vade-Mecum Iniciático. Londrina/PR,
Ed. A Trolha, 1995, v.2.

ASLAN, Nicola. Grande Dicionário de Maçonaria e Simbologia. Londrina/PR, Ed. A Trolha, 1996, 4v.

BELTRÃO, Carlos Alberto Baleeiro. As Abreviaturas na Maçonaria. São Paulo/SP, Ed. Masdras, 1999, 166p.

CARVALHO, Assis. Cargos em Loja. 7. ed., Londrina/PR, Ed. A Trolha, 1998, 201p.

FIGUEIREDO, Joaquim Gervásio de. Dicionário de Maçonaria: Seus Mistérios, Seus
Ritos, sua Filosofia, sua História. São Paulo/SP, Ed. Pensamento, 2000, 550p.

GUIMARÃES, João Nery. A Maçonaria e a Liturgia: Uma Poliantéia Maçônica. Londrina/PR,
Ed. A Trolha, 1998, v. 1, p. 38-41

PACHECO Jr., Walter. Entre o Esquadro e o Compasso. 2 ed., Londrina/PR, Ed. A Trolha, 1997, 213p.