domingo, 24 de fevereiro de 2013

DOCUMENTOS HISTÓRICOS MAÇÔNICOS RECUPERADOS EM SÃO PAULO



Especialistas tentam recuperar parte do acervo do Museu Maçônico, do Rio. Acervo conta a história da Ordem e também do Brasil Império. 

 
Restauro Maçonaria (Foto: Carolina Iskandarian/ G1)
Documentos que contam sobre a Maçonaria foram destruídos por traças, cupins e pela má conservação (Foto: Carolina Iskandarian/ G1)
 
Há um ano, quando pisou no Museu Maçônico do Palácio do Lavradio, no Centro do Rio, com a incumbência de recuperar o acervo, o restaurador Tércio Gaudêncio não tinha ideia de que seu trabalho seria muito maior. Até hoje, ele revira os sacos de lixo onde foram despejados livros e documentos históricos. A maioria traz informações sobre a Maçonaria e o Brasil Império. Gaudêncio conta que, se não tivesse passado pelo depósito do prédio, não teria esbarrado naquele “tesouro”, que agora passa por restauro em São Paulo.

“Estava tudo em 251 sacos pretos de lixo de cem litros. Sem saber o que tinha dentro, fomos abrindo documento por documento e começamos a descobrir coisas fantásticas”, diz o restaurador em sua oficina, na Zona Sul da capital paulista. Entre os documentos recolhidos, o especialista, dono de uma empresa de restauração, aponta raridades. Ele calcula que trouxe em três caminhões para São Paulo cerca de 17 mil documentos, sete mil livros, 30 gravuras e 13 quadros.

Uma das raridades é um decreto do rei português D. João VI, datado de junho de 1823, com, entre outras, a seguinte ordem contra os maçons: "todas as sociedades secretas ficam suprimidas (...) e nunca mais poderão ser instauradas". No acervo, há ainda atas de reuniões da Maçonaria no século 19 e documentos sobre a proclamação da independência do Brasil.

Agora bem guardada em uma caixa está uma Bíblia, que, segundo Gaudêncio, é de 1555 e foi escrita em aramaico, grego antigo e latim medieval. “D. Pedro I ganhou quando se casou. Só existem três edições desta no mundo”, afirma ele sobre a raridade. A publicação ficava exposta aos visitantes em uma vitrine, o que não impediu o estrago. “Jogaram a capa original fora e colocaram outra com uma cola muito ruim”, conta Ruth Sprung Tarasan, uma das coordenadoras do trabalho de restauro.

Irregularidades
 
Marcos José da Silva, o grão-mestre geral do Grande Oriente do Brasil (ao qual estão subordinadas muitas lojas maçônicas no país), admitiu ao G1 que o prédio onde fica o museu não está em boas condições e sofre com infiltrações, cupim e mofo, entre outros problemas. Ele disse não saber por que parte do acervo estava em sacos de lixo e atribuiu à “falta de uma pessoa habilitada” o fato de o material ter sido acondicionado daquela maneira.

Restauro Maçonaria (Foto: Carolina Iskandarian/ G1)
Ruth, Gaudêncio e Ana Maria (de amarelo) mexem
em quadro que está sendo restaurado
(Foto: Carolina Iskandarian/ G1)
 
“É desconhecimento, falta de uma pessoa habilitada. Durante muitos anos o acervo não teve a manutenção devida, verificamos em que estado ele estava e resolvemos enfrentar o desafio”, contou ele, sem revelar quem cuidava do museu e quanto custará o trabalho de restauro das peças e de reforma do prédio. A organização, que tem sede em Brasília, assumiu a direção do local em setembro de 2009.

Silva disse preferir acreditar que os livros e documentos históricos não iriam para o lixo. “Acredito que estavam ali para futura apreciação.” As obras começaram em março de 2010 e ele não deu previsão de término.

Da Maçonaria

Por ser maçom e ter muita experiência no ramo, Gaudêncio assumiu a restauração de parte do acervo do Museu Maçônico, o primeiro da categoria na América do Sul. Enquanto ele se debruça sobre livros e papéis destruídos por traças, cupins e mofo, o prédio do museu na capital fluminense passa por reformas.

Parte do material que está sendo recuperada estava nos sacos plásticos pretos. “Ia tudo para o lixo. Dá para imaginar quanta pesquisa a gente podia fazer com isso?”, questiona Ruth, que também é historiadora. “Sou obrigado a ler os documentos e começo a cair de costas porque a história dos livros não é a mesma. Aqui, tenho os originais dos grandes maçons da época. E só quem é da Maçonaria pode mexer nisso”, ressalta Gaudêncio, entusiasmado com o trabalho que teve início em 2010 e que pretende entregar no segundo semestre deste ano. 
Documentos são achados em sacos de lixo (Foto: Divulgação/ Tércio Gaudêncio)
Documentos são achados em sacos de lixo (Foto:
Divulgação/ Tércio Gaudêncio)
 
O processo de restauração inclui encadernar os livros, recuperar o papel destruído e retocar a tinta das palavras. Para garantir a perpetuação do material, Gaudêncio e sua equipe digitalizam o que conseguem salvar. “Já temos 14 mil documentos digitalizados”, diz ele. O G1 esteve no escritório de Gaudêncio e viu quando a restauradora Ana Maria do Prado tentava recuperar a cor original de dois quadros: o do general Osório e do visconde de Sapucaí.

“O desenho tem muito retoque. Muita gente mexeu; o verniz está oxidado”, revela Ana Maria, que põe na ponta do pincel uma tinta especial para restauradores. “Ela é reversível. Sai com qualquer solvente e não ataca a pintura original”, explica. “Hoje em dia, tudo tem que ser reversível. Não se sabe o que vamos achar daqui a 20 anos”, completa Ruth.

De acordo com Luiz Alberto Chaves, integrante do Grande Oriente do Brasil em Brasília, o prédio do museu na Rua do Lavradio foi comprado em 1840 e passou por dois anos de reformas. Foi sede da Maçonaria até 1978, quando houve a transferência para Brasília.

Maçonaria e a Independência

Apesar de o imperador D. Pedro I ser da Maçonaria, para a professora de história Miriam Dolhnikoff, da Universidade de São Paulo (USP), ele não foi tão influenciado pelos maçons quando declarou a independência do Brasil em 1822. “A Maçonaria não teve toda essa importância no processo de independência. Ela era um espaço de debate político entre outros espaços”, explica Miriam.

“Ele (D. Pedro I) foi maçom porque na época todos da elite eram”, completa a professora. Segundo ela, a Maçonaria defendia que o Brasil deixasse de ser colônia portuguesa, por isso, as críticas do rei D. João VI ao movimento.

Restauro Maçonaria (Foto: Carolina Iskandarian/ G1)
 
Gaudêncio mostra gravura que precisa de restauro (Foto: Carolina Iskandarian/ G1)

Carta Marechal Deodoro às Autoridades do G.’. O.’. do Brasil – (1891)



marechal_deodoro_01  marechal_deodoro_02

Documento de Reeleição de José Bonifácio – (1832)



Jbonifacio1 Jbonifacio2 Jbonifacio3


Carta de D. João VI – Conta a Maçonaria (1823)



carta_djoao 1     carta_djoao_2

Diploma Grau 31 Marechal do exercito Manoel Deodoro da Fonseca (1890)



Diploma_Grau_31_Mar_Deodoro
Marchal Deodoro

CARTA LÍBERO BADARÓ


Carta Libero badaró 1Carta Líbero badaró 2
Carta Líbero badaró 3Carta Líbero badaró 4
Carta Líbero Badaró

Carta despedida de D. Pedro I - 1834


carta_de_despedida_de_d._pedro_I
 Abaixo Transcrição da Carta de Despedida de D. Pedro I  (1834)
“Não sendo possível dirigir-me a cada um dos meus verdadeiros amigos em particular passo me despedir, e lhes agradecer ao mesmo tempo, os obséquios que me fezeram e outro sim passerei a lhes pedir perdão de alguma ofensa que de mim possam ter , ficando certos que se em alguma coisa os agravei foi sem a menor intenção de ofendê-los; faço esta carta para que impressa eu possa deste modo alcançar a fim a que me proponho. Eu me retiro para a Europa, saudoso da dos filhos e dos meus verdadeiros amigos. Deixar objetos tão caros é sumamente sensível, ainda no coração mais duro; mais deixá-los para sustentar a honra, não pode haver maior glória.
 Adeus Pátria, adeus amigos e adeus para sempre. 
Porto da Nau Inglesa Warspite – 12 de Abril de 1834.
D. Pedro de Alcântara de Bragança e Bourbon ”

A carta de despedida de D.Pedro I - 1831



A carta de despedida de D.Pedro I


O reconhecimento internacional da Independência, em decorrência dos tratados firmados com Portugal (1825) e Inglaterra (1826), assim como a perda da Província Cisplatina, que se tornou o estado independente do Uruguai, afetaram as finanças do Império e contribuíram para o desgaste político do imperador D.Pedro I.Paralelamente, com a morte de d. João VI (1826), cresciam os embates em torno da sucessão ao trono português, entre d. Pedro, herdeiro legítimo, e seu irmão d. Miguel. D. Pedro abdicou em favor de sua filha, Maria da Glória, afastando assim os temores de uma nova união entre Brasil e Portugal. Esses acontecimentos contribuíram para que d. Pedro I abdicasse ao trono brasileiro, no dia 7 de abril de 1831, partindo para Portugal. Aqui ficou seu filho Pedro de apenas cinco anos de idade como futuro imperador.

Carta de Despedida de d. Pedro I para seu filho d. Pedro II     

"Meu querido filho, e meu imperador. Muito lhe agradeço a carta que me escreveu, eu mal a pude ler porque as lágrimas eram tantas que me impediam a ver; agora que me acho, apesar de tudo, um pouco mais descansado, faço esta para lhe agradecer a sua, e para certificar-lhe que enquanto vida tiver as saudades jamais se extinguirão em meu dilacerado coração. Deixar filhos, pátria e amigos, não pode haver maior sacrifício; mas levar a honra ilibada, não pode haver maior glória. Lembre-se sempre de seu pai, ame a sua e a minha pátria, siga os conselhos que lhe derem aqueles que cuidarem na sua educação, e conte que o mundo o há de admirar, e que me hei de encher de ufania por ter um filho digno da pátria. Eu me retiro para a Europa: assim é necessário para que o Brasil sossegue, o que Deus permita, e possa para o futuro chegar àquele grau de prosperidade de que é capaz. Adeus, meu amado filho, receba a benção de seu pai que se retira saudoso e sem mais esperanças de o ver.”

    D. Pedro de Alcântara
    Bordo da Nau Warspite
    12 de abril de 1831 

O Irmão Adormecido






Hoje fui ao mercado e durante as compras me deparei com uma cena inusitada. Vi um irmão, que está adormecido e a quem vou preservar a identidade, conversando com uma lata de sardinhas. Limpei a vista para ver se não se tratava de uma miragem daquelas que ocorrem aos sedentos no deserto, olhei novamente e lá estava o irmão efetivamente dizendo alguma coisa para uma lata de sardinhas. Não uma qualquer, mas uma da marca Coqueiro. Olhei ao redor para ver se a cunhada estava acompanhando o irmão, mas constatei que ele estava só.
 Meu primeiro impulso, confesso-o agora envergonhado, foi o de me aproximar sorrateiramente para ouvir a conversa, mas fiquei parado e observando tentando decifrar alguma coisa pela leitura labial, mas vejo-me forçado a proclamar minha ignorância nesta arte, não obtive êxito, percebi apenas umas poucas palavras espaçadas que pensei tratar-se de: chuva, atraso, cebola, ônibus. Não conseguia encontrar nexo nelas com a ausência dos verbos e advérbios de ligação, os quais não consegui captar.
 Era uma situação um tanto quanto estranha, mas não podia-se afirmar que totalmente destituída de bom senso. Talvez o irmão estivesse estudando teatro e estava ensaiando Hamlet com o conhecido: 

"ser ou não ser, eis a questão".
 É possível que ele estivesse dizendo prá lata de sardinhas: "Sou ou não sou maçom". e talvez ele tenha captado ela respondendo "uma vez iniciado, serás sempre maçom"
E na verdade essa é uma questão que efetivamente merece algumas reflexões:
  
O que de efetivo fazem as Lojas atualmente para resgatar aos seus quadros aqueles irmãos adormecidos, que por uma ou outra razão se afastaram do nosso convívio fraterno? Por que aqueles que um dia foram recebidos em júbilo, não recebem hoje os efusivos cumprimentos e saudações enlatadas?
 Talvez ele tenha dito : Por que me abandonastes? e talvez ele tenha captado como resposta o silêncio.O silêncio dos inocentes que fizeram sua parte. Que fizeram o que foi possível. Mas o que foi possível talvez não tenha sido o adequado. E reina silêncio em ambas as colunas.
 É fato que não só a maçonaria, mas o mundo passa por uma transformação muito acentuada, e muitas Lojas hoje talvez funcionem como verdadeiras empresas capitalistas, descartam-se aqueles que não estão apresentando produção, e contratam-se novos membros, que são efusivamente recepcionados com discursos empolados e cansativos carregados de antigos chavões, que infelizmente já ouvimos várias vezes e tem se perpetuado no tempo, mais por palavras do que por ações: diz-se: a família maçônica está em júbílo pela aquisição de mais um obreiro, blá,blá,blá, diz-se: agora que você entrou para a maçonaria deixe a maçonaria entrar em você, blá, blá, blá. Cada vez menos se tem aquela fala limpa e pura que brota do seio da alma, que jorra do centro do coração ressaltando o verdadeiro sentido da irmandade. O que hoje se recebe em júbilo talvez seja o desprezado de amanhã.
 É o mundo em pleno compasso de evolução, e os modernos meios de comunicação tem uma relevância imperativa nesse processo, vemos poderosos grupos tendo descortinadas suas mazelas, expondo suas purulentas feridas, à citar como exemplo a Igreja Católica que atravessa uma aguda crise com a renúncia do atual Papa tendo como epicentro questões ligadas a pedofilia, corrupção e disputas de poder. A mesma igreja que nos idos do século XVI tendo a necessidade de vozes agudas em seus corais, onde não admitiam mulheres, castrava jovens rapazes, que em sua maioria eram crianças orfãs ou abandonadas, a fim de lhes preservar, ainda na fase adulta, a tessitura vocal da infância, cuja extensão vocal é quase idêntica àquela própria das tessituras vocais femininas. Eram os chamados "castrati" e eram muito valorizados e agraciados (há um excelente filme de 1994 sobre o tema chamado "Farinelli il castrato", que vale a pena ser visto). Inclusive há uma bula papal, par ecida com aquela que considera os maçons excomungados, emitida em 1589 pelo papa Sisto V aprovando formalmente o recrutamento de castrati para o coro da Igreja de São Pedro. 313 anos e muitos castrati depois, o Papa Leão XIII proibiu definitivamente a utilização dos castrati nos coros da igreja O último castrato a abandonar o coro da Capela Sistina foi Alessandro Moreschi (1858-1922), no ano de 1913.
  
É fato que ao longo do tempo sempre estivemos envoltos num contínuo processo de transformação, tenhamos ou não consciência disso, mas é fato que muitos valores de outrora trasmutaram-se em outros atualmente e possivelmente serão outros amanhã, mas é preocupante perceber o verdadeiro conceito de irmandande perdendo sua mais bela pureza. É triste ver irmãos recebidos com grande alegria em suas Sessões Magnas de Iniciações e posteriormente serem simplesmente banidos do reino.

Ou em Sessão o Irmão dizer na cara dele..." Sou seu Irmão apenas em Loja, lá fora faça que não me conhece ..!!" pergunto-lhes  o que é pior, falar com a lata de sardinha, adormecido, ou ser tratado como uma lata de sardinha em Loja ou fora dela?

Deixo para os IIr.'. refletirem!!
TFA

“O que fazer para melhorar o cérebro”?



“O que fazer para melhorar o cérebro”?

“Você tem de tratar do Espírito. Precisa estar feliz, de bem com a vida, fazer exercício. Se está deprimido, reclamando de tudo, com a autoestima baixa, a primeira coisa que acontece é a memória ir embora; 90% das queixas de falta de memória são por depressão, desencanto, desestímulo. Para o cérebro funcionar melhor, você tem de ter motivação. Acordar de manhã e ter desejo de fazer alguma coisa, ter prazer no que está fazendo e ter a autoestima no ponto”.

“O que a cabeça tem haver com a alma”?

Assim você pode responder:  “Eu acredito que a alma está na cabeça. Quando um doente está com morte cerebral, você tem a impressão de que ele já está sem alma… Isso não dá para explicar, o coração está batendo, mas ele não está mais vivo. Isto comprova que os sentimentos se originam no cérebro e não no coração”.

Questionado se a vida moderna atrapalha, assim você pode se  manifestar: “Não, eu acho a vida moderna uma maravilha. A vida na Idade Média era um horror. As pessoas morriam de doenças que hoje são banais de ser tratadas. O sofrimento era muito maior. As pessoas morriam em casa com dor. Hoje existem remédios fortíssimos, ninguém mais tem dor”.

“Existe algum inimigo do bem funcionamento do cérebro”?

“O exagero. Na bebida, nas drogas, na comida. O cérebro tem de ser bem tratado, como o corpo. Uma coisa depende da outra. É muito difícil um cérebro ir muito bem num corpo muito maltratado, e vice-versa”.

Quanto à indagação de que seremos a última geração que vai envelhecer, responderás: “Acho que vamos morrer igual, mas vamos envelhecer menos. As pessoas irão bem até morrer. É isso que a gente espera. Ninguém quer a decadência da velhice. Se você puder ir bem de saúde, de aspecto, até o dia da morte, será uma maravilha”.

E complementarás , sobre o funcionamento cerebral dos jovens de hoje: “O cérebro vai se adaptando aos estímulos que recebe, e às necessidades. Você vê pais reclamando que os filhos não saem da internet, mas eles têm de fazer isso porque o cérebro hoje vai funcionar nessa rapidez. Ele tem de entrar nesse clique, porque senão vai ficar para trás. Isso faz parte do mundo em que a gente vive e o cérebro vai correndo atrás, se adaptando”.

Pergunto a você: “Você acredita em Deus”?

“Geralmente depois de dez horas de cirurgia, aquele estresse, aquela adrenalina toda, quando um médico acaba  de operar, vai até a família e diz: “Ele está salvo”.

 Aí, a família olha pra o médico  e diz: “Graças a Deus!”.

Então, até o médico acredita que não foi apenas "eles" que operaram o paciente,   e que existe algo mais, independentemente de religião”.

Seja o nome que for...nós o chamamos  de G.'.A.'.D.'.U.'.!

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Mistérios elucidados sobre os maçons



Para começar, a maçonaria não é tão secreta assim. Em vários países, inclusive no Brasil, todo mundo sabe onde ficam as lojas maçônicas e quem são seus membros. Maçons publicam revistas e divulgam suas idéias em sites da internet. E, se antes mantinham seus templos imersos numa aura de mistério, hoje permitem visitas. Nossa reportagem entrou no templo da Grande Loja da Argentina de Maçons Livres e Aceitos, situada na rua Perón, 1242, em Buenos Aires. Durante 3 horas, conversamos com diversos integrantes da maçonaria – e muitos nos entregaram cartões em que se identificavam como membros da ordem.
A julgar por iniciativas desse tipo, parece que a organização nunca foi tão aberta como hoje. Será que o grande segredo da maçonaria é não ter segredo algum, como dizem alguns irmãos? Pode ser. Mas o certo é que eles ainda mantêm sessões a portas fechadas. Angel Jorge Clavero, grão-mestre da Grande Loja da Argentina, tem uma explicação para isso. “A maçonaria não é secreta, mas discreta. As cerimônias que realizamos aqui só interessam a nós, são reservadas aos iniciados.” Para Clavero, é exatamente o que ocorre em qualquer reunião, seja de condomínio ou da diretoria de uma multinacional. “Se você não é dono de um apartamento no prédio ou diretor da empresa, não vão deixá-lo entrar.
VÁRIAS MAÇONARIAS
O argumento do grão-mestre faz sentido. Por outro lado, diretores de empresas não costumam se reunir para debater filosofia, vestidos com aventais coloridos e rodeados de objetos simbólicos. Além disso, nem você nem seus vizinhos de apartamento precisam jurar segredo absoluto sobre o que foi discutido na reunião de condomínio. Na maçonaria, é assim que as coisas funcionam. Para entender os porquês disso tudo, o primeiro passo é levar em conta que não existe uma só, mas várias maçonarias.
organização é uma rede global, hoje composta de cerca de 6 milhões de integrantes espalhados pelos 5 continentes. Os rituais variam muito, de um país para outro. Cada loja tem autonomia, mesmo que pertença a uma federação nacional ou continental. Algumas usam a Bíblia em suas reuniões. Outras, a Torá ou o Alcorão. Essa diversidade permite que os símbolos maçônicos tenham várias interpretações. E foi graças a ela que personalidades extraordinariamente distintas já vestiram o avental da irmandade: de Mozart a dom Pedro 1º, de Winston Churchill a Hugo Chávez (leia mais no quadro das págs. 14 e 15).
Mas as maçonarias também têm muito em comum. Todas elas, independentemente do país, defendem os ideais de liberdade, igualdade e fraternidade. Veneram o Grande Arquiteto do Universo – como se referem a Deus. E exigem requisitos dos iniciados, que, depois de passar por uma cerimônia de iniciação, vão galgando postos e acumulando mais e mais conhecimentos. Embora proíbam falar de política e religião dentro do templo, os maçons continuam tendo o poder e a influência de sempre. A mesma que eles usaram para orquestrar capítulos decisivos da história, como a independência do Brasil, dos EUA e de quase todos os países da América Latina.
A origem da maçonaria é um mistério até para os maçons. Uma das teorias diz que ela surgiu há cerca de 3 mil anos, durante a construção do Templo de Salomão, em Jerusalém. O rei israelita teria recrutado o arquiteto Hiram Abif, mestre na arte de talhar pedras, que ensinava os mistérios do ofício apenas a pedreiros escolhidos a dedo. No fim da obra, 3 artesãos exigiram que ele lhes contasse os segredos. Abif recusou-se e acabou sendo assassinado por isso.
O martírio do arquiteto jamais foi comprovado. Mesmo assim, significa muito para os maçons. Em The Meaning of Masonry (“O Significado da Maçonaria”, inédito no Brasil), o maçom britânico W.L. Wilmshurst interpreta a morte do mestre como um desastre moral para a humanidade – como se a chama do conhecimento tivesse sido apagada. “Agora, neste mundo escuro, ainda temos os 5 sentidos e a razão, que vão nos proporcionar os segredos substitutos”, escreve Wilmshurst. A maçonaria, portanto, seria um sistema filosófico que discute o Universo e nosso lugar dentro dele. Quanto mais o maçomsobe os degraus da confraria, mais perto ele chega da Luz – ou seja, o pensamento racional.
Outra tese afirma que os maçons são herdeiros dos templários, os cavaleiros que viajaram à Terra Santa no século 12 para defender os cristãos, mas acabaram perseguidos pela Igreja. E existe também quem defenda uma origem ainda mais remota, no Egito dos faraós ou na Grécia antiga. Para a maior parte dos historiadores , contudo, foi na Europa medieval que a maçonaria assentou suas bases. Ela teria começado na forma de sindicatos de pedreiros (masons, em inglês), que construíam monumentos para religiosos e monarcas – entre eles a Ponte de Londres e a Catedral de Westminster, também na capital da Inglaterra.
“Os pedreiros ingleses almoçavam e deixavam suas ferramentas em pequenas casas chamadas lodges [lojas]”, explica o jornalista americano H. Paul Jeffers no livro Freemasons (“Maçons”, sem tradução para o português). Assim como Abif, eles mantinham em segredo seus métodos de construção, pois eram a garantia de melhores salários.
Esses sindicatos floresceram até o século 16, quando os pedreiros tiveram uma surpresa. Abalada pela Reforma Protestante e pela rixa com o rei Henrique 8º, a Igreja parou de construir catedrais. Resultado: contratos para novas obras minguaram. “A maçonaria entrou em crise e sofreu uma grande mudança. Tudo que era ligado à prática do ofício na pedra passou a ser alegórico, e as ferramentas viraram símbolos na contemplação dos mistérios da vida”, diz Jeffers. A ordem deixou de ser “operativa” para ser “especulativa”. E as lojas maçônicas passaram a interpretar esses símbolos por meio de conceitos morais, éticos e filosóficos. A sociedade foi aberta a outros profissionais, como os cientistas, e deixou-se influenciar até pela alquimia.
Em 1717, 4 lojas de Londres se uniram na Grande Loja Unida da Inglaterra, que marcou o início damaçonaria atual. Em 1723, o maçom James Anderson compilou a tradição oral da irmandade numa constituição, cujos lemas eram ciência, justiça e trabalho. Quem não gostou de nada disso foi a Igreja, sentindo seu poder ameaçado por um grupo que rejeitava dogmas, aceitava seguidores de outras crenças e era contra a influência da religião na vida pública. Pior: discutia seus assuntos em segredo, o que só aumentava a desconfiança da Santa Sé. Em 1738, o papa Clemente 12 emitiu uma bula em que excomungava a maçonaria – ratificada em 1983 pelo cardeal Joseph Ratzinger, atual papa Bento 16.
O tiro saiu pela culatra. Quanto mais a maçonaria era difamada, mais ela atraía revolucionários – entre eles, o libertador sul-americano Simon Bolívar e o herói da independência americana Benjamin Franklin. A Revolução Francesa também assumiu os valores maçônicos, mas não com a intensidade que muitos imaginam. “Do mesmo jeito que alguns revolucionários franceses eram maçons, como Jean-Paul Marat, alguns opositores da revolução também eram”, diz o historiador inglês Jasper Ridley no livro The Freemasons (“Os Maçons”, inédito no Brasil). No século 20, a Igreja continuaria no encalço damaçonaria.
CÓDIGOS SECRETOS
história de perseguição explica por que os maçons desenvolveram códigos para se reconhecer no meio de outras pessoas. No aperto de mão, por exemplo, um tocaria com o indicador no pulso do outro. Ao se abraçar, eles colocariam um braço por cima, outro por baixo, em X, e bateriam 3 vezes nas costas. Mais uma forma de comunicação em lugares públicos seria ficar em posição ereta e com wos pés em forma de esquadro.
Em seus textos, os maçons abreviam as palavras usando 3 pontos em forma de delta. Exemplos: “Ir” é irmão, “Loj” é loja. Hoje, boa parte desses segredos já virou de domínio público. Tanto que o termo usado pelos maçons para se referir a Deus – Jahbulon, resultado da união dos nomes Javé, Baal e Osíris – aparece em quase 30 mil páginas na internet.
Para ingressar na maçonaria, é necessário ter ficha limpa, ser maior de idade e acreditar em um deus, seja ele qual for. O candidato precisa ser convidado por um maçom e só se torna aprendiz após ser aceito numa cerimônia de iniciação no templo, onde se compromete a não revelar o que escutar ali dentro.
“Nossa meta é formar homens melhores, ensiná-los a se libertar dos dogmas e a pensar por si mesmos”, diz o grão-mestre argentino Jorge Clavero. “A maçonaria não é como um partido político, que fixa posições. Ela atua na sociedade por meio de seus homens, silenciosamente. O iniciado faz sua obra entre a família, os amigos e em seu local de trabalho.”
Fonte: SuperInteressante-2008

A venda da vida


Ao contrário do que se supõe o mundo real não existe para o homem prático e o teórico vive no mundo da lua. Prova-se o que existe são consumo ou a sua instrumentalização, adaptado as suas necessidades. Uma flor só lhe existe se a puser na lapela ou mesmo num jarro; como um pássaro só lhe é real se o tiver numa gaiola ouvindo seu gorjeio ou lhe comer frito. 

Cada indivíduo vê o mundo e se cria a confusão e a contradição. - e o que este tem de acabado, de regular, de complexo e de perfeito de sentir e pensar com toda a facilidade pode ser impossível do sentimento de um o véu escuro e dos seus segredos do pensamento para outro.


Há duas maneiras de olhar e sentir as coisas, vivenciar o mundo, como há duas maneiras de as não olharmos e simplesmente ignorar e não sentir a vida. Ou se olham e ficamos de fora delas ou entendendo e ficando dentro delas.
Só no segundo caso as vemos bem, porque só então nos vemos mal ou simplesmente nos perdemos a nós de vista. O primeiro ver é o do homem prático, o segundo, o do artista.
Um e outro também divergem bem diferentes no modo de não ver as coisas. O primeiro porque simplesmente não vê; o segundo porque não repara.

Os homens mais capazes decidem num piscar de olhos, comportarem-se de acordo com ele, outros parecem estar vendados e não agem cheios de hesitações procuram devagarzinho e na medida do possível. Há outros que não se conseguem decidir e que ficam parados a olhar para ele. E há ainda os que chegam ao ponto de duvidar da existência do mundo. 
Se alguém se sentisse tocado por esta verdade fundamental, nunca mais entraria em disputas e passaria a considerar, quer as representações que os outros possam fazer das coisas, quer a sua, como meros fenômenos.


Olhos abertos é o significado de homens instruídos e com estudos estão preparados para dar alguma coisa ao mundo. Não é verdade. Mas afirmo que os homens instruídos e com estudos, se, para começar, forem inteligentes e criativos, o que infelizmente, raramente acontece, tendem a deixar atrás deles memórias mais valiosas do que os homens simplesmente brilhantes e criativos.

Tendem a exprimir-se mais claramente, dos que se acham ainda vendados de alma e coração, o educado normalmente têm a paixão de seguir os seus próprios pensamentos até ao fim.
E, o que é mais importante, dos homens de olhos abertos nove em cada dez vezes são mais humildes do que os pensadores sem estudos.

A MALDITA SOBERBA


Não se esqueça: terminado o jogo, o rei e o peão voltam à mesma caixa!

A soberba ocorre quando a criatura se julga pretensiosamente superior 
sobre 
as demais pessoas, portando-se com  ostensiva arrogância, muitas 
vezes sem  se dar conta. 

Um líder soberbo é movido por orgulho e por enorme vaidade fortalecida 
por bajuladores que o cercam num cêrco tão espesso que o impede de ver
 a realidade, pois a esses não há interesse de mudanças do "status quo".
 A manipulação da soberba e da pretensão de superioridade, pode mobilizar 
conflitos onde uma massa humana pouco crítica acaba servindo aos
 interesses políticos, ideológicos ou religiosos de alguns líderes. Líderes 
soberbos que assim agiram não faltam na história humana, sendo o nazismo 
alemão um exemplo dentre muitos a se destacar e que como todos pregava
 a doutrina da superioridade de uma raça, de um povo, pregava a hegemonia.  

Isso mostra como a manipulação de líderes 
 soberbos levaram à derrocada seus seguidores,
 com sofrimento para muitos que nada tinham a ver
 com a paranóia, mas que silenciaram quando deveriam gritar. 


A soberba não é privilégio dos ricos e dos inteligentes, pobres e medíocres 
também podem experimentá-la quando se consideram especiais e buscam  ser o 
que não são. O soberbo tende a estar enamorado com a própria existência, 
quer despertar a inveja e a admiração dos outros, quer ser mais 
importante que as outras pessoas; quando  superado, quando se depara 
com alguém de maior prestígio ou mais articulado, aí se deixa dominar por  inveja doentia  porque precisa sempre estar no topo, necessita sentir-se o parâmetro mais alto dentre todos que o cercam, precisa ser o centro 
das atenções; se superado, sente-se ameaçado, atingido, busca denegrir os que julga oponentes, procura atingi-los, destruí-los, leva-los ao ostracismo. A soberba é incompatível com os valores liberdade, fraternidade e igualdade, 
especialmente com este último, pois onde indivíduos se reunem sendo e 
vivendo como iguais, não há espaço para a soberba, não há como aceitar o 
desejo de se tornar diferente e mais especial que os outros.

A correção da soberba ocorre  simplesmente pelo exercício da humildade, 
pelo agir com simplicidade, evitando a ostentação, contendo as vaidades e 
olhando o mundo não apenas a partir de si, mas principalmente ao
 redor de si, e além.Mas não nos confundamos com a falsa humildade,
 ou mesmo com o excesso de humildade, que  é a soberba focada na 
inferioridade, 

o comportamento do soberbo que sendo mediano não se aceita ser 
como a média, não se aceita ser como os demais, precisa se destacar 
dos outros sendo o "mais", sendo o "maior". Se não consegue ser ou 
parecer ser o mais inteligente, então se fará parecer artificialmente 
como o mais ignorante, falando sobre isso o tempo todo para que seja
 interpretado por muitos como uma autodepreciação movida pela humildade, 
mas claro, pela falsa humildade. Com isso engana a muitos e coleciona 
elogios de outros tantos que passam a elogiar o soberbo para não se
 destoarem da massa, para dar mostras ao menos de educação
 ou tolerância. Isso bastará ao soberbo que quer ser destacado dos
 outros que são medianos, essa será sua manobra!

Apesar de muitos se esquecerem dos valores  que nos movem, 
a liberdade, a fraternidade e a igualdade, nada vale a pena que não seja 
pelo amor e pela amizade, pois segundo as palavras de Dante Alighieri...



"...não se esqueça: terminado o jogo, o rei e o peão voltam à mesma caixa!"



Danti Alighieri

...a cada dia estão chegando novas pessoas ruins de coração...


Sabe Irmãos, estou muito triste e decepcionado, pois estou envolto a irmãos perjuros, que nada sabem e nada querem saber.

E o pior de tudo é que a cada dia estão chegando novas "pessoas ruins de coração", que só pensam em conseguir tudo para si e os seus e os demais que se ferrem. 
Cuidado!

 O candidato ruim , se aceito, um dia sentará no Trono de Salomão e, além disso, poderá contribuir para a admissão de outros de sua laia e seu convívio.

 Aí já será tarde.

Denilson Forato M.'.I.'.

Inoperância da oposição de hoje



A atual crise política brasileira, agravada pela falta de reformas, acena para incertezas do futuro do país, mormente pela dificuldade de renovação das lideranças dos quadros partidários de oposição, que não consegue se reciclar para oferecer à sociedade nomes novos, diferentes dessa composição alheia à realidade do que acontece no Brasil, cujas ideologias estão desatualizadas, retrógradas e incapazes de contribuir para motivar a devida empolgação contra as práticas implantada por esse governo, que sabiamente disseminou programas assistencialistas e eleitoreiras às classes de menor poder aquisitivo, medida essa que, além de impactar a produção do país, simplesmente proporciona aos beneficiários verdadeira acomodação com essa esdrúxula situação de ajuda, bancada às custas dos brasileiros que produzem e são obrigados a arcar com essa indecência. 

O certo é que os políticos de oposição não têm conseguido acrescentar nada de novidade na sua surrada cartilha de conformismo e de aceitação da sua passividade contra a enxurrada de desacertos e de deficiências do governo, como a deslavada pilhagem dos cofres públicos, nunca antes vista na história do país; a enorme e exacerbada violência, com índices altíssimos de mortes, vítimas de homicídios ou acidentes de trânsito; o péssimo ensino público, atrasado e de fraca qualidade, com uma gama  da população brasileira constituída de analfabetos, dificultando ascensão social e melhoria de vida do povo; a carência generalizada na saúde pública, onde a insatisfação no atendimento contribui para que a população adoeça ainda mais; a precariedade do saneamento básico; a formação de coalizão interessada em fins contrários aos interesses da sociedade; a ineficiência da máquina pública, apenas voltada para o atendimento de aliados políticos; a pesada carga tributária, dificultando o progresso do país; os elevadíssimos juros, limitando o crédito; enfim, são tantas mazelas que exigem atuação ativa, efetiva e competente da oposição, que, na prática só existe no nome, à vista da sua plena omissão. 

Com seu pífio desempenho, a oposição presta grande contribuição à desenvoltura desastrosa do governo, que, ao contrário do que determinam a constituição e as leis do país, não é fiscalizado e cobrado pelos seus atos atrapalhados e incompetentes de gestão dos recursos públicos. 

Por via de consequência, os partidos de oposição são impotentes e despreparados e sua postulação à ascensão ao poder não deverá passar de sonho, ante as mínimas chances de vitória, exatamente pela incapacidade para impedir os ousados avanços petistas em todo país, com política assistencialista eleitoreira e campanhas publicitárias mostrando apenas o que interessa para o povão, que não são contestadas.

 A sociedade anseia por que a oposição desperte da letargia da omissão, da ineficácia, enquanto há tempo suficiente para reviravoltas e passe a atuar com efetividade de ações capazes de combater o gerenciamento precário e deficiente desse governo, que tem sido insensível aos graves problemas que travam o desenvolvimento social do país. 

Acorda, Brasil!