quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Os Dez Mandamentos de uma Loja Maçônica:


Os Dez Mandamentos de uma Loja Maçônica:












1- Obrigar a Lei Iniciática do silêncio.
2- Dar instruções para Aprendizes,Companheiros e Mestres.
3- Ministrar ensinamentos esotéricos a todos os Irmãos.
4- Manter disciplina ao trajar-se (Traje Escuro).
5- Ter respeito hierárquico às Dignidades e Autoridades.
6- Exigir que as leis sejam cumpridas a rigor.
7- Selecionar rigorososamente a admissão de futuros maçons.
8- Proporcionar harmonia de propósitos e finalidades.
9- Fazer um remanejamento administrativo programado.
10- Incentivar a consciência de liderança pensante na sociedade.

Ir.'. Denilson Forato - M.'.I.'.

A LETRA “G” NA MAÇONARIA


A LETRA “G” NA MAÇONARIA

“Alguns autores maçônicos são unânimes em afirmar que a letra G é, sem contestação, um enigma maçônico, que sucintas interpretações e comentários alguns fantasiosos, porém constitui um verdadeiro mistério que nem os mais cultos e sábios Maçons conseguem decifrá-lo”.


A letra G, é a sétima letra do nosso alfabeto, estudos concluem que pode ter vários significados:
Gravitação: É a força primordial que rege o movimento e o equilíbrio da matéria.

Geometria ou a Quinta Ciência: É fundamento da ciência positiva, simbolizando a ciência dos cálculos, aplicada à extensão, à divisão de terras, de onde surge à noção da parte que nelas a nós compete, na grande partilha da humanidade e dos direitos da terra cultivada.

Geração: É a vida perpetuando a série dos seres. Força Criadora que se acha no centro de todo ser e de todas as coisas.

Gênio: É a inteligência humana a brilhar com seu mais vivo fulgor.

Gnose: É o mais amplo conhecimento moral, o impulso que leva o homem a aprender sempre mais, que é o principal fator do progresso.

Glória: a Deus.

Grandeza: O homem, a maior e mais perfeita Obra da Criação.

Gomel: Uma palavra hebraica entende-se, os deveres do homem para com Deus e os seus semelhantes.

No centro da estrela flamejante, também conhecida como pentagrama, vê-se a letra G. É indiscutível que a melhor significação é Gnose, ou seja, CONHECIMENTO.

O caráter homonial da estrela flamejante é a luz das fontes pitagóricas e das referências gregas e romanas, portanto é impossível negar ao símbolo o seu significado mágico, eis que Pitágoras se dedicava à magia.

Na segunda metade do século V de Roma que se inventou a letra “G” que, visivelmente, é uma simples modificação do “C”,que no latim , encontramos indiferentemente as formas como Caius ou Gaius, Cnoeus ou Gnoeus, uma com o mesmo valor fonético da outra.


G é a primeira letra do nome de Deus em países anglo-saxões como: Gott, na Alemanha; God, na Inglaterra e Holanda; Gud, nos países escandinavos e Gad na Síria e na Pérsia era Goda. Alguns autores parecem não ter percebido que todos os nomes Gott, God, Gud, Geração, Gravitação, Geometria, Gênio, Glória, Grandeza, etc.., começam realmente por G, na língua empregada por eles, porém traduzem-se por nomes que não se iniciam pela letra G em muitos outros idiomas.
Os gnósticos (conhecedores ou clarividentes) possuidores da Gnose ou verdadeira ciência têm a mesma inicial.

Gnosticismo é um sistema de filosofia religiosa cujos adeptos supunham possuir o conhecimentos completos, absolutos, transcendentes, da natureza e atributos de Deus.

Wirth é de opinião que o significado da letra G vem das palavras GLÓRIA, GRANDEZA e GEOMETRIA, assim seria: Glória, para Deus; Grandeza, para o Venerável e Geometria para outros irmãos.

Em certos rituais, aparecem cinco significados diferentes da Letra G: Gravitação, Geometria, Geração, Gênio e Gnose.

A esta altura é necessário fazer a indagação: por que se contentar com esses cinco nomes, quando existem tantas palavras que começam pela letra G ?


Portanto a discussão em torno da letra G é um grande mistério a ser desvendado.

BIBLIOGRAFIA:
- A Simbólica Maçônica – Jules Boucher – Ed. Pensamento

TÍTULOS E JOÍAS NOS CARGOS DA ADMINISTRAÇÃO DA LOJA DE

 TÍTULOS E JOÍAS NOS CARGOS DA ADMINISTRAÇÃO DA LOJA DE APRENDIZ
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“omnia sunt per allegorian dicta” (Aureliur Augustinus) (Tudo é dito através da alegoria, mas, para entendê-la, é preciso vê-la pelos olhos do espírito – In Guimarães, João Nery - A Maçonaria e a Liturgia: uma Poliantéia Maçônica - Londrina/PR, Ed. A Trolha, 1998, 2ºv. p32)


I. Preâmbulo

A Maçonaria trata dos Títulos dos cargos da Administração da Loja e das Jóias, de forma indissociável. Cada Título se vincula a uma Jóia que o representa, e a união de ambos origina uma unidade simbólica, através da qual a Loja Maçônica se organiza administrativamente e transmite os princípios que perfilha.

Ao Presidente da Loja Maçônica é conferido o único Título Especial: o de Venerável-Mestre. Este, juntamente com o 1o. e 2o. Vigilantes, respectivamente o 1º. e 2º. Vice-Presidentes, constituem as Luzes da Loja que, ao lado do Orador, do Secretário e do Chanceler, compõem as Dignidades da Loja.

Além das Dignidades, compõem o corpo administrativo das Lojas os assim titulados, OFICIAIS, nomeados pelo Venerável-Mestre, aos quais é reservada a missão, ou o ofício (daí o nome de Oficial), de auxiliar nos trabalhos de qualquer Sessão. Em seu artigo 101, o Regulamento Geral da Federação discrimina os Oficiais que poderão ser indicados pela Loja e nomeados pelo Venerável, a saber: o Mestre de Cerimônias, o Hospitaleiro, o Arquiteto, o Mestre de Harmonia, os Cobridores (2) e os Expertos (2). Porém, esse mesmo dispositivo deixa claro que o rol de Oficiais não é taxativo, porquanto, além daqueles expressamente previstos, também devem ser considerados outros previstos no Rito respectivo.

O Rito Escocês Antigo e Aceito estabelece 22 cargos na Administração, sendo possível a indicação de Adjuntos para cada um deles, exceto para as Luzes da Loja, sendo que alguns desses Oficiais trabalham somente em Sessões especiais. Além das Dignidades da Loja e dos demais Oficiais acima, o Rito Escocês Antigo e Aceito fixa os cargos de: Diáconos (2), Porta-Bandeira, Porta-Espada, Porta-Estandarte, Mestre de Banquetes e Bibliotecário.

As Jóias distintivas dos cargos, estampadas em metal, encontram-se presas à extremidade dos Colares ou Fitas que se adaptam ao pescoço das Dignidades e Oficiais. As Jóias das Luzes da Loja são conhecidas como superiores e móveis, porquanto são entregues aos sucessores no dia de posse da nova administração. Existem ainda as Jóias fixas, que são a Pedra Bruta, a Pedra Cúbica e a Prancheta, que representam respectivamente os graus de Aprendiz, de Companheiro e de Mestre. Essas Jóias dos graus não serão abordadas neste trabalho, já que, nesta oportunidade, a dedicação concentrar-se-á em traçar breves considerações acerca dos Títulos dos Cargos e suas respectivas Jóias, mormente no Grau de Aprendiz.

II. Títulos DOS CARGos e suas respectivas Jóias


1a. Dignidade: Venerável-Mestre – Esquadro com ramos desiguais

O Venerável-Mestre é a autoridade máxima no Templo, detentora do único Título Especial. Ele representa a Natureza em todas as suas manifestações. Deve, pois, presidir os trabalhos com absoluta justiça e retidão, agindo de acordo com a Lei e de forma imparcial. Assim, deve traduzir a expressão dos sentidos de justiça, equidade e igualdade, ao abrir e presidir os trabalhos em Loja.

Sentado no eixo da Loja, o Venerável-Mestre é neutro, mas ativo no sentido de promover a sociabilidade. Afinal, ele sabe que somente com o Esquadro é que se consegue controlar a talha das pedras que se ajustarão entre si na construção da Grande Obra. Nessa tarefa, cabe a verdade sob o controle da autoridade conquistada pelas virtudes, coragem e competência, bases de sua Sabedoria.

A Jóia confiada ao Venerável-Mestre é o Esquadro com ramos desiguais. Este artefato é formado pela junção da horizontal com a vertical formando um ângulo de 90o. graus, que representa a quarta parte do círculo. Apresenta dois lados desiguais, como os dois lados do triângulo retângulo dos pitagóricos. É utilizado para traçar ângulos retos ou perpendiculares. Sobre o peito do Venerável-Mestre, o ramo mais longo fica do lado direito.

O Esquadro constitui em emblema dos mais expressivos em defesa da inteligência e melhoramento moral da raça humana. Representa a retidão de ação e de caráter. Determina a moralidade da conduta humana, demonstrando que é a linha e a régua maçônicas que indicam o caminho da virtude a que devemos trilhar na vida (profana ou maçônica), por meio de retos e harmoniosos pensamentos, ações e palavras que nos tornarão dignos do Ser Supremo. Esse poder de representação abarca dois sentidos, pois, de um lado, incide sobre a ação do Homem sobre a Matéria e, de outro, sobre a ação do Homem sobre si mesmo. Porém, inclina-se para um único objetivo: vontade de praticar o bem.

Constitui um artefato de capital importância para o processo de transformação da Pedra Bruta em Pedra Cúbica. Por tal motivo, deve ser confiado aquele que tem a missão de criar Maçons perfeitos – o Venerável-Mestre, que tem a obrigação de ser o Maçom mais reto e justo da Loja por ele presidida. .

2a. Dignidade: 1o. Vigilante - Nível

O 1o. Vigilante é o assessor direto do Venerável-Mestre, a quem solicita a palavra diretamente por um golpe de malhete e a recebe de igual modo. Tem o dever de dirigir e orientar a Coluna dos Companheiros, cabendo ao 2º. Vigilante a orientação dos Aprendizes. Essa ordem, porém, por razões ainda, segundo os autores, não plenamente compreendida e que talvez mereçam um estudo apartado, não é seguida por todas as Lojas, sendo que muitas delas a invertem.

A Jóia reservada ao 1o. Vigilante é o Nível. Essa ferramenta é formada por um esquadro justo, com ângulo no ápice de 90o, utilizada tanto para traçar linhas paralelas na horizontal, como para se verificar a horizontalidade de um plano É um instrumento menos completo que o Esquadro, porém mais que o Prumo, e por tal razão é conferido ao 1o Vigilante, aquele que naturalmente pode assumir o lugar do Venerável-Mestre, em caso de sua ausência.

Objetivamente o Nível é o instrumento destinado a determinar a horizontalidade de um plano. Ao inserí-lo na ordem simbólica, provoca a reflexão acerca da igualdade, base do direito natural. Não permite aos Maçons deixar esquecer que todos somos irmãos – filhos da mesma Natureza –, e que devemos nos interagir com igualdade fraterna. Todos são dignos de igual respeito e carinho, seja aquele que ocupa o mais elevado grau da Ordem, seja o que se acha iniciando sua vida maçônica. O Nível lembra que ninguém deve dominar os outros.

A exemplo da morte – que é a maior e inevitável niveladora de todas as efêmeras grandezas humanas, reduzindo todos ao mesmo estado –, o Nível nos faz lembrar que a fraternidade deve ser praticada entre os irmãos com igualdade, sem distinções, ainda que estas existam dentro da organização hierárquica da Ordem.


3a. Dignidade: 2o. Vigilante - Prumo

O 2o. Vigilante é a Dignidade responsável pela direção e orientação da Coluna de Aprendiz, assim como é encarregado de substituir o 1o. Vigilante em sua ausência e de transmitir as ordens do Venerável-Mestre em sua Coluna por intermedição do 1o. Vigilante. Cabem aqui as advertências já feitas a respeito das inversões de ordem feitas por muitas Lojas quanto ao papel dos Vigilantes na direção e orientação de Aprendizes e Companheiros e que, por cento, merecem um estudo à parte.

A Jóia confiada ao 2o. Vigilante é o Prumo. Este instrumento é composto de um peso, geralmente de chumbo, suspenso por um barbante que forma a perpendicular. Serve para se verificar a verticalidade de objetos. Na Maçonaria, é fixado no centro de um arco de abóbada.

Este artefato simboliza a profundidade do Conhecimento e da retidão da conduta humana, segundo o critério da moral e da verdade. Incita o espírito a subir e a descer, já que leva à introspecção que nos permite descobrir nossos próprios defeitos, e nos eleva acima do caráter ordinário. Com isso, ensina-nos a marchar com firmeza, sem desviar da estrada da virtude, condenando e não deixando se dominar pela avareza, injustiça, inveja e perversidade e valorizando a retidão do julgamento e a tolerância.

É considerado como o emblema da estabilidade da Ordem.


4a. Dignidade: Orador – Livro aberto

O Orador é investido no dever de zelar e fiscalizar o cumprimento rigoroso das Leis Maçônicas e dos Rituais. Daí ser a única Dignidade que, na ordem administrativa da Loja Maçônica, não compõe o Poder Executivo, sendo um Membro do Ministério Público (artigo 96 do RGF). A atribuição desse Título implica no conhecimento profundo das leis, regulamentos e dos particulares do ofício, e, como assessor do Venerável-Mestre, pode a este solicitar diretamente a palavra. Como Guarda da Lei e tendo como uma de suas atribuições trazer luzes para uma dúvida de ordem legal, não é sem razão que o Sol, simbolicamente, está do lado do Orador. O Livro Aberto é a sua Jóia, que nos faz lembrar de que nada estará escondido ou em dúvida. Simboliza o conhecedor da tradição do espírito maçônico, o guardião da Lei Magna Maçônica, dos Regulamentos e dos Ritos.



5a. Dignidade: Secretário – Duas penas cruzadas

O Secretário, auxiliar direto do Venerável Mestre, é o responsável pelos registros dos trabalhos em Loja, para assegurar que serão passadas à posteridade todas as ocorrências; daí lhe ser confiado o dever de lavrar as atas das sessões da Loja nos respectivos livros, manter atualizados os arquivos, além de outras atribuições próprias do cargo, que são em grande número. Assim como a Lua, um símbolo desse cargo, deverá refletir o que ocorre em Loja. A Jóia do Secretário é representada por Duas Penas Cruzadas, sabendo todos da utilidade antiga da pena como instrumento de escrita e, sendo duas penas cruzadas, asseguram que haja a ligação do passado com o presente, a tradição que registrará a “memória” da Loja para a posteridade.

6a. Dignidade: Tesoureiro – Duas chaves cruzadas

Cabe ao Tesoureiro praticar todos os atos inerentes à vida financeira e contábil da Loja, tais como: arrecadar toda a receita da Loja e pagar todas as despesas; cobrar contribuição em atraso, zelar pelo numerário pertencente à Loja, apresentar orçamento, balancetes e balanço geral da Loja, e organizar a escrituração contábil. A sua Jóia é representada por duas Chaves Cruzadas, símbolo maior da sua atribuição de zelar pelo numerário da Loja, obedecendo o que lhe disse seu Instalador quando de sua posse: “Essa Jóia deve lembrar-vos que vosso dever é zelar pela perfeita arrecadação das contribuições dos Obreiros e de outra receitas, bem como zelar pela exata execução das despesas da Loja.”

7a. Dignidade: Chanceler – Timbre da Loja

Ao Chanceler é confiada a condição de depositário do Timbre e do Selo da Loja, motivo pelo qual assume a obrigação principal de timbrar e selar os papéis e documentos expedidos pela Loja, dentre outras atribuições, tais como: zelar pelo livro de presença da Loja, emitir certificados de presença a irmãos visitantes, manter em dia o controle de presenças da Loja, para fins de votações, guardar o Livro Negro e o Livro Amarelo e manter manutenção dos arquivos com os dados necessários à perfeita qualificação dos Membros e seus cônjuges e dependentes. A Jóia fixada em sua fita é o Timbre da Loja ou Chancela, a representar seu papel de Guarda-Selo da Loja. Este artefato não possui nenhum significado esotérico, representando apenas o símbolo alusivo ao título.

Oficial: Mestre de Cerimônias - Régua ou triângulo

O Mestre de Cerimônias deve ser o encarregado por todo cerimonial da Loja, devendo, portanto, ser um profundo conhecedor da ritualística. A perfeição dos trabalhos em Loja, tendo como consequência e Paz e a Harmonia, depende muito de uma boa atuação do Mestre de Cerimônias. É confiada a ele a Jóia representada por uma Régua Graduada, símbolo do aperfeiçoamento moral, da retidão, do método, da Lei e com uma gama de simbologia que bem merece um trabalho à parte sobre essa ferramenta. Ou triAñgulo devido a sua perfeição.

Vale lembrar também que o Mestre de Cerimônia empunha com a mão direita um Bastão (sucedâneo da Espada) encimado por um Triângulo que nos faz recordar do cajado dos primeiros pastores.

Oficial: Hospitaleiro - Bolsa

O Hospitaleiro recebe atribuições diretamente relacionadas à organização dos atos de beneficência e solidariedade maçônicas em defesa dos menos favorecidos, passando desde a obrigação de fazer circular o Tronco de Beneficência durante as sessões até presidir a Comissão de Beneficência. Concretiza o verdadeiro símbolo do mensageiro do amor fraterno, sendo-lhe confiada a Jóia representada por uma Bolsa, artefato que bem representa o ato de coleta dos óbolos da Beneficência.

Oficiais: Diáconos (2) - Pomba

A palavra Diácono deriva do grego e significa servidor. Os Diáconos, em número de dois no Rito Escocês Antigo e Aceito, exercem a função de verdadeiros mensageiros. O 1o. Diácono é encarregado de transmitir as ordens do Venerável-Mestre ao 1o. Vigilante e a todas as Dignidades e Oficiais, de sorte que os trabalhos se executem com ordem e perfeição; já o 2o. Diácono deve executar a mesma tarefa, sendo que as ordens partirão do 1o. Vigilante e serão transmitidas ao 2o. Vigilante, zelando para que os Irmãos se conservem nas Colunas com respeito, disciplina e ordem. A Jóia confiada aos Diáconos é a Pomba, uma alusão à simbologia de mensageira inerente a essa ave.

Oficiais: Expertos (2) - Punhal

Esses Oficiais são encarregados, dentre outras funções, de proceder ao Telhamento dos visitantes antes de ingressarem no Templo, e, como “Irmão Terrível”, de acompanhar e preparar os candidatos à Iniciação, inclusive durante as provas às quais são submetidos. Durante a Sessão, são substitutos eventuais dos vigilantes (artigo 109, do Regulamento Geral da Federação), em caso de ausência. O Punhal é a sua respectiva Jóia, e simboliza o castigo e o arrependimento reservados aos perjuros. Também representa uma arma a ser usada na defesa da liberdade de expressão, tendo, ao invés do tradicional significado de traição, uma simbologia ligada à fortaleza.

Oficial: Porta-Bandeira - Bandeira

O Porta-Bandeira abraça o dever de portar o Pavilhão Nacional segundo o protocolo de recepção da Loja, com o propósito precípuo de representar a Pátria, zelando pelo mais alto sentimento patriótico. Assim, como não poderia ser diferente, lhe é confiada a Jóia representada por uma Bandeira, que reproduz em forma diminuta o Pavilhão Nacional. .

Oficial: Porta-Estandarte - Estandarte

Compete ao Porta-Estandarte guardar e transportar o Estandarte da Loja e suas condecorações, fazendo-os presentes em eventos como convenções, solenidades, congressos, encontros e reuniões maçônicas. A Jóia a ele confiada é o Estandarte.

Oficial: Porta-Espada - Espada

O Porta-Espada tem, como Jóia, uma Espada, mais especificamente a Flamejante (de fogo) com suas doze ondulações ou curvas, tida como a espada dos guardiães angélicos. Com este desenho estilizado de raio, lembra a “Espada de fogo” dos “Querubins” (Gen. 2:24) – símbolo do poder criador ou da vida. É apresentada nas Sessões Magnas de Iniciação, pelo Porta-Espada ao Venerável-Mestre, quando da Sagração do neófito. Somente nessas ocasiões, e também nas Sessões Magnas de Elevação e Exaltação, é que este Oficial deixa seu assento no Oriente, à esquerda do Venerável-Mestre para exercer seu ofício. Como somente um Mestre Instalado pode tocar na Espada Flamejante, esse artefato é entregue ao Venerável sobre uma almofada, para que o Venerável possa pegá-la e empunha-la com a mão esquerda, para o ato de Consagração.

Oficiais: Cobridores (2) - Duas espadas cruzadas (Cobridor Interno)
Alfange (Cobridor Externo)

Os Cobridores, tanto o Externo como o Interno, possuem obrigações bem específicas. O Cobridor Interno deve guardar e vigiar a entrada do Templo, zelando pela plena segurança dos trabalhos da Loja e controlando a entrada e a saída de Obreiros. É o responsável, portanto, direto pela proteção contra o mundo externo e pela regularidade ritualística no acesso ao Templo. Ele carrega em seu colar Duas Espadas Cruzadas, que é o símbolo do combate franco e leal e da vigilância. Em guarda para o combate, as duas espadas cruzadas nos ensinam a nos pormos em defesa contra os maus pensamentos e a ordenarmos moralmente nossas ações. São as armas da vigilância e de proteção contra o mundo profano.

A seu turno, o Cobridor Externo é o contato entre o mundo externo e o interior da Loja, garantindo o rigoroso silêncio nas cercanias do Templo e zelando para que não haja evasão sonora durante a realização dos trabalhos em Loja. Assim, esse Oficial deve permanecer no vestíbulo do Templo, como seu Guardião, cobrindo-o, telhando-o (ou fazendo o Telhamento) para que não haja Goteira. A sua Jóia é a Alfanje, que consiste em um sabre de folha curta e larga. A literatura não tráz maiores explicações sobre esta Jóia, mas como o sabre é uma espécie de espada, permite-se deduzir que o seu sentido simbólico é semelhante ao da Jóia do Cobridor Interno, isto é, o de defesa, no caso externa, contra qualquer violação contra o templo. Esse cargo, infelizmente, está sendo relegado e abandonado pelas Lojas.

Oficial: Mestre de Harmonia - Lira

É conferido ao Mestre de Harmonia o dever de selecionar e executar belas peças musicais, pertinentes a cada sessão, em seqüência apropriada à luz do Ritual, bem como fazer soar, nos momentos oportunos, o Hino Maçônico, o Hino Nacional Brasileiro e o Hino à Bandeira Nacional. A Jóia que lhe é confiada é a Lira – instrumento musical dos mais antigos de que se tem notícia, considerado símbolo da música universal.

Oficial: Arquiteto - Trolha

Ao Arquiteto são conferidas as tarefas de garantir tudo quanto pertencer às decorações, ornatos e cerimoniais do Templo, segundo cada sessão, além de assumir a guarda e responsabilidade dos materiais usados e inventariá-los. A verificação das condições de uso dos utensílios e móveis, providenciando eventuais reparos e substituições, também é inerente à sua função do Arquiteto.

Este Oficial carrega, como Jóia, uma Trolha, que simboliza a indulgência, o perdão, a tolerância, a equidade e a união. Trata-se de um artefato usual dos pedreiros, aqueles que manipulam a argamassa da União Fraterna, cimentando as pedras do Edifício na busca da Unidade. A Trolha tem a função de reunir, misturar e unificar, constituindo-se no símbolo do amor fraterno que deve unir todos os Maçons.

Oficial: Mestre de Banquete - Cornucópia

O Mestre de Banquete está incumbido de organizar os Banquetes, Coquetéis e Ágapes fraternais de sua Loja. Este Oficial usa como Jóia uma Cornucópia, que simboliza a abundância, a fartura, às vezes cercada por flores e frutas.

Oficial: Bibliotecário – Livro fechado cruzado por uma caneta

O Bibliotecário é o responsável pela Biblioteca da Loja. Cabe a ele organizar e coordenar a utilização dos livros pertencentes à Loja. A Jóia confiada a este Oficial é o Livro fechado cruzado por uma caneta, símbolo auto-explicativo para as atribuições desse cargo.


III. Conclusão.

A despeito de serem breves as considerações formuladas, há de se reconhecer sobeja importância dos Títulos dos cargos e suas respectivas Jóias no universo maçônico. Em primeiro plano, gozam de relevante papel na administração de uma Loja Maçônica, porquanto distinguem os cargos e elevam os seus ocupantes à honorificência, o que certamente contribui para a seriedade e disciplina dos trabalhos desenvolvidos no dia-a-dia.

Já no plano litúrgico, os Títulos e Jóias também merecem deferência. A Maçonaria se expressa através de Símbolos. A ampla compreensão e o pleno exercício dos ideais e deveres maçônicos estão indissoluvelmente condicionados ao desafio de desvendar justamente as alusões do simbolismo maçônico. Afinal, já dizia A. Micha (Le Temple de la Verité ou la Francmaçonnerie Dans la veritable doctrine, 2a. ed., Anvers, p. 63, In: Guimarães, João Nery. A Maçonaria e a Liturgia: Uma Poliantéia Maçônica. Londrina, Trolha, 1998, p. 29), “se a verdade sobre a natureza essencial do ser e da vida universal é tão alta e tão sublime que nenhuma ciência vulgar ou profana não pode chegar a descobrir, o simbolismo é, por sua vez, como uma espécie de revestimento, de meio de conservação ideal dessa verdade e uma linguagem ideográfica que a Iniciação entrega à nossa meditação, e que só os Iniciados podem traduzir sem deformar-lhe o sentido”.

E, certamente, os Títulos e a Jóias constituem ricos e valiosos símbolos a serem cada vez mais refletidos, com vistas a libertar o pensamento universal, evoluir e se aproximar do Grande Arquiteto do Universo.





BIBLIOGRAFIA CONSULTADA:

RITUAL DE APRENDIZ: Rito Escocês Antigo e Aceito –

ASLAN, Nicola. Comentários ao Ritual de Aprendiz: Vade-Mecum Iniciático. Londrina/PR,
Ed. A Trolha, 1995, v.2.

ASLAN, Nicola. Grande Dicionário de Maçonaria e Simbologia. Londrina/PR, Ed. A Trolha, 1996, 4v.

BELTRÃO, Carlos Alberto Baleeiro. As Abreviaturas na Maçonaria. São Paulo/SP, Ed. Masdras, 1999, 166p.

CARVALHO, Assis. Cargos em Loja. 7. ed., Londrina/PR, Ed. A Trolha, 1998, 201p.

FIGUEIREDO, Joaquim Gervásio de. Dicionário de Maçonaria: Seus Mistérios, Seus
Ritos, sua Filosofia, sua História. São Paulo/SP, Ed. Pensamento, 2000, 550p.

GUIMARÃES, João Nery. A Maçonaria e a Liturgia: Uma Poliantéia Maçônica. Londrina/PR,
Ed. A Trolha, 1998, v. 1, p. 38-41

PACHECO Jr., Walter. Entre o Esquadro e o Compasso. 2 ed., Londrina/PR, Ed. A Trolha, 1997, 213p.

A CORDA DE OITENTA E UM NÓS

À Glória do Grande Arquiteto do Universo
A CORDA DE OITENTA E UM NÓS

Iniciaremos nossa pesquisa neste dia, exortando que a Maçonaria é uma Instituição filosófica, filantrópica dotada de um esoterismo místico e uma natural simbologia que nos conduzem a uma reflexão profunda através de simples utensílios profanos. Dessa feita atribuir um significado próprio aos símbolos é de sublime importância para os aprendizes, pois é neles que nos apoiamos e com eles que trabalhamos.

A humanidade em geral aprendeu e evoluiu consoante a utilização de símbolos, hoje são utilizados certamente em todas as áreas do conhecimento, e até mesmo na dicção de uma simples palavra, que por uma convenção arbitrária atribuímos às letras, palavras e idiomas sons distintos; sujeitos a uma determinada interpretação. Na vida maçônica esta regra ocupa um lugar de destaque, senão vejamos, assim que adentramos ao Templo nossos olhos são guiados espontaneamente a todos os símbolos presentes e dispostos harmoniosamente, assim, de modo a obter um profícuo esclarecimento, buscamos o início, o significado da própria palavra símbolo.

Aurélio Buarque de Holanda Ferreira – “Símbolo. [Do gr. Symbolon, pelo lat. Symbolu] S. m 1. Aquilo que por um princípio de analogia representa ou substitui outra coisa; 2 Aquilo que por sua forma e natureza evoca, representa e substitui, num determinado contexto, algo abstrato ou ausente; 3 Aquilo que tem valor evocativo, mágico ou místico; 4 Objeto material que, por convenção arbitrária, representa ou designa uma realidade complexa...”

Assim a “corda de oitenta e um nós” é um símbolo presente nos Templos maçônicos, e é encontrada no alto das paredes, junto ao teto e acima das colunas Zodiacais, conforme estatuído no R\E\A\A\. A corda será preferencialmente de sisal, sua disposição inicia-se com a colocação e a observação do “nó” central dessa corda que deve estar acima do Trono de Salomão (cadeira do V\M\) e acima do dossel, se ele for baixo; ou abaixo dele e acima do Delta, se o dossel for alto, sua significação representa o número UM, unidade, indivisibilidade, sagrando-se por representar ainda o Criador, princípio e fundamento do Universo. Dessa forma a corda conta ainda com quarenta “nós”, eqüidistantes, de cada lado que se estendem pelo Norte e pelo Sul; os extremos da corda terminam, em ambos os lados da porta ocidental de entrada, em duas borlas, representando a Justiça (ou Eqüidade) e a Prudência (ou Moderação), muito embora existam Templos na França que apresentam cordas com doze “nós” representando os signos do Zodíaco.

Embora alguns exegetas afirmem que a abertura da corda, em torno da porta de entrada do templo, com a formação das borlas, simboliza o fato de estar, a Maçonaria, sempre aberta para acolher novos membros, novos candidatos que desejem receber a Luz Maçônica, porém a interpretação, segundo a maioria dos pesquisadores, é que essa abertura significa que a Ordem Maçônica é dinâmica e progressista, estando, portanto, sempre aberta às novas idéias, que possam contribuir para a evolução do Homem e para o progresso racional da humanidade, já que não pode ser Maçom aquele que rejeita as idéias novas, em benefício de um conservadorismo rançoso, muitas vezes dogmático e, por isso mesmo, altamente deletério.

Na busca do significado esperado, remontemos no tempo... na Grécia antiga os cabelos longos das mulheres eram usados para fazerem as cordas necessárias para a utilização na defesa das cidades. Já os agrimensores egípcios usavam a cordas com “nós” para declinarem os terrenos a serem edificados, sendo que os “nós” demarcavam os pontos específicos das construções, onde deveriam ser necessárias aplicações de travas, colunas, encaixes, representando, portanto, os pontos de sustentação. Também fora utilizada, na Idade Média, como instrumento para medir e demonstrar dimensões e proporções da cúpula que se desejava construir através da sombra sabiamente provocada por uma luz. Incontestavelmente ela é um elemento que pode ser composto pelos mais diferentes materiais e que tem a finalidade de prender, separar, demarcar ou em nosso caso “unir”. Sua origem mais remota parece estar nos antigos canteiros trabalhadores em cantaria, ou seja, no esquadrejamento da pedra informe medieval, que cercava o seu local de trabalho com estacas, às quais eram presos anéis de ferro, que, por sua vez, ligavam-se, uns aos outros, através de elos, havendo uma abertura apenas na entrada do local.

Uma das possíveis origens da “corda de 81 nós”, ocorre quando em 23 de agosto de 1773, por ocasião da palavra semestral em cadeia da união na casa "Folie-Titon" em Paris, tomava posse Louis Phillipe de Orleans, como Grão-Mestre da Ordem Maçônica, na França, onde estavam presentes 81 irmãos em união fraterna, e a decoração da abóbada celeste apresentava 81 estrelas.

Contudo encontramos ainda, na Sociedade dos Construtores (Maçonaria Operativa), que foi o embrião na Maçonaria como conhecemos hoje, a herança da “corda” que era desenhada no chão com giz ou carvão, fazendo parte alegoricamente parte de um Painel representativo dos instrumentos utilizados pelos Pedreiros Livres. Agora nas reuniões maçônicas, seguindo o ritual, é pedido ao Irmão Guarda do Templo que verifique se o Templo está "coberto" em sua parte externa, das indiscrições profanas, somente iniciando os trabalhos após sua confirmação. Seguindo a isto a protetora Corda Maçônica saiu do chão e elevou-se aos tetos dos Templos, significando a elevação espiritual dos Irmãos, que deixaram de trabalhar no chão com o cimento e passaram a trabalhar no plano superior com o cimento místico que é a argamassa da Espiritualidade. Esta corda é que oferece-nos proteção através da irradiação de energias pela "Emanação Fluídica" que abriga e sustenta a "Egrégora" (corpo místico) formada durante os trabalhos em Templo através da concentração mental dos Irmãos, evitando que ondas de energia negativa desçam sobre os presentes na reunião. As borlas separadas na entrada do Templo funcionam como captores da energia pesada dos Irmãos que entram, devolvendo-lhes esta energia sob forma leve e sutil quando de sua saída.

A estrutura dos “nós” (melhor denominados “laços”) representa o símbolo do infinito –¥– e a da perpetuação da espécie, simbolizando na penetração macho/fêmea, determinando que a obra da renovação é duradoura e infinita. Este é um dos motivos pelos quais os laços são chamados "Laços de Amor", por demonstrar a dinâmica Universal do Amor na continuidade da vida. Os átomos detêm toda a sabedoria do Mundo, porque ele gera e cria novas propostas para a evolução humana. A Corda de 81 laços representa a laçada como um "8" deitado, lembrando ao Maçom que é preciso tomar muito cuidado para não puxá-la transformando-a em nó o que significaria a interrupção e o estrangulamento da fraternidade que deve existir entre os Irmãos. Os 81 laços são apresentados nos Templos Escoceses do Brasil e Paraguai, cuja Maçonaria foi originada da nossa

Depois de analisada a natureza dos símbolos, a disposição simbólica da “corda de oitenta e um laços” no Templo, assim como sua origem nesta sublime Instituição passemos a uma retida análise consoante ao número 81, representado através dos laços eqüidistantes, senão vejamos: Esotericamente, a “corda de oitenta e um laços” simboliza a união fraternal e espiritual, que deve existir, entre todos os Maçons do mundo; representa, também, a comunhão de idéias e objetivos da Maçonaria, que evidentemente, devem ser os mesmos, em qualquer parte do planeta.

“Para que um símbolo se torne de fato um símbolo são necessárias várias interpretações, justificativas e significados” já lecionavam carinhosamente os “velhinhos” da A\R\L\S\“Barão de Ramalho”, e é dessa maneira que a máxima se justifica, vez que mais uma vez encontramos várias teorias acerca do tema proposto.

Nesse contexto, inicialmente abstrairemos o laço central que é a representação G\A\D\U\ entre seu passado e o seu futuro, representa o número um, a unidade indivisível, o símbolo de Deus, princípio e fundamento do Universo; o número um, desta maneira, é considerado um número sagrado. Destarte passemos às laterais com 40 laços, e lembramos que este número marca a realização de um ciclo que leva a mudanças radicais. A Quaresma dura 40 dias. Ainda hoje temos o hábito medicinal de colocar pessoas ou locais sob "quarentena" como se nela estivesse a purificação dos males antes existentes. Jesus levou 40 dias em jejum e tentações. Os Hebreus vagaram 40 anos no deserto. Quarenta foram os dias que durou o dilúvio (Gênese, 7-4). Quarenta dias passou Moisés no monte Horeb, no Sinai (Êxodo, 34-28). Os 40 laços representam os 40 dias que Jesus usou para preparar-se para a morte terrestre e os 40 dias que ficou entre nós após a ressurreição, preparando-se para a Eternidade.

Ato contínuo analisemos as justificativas simbólicas no próprio número 81 que segue os princípios místicos da Cabala, senão vejamos: o número 81 é o quadrado de 9, que, por sua vez, é o quadrado de 3, número Perfeito, bastante estudado em Escolas Esotéricas e de alto valor místico, para todas as antigas civilizações; Três eram os filhos de Noé; Três os varões que apareceram a Abraão; Três os dias de jejum dos judeus desterrados; Três as negações de Pedro; Três as virtudes teolegais (Fé; Esperança e Amor). Além disso, as tríades divinas sempre existiram, em todas as religiões: Shamash, Sin e Ichtar, dos Sumérios - Osiris, Isis, Horus, dos Egípcios - Brahma, Vishnu e Siva, dos Hindus - Yang, Ying e Tao, do Taoismo - Pai; Filho e Espírito Santo, da Trindade Cristã. Também não poderíamos deixar de citar a tríplice argamassa das oficinas Liberdade, Igualdade e Fraternidade.

E ainda, os comportamentos humanos tem valores numéricos, de acordo com as letras de seus nomes. As letras são divididas em três grupos de 9 letras, cada letra com 3 chaves, a saber: o valor numérico que lhe é próprio; o som que lhe é próprio; e a figura que a caracteriza. Como temos nove variações comportamentais segundo a Psicologia, teremos 81 variações de comportamento. Podemos, então dizer em estudo livre, que esta corda mostra também os 81 comportamentos que uma pessoa pode ter em uma existência, sendo então a representação do indivíduo e suas mudanças humorais.

No ritual do Grau 20 do Supremo Conselho do Grau 33 do Paraná encontramos uma explicação para os 81 laços; na página 35, ao perguntar-se o porquê dos 81 laços, responde-se que Hiram Abiff tinha 81 anos quando foi assassinado. Também encontramos no Artigo II da Constituição dos Princípios do Real Segredo para os Orientes de Paris e Berlim, edição de 1762; para se chegar ao Grau 25, naquela época, eram necessários 81 meses de atividades maçônicas. A Cosmogonia dos Druídas, resumidas nas Tríades dos Bardos antigos, eram em número de 81 (as Tríades) e os três círculos fundamentais de que trata esta doutrina, tem como valor numérico o 9, o 27 e o 81, todos múltiplos de 3. Ragon, em seu livro "A Maçonaria Hermética", no rodapé da página 37, diz em uma nota, que segundo o Escocês Trinitário, o 81 é o número misterioso de adoração dos anjos. Assim, segundo Oswaldo Ortega, da Loja Guartimozim de São Paulo, à luz do Esoterismo, ele cita que os 81 laços que estão no teto, portanto, próximos do céu, tem ligação com os 81 anjos que visitam diariamente a Terra, com mostram as Clavículas de Salomão, e se baseiam nos 72 pontos existenciais (os 72 nomes de Deus), da Cabala Hebraica modificada. A cada 20 minutos, um anjo desce à Terra e dá sua mensagem aos homens. São 72 visitas no curso do dia, se levarmos em conta que a cada hora teremos 3 anjos, em 24 horas, teremos 72 anjos. Agora, somando 72 anjos aos nove planetas que nos influenciam diariamente chegamos ao número 81. Sabemos que estes anjos podem nos ajudar se os chamarmos pelos nomes no espaço de tempo que nos visitam. E eles estão representados no teto do Templo, através dos 81 laços.

Pontofinalizando encontramos ainda outra denominação à “corda”, ou seja, “Borda Dentada”, traduzida pela corda de nós (laços de amor) que rodeia o “Quadro de Aprendiz” (3 ou 7 laços), assim como o “Quadro de Companheiro” (5 ou 9 laços) terminada com uma borla em cada extremidade e que per si mereceria um estudo próprio. Não obstante ao explicitado, a lição primordial que nos resta é que a corda é a imagem da união fraterna que liga, por uma cadeia indissolúvel, todos os Maçons, simbolizando o segredo que deve rodear nossos augustos mistérios, assim como representa a Cadeia de União permanente pela busca da proclamada Fraternidade, tão bem explicitada no Salmo 133.




Os deuses não concedem nunca aos mortais qualquer bem autêntico, sem esforço e sem uma luta séria para obter. – Sócrates

BIBLIOGRAFIA

CASTELLANI, José. “O Rito Escocês Antigo e Aceito - História, Doutrina e Prática”. 2. Ed. São Paulo: A Trolha, 1995.

FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. “Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa”. 2. ed. 30. Impr. Rio de Janeiro: Ed. Nova Fronteira.

Ritualistica no Grau de Aprendiz

RITUALÍSTICA NO GRAU DE APRENDIZ

Conceitos

Rito é um procedimento que, determinado por uma autoridade competente, deve ser seguido para celebrar-se um cerimonial religioso. O rito é formal, podendo ser verbal, transmitido oralmente ou escrito em um livro, manual ou código, formando assim o Ritual.

O Ritual contém o conjunto de ordens, regras, orações, símbolos e formas de realizar o rito .

Ritos Maçônicos

A maçonaria conta hoje com cerca de 154 (cento e cincoenta e quatro) ritos reconhecidos no mundo, sendo que no Brasil destacam-se os ritos York, o Escocês Antigo e Aceito, o Francês ou Moderno, o Schroeder e o Adonhiramita . 

Crê-se que tanta diversidade tem por motivo interpretações e análises diferentes dos textos históricos, das práticas esotéricas, ou mesmo influências religiosas, sociais, políticas e até mesmo a posição geográfica. Tanta diversidade não conduziu a cisão da maçonaria, chegando mesmo a sugerir a coexistência pacífica das diversas correntes de pensamento, que por fim, dirigem-se sempre, sem qualquer incoerência, para um ponto comum a todos os agrupamentos maçônicos.

Nos primórdios, o ritual maçônico era transmitido verbalmente e deveria assim, ser decorado. Resguardava-se assim o sigilo maçônico e a perpetuação do rito .

Com a formalização do rito escrito, ocorrera sim a quebra do sigilo, além da deturpação ritualística, chegando mesmo a ser incomparável com o rito primitivo .

Por fim, a proliferação de ritos maçônicos, a par da riqueza intelectual, gera hoje práticas heterogêneas, ou seja, outros ritos estão a incrementar a deturpação do rito original .

Origens do Rito Escocês Antigo e Aceito

O Rito Escocês, segundo se tem notícia, nasceu em 1.689 na França, fruto da reunião dos jacobistas (partidários do Rei da Inglaterra, Carlos I, pertencente a dinastia dos Stuart) que adotaram um rito distinto da Grande Loja Londrina.

O Rito Escocês não teve precedente na Escócia, devendo-se a adoção do nome unicamente ao fato de boa parte dos jacobinos serem de origem escocesa.

Em 1758 o Conselho de Imperadores do Oriente e Ocidente instituiu a "Ordem de Heredon" (Casa Santa ou Templo), cujo Rito de Perfeição ou Rito de Heredon, era composto de 25 graus. No ano de 1761 foi outorgado a Etienne Morin o título de Grande Inspetor do Rito de Perfeição. 

Morin, estando autorizado, fundou Loja nos Estados Unidos e em 31 de maio de 1801 foi criado em Charleston (Carolina do Sul) o primeiro "Supremo Conselho dos Grande Inspetores Gerais para os Estados Unidos da América", elevando-se em oito os graus do Rito. Contando com 33 graus Altos Graus, realizou-se, de modo definitivo, o objetivo das Grandes Constituições de Frederico II, ou seja, a primeira a praticar o Escocismo como é hoje conhecido. Antigo e Aceito fora a denominação de protesto que o escocismo adotou em 1.786 em oposição ao Grande Oriente Francês, que decidira diminuir o número de graus.

Sucessivamente foram fundados outros Supremos Conselhos em muitos países da Europa e na maior parte dos da América, formando hoje o Escocismo e o Rito Escocês Antigo e Aceito, que é o Rito maçônico mais praticado no mundo.

Atualmente a hierarquia do Rito Escocês Antigo e Aceito é dividido em 33 graus e assim distribuídos: Graus Simbólicos, também chamado de graus dogmáticos ou fundamentais (do grau 1º ao 3º, aprendiz, companheiro e mestre); Graus Inefáveis (do 4º ao 14º); Graus Capitulares (do 15º ao 18º); Areópagos ou Graus Filosóficos ( do 19º ao 30º) e Graus Administrativos (do 31º ao 33º).

Análise Ritualística no Grau de Aprendiz

Entrada no Templo

Sob a organização do Mestre de Cerimônias, devem os obreiros do quadro da loja dirigirem-se ao átrio e lá, vestidos e trajados, organizarem-se em fileiras das Colunas do Norte e do Sul, respeitando-se ainda a ordem de entrada.

O Mestre de Harmonia e o Cobridor alcançarão o interior do templo antecipadamente, sendo que aquele soará a melodia apropriada enquanto da entrada dos obreiros, e este, portando a espada á ordem, aguardará a oportunidade para abrir a porta, franquear a entrada das fileiras, e após o Venerável Mestre, fechar a porta do templo . 

O Mestre de Cerimônias, a frente das fileiras, com a mão direita, dará as três pancadas do grau e o Cobridor franqueará a entrada dos obreiros, mantendo-se ao lado da porta.

Os obreiros, tomarão diretamente seus lugares, conservando-se em pé, sem sinal e voltados para o eixo do templo, aguardando a ordem do V.M. O Mestre de Cerimônias aguardará a entrada do V.M. para conduzí-lo, e este, observando o sentido horário, alcançará o trono, mantendo-se em pé.

O Cobridor fecha a porta do templo e alcança seu lugar, aguardando em pé e armado .

Três batidas

Representam as três promessas de todos os tempos e de todas as crenças, sendo elas : Batei e abrir-se-vos-á - Pedi e obtereis – Buscai e achareis .

Marcha

Seja para o grau de aprendiz, bem como aos demais, há uma marcha particular acompanhada dos respectivos sinais especiais, obrigatórios para todos os maçons que entram no templo quando os trabalhos são abertos. O sentido maçônico da marcha corresponde ao rito adotado no grau simbólico. A perfeição caminha do ocidente para o oriente, isto é, das trevas para a luz.

A marcha do aprendiz é composta de três passos iguais e retilíneos, formando uma esquadrilha, começando com o pé esquerdo e apoiado pelo direito, porque ele foi colocado no “caminho certo”, porque foi “iniciado”.

O esquadro representa fundamentalmente a faculdade do juízo que nos permite comprovar a retidão ou a sua falta. É por intermédio do esquadro que nossos esforços para realizar o ideal ao qual nos propusemos podem ser constantemente comprovados e retificados. Isto é feito de maneira que estejam realmente encaminhados na direção do ideal e que a cada passo do pé esquerdo (passividade, inteligência, pensamento), deve corresponder um igual passo do pé direito (atividade, vontade, ação) em esquadro, ou seja, em acordo perfeito com o primeiro.

Reportando-se ao zodíaco os seus três passos correspondem aos três signos, carneiro, touro e gêmeos. No primeiro passo correspondente ao signo do carneiro, que está sob a influência de Marte, evoca a idéia de “luta”. Touro, que inspira o segundo passo, exprime o trabalho perseverante e desinteressado. Quanto a gêmeos, que está sob a influência de mercúrio, é considerado signo da fraternidade. Se nos reportarmos aos elementos, o carneiro é o signo do fogo, touro o signo da terra e gêmeos o signo do ar, indicando o primeiro passo o ardor, o segundo a concentração e o terceiro a inteligência.

Cabe aqui citar o axioma hermético da "câmara de reflexões": visita interiora terrae: retificando invenies occultum lapidem - VITRIOL. Devemos adentrar a realidade do próprio mundo objetivo, e não contentar-nos com seu estudo ou exame puramente exterior. Então, retificando constantemente nossa visão e os esforços de nossa inteligência como demonstra a cuidadosa retidão dos três passos da marcha do Aprendiz atingiremos o conhecimento da verdade que nos liberta da ilusão.

Saudação

O aprendiz, deve saudar as três luzes da loja com o sinal gutural. Este sinal forma três ângulos retilíneos e tem seus respectivos significados:

O primeiro formado pelos dedos polegar e indicador significa "que mais fácil ser degolado do que revelar os segredos maçônicos"; o segundo formado pelo braço indica "que a sua força, naquele momento, representado pelo braço direito, está toda a serviço da Sublime Ordem”, porque, estando naquela posição de respeitoso acatamento ao Venerável Mestre, somente terá livre os movimentos quando lhe for permitido; e terceiro o dos pés, "que indica que o maçom deve ter sempre uma vida reta, assentando todos os seus atos sobre a esquadria".

Abertura da Sessão

Os trabalhos somente se iniciam ao meio-dia porque é a hora de sol a pino, ou seja ninguém faz sobra a ninguém, portando induz a igualdade.

A abertura somente ocorre quando as três luzes emblemáticas estiverem devidamente postadas (livro da Lei, Esquadro e Compasso).

O livro da Lei ficará disposto sobre um altar sagrado (correspondente ao Santo dos Santos de Jerusalém) e sua abertura significa a invocação do auxílio da divindade . 

Coluna do Aprendiz (força)

Os lugares do maçons no templo imitam a disposição existente no parlamento britânico. O presidente e seu assento de encosto alto e destacado está ladeado pelos líderes do governo e pela oposição, sentados frente a frente.

Até mesmo a sala dos passos perdidos imita o anexo do parlamento inglês .

Circulação

A circulação é feita no sentido horário, ou seja da esquerda para a direita, contornando o Painel da Loja, simbolizando, a marcha do sol e significando que o maçom caminha em direção a luz.

Importante ressaltar que, desde a era dos metais (5000 A.C.) o homem acreditara na força dos astros, desenvolvendo assim um misticismo, uma teologia cósmica, cujo sol era sempre elevado a posição de destaque.

O sol é o centro do nosso sistema planetário enosso planeta Terra movendo-se constantemente ao redor de seu eixo e, achando-se a maçonaria universalmente espalhada sobre a superfície do globo, resulta deste fato que o sol se acha sempre no meridiano, em relação a Maçonaria .

Tronco de Beneficência

A circulação do Tronco de Beneficência deve levar em consideração a hierarquia dos cargos em loja e os graus simbólicos. 

São atendidos pela ordem o Venerável Mestre, o 1º Vigilante, o 2º Vigilante, o Orador, o Secretário, o cobridor Interno, os irmãos postados no Oriente, os mestres da Coluna do Sul, os mestres da Coluna do Norte, os companheiros e os Aprendizes.

Esta circulação forma uma estrela de seis pontas, ora associada a Estrela de Davi, ora associada a relação espírito-matéria.

Quanto ao metal, este somente se presta à beneficência, nunca podendo ser tirado, mas somente engrossado. Deve ser depositado sempre com a mão fechada e ao retirá-la, deverá estar aberta .

Palavra Sagrada

É a verificação simbólica da exatidão, onde se declara que tudo está justo e perfeito. Tem origem na verificação que os construtores antigos efetuavam quanto à exatidão das construções, utilizando-se do prumo e do nível para declararem a perfeição das construções.

Constata-se a justeza e perfeição de uma Loja quando a palavra vem do Oriente, passa pelo Sul e vai ao Ocidente .


Cadeia de União

Formada exclusivamente para a transmissão da palavra semestral aos obreiros da Loja, onde todos cruzam o antebraço direito sobre o esquerdo, dando-se as mãos.

O Venerável Mestre ocupa o lugar mais ao Oriente da Cadeia, ladeado pelo Orador e pelo Secretário, ao passo que o Mestre de Cerimônia ocupará o lugar mais ao Ocidente, ladeado pelos Vigilantes.

O Venerável Mestre balbuciará a palavra nos ouvidos do Orador e do Secretário, que por sua vez, repetirá o ato a quem os ladear, até que o Mestre de Cerimônia receba as palavras, de ambos os lados, e as leve ao conhecimento do Venerável Mestre que a declara correta ou não.

Conclusão

Esperamos que as informações deste documento sirvam de referência para os IIr.’. Aprendizes acompanharem os trabalhos em Loja. Lembramos que a ritualística pode sofrer revisões conforme o Grande Sec. de Ritualistica deliberar.

Como entrar na Maçonaria?

a Maçonaria submete o candidato a um longo e rigoroso processo seletivo de análise e avaliação dele próprio, de seus horizontes profissionais, sua identificação, seu comportamento, sua família, seu trabalho...
A todos  os homens livres, que fazem da defesa da liberdade de consciência e da liberdade de pensamento, a luta constante de suas vidas.

Maçonaria Moderna - O destino das grandes Instituições é de começar na humildade; o Cristianismo numa manjedoura, a Maçonaria numa taverna.
As  quatro Lojas Maçônicas  que em 1717 realizaram, ao que parece, uma reunião preparatória na Taverna da Macieira e resolveram criar a Grande Loja de Londres, que passou a denominar-se Grande Loja da Inglaterra, quando se expandiu além do perímetro londrino. A reunião de 24 de junho de 1717, da qual resultou a fundação da Grande Loja, teve lugar na Cervejaria do Ganso e da Grelha.
Os “Deveres de um Maçom”, constantes do Livro das Constituições de Anderson, substituída, nas Constituições adotadas em 1815 pela Grande Loja Unida da Inglaterra, e consubstanciada nesta frase: ”Um Maçom é obrigado pela sua dependência a obedecer à lei moral; e se bem entender a Arte, nunca será um estúpido ateu nem um irreligioso libertino. De todos os homens, deve ele compreender melhor que Deus vê de maneira diferente do homem; pois o homem vê a aparência exterior enquanto Deus vê o coração ...Qualquer que seja a religião de um homem ou sua maneira de adorar, não será excluído da Ordem, contanto que creia no glorioso arquiteto do céu e da terra, e que pratique os deveres sagrados da moral...”
Credo do Maçom – Embora não sendo uma religião, a Maçonaria também presta um culto à Divindade, ao Ser Supremo admitido em todas as religiões. É a Existência Suprema, Superior, Criadora e Indefinível, cujo estudo constitui uma das bases da Maçonaria e ao qual os Maçons dão a denominação de Grande Arquiteto do Universo. Segundo vários autores, o credo de todo bom Maçom se reduz à seguinte profissão de fé: “Creio em um só Deus, Supremo Arquiteto do céu e da terra, dispensador de todo bem e juiz infalível de todo mal”. Sem dúvida, o estudo de Deus deve constituir um dos deveres do Maçom. Disse Farias Brito: “Deus é o  que há de mais claro na Natureza. Deus é a  Luz em todos os seus sentidos”. Com estas simples palavras é definido o Princípio Criador, segundo a concepção maçônica.
Cristo – Fundador da religião cristã e, por isso, personagem venerado nos símbolos da Maçonaria. Cristianismo, religião que constitui a base da maçonaria. A Maçonaria Operativa e Especulativa que lhe sucedeu, tendo surgido no Ocidente e, particularmente, na Inglaterra, seguiram, como é natural, as tradições religiosas ocidentais. Contudo, a Maçonaria aceita em seu seio homens de todas as religiões.
Ao admitir em seu seio homens de todas as religiões, de todas as nacionalidades, de todas as raças, de todos os partidos, a Maçonaria mostrou ao homem um caminho novo e um ideal que, posteriormente, cristalizou-se na trilogia: Liberdade, Igualdade, Fraternidade. Constituiu-se no cimento por meio do qual, e acima das religiões e dos partidos, os homens podem se unir e se chamar Irmãos.
Esclarecendo – Assim como a Maçonaria submete o candidato a um longo e rigoroso processo seletivo de análise e avaliação dele próprio, de seus horizontes profissionais, sua identificação, seu comportamento, sua família, seu trabalho, seus rendimentos, sua profissão, seu estado civil, datas, seus hábitos, suas reações, de suas atividades sociais e  políticas, para que possa ser irmão dos Maçons de todo o mundo, é compreensível que o Candidato exerça o adequado direito de esclarecer suas dúvidas, respeitando a consciência individual, satisfazendo sua curiosidade (assim como a da esposa), o exame e discussão de diversas questões que podem esclarecer seu espírito e, sobretudo, conciliar seu coração com relação à Ordem, na medida do que for possível, isto é, tudo que não for secreto, para que não haja nenhum mal-entendido a respeito da proposta de trabalho da Maçonaria.
A Loja Maçônica é uma Escola que, por intermédio da observância e do estudo interpretativo dos Rituais (chama-se Ritual, em Maçonaria, o livro que contem a Ordem, as fórmulas e demais instruções necessárias para a prática uniforme e regular dos Trabalhos Maçônicos em geral), procura como finalidade primordial, preparar os Obreiros para a vida no lar e na sociedade, de modo a que, conhecendo a si mesmos e analisando o mundo, almejem a Paz e a Felicidade para a coletividade, tornando-se, assim, úteis e de grande aproveitamento para a comunidade em que vivem e, ao mesmo tempo, para a Humanidade em geral.Cada Loja tem o seu espírito especial; cada Maçom deve conservar e desenvolver as suas qualidades fundamentais.
A Loja é para o Maçom o local no qual pode se expressar livremente perante um auditório atento e benevolente. A confrontação das idéias faz-se sem choques e com cortesia.
A escolha do candidato – Para ingressar na Ordem maçônica existem certos requisitos  indispensáveis e que consistem  na idade, estado  de liberdade , recursos para a subsistência,  moralidade, etc.
O ato de "escolhermos" um candidato à Iniciação na Maçonaria requer séria reflexão. Lembremo-nos que estamos escolhendo um irmão para conosco conviver fraternalmente, que terá ingresso em nossa casa, compartilhando de nossas vidas, com nossas famílias.
O perfil ideal do candidato (entre outras exigências):
a) crer em  um princípio criador  ( A Maçonaria não é uma teologia dogmática, nem é sectária; ao contrário, mostra em matéria de religião a mais ampla tolerância; porém exige de todos aqueles que admite em seus templos a crença em Deus e na existência da alma).
b) ter o assentimento da esposa (sentimentos da companheira com relação à Ordem).
c) ter vida familiar equilibrada (A divisa da Ordem Maçônica  é o  Amor Fraternal, na esperança de que o Amor a Deus, à Família, à Pátria e ao Próximo, o mundo alcance a Felicidade Geral e a Paz Universal).
d) ter princípios morais elevados (conduta ética, moral e social ilibada. Viver em harmonia dentro do organismo social; ser bom, a fim de contribuir para tornar a humanidade melhor). 
e) possuir cultura que possibilite compreender o simbolismo e a filosofia maçônicos ( gosto pela leitura e pelo estudo, grau de instrução necessário para cultivar sua razão). 
f) possuir educação compatível com o ambiente que impera na Maçonaria; (disciplina e respeito à hierarquia).
g)  ter "espírito maçônico" (fraterno, solidário, filantropo, cordato, pesquisador. O sentimento de interesse a respeito de outro, para constituir uma verdadeira e fiel amizade. A Maçonaria, mais do que qualquer outra associação, proporciona o ambiente propício para o desabrochar de sinceras amizades). 
h) comprovar  (atestado médico) não ser portador de doença ou deficiência que  impossibilite o bom desempenho da atividade e ritualística maçônica.
Condicionantes restritivas
Adulação - É  a exploração sistemática e interesseira da vaidade alheia. Ao supervalorizar as qualidades e ações dos outros, o adulador, homem geralmente de espírito servil ou ambicioso, espera obter deles favores indevidos. O adulador é quase sempre mal visto em todos os grupos sociais, devendo sê-lo particularmente entre os Maçons, pois a lisonja e a adulação representam uma diminuição da dignidade tanto de quem as faz como de quem as recebe.
Avareza – É o apego demasiado e sórdido ao dinheiro ou aos bens econômicos, levando o homem a endurecer o coração em face dos sofrimentos de outros homens e das injustiças contra os mesmos cometidas. Pela avareza, os bens materiais transformam em um fim, de tal sorte que o avarento acaba por negar a si mesmo as condições normais para uma vida compatível com a própria dignidade humana. A Maçonaria, que tem a filantropia como uma das suas preferidas finalidades, e que estimula os seus adeptos na sua prática, não pode admitir em seu seio homens portadores desse vício tão contrário aos objetivos da Instituição.

Ir.'. Valdemar Sansão - M.'.M.'.

SERÁ VOCÊ (TAMBÉM) UM SER MAÇOM?


SERÁ VOCÊ (TAMBÉM) UM SER MAÇOM?

Ir.'. Denilson Forato M.'.I.'.

Se, em seus sentimentos existe... Constante preocupação no sentido de preservar, cultuar, praticar e enaltecer os bons princípios de manutenção da família, como tal determinam as leis naturais da sociedade humana, devidamente regulamentadas e aceitas pelos povos livres e de bons costumes das nações diversas espalhadas pela face da terra e que desfraldam a bandeira das liberdades individuais, da igualdade de oportunidades e da prática da fraternidade entre governantes e governados...

Em assim sendo, você é um praticante dos preceitos emblemáticos da maçonaria universal.
Porque, ser maçom, não basta, teoricamente, conhecer os preceitos da Ordem. É necessário pratica-los.

Se, em seus atos existe... O respeito pelos direitos dos seus semelhantes. Justiça, seriedade e capacidade de decisão, mesmo sendo esta, contra seus interesses... No seu comportamento cotidiano, ser o seu trabalho voltado em prol da felicidade e do viver harmônico de sua comunidade...

Isso, porque... A Maçonaria não transforma o comportamento pessoal de ninguém. Ela ensina as regras e traça os rumos de como tornar feliz a humanidade.
Se você os pratica, mesmo não pertencendo ao quadro dos integrantes das Lojas, você é um ser iluminado e ator protagonista do bem. Ser maçom não é tão somente trajar-se como tal. Ë mister honrar com a prática da civilidade, da tolerância e amor pelo próximo. Todos nós, maçons ou não, somos iguais perante a Lei. Perante a maçonaria, todos nós, somos irmãos.
Por fim..... A Maçonaria respeita todas manifestações religiosas, desde que tenha fé e acredite na existência de um SER SUPERIOR o qual denominamos de GRANDE ARQUITECTO DO UNIVERSO.
A regra indiscutível de quem pratica os ditames maçônicos é acreditar e aceitar a imortalidade da alma. VIVA INTENSAMENTE SUA VIDA. PERSIGA SEUS SONHOS E ALCANCE SUAS METAS... SEM CONTUDO, ATROPELAR AS PEDRAS INTERPOSTAS NO CAMINHO DO SEU SUCESSO.