sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Bobby Bumps cria uma Loja - cura de 1916




Hoje trago para verem como "sugestão", uma curta-metragem animada, norte-americana, que data de 1916 e que foi criada por Earl Hurd. Tem como título "Bobby Bumps start a Lodge" ( traduzido: Bobby Bumps cria uma Loja).


Achei interessante esta curta porque foi feita de modo a que qualquer criança a possa visionar, para além de satirizar com algum humor a Maçonaria num país onde a Instituição Maçônica tem uma preponderância e relevância enorme na Sociedade Civil.

Maçonaria e Alquimia… Artes Reais…


 
Maçonaria e Alquimia apesar de serem áreas e conceitos distintos têm um paralelismo relevante que não pode ser negligenciado.
Ambas, na sua definição de conceito simbólico são reconhecidas como a Arte Real, “Ars Regia”, e ambas procuram a perfeição.
Na Alquimia, o iniciado Alquimista procura através da execução da Grande Obra, por meio de vários processos laboratoriais (nomeadamente a dissolução, a coagulação, a cocção, a sublimação e a projeção entre outros…) atingir o “Ouro dos Filósofos”, como também é amplamente conhecida a desejada Pedra Filosofal, a Perfeição.
Já na Maçonaria, o Maçom tenta através do desbaste e burilagem da sua “pedra bruta” (sua essência) torná-la próxima à “pedra cúbica”, pedra essa já polida (estádio final do trabalho maçónico).
E, enquanto ao maçom (neófito ainda) se lhe pediu que visitasse o interior da terra (meditasse e refletisse para si e sobre si mesmo) para que pudesse encontrar a pedra oculta que se encontra no seu íntimo (o seu Eu), o alquimista durante o seu processo de aperfeiçoamento (suas operações) também ele se depara com este vitriol durante o desenrolar da Grande Obra, mais concretamente na fase do nigredo. É nesta fase do processo alquímico que se dá o solve et coagula, (axioma alquímico bastante conhecido), pois é durante esta fase que se efetua a dissolução da matéria-prima (“libertação”)e a sua putrefação (“separação” dos elementos que a compõem). O nigredo é uma das fases que integram a Grande Obra, processo esse que é considerado por vários autores como formado por três partes (existem outras teorias em que o número de fases são quatro ou mais, dependendo o número de operações, via escolhida e matérias-primas usadas), partes essas a saber: Nigredo, Albedo e Rubedo.
Encontramos aqui uma das várias referências ao Ternário (outras poderão ser encontradas no paralelismo com outros ternários que se encontram em ambas, Maçonaria e Alquimia, tal como: matéria/corpo, mente e espírito, entre outros…).
Ternário esse de extrema relevância para os maçons, pois para eles é através do Ternário (número 3) que a Dualidade/Binário (número 2) retorna à Unidade (número 1).
Todavia na Alquimia, este “regresso à unidade manifesta-se após as núpcias alquímicas entre o Reie a Rainha (Mercúrio e Enxofre Filosofais; matérias-primas estas, que não têm nenhuma relação com os elementos naturais e químicos, o metal Mercúrio (Hg) e o Não-metal Enxofre(S)) que originam o Hermafrodita/Rébis (Sal que nada tem a haver com o “sal comum” ou o sal resultante de uma reação química Ácido/Base), conhecido como o “dois em um”.
À semelhança do Adepto, também o Maçom necessita de um espaço onde possa trabalhar a sua pedra até a mesma atingir a forma desejada. Enquanto o Adepto necessita de um laboratório (labora et ora) físico e instrumentos e aparelhos para o auxiliar nos seus trabalhos, o Maçom apenas necessita do seu corpo (matéria) e mente (vontade) para trabalhar (o seu espírito). E persistindo nesse trabalho é se possível transformar a “pedra bruta” em “pedra polida”. Note-se aqui o termo “transformar”.
A Maçonaria transforma algo existente em algo diferente, mas a matéria final é a mesma matéria original. E a Alquimia transmuta, ou seja, cria algo novo/diferente apartir de matérias/origens diferentes.
Ou seja, enquanto o Maçom será sempre o mesmo Homem apenas com as mudanças no comportamento/carácter associadas ao seu “aperfeiçoamento moral” (porque a Maçonaria apenas (!) trata de aperfeiçoamentos morais e é considerada uma via/caminho pessoal efetuado através da Virtude e também a prossecução de outros princípios morais na vida do maçom), a sua essência será sempre a mesma. Na Alquimia, o Adepto pega em metais menos nobres, e tenta transformá-los em ouro/prata. Ou seja, parte de algo diferente e que modifica a sua substancia. Neste caso, utiliza materiais filosofais e/ou físicos e procura atingir a Perfeição (estado superior de espírito) que tanto pode ser designado por Elixir da Imortalidade (tenho para mim, que ele apenas é a lembrança da palavra e da ação do Homem através dos tempos…) ou por Pedra Filosofal (na minha opinião, o Conhecimento/Sabedoria; pois nada traz mais riqueza ao Homem que o saber…). E essa dita Perfeição, será mais depressa obtida (ou não…) dependendo do empenho do Adepto/Maçom durante esse trabalho que terá a fazer (só o próprio e mais ninguém!).
Se a Pedra ficará cúbica ou se a Obra se completará, somente os intervenientes o saberão. Quanto a mim, apenas me resta continuar a burilar a minha pedra “tosca” e “feia”, pois ainda se encontra muito longe da forma que ambiciono para ela…

In Silentio



in silentio me fico,
in silentio me quedo.
in silentio  não existe vazio,apenas eternidade...
in selentio a mim mesmo,
in silentio contemplo Deus,
in selentio ouço minha alma,
in silentio choro,
pelos que se foram,
pelos que aqui estão,
in silentio sinto a paz,
in silentio estou do lado
do Eterno,
O Grande Arquiteto do Universo! 
Autoria: Ir.'. Denilson Forato 

 

"Transformação..."

 
 
 
 
Com o Esquadro, me esquadrinhei;
Com o Malho e o Cínzel, me cínzelei;
Com choro, lágrimas e suor vi as lascas sair;
E de Pedra Bruta em Pedra Polida
eu me transformei!

A "Palavra Maçônica"...



A “palavra maçônica” é um compromisso de honra efetuado pelo neófito quando tem contato com os Mistérios da Arte Real. No qual ele se compromete a honrar e dignificar a Maçonaria, bem como em guardar segredo do que vir ou tomar conhecimento em sessão ritualista maçónica.
E como tal, nada mais é importante para o maçom do que respeitar a sua palavra, a sua palavra dada, a sua palavra de honra.
Sendo por isso, que uma das suas obrigações é a de ser um homem de bons costumes. Alguém que é honrado e vive sob bons preceitos morais.
Quando um maçom se compromete com algo, ele o cumpre ou o faz por cumprir, porque é a sua palavra que fica em questão. Se não o fizer, a sua credibilidade perante os seus irmãos e porventura demais profanos, será posta em causa, correndo o sério risco de ficar descredibilizado, e assim não puder viver da forma honrada como assim o deve fazer.
Essa palavra, vale mais que “mil assinaturas”, pois jamais poderá ser rasurada ou apagada. Quando ela é assumida, ela torna-se um compromisso para a vida do maçom. Tanto que a sua palavra deverá ser “eterna e imutável”. Logo será sempre um dever a ser cumprido!
Por isso, um maçom quando assume um compromisso ou quando opina sobre determinado tema ou matéria, tem de ter o cuidado e a parcimónia necessária. Pois com a sua opinião também pode ele, por em causa a Maçonaria na sua generalidade.
Normalmente quando alguém opina publicamente, apenas essa opinião o vincula a ele próprio. Mas em Maçonaria isso é diferente. E diferente porque, quando um maçom opina na via pública, as suas afirmações encontram um eco desproporcionado por vezes em relação ao que afirma. E tudo fruto do que a sua imagem enquanto maçom suscitar. 
A curiosidade sobre o que se passa no interior da Maçonaria é tão grande por parte dos profanos, que isso origina um excesso de “ruído” que maioritariamente causa um impacto negativo na Ordem em si. E é por isso que um maçom deve ser reservado quanto ao que opina, como opina e onde exerce a sua opinião. Aliás, se existe alguém que falará pela Obediência em si, serão apenas o Grão-Mestre e seu adjunto, os restantes Irmãos apenas poderão opinar, mas vinculando-se apenas a si próprios nas afirmações proferidas.
Já na vida interna das Obediências Maçônicas, as palavras dos irmãos são muito bem-vindas, isto é, cada um (exceto se em sessão litúrgica, os Aprendizes e Companheiros se abstêm de falar) é livre de opinar sobre o que quiser, respeitando apenas as regras impostas pela Obediência, seja no cumprimento dos Landmarks (no caso de Obediências Regulares) seja no cumprimento do seu Regulamento Geral Normativo.
Resumindo, o segredo que existe na palavra de um maçom, encontra-se à vista de todos. É apenas se tomar atenção ao que diz e como o diz.

Ano Novo Maçônico - Feliz 2013 EV-6013 VL



O calendário maçônico é a maneira particular utilizada pelos maçons para numerar os anos e designar os meses.
O ano um do calendário maçônico é o Ano da Verdadeira Luz - Anno Lucis em Latim. Ele marca o início da Era da Verdadeira Luz (VL). Antes que o Anno Lucis aparecesse a partir do século XVIIIe nos documentos ingleses, os temos Anno Masonry e depois  Anno Latomorum , Anno Lithotomoru ou Anno Laotomiae (Era dos Cortadores de Pedra)1. A datação do Ano da Verdadeira Luz seria baseada nos cálculos de James Ussher, prelado anglicano nascido em 1580 em Dublin. Ele tinha desenvolvido uma cronologia começando com a criação do mundo segundo o Genesis que ele estimava em 4000 A.C. baseandose no texto Massorético ao invés da Septuaginta .

O Pastor Anderson a defendeu em suas Constituições de 1723 para afirmar simbolicamente a universalidade da Maçonaria através da adoção de uma cronologia supostamente independente de particularidades religiosas, pelo menos no contexto britânico da época . A data escolhida para o início da Era maçônica é 4000 antes da Era Comum.

O ano maçônico tem a mesma duração do  ano gregoriano, mas começa em 1o de Março como o ano Juliano ainda em vigor na época da redação das Constituições de Anderson. Ela tomou o milésimo do ano gregoriano em andamento e aumentou 4000, os meses são designados apenas por seus números ordinais.
  • Exemplos:
    •  29 de Fevereiro de 2012 era o  29o dia do 12o mês do ano 6012 da Verdadeira Luz
O ano maçônico tem duas festas:  São João de Verão (João Batista, comemorado em 24 de junho) e São João de Inverno (João Evangelista, comemorado em 27 de Dezembro), coincidindo simbolicamente com os solstícios.

O que é o Vil Metal?

 
 
Quando homem por motivos diversos, por exemplo a falta do "vil metal" e as cobranças de dentro e de fora de sua vida e ele perdeu sua felicidade, sua tranqüilidade e apenas vive para pagar suas contas , sente-se vivo, mas totalmente vazio de expressão e significado, perdeu sua participação e algo esta bem errada na extensão do seu compromisso com a realidade.

Neste caos, na confusão de cérebro e personalidade perguntemos a este homem: Como Vai? E certamente se obterá a seguinte resposta.

- Há! Alguns dias de minha vida são bons, outros nem tanto, fico invadido pela amargura e parado fica mais desesperançado a vida e de tudo só colho fracassos.

Como somos humanos, Não só pelos sentidos da carne e sangue, mas sim mais pelo coração onde se guarda o nosso material Divino, nos sentimentos da alma, procuremos animar este infeliz enquanto mais sabemos mais temos a obrigação de ensinar a viver e se dirigir a si próprio todos os semelhantes, com outra pergunta: Quem é você?

Veras nas respostas como ele se sente como vive e o que acha do mundo e dos seus semelhantes.

– Sou aquilo que todo humano é... Tenho corpo, pernas e braços, tenho nariz e orelhas, sou uma caixa que guarda os ossos, produtora de fezes e de material purulenta, tenho dor e alegrias, tenho deveres e direitos sociais, na dor desespero e nas alegrias maior clareza. Isso é que eu sou isso é que é a vida para mim.

O triste da vida não é ser fraco em matéria, frágil em pensamentos, inútil é não reconhecer gratidão nem pelos familiares ao seu lado, que o confortam e o ampara em seus fracassos, nos problemas e nas derrotas,

Inútil é virar as costas para a tudo. Ficando um ser miserável medíocre e daninho pelo fato de nunca ter vivido a felicidade na plenitude da palavra, devido a falta do Vil Metal!

Tenho que viver! Mesmo sem ele!

Com. Denilson Forato