domingo, 6 de abril de 2014

Como deve se comportar um Maçom


Uma reunião maçônica é sem dúvida um dos atos mais significativos e importantes na Maçonaria, e isso nos faz crer que, antes de dirigirmos a esta reunião, necessário se faz nos prepararmos física – psíquica e emocionalmente para que tudo aconteça dentro da nossa expectativa.
Esse preparo se assemelha ao mesmo que fazemos quando vamos a uma festa na vida profana, ou seja, com o coração e a mente receptivos aos acontecimentos alegres, interessantes e no nosso caso específico, esclarecedores.
Do mesmo modo que cuidamos do nosso interior, devemos dar atenção à nossa vestimenta, evitando o uso de tênis,calça jeans, sarja,sapatos coloridos, etc. Deve-se valorizar o uso do sapato preto, calça preta social, meias preta, se o Irmão usar balandrau,que seja limpo,passado e totalmente preto,que é sem dúvida o mais adequado.
A partir do momento em que nos encontramos em Loja, unidos em pensamento e com nossa intenção voltada para o mesmo objetivo, fazemos uma corrente positiva (A chamada Egrégora), e, logicamente atraímos do Mais Alto inspirações que nos levam a nos unir cada vez mais para o bom andamento do nosso trabalho; propiciando um ambiente leve, saudável e uma perfeita união de amor fraternal.
Todos nós seres humanos comuns, somos frágeis, sensíveis, mas temos forte em nosso coração a fraternidade que é um dos nossos lemas; por essa razão meus Irmãos é de suma importância passarmos nossas palavras pelo crivo da razão e da generosidade, pois, as palavras salutares elevam aqueles que a ouvem, entretanto, quando proferidas impensadamente, com inflexão agressiva, sem o raciocínio e a devida prudência magoam e ferem como lâminas afiadas.
A Maçonaria é uma instituição filantrópica, filosófica e progressiva  que tem o objetivo de agrupar seres humanos que possuem planos futuros que se convivam com  os demais Irmãos. São homens de todas as formações profissionais, científicas, liberais, braçais, em suma, engloba todas as atividades exercidas pelo homem. O trabalho tem como meta beneficiar a todos e tem seu fundamento na amizade, na boa intenção de quem o fez, razão pela qual necessita-se abster-se de comentários não éticos.
Esse fato, no meu entender, é o mais importante e explico por quê.
São apresentados trabalhos de todos os quilates. Ao apresentarmos um trabalho que tem em mente apenas a nossa contribuição em relação à nossa vivência e com nossos conhecimentos aguardamos comentários a respeito do trabalho apresentado, comentário esse que nos oriente e que nos incentive.
Cada um de nós possui seu pensamento e sua maneira própria de agir e interpretar. Somos diferentes; alguns possuem facilidades de expressão; outros de escrita e, os mais sábios, que conseguem tirar proveito de todos os conhecimentos apresentados.
Não raros os trabalhos apresentados são longos, o que nos impossibilita de podermos tirar todos os ensinamentos apresentados. Isso é natural, porém devemos em nosso próprio lar examiná-lo e absorver na íntegra as questões nele inseridas.
No meu modo de ver somos modernistas e não donos da verdade; de tudo o que nos é oferecido, devemos aproveitar ao máximo o conteúdo desse; dar uma palavra otimista sobre o trabalho apresentado é de suma importância, pois, dessa maneira, creio eu, o apresentador terá mais motivação para apresentar outros tantos trabalhos.
Essa é minha maneira de ver as coisas, o meu modo de pensar, sentir e agir; não fazer perguntas capciosas; se a dúvida aparecer falar in off com o Irmão ou então estudar a respeito.
É óbvio que todos nós precisamos ler e estudar as bases da filosofia maçônica para possuir conteúdo quando abordar algum ensinamento. Temos Irmãos que apresentam brilhantes trabalhos e sempre procuram nos indicar o norte, com a finalidade de adquirirmos uma orientação segura. Nossa Sublime Ordem é a única organização que transforma em Irmãos pessoas de crenças religiosas diferentes, pois nela convivem harmonicamente espíritas, católicos, protestantes, budistas, maometanos, judeus e etc.
O Grande Arquiteto, nosso Pai, sempre se lembra de nós, suas criaturas e nos proporciona direção segura por meio de pequenas estórias que nos indicam o caminho do bem; como esta que passo a narrar-lhes.
–”Existia um maçom ilustre que sempre ministrava palestras, ilustrando-as com palavras bonitas, sábias e com muito exemplo de vida. Como seu ouvinte assíduo havia um Irmão que em silêncio assistia a suas palestras e nenhum comentário fazia. Permanecia sempre quieto em seu lugar, com sua atenção voltada para os ensinamentos que eram passados.
Alguns anos se passaram e chegou o dia do retorno de ambos para o oriente eterno.
O G.'.A.'.D.'.U.'. os recebeu.
O palestrante famoso, falante, foi recebido de maneira simples, entretanto, na sala ao lado aquele que apenas ouvia as palestras era recebido com grande alegria e muita festa. O orador famoso reivindicou seus direitos, pois fora ele quem ensinara tudo a todos que o ouvia. Deus apenas respondeu: ‘– Meu filho, enquanto você pregava, ele ouvia com atenção, e, no dia seguinte enquanto você não se lembrava mais do que dissera, ele os colocava em prática.’”
Nós, maçons, temos a mania de criticar a Maçonaria, que não trabalha mais como antigamente; será que estamos certos? Vamos nos basear nessa estória acima descrita, ou seja, falar menos e trabalhar mais, sem cair no saudosismo, pensar e agir no hoje tendo consciência de que tudo depende de nós, e somos nós que faremos da Maçonaria o que achamos que deve ser feito. Se adequarmos as realizações atuais de muitos Irmãos, trabalhando juntos, lado a lado, atentos ao que podemos fazer o que é necessário realizar para que nossos Irmãos tenham no futuro boas recordações de nossas realizações, acredito que tudo será como antes.
Temos em Loja aprendizes brilhantes, é nosso dever fazer o máximo para encaminhá-los adequadamente; se conseguirmos que esses Irmãos tenham em seus corações a Maçonaria, continuando com esse amor e interesse por ela, com certeza sentiremo-nos felizes e realizados.
Nossos valorosos aprendizes possuem, além de seus interesses e competências pelas questões da Maçonaria, um excelente orientador que é o Irmão Primeiro Vigilante e outros Mestres Maçons!
Essa é a minha palavra e que o G.'.A.'.D.'.U.'.  continue iluminando nossos caminhos.
Tenho dito!
Ir.'. Denilson Forato -ARLS Fraternidade e Amizade nª 321 -São Paulo

As Luvas Brancas

Símbolo da pureza, assim são consideradas as Luvas Brancas dentro da maçonaria, são elas recebidas pelos Aprendizes quando de sua iniciação.
Inúmeros são os símbolos da Liturgia Maçônica e, dentre eles, destaca-se o da entrega aos neófitos das luvas brancas quando, nos últimos momentos da Iniciação. O Venerável anuncia, então, que aquelas luvas brancas constituem o símbolo de sua admissão nas fileiras dos homens livres e de bons costumes.
Os homens distintos e elegantes, as damas da sociedade fina e os militares galonados deitaram a moda das luvas brancas. Estas chegaram a fazer parte dos ornamentos que recebiam os bispos no ato da sua sagração, com a designação de “luvas litúrgicas", simbolizando a castidade e a pureza.

A entrega das luvas brancas aos neófitos da Maçonaria ficou justificada na mesma intenção deferida aos bispos dantanho. Cobrindo suas mãos com elas, o maçom é levado a compreender, primeiramente, que sua mão direita nunca deverá saber o que faz a esquerda.
Também o Venerável lhe explica que são “o símbolo de sua admissão no Templo da virtude, indicando, por sua brancura, que ele nunca deverá manchá-la nas águas lodosas do vício”.
A rigor se seguíssemos as tradições, dever-se-ia usar as Luvas Brancas em todas as Sessões. Esta tradição pouco a pouco foi caindo , principalmente nos países quentes.Todavia este costume não foi de todo abandonado. Muitos Maçons americanos e europeus ainda observam esta tradição.
As Luvas Brancas também evocam a lembrança dos compromissos assumidos durante a Iniciação.
A posse das luvas brancas não revela nenhuma interpretação mística, mas sim o que possa haver de mais ativo e fecundo para a orientação no cumprimento do dever. Alcança tanto a destinação da própria personalidade do iniciado como a de sua família.
Pelo que ficou esclarecido, a Ordem dos homens livres não se restringe a entregar somente um par de luvas a cada um dos iniciados. Entrega um outro par que são destinadas àquelas que mais direito tiver a vossa estima e ao vosso afeto. Foi dito, a que mais estima e não a que mais ama, porque o amor às vezes exprime um sentimento “cego” e pode enganar em relação às qualidades morais e intelectuais daquela que deva ser a inspiradora das ações
generosas.

Vê-se, pois, que a Maçonaria, no grande momento da recepção de seus convidados, lembra-se da mulher, numa homenagem justa e sincera. Não se esquece de que a mulher esposa tem por sua vez os direitos sustentados desde os dias do chamado “Pontificado Romano".
Mas, esposa, Irmã, filha ou mãe é sempre a mulher que distribui consolação, promove alentos e distribui conforto, tanto nas horas felizes da família como nas atribulações e nos desfalecimentos da vida e de seu esposo. Portanto, tal homenagem da Maçonaria é, sob todos os aspectos, mais do que procedente.
Um provérbio persa diz: “Não firas a mulher nem com a pétala de uma rosa”. A Maçonaria reforça este ditado ainda mais: e nunca firas a mulher com um lampejo de pensamento. Seja ela moça ou idosa, formosa ou feia, má ou bondosa, delicada ou áspera, sabe ser sempre o segredo do Grande Arquiteto do Universo. É a incansável colaboradora de Deus no seio da humanidade. À margem de todas as filosofias está a vida. E a perpetuação da vida foi
confiada pelo ser dos seres: à mulher.

O nível de igualdade em que a Maçonaria coloca o homem e a mulher, destinando a cada um o par de luvas brancas cimenta a certeza dos nobres exemplos transportados aos seus obreiros cônscios das responsabilidades assumidas perante as assembléias de maçons que o recepcionaram.
Tais luvas são símbolos da admissão dos recém-iniciados como caráter evidente da pureza das intenções que deve observar sempre o maçom em suas ações. Portanto, recebendo-as, ele deve cuidar com toda atenção para não manchá-las como egoísmo e com a subserviência às paixões que embrutecem o homem.

Como Instrução a qual se deveria se ter dentro do Templo e jamais de forma a corrigir atitudes as quais denigrem a imagem de tão importante simbologia a qual, deve, enaltecer a quem desta fará, ou faz, uso na Maçonaria, não como enfeite mas sua simbologia que afeta diretamente o comportamento, atitude que quem esta esteja portando....
Fonte: As luvas brancas - Dos Mistérios Maçónicos-Ed.Plus-Lisboa-PT- 1976

sábado, 5 de abril de 2014

Suposições Maçônicas


Meus Irmãos, vivemos  hoje das honras do passado, Sec.XVIII, Sec.XIX....
Na verdade, vivemos em um mundo de glórias e histórias de grandes Irmãos que fizeram isso e aquilo, durante os séculos.
E hoje? Que fazemos?  Nada!!!!
Supondo que os Maçons fossem todos honestos;
Supondo que todos os Maçons fossem bons;
Supondo que todos os Maçons não tivessem vícios;
Supondo que todos os Maçons fossem Justos e Perfeitos;
Supondo que  que todos os Maçons ajudem seu Irmãos;
Supondo que  não houvesse maldade e nem vaidade na Maçonaria;
Supondo que não houvesse inveja nas Lojas;
Supondo que  não houvessem atrasos na Lojas;
Supondo que os IIr.’.  fosse mais responsáveis em seus cargos em Loja;
Supondo que os IIr.'. não se preocupassem com as cores dos aventais;
Supondo que os IIr.'. fossem unidos em sua cidade, estado e nação;
Supondo, eu tudo fosse verdade,seríamos mais  Justos e Perfeitos;
Seríamos muito mais felizes!
Coisa que hoje,infelizmente não acontece!

Ir.'. Denilson Forato, M.'.I.'.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

OS CHAKRAS E O MAÇOM

 

Na época do Egito, quando das iniciações, havia a preocupação de estimular os chakras do iniciado.
No primeiro grau à medida que os chakras vão se harmonizando afeta a Ida, com o que facilita ao iniciado o domínio dasbaixas paixões e emoções.
No segundo grau afeta a pingala, já começa alterar o domínio da mente, essa é sua necessidade, dominar a mente.
No terceiro grau se desperta a energia central sushuma, e abre caminho para a influência superior do espírito, sua elevação espiritual.

O plano da maçonaria é estimular a atividade destas forças, a fim de preparar espiritualmente estes candidatos.
A maçonaria tem por objetivo ativar estas forças pela sua ritualística, cujo desenvolvimento é contínuo, inofensivo e benéfico, por que vai plasmando o maçom dentro de princípios morais conscientes. Ele é trabalhado sem que tenha noção da presença destas energias.

Pelos chakras penetram três energias principais :prana, vitalidade e kundaline. Estas energias vão se difundindo no interior da aura humana, relacionam-se com as diversas camadas do corpo astral e mental, sendo que na parte superior sua manifestação é de nobreza e na parte inferior, impulso da vida.

A vida divina é irradiada do corpo astral para o etéreo.
No corpo astral estão localizados os chakras astrais com correspondência para o plano etéreo e físico. Ai temos a tela etérea. Toda irradiação normal, vinda do plano divino, passa por esta tela, pois ela serve de obstáculo à fluxos energéticos negativos que não conseguem passar nesta ¨tela de textura¨. Ela poderá ser rompida pelo uso do tabaco, do álcool e narcóticos. Aí, a pessoa fica vítima de manifestações inferiores, de espíritos negativos, ficando em desarmonia consigo mesma e com os demais e estaria se expondo à constante obsessão por parte de qualquer entidade astral desejosa de se apoderar de seus veículos.
É por esta razão que cavamos masmorras ao vício e levantamos templos à virtude.




Os sete principais chakras
Chakra Rádico ou Básico
É localizado no baixo ventre, abaixo do cóccix. Duas modalidades de energia convergem para o básico : uma o fogo serpentino, vinda do centro da terra, outra a energia solar. Essa energia circula na espinha em forma de espiral, e difunde portodo corpo.
O homem comum não percebe a existência desta irradiação nem mesmo em toda sua vida. O importante é saber que por este centro de força fluem energias que podem dignificar o homem.
Essa energia deve ser trabalhada de forma natural ou inconsciente, de outra forma pode ser perigosa e trazer transtorno psíquico.
Um dia o maçom saberá manejar essas forças energéticas captadas por esse centro, com o conhecimento dos sete chakras conhecerá a Jerusalém celeste.

Chakra do Baço
É localizado no baço. Segundo os ocultistas é o mais perigoso dos chakras. O importante é ficar fechado, sem atividade ou então ser desenvolvido com a orientação de um mestre. C. W. Leadbeater, diz : ¨ Os perigos atinentes a este chakra são tão graves que consideramos o seu despertar o maior dos infortúnios ¨.
O melhor meio de desenvolver tal chakra é a conduta moral, ou então acioná-lo para meditação, mas desde que fiscalizado por um mestre. O mestre pode ser material ou espiritual.
O chakra pode ser afetado por trabalho de alta magia. Se o neófito estiver com este chakra apodrecido, ou afetado, dificilmente será um bom maçom, a não ser que o mentor espiritual da Loja o recupere, dentro do princípio do ¨só recebe quem merece¨, pois se não merecer será sempre um mau maçom, até que venha cair na dormência.

Chakra Umbilical ou Plexo Solar
É localizado no umbigo. Todas as emanações chegam ao homem pelo chakra umbilical. Todo perigo trazido por correntes negativas ( vício, maldição, luxúria, ódio etc... ), atinge o homem pelo chakra umbilical.
O corpo astral está ligado ao chakra umbilical pelo cordão de prata. É o centro de força onde a pessoa recebe o fluxo energético do astral. Quando se processa a magia ( branca ou negra ), o primeiro a ser atingido é o corpo astral. Este reflete imediatamente no corpo físico, em forma de emoções. É preciso orar. ¨ Vigiai e orai ¨, como dizia Jesus.
O interessante é que as células dos chakras estejam sempre boas, em funcionamento perfeito, a fim de poder receber fluxo energético positivo.

Chakra Cardíaco
É localizado no coração. O despertar deste centro de força vai mais além, pois proporciona ao homem meios de perceber o motivo das dores alheias. A função do chakra cardíaco é proporcionar ao homem a adequação de suas medidas, porque o homem justo é todo aquele que está com o chakra cardíaco em perfeita harmonia. Todas as virtudes estão vinculadas ao chakra do coração.
O homem com o chakra cardíaco degenerado sempre será um perigo para si e para o seu meio.
Quando as irradiações do chakra cardíaco vêm do coronário, o iniciado já se torna mestre. Está a caminho do amor verdadeiro.


Chakra Laríngeo
É localizado na garganta. O chakra laríngeo está ligado ao equilíbrio da pessoa; sua função está ligada em sua personalidade – no caso, o poder de silêncio e fidelidade. Seu perfeito funcionamento da equilíbrio emocional de caráter à pessoa. Seu funcionamento normalmente se reflete na conduta da pessoa que age com equilíbrio. No entanto se o chakra está atrofiado, dilacerado ou disforme, ocasiona na pessoa certo mal estar : fica egoísta, perigosa, falsa, fofoqueira etc.

Chakra Visual ou Frontal
É localizado no centro da testa, entre as sobrancelhas. Através deste chakra o homem começa a ver o astral, a vidência abre, a clarividência brota, e o estudioso tem outra noção da vida. O mal desenvolvimento deste centro pode causar alucinações, muito importante a presença de um mestre.
Este chakra frontal é acionado no neófito, quando começa a ser exaltado. Este chakra acionado poderá trazer-lhe o bem. Naturalmente o desenvolvimento do chakra é consequência do recebimento de energias internas do kundaline e do fluxo vital.

Chakra Coronário
É localizado na cabeça. Representa o ápice da espiritualidade. O homem recebe vibrações de luz por este chakra, e se evoluído poderá projetar seu eu interior em busca de consulta no Registro Akásico. Por ele entram o alimento prânico e a luz cósmica, e sai a kundalini.
O despertar deste chakra permite ao homem deixar seu corpo em plena consciência e também voltar ao estado normal sem perdê-la, de forma que a consciência tenha continuidade, de dia e de noite.
Para seu desenvolvimento, o mais aceitável é o processo natural, pelo aprimoramento moral e espiritual, conforme faz a própria maçonaria. Em geral, o homem já com o chakra coronário desenvolvido tem a proteção total dos planos superiores e dificilmente poderá errar; a não ser que queira.
A saúde da pessoa e mesmo o seu modo de proceder e êxito na vida dependem do funcionamento perfeito de cada chakra.

O Avental Maçônico e o Chakra Umbilical
Todo maçom deve em Loja, usar o avental, que é considerado insígnia. Macke, em sua obra Simbolismo da Franco-Maçonaria, afirma que não há símbolo maçônico mais importante do que o avental.
O sentido oculto deste traje, tem por finalidade o isolamento da parte superior do corpo ( parte espiritual ), da parte mais densa ( o mundo das entranhas ), evitando que haja desvio de pensamento, com interferência de instintos animalescos do homem, nos trabalhos da Loja. O uso do avental forma um cordão imantizado sobre os chakras( plexo solar, baço ). O avental pode ainda servir de filtro para as vibrações negativas, principalmente quando está protegendo o plexo solar (chakra umbilical ), por estar este diretamente ligado ao corpo astral, e se não for protegido, será facilmente atingido.


C. W. Leadbeater, assinala com bastante insistência e energia que, conquanto esses efeitos sejam absolutamente reais, infalíveis e universais, os seus resultados na vida espiritual do iniciado dependem totalmente dele próprio.

OBRAS CONSULTADAS :
Os Chakras Centros Energéticos ( Ir.’. José Ebram ) Editora Madras

A Vida Oculta na Maçonaria ( C. W. Leadbeater ) Editora Pensamento

UMA BREVE CRONOLOGIA DA MAÇONARIA NO BRASIL





A Maçonaria brasileira, pode ter se iniciado com o Areópago de Itambé foi a primeira loja maçônica do Brasil, fundada em 1796 em ItambéPernambuco, por Manoel Arruda Câmara, ex-frade carmelita, médico pela faculdade de Montpellier e botânico, na raia das províncias de Pernambuco e Paraíba.Faziam parte do Areópago os dois irmãos Arruda Câmara, os três irmãos Cavalcanti de Albuquerque, os padres Velho Cardoso, Pereira Tinoco, Albuquerque Montenegro, João Ribeiro Pessoa, José Luís Cavalcanti Lima, sendo este último vigário de RecifePernambuco. A Loja Areópago de Itambé sempre funcionou na Cidade de ItambéPernambuco, cuja Obediência Maçônica é ao Grande Oriente Independente de Pernambuco, filiada à COMAB.

1797 com a Loja Cavaleiros da Luz, criada na povoação da Barra, em Salvador, Bahia, e ainda com a Loja União, em 1800, sucedida pela Loja Reunião em 1802, no Rio de Janeiro, só em 1822, quando a campanha pela independência do Brasil se tornava mais intensa, é que iria ser criada sua primeira Obediência, com Jurisdição nacional, exatamente com a incumbência de levar a cabo o processo de emancipação política do país.



Após a partida, os navios da esquadra portuguesa, fugida de Napoleão e suas tropas, escoltados pelos ingleses, dispersaram-se devida a uma forte tempestade. Em 5 de dezembro conseguiram se reagrupar e logo depois, em 11 de dezembro, a frota avistou a ilha da Madeira. As embarcações chegaram à costa da Bahia a 18 de janeiro de 1808 e, no dia 22, os habitantes de Salvador já puderam avistar os navios da esquadra. No dia seguinte,a esquadra partiu de Salvador rumo ao Rio de Janeiro, onde chegou no dia 8 de março de 1808, desembarcando no cais do Largo do Paço (atual Praça XV de Novembro).



Quando D. João chegou ao Rio de Janeiro, em 1808, encontrou a Maçonaria já plenamente estabelecida. Nas lojas maçônicas foram articuladas a Conjuração Baiana, a Conjuração do Rio de Janeiro e a Revolução Pernambucana de 1817. No Nordeste havia um grande número de lojas que foram, aos poucos, espalhando-se pelo resto da Colônia. Após a Revolução de 1817, D. João VI, pelo Alvará de 3 de maio de 1818, proibiu, sob pena de morte, as sociedades secretas, em especial a Maçonaria, por considerá-las centro de conspiração contra o Estado. No entanto, elas se reorganizaram e, a partir de 1821 já estavam funcionando novamente, tornando-se mais numerosas no Sul. Fala-se até na presença de maçons nas agitações ocorridas na praça do Comércio, em fevereiro de 1821, pouco antes da volta de D. João para Portugal.



    
Criado o GOB a 17 de junho de 1822, por três Lojas do Rio de Janeiro - a Commercio e Artes na Idade do Ouro e mais a União e Tranquilidade e a Esperança de Niterói, resultantes da divisão da primeira - O Grande Oriente Brasileiro teve, como seus primeiros mandatários José Bonifácio de Andrada e Silva, ministro do Reino e de Estrangeiros e Joaquim Gonçalves Ledo, Primeiro Vigilante. Segundo José Castellani, historiador maçom: “… No dia 20 de agosto, em sessão do Grande Oriente, com Ledo na presidência, D. Pedro era aclamado Imperador do Brasil, tendo sido, essa sessão, a Verdadeira proclamação da Independência, feita pela Maçonaria Brasileira, doa a quem doer…” Ainda, segundo narrativa de Castellani: “A Independência do Brasil era a meta específica dos fundadores do Grande Oriente e logo todos eles dedicaram- -se a consegui-la, embora o processo emancipador, nos meios maçônicos já tivesse sido iniciado antes de 17 de junho de 1822. Na realidade, o primeiro passo oficial dos Maçons, nesse sentido, foi o Fico, de 9 de janeiro, o qual representou uma desobediência aos decretos 124 e 125, emanados das Cortes Gerais portuguesas e que exigiam o imediato retorno do príncipe a Portugal, [...].”




 A 4 de outubro do mesmo ano, já após a declaração de independência de 7 de setembro, José Bonifácio foi substituído pelo então príncipe regente e, logo depois, Imperador D. Pedro I (Irmão Guatimozim). Este, diante da instabilidade dos primeiros dias de nação independente e considerando a rivalidade política entre os grupos de José Bonifácio e de Gonçalves Ledo - que se destacava, ao lado de José Clemente Pereira e o cônego Januário da Cunha Barbosa, como o principal líder dos maçons - mandou suspender os trabalhos do Grande Oriente, a 25 de outubro de 1822.

Somente em novembro de 1831, (4 anos) após a abdicação de D. Pedro I - ocorrida a 7 de abril daquele ano - é que os trabalhos maçônicos retomaram força e vigor, com a reinstalação da Obediência, sob o título de Grande Oriente do Brasil, que nunca mais suspendeu as suas atividades.


    

Era 1836 - Gerra do Farrapos - Ir.'. Bento Gonçalves-RGS



 Instalado no Palácio Maçônico do Lavradio, no Rio de Janeiro, a partir de 1842, e com Lojas em praticamente todas as províncias, o Grande Oriente do Brasil logo se tornou um participante ativo em todas as grandes conquistas sociais do povo brasileiro, fazendo com que sua História se confunda com a própria História do Brasil Independente.

    
Através de homens de alto espírito público, colocados em arcas importantes da atividade humana, principalmente em segmentos formadores de opinião, como as Classes Liberais, o Jornalismo e as Forças Armadas - o Exército, mais especificamente - O Grande Oriente do Brasil iria ter, a partir da metade do século XIX, atuação marcante em diversas campanhas sociais e cívicas da nação.

     Assim, distinguiu-se na campanha pela extinção da escravatura negra no país, obtendo leis que foram abatendo o escravagismo, paulatinamente; entre elas, a "Lei Euzébio de Queiroz", que extinguia o tráfico de escravos, em 1850, e a "Lei Visconde do Rio Branco", de 1871, que declarava livre as crianças nascidas de escravas daí em diante. Euzébio de Queiroz foi maçom graduado e membro do Supremo Conselho da Grau 33; o Visconde do Rio Branco, como chefe de Gabinete Ministerial, foi Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil. O trabalho maçônico só parou com a abolição da escravatura, a 13 de maio de 1888.




1889 no Rio de Janeiro;  tem-se  a  Campanha Republicana, que pretendia evitar um terceiro reinado no Brasil e colocar o país na mesma situação das demais nações centro e sul americanas, também contou com intenso trabalho maçônico de divulgação dos ideais da República, nas Lojas e nos Clubes Republicanos, espalhados por todo o país. Na hora final da campanha, quando a república foi implantada, ali estava um maçom a liderar as tropas do Exército com seu prestígio: Marechal Deodoro da Fonseca que viria a ser Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil.




Durante os primeiros quarenta anos da República - período denominado "República Velha" - foi notória a participação dos maçons e do Grande Oriente do Brasil na evolução política nacional, através de vários presidentes maçons, além de Deodoro: Marechal Floriano Peixoto Moraes, Manoel Ferraz de Campos Salles, Marechal Hermes da Fonseca, Nilo Peçanha, Wenceslau Brás e Washington Luís Pereira de Souza.




    Durante a 1ª Grande Guerra (1914 - 1918), o Grande Oriente do Brasil, a partir de 1916, através de seu Grão-Mestre, Almirante Veríssimo José da Costa, apoiava a entrada do Brasil no conflito, ao lado das nações amigas. E, mesmo antes dessa entrada, que se deu em 1917, o Grande Oriente já enviava contribuições financeiras à Maçonaria Francesa, destinadas ao socorro das vítimas da guerra, como indica a correspondência, que, da França, era enviada ao Grande Oriente do Brasil, na época.




Mesmo com uma cisão, que, surgida em 1927, originou as Grandes Lojas Estaduais Brasileiras ( Ir.’. Mário Bering), enfraquecendo, momentaneamente, o Grande Oriente do Brasil, este continuou como ponta-de-lança da Maçonaria, em diversas questões nacionais

Na Dec. De 30  ouvindo o clamor dos paulistas, no dia 3 de março de 1932 o ditador nomeava, para o cargo, o embaixador Pedro de Toledo, Maçom, ex-Grão-Mestre do Grande Oriente Estadual (1908-1914), o qual assumiria no dia 7. Essa indicação, todavia, não serviu para aliviar o mal estar e a tensão reinantes em diversos pontos do país, começando, dessa maneira, a fermentar a revolta.

As reuniões preparatórias do movimento foram levadas a efeito na sede do jornal “O Estado de S. Paulo”, pelos maçons Américo de Campos, Francisco Rangel Pestana, Manoel Ferraz de Campos Salles, e José Maria Lisboa.




Nessa época, o jornal já era dirigido pelo Maçom Júlio de Mesquita Filho (Loja Maçônica União Paulista), que era um dos principais líderes do movimento.
A revolta eclodiu no dia 23 de Maio 1932, quando durante uma manifestação na Praça da República, alguns jovens – MARTINS, MIRAGAIA, DRÁUSIO e CAMARGO, cujos nomes deram origem ao M.M.D.C. foram mortos pela polícia política da ditadura.
O Estado de São Paulo já possuía um governante civil e paulista, de modo que a grande reivindicação foi mesmo a promulgação da nova constituição.
No dia 9 de julho, um sábado, a revolta constitucionalista estava nas ruas.


Assim é que, o movimento eclodiu às 11h40min. Do dia 9 de julho, sob o comando de Euclides Figueiredo, com a tomada do Quartel General da 2ª Região Militar. No mesmo dia, às 23h15 min., as sociedades de rádio eram tomadas por civis.
No dia 10, o interventor Pedro de Toledo (Maçom) era aclamado, pelo povo, pelo Exército e pela Força Pública, como governador de S. Paulo!!!

No dia 14 de julho, o Grão-Mestre estadual de S. Paulo, José Adriano Marrey Júnior (Maçom), convocou uma reunião dos Presidentes das Lojas Maçônicas da Capital. Nessa reunião, foi solicitado o apoio das Lojas à causa paulista, o auxílio às famílias dos maçons que tivessem seguido para as frentes de batalha, e a colaboração de todos os maçons que pudessem tomar parte, de alguma maneira, nessa luta por São Paulo. São Paulo de rende em 02 de outubro de 1932. Mas a luta ganha uma nova Constituição em 1934.


A Maçonaria sofreu com o golpe de 1930 e a ascensão de Vargas ao poder foi de grande repercussão negativa na Maçonaria brasileira, proporcionando-lhe um período de estagnação e, até, de involução, do qual está até hoje estamos nos  recuperando.  A Maçonaria ajudou e  como os Irmãos :  com anistia para presos políticos, durante períodos de exceção, com estado de sítio, em alguns governos da República; a luta pela redemocratização do país, que fora submetido, desde 1937, a uma ditadura, que só terminaria em 1945; participação, através das Obediências Maçônicas européias, na divulgação da doutrina democrática dos países aliados, na 2ª Grande Guerra (1939 - 1945);




A Maçonaria teve sua  participação no movimento que interrompeu a escalada da extrema-esquerda no país, em 1964; combate ao posterior desvirtuamento desse movimento, que gerou o regime autoritário longo demais; era a época dos (Sinais, Toques e Palavras) e pela  luta pela anistia geral nos anos 70 dos atingidos por esse movimento; trabalhando  pela volta das eleições diretas na dec. de 80, depois de um longo período de governantes impostos ao país.



     Hoje  anos 2014, sec. 21 estamos lutando por um país melhor, onde quiçá o G.’.A.’.D.’.U.’. seja um país Justos e Perfeito, por tanto meus Irmãos, trabalhemos e trabalhemos, sempre juntos.




Autor: Denilson Forato – M.’.I.’. – GOP-COMAB-CMI