sábado, 19 de abril de 2014

Fraternidade maçônica?



Ir.’. Denilson Forato
Quando se fala em Maçonaria no mundo profano, todos têm algum comentário a fazer: misteriosa, secreta, satânica, beneficente, caritativa... uns aprovam, outros reprovam, uns gostam, outros têm curiosidade e há também os indiferentes. No entanto, todos os profanos têm como verdade incontestável que os maçons são fraternos, ajudam-se entre si e se tratam como irmãos...
Correm lendas que maçom pobre não existe, que maçom nunca perde causa na justiça, que maçom nunca se aperta, pois basta fazer um "sinal secreto" e pronto! Lá estão os "irmãos" para auxiliar o apurado...
Como seria bom se essas lendas fossem reais!
Quem está do "lado de cá", sabe bem que isso é uma utopia, uma doce ilusão alimentada pelo romantismo dos que idealizam as instituições e os homens. Se analisarmos com frieza e objetividade, veremos que a realidade é bem outra, uma realidade lamentável...
Homens que chegam a se odiar, que tentam prejudicar uns aos outros de todas as formas possíveis, que se esquecem dos laços de irmandade em troca de postos, condecorações, cargos, honrarias...que muitas e muitas vezes, sabendo que um "irmão" está passando por momentos difíceis, dão risada, fingem não ter conhecimento sobre o fato, mentem descaradamente, ludibriam, logram e prejudicam escancaradamente àqueles a quem deveriam estar unidos pelos doces laços da fraternidade e do respeito mútuo.
Um espetáculo de lamentável hipocrisia pode ser visto por ocasião daqueles discursos pomposos, carregados de termos como "Poderoso", "Amado", "Sereníssimo", "Soberano", "Especial", "Sapientíssimo" quando proferidos por verdadeiras lavadeiras e comadres que passam grande parte do seu tempo a "esfregar" a vida alheia contra as duras pedras da sarjeta, a criticar a todos quantos não reproduzam fielmente os seus pensamentos e a tentar "escalar" por sobre as cabeças para galgar mais um degrau de "glória maçônica"...
Além disso, é chocante ver como se usa, sem a menor vergonha, a retórica vazia do "irmão". É "irmão" pra cá, "irmão" pra lá, quando, na verdade, é "maldito" pra cá e "desgraçado" pra lá. Um quer ver o outro morto, estirado sobre um esquife (e não é o simbólico não) e, mesmo assim, vão levando a patifaria da "irmandade sincera", fingindo na cara-de-pau um amor regado a elogios falsos enquanto tentam expulsar o outro da Loja, envolvê-lo em uma situação constrangedora, apunhalá-lo pelas costas fingindo "dar apoio", forjando fatos mentirosos e jogando a reputação do outro no lixo sem o menor pudor.
Certas intrigas ocorridas em meios maçônicos fariam corar as mais experimentadas fofoqueiras de bairro. Usar pessoas para se atingir um objetivo pessoal nada nobre, é prática da qual muitos "irmãos" são useiros e vezeiros.
Fala-se muito em "tolerância" como se isso fosse a "virtude mor" dos maçons brasileiros. Isso é uma mentira!
O maçom brasileiro confunde tolerância com permissividade, confunde liberdade de pensamento com confusão, falta de método e libertinagem intelectual...Querem ver onde está a "tolerância à brasileira"? Basta ver os ataques velados e abertos contra o agnosticismo do Rito Moderno que os "religiosos" lançam como bomba de estilhaços, sem se importar em desrespeitar a liberdade de consciência alheia. Taxam os modernistas de "ateus", o Rito Moderno de "ímpio" e "irregular", jogando acusações esdrúxulas e sem fundamento por sobre todos aqueles que "ousaram" pensar de forma diferente...Do outro lado, os irmãos agnósticos, esquecendo-se que a maçonaria deve ser um "centro de união, e o meio de firmar uma amizade sincera entre pessoas que teriam ficado perpetuamente distanciadas", passam a atacar de forma grosseira às crenças alheias, ridicularizando tudo aquilo que é sagrado para os que crêem, desrespeitando, da mesma forma, a liberdade de consciência dos teístas. Isso é tolerância?
Será tolerância reagir com um ódio mortal contra quaisquer críticas que lhe atinjam de algum modo? É tolerante mandar um Aprendiz calar a boca quando ele levanta críticas REAIS e pertinentes? Quem ainda não viu essa cena?
Quantas e quantas discussões ferozes, causadoras de um ódio profundo entre "irmãos" não nasceram de uma crítica que machucou a vaidade de alguém? Onde está o espírito de se fazer e ouvir críticas com uma intenção construtiva? Tudo o que se fala é para achincalhar o outro, botá-lo em situação constrangedora na frente da Loja toda, rebaixá-lo, arrebentar com sua auto-estima. Da mesma forma, toda e qualquer crítica, por menor que seja, é o bastante para cegar de raiva quem a recebeu, socar a mesa, gritar com os olhos injetados de furor, pedir o Quite Placet e amaldiçoar quem criticou "per saecula saeculorum Amém".
O irônico disso tudo é que, quando estávamos na Câmara de Reflexão, nossos olhos leram palavras como: "Lembra-te que és pó e ao pó tornarás"; "Se tens receio de que descubram teus defeitos, não estás bem entre nós"; "Se és apegado a distinções mundanas, sai; aqui não as conhecemos"...
A grande questão que se apresenta, mediante essas constatações é: Nós entramos na Maçonaria, mas terá a Maçonaria entrado em nós? Quanto de Maçom temos realmente?
Onde está o real espírito de fraternidade maçônico? Perdeu-se na brutalidade e vulgaridade de nosso século? Está escondido em algum templo abandonado? Perdeu-se junto com a palavra do Mestre? Onde estaremos nós, quando um irmão necessitar?
Reflitamos seriamente no sentido real de se vestir um avental maçônico...

Os IIr.'. Brigam?


Autor: Ir.'. Denilson Forato
Existe uma sociedade onde as pessoas se tratam por Irmãos. É uma sociedade onde existe o Irmão que raramente aparece, um outro que age mais, outro menos, existe o tímido, o retraído, o mais adiantado, o noviço cheio de sonhos, o comumente exaltado e o de ânimo calmo qual ovelha no pasto. Mas todos eles são Irmãos, e eles se amam em ação; com vontade, sabedoria e inteligência.
Significa que por se autodenominarem Irmãos e se amarem profundamente eles nunca brigam? É claro que não! Estes Irmãos debatem sim! Porque não! Eles podem disputar, afinal são seres humanos inteligentes, livres e de bons costumes. E é regra todos os verdadeiros Irmãos se e se entenderem no plano das idéias! A querela, quando motivada para o bem, para estabelecer limites e promover o progresso é uma atitude positiva - mesmo que os meios não sejam lá muito satisfatórios, os Irmãos que assim agem estão lutando para que prevaleça o bem comum. E ação assim é sinônimo de amor; de amor fraterno. O mesmo amor que grandes iniciados intuíram como a única solução de todos os problemas da humanidade. E toda ação assim dirigida resulta em mudanças com objetivo e não simplesmente mudar pela mudança.
O 'amor ação' não é o 'amor sentimento' com que aquele é normalmente confundido. É o amor alicerçado na vontade. Quando alguém está cheio de intenção, mas não faz o propósito ser acompanhado de ação, obtém resultado nulo. De outra forma, quando este soma intenção e ação, o resultado é aflorar sua vontade. E vontade é sinônimo de amor porque resulta em ação, o 'amor ação'. E assim, vontade é força. E onde existe ação entre seres humanos, encontra-se disputa. É por isto que verdadeiros IIrm\ brigam, mas só o fazem por amor e não por vaidade. Daí a necessidade de equilibrar a vontade com sabedoria e inteligência. Um não existe sem os outros dois.
O destempero entre Irmãos aflora sempre? Não! Os Irmãos convivem em um ambiente com limites claros e definidos, numa sociedade caracterizada por padrões preestabelecidos e onde todos são responsáveis. Na maioria das vezes eles elogiam e apóiam, haja vista o elogio ser uma necessidade essencial nos relacionamentos saudáveis. Os verdadeiros Irmãos desenvolvem a humildade, que é outra expressão do amor, pois significa que são autênticos, sem arrogância, pretensão ou orgulho.
Em seu progresso pessoal desenvolvem autocontrole; sustentam as escolhas que fazem; dão atenção aos seus Irmãos apreciam e incentivam os outros Irmãos; são honestos e livres de engano; visam satisfazer as necessidades dos outros, não fazem necessariamente o que o outro deseja, isto seria escravidão, mas o que o outro Irmãos precisa, o que é convertido em liderança; existe ocasião em que o verdadeiro Irmãos põem de lado sua própria vontade e necessidade apenas para defender um bem maior para seus Irmãos; e acima de tudo, o verdadeiro Irmão perdoa. Mesmo prejudicado o verdadeiro Irmão desiste do ressentimento.
Tudo isto o tempo, o treinamento constante, a convivência freqüente desenvolve nestes que são verdadeiros Irmãos. Explicar isto em palavras é muito difícil, senão impossível, daí a necessidade da convivência freqüente e rotineira.
No passado alguém disse que o G.'.A.'.D.'. U.'. só está onde as pessoas se tratam como Irmãos e se amam uns aos outros. Hoje os verdadeiros Irmãos que praticam o 'amor ação' tudo fazem para que a divindade em cada um esteja presente de fato em todos os momentos de suas vidas. Assim são os verdadeiros Irmãos Maçons.

IRMÃOS DIFÍCEIS...

Ir.’. Denilson Forato

Muitos se decidem pela Maçonaria e o fazem, nem sempre, por motivos os mais válidos. Portanto, não podemos reclamar prodígios, mas esperamos que cada um, pelo menos, se dedique a ela com simplicidade e absoluta Lealdade.
Se entre os profanos é condenável, entre os maçons é execrável manejar créditos morais de que desfruta, para auferir vantagens. É abominável não cooperar e criticar sistematicamente quem trabalha, como também o é descuidar-se do autodomínio e jamais se entender com aqueles cujas opiniões divergem das suas.
Pior ainda é condenar os outros que não lhe seguem os princípios, acreditar-se isento de erros e usar de outros Irmãos para, escusamente, alcançar seus objetivos.
Há Irmãos que tentam se projetar através da quantidade de problemas que criam e das discórdias que estimulam. Às vezes até conseguem aparecer, mas a queda é fatal e certa.
Outros não procuram conciliação, reconsiderando atitudes, exclusivamente por questão de prestígio pessoal, desrespeitando os interesses da Ordem, ferindo a disciplina e a hierarquia.
Há Irmãos difíceis, muito difíceis. Talvez sejamos um dentre os muitos.
De qualquer forma o importante é buscarmos, quanto mais cedo, a nossa reforma íntima, decidindo pela permanência na Instituição ou então a saída imediata.
Ao invés de disputarmos primazia, procuremos com toda a veemência as oportunidades de ação que nos propiciem o prazer e a satisfação de construir melhores tempos.
Toda tarefa, mesmo simples e humilde, é importante. Assim, recordemos os Irmãos difíceis, não para odiá-los ou imaginarmos a "forra", mas sim para envolvê-los de vibrações salutares, mensagens de simpatia e auxiliá-los no seu crescimento interior.
Lembremo-nos que somos também menos simpáticos para todos aqueles que nos provocam reações de oposição. Se há quem nos contrarie, instintivamente, sem perceber, contrariamos também a muitos Irmãos. Aos nossos olhos, aqueles que não se afinam conosco evidenciam erros, mas os erros que carregamos se destacam aos olhos deles.
Perdão e paciência, tolerância e amparo fraterno são os recursos indicados.
Os focos de antipatia extinguimos com o anti-séptico do entendimento, da paz e do amos.
Estes tipos de aversões são crueldades mentais do passado que recrudescem. Toda crueldade mental é doença, pelo menos do espírito.
Toda doença pede cura.
Na verdade não há Irmãos difíceis.
Eles são todos nós.


quinta-feira, 17 de abril de 2014

Veneráveis Mestres: Os Maestros da Fraternidade


 
 
 
O primeiro dever de qualquer Venerável é criar futuros bons Veneráveis.
 
 
 Instalação e Posse
 
        No Grande Oriente Paulista na abertura da Cerimônia de Instalação e Posse do Venerável Mestre, o Mestre Instalador roga o auxílio do Grande Arquiteto do Universo para que aquele ilustre Irmão, Mestre Maçom que foi legalmente eleito para exercer o cargo, seja dotado de sabedoria para compreender, de discernimento para julgar e de meios para executar a Sagrada Lei, para que possa guiar e governar com Retidão, Verdade e Justiça sua Augusta e Respeitável Loja Simbólica. 

       O papel do Venerável é parecido com o do maestro de uma orquestra. Pode ensinar a teoria da música e tirar sons de um instrumento musical. Mas precisa ter a habilidade para juntar tantos músicos diferentes e fazê-los tocar a música em harmonia. Levá-los a executar a música em uníssono (no mesmo tom, ao mesmo tempo). Ele deve ser capaz de proporcionar essa habilidade ao grupo.  
 
Preparação do Eleito
 
         O que acontece com aquele que acaba de ser eleito para dirigir sua Loja? Acreditamos, como base imutável do trabalho de preparação do mesmo, a valorização e apoio ao Irmão, independente do Rito praticado, uma vez que os Ritos são respeitáveis e contêm, em suas essências, a necessidade da Construção Social dos Maçons. É uma providência muito usual, às vesperas da “passagem do malhete”, o Respeitável Irmão Delegado Regional promover uma reunião dos Mestres Instaladores e dos Veneráveis Eleitos com o objetivo de eliminar dúvidas sobre a realização do ato.

        O treinamento, breve e superficial, onde nem sequer os interessados se apercebem da grandiosidade que significa a Cerimônia, pode ter um impacto negativo no desempenho do futuro Venerável, se esses Irmãos não tiveram apoio e acompanhamento necessário para que sejam bem sucedidos nessa tarefa de tanta responsabilidade. A Potência espera muito dos novos Veneráveis e lhes cobrará conhecimento, desembaraço, responsabilidade, eficiência e acertos. Mas os Veneráveis, por seu lado, sabem das dificuldades pelas quais irão passar e têm a expectativa, a curiosidade, a vontade do acesso a uma orientação oficial preparatória, segura, através da Potência. Um tem a expectativa do outro.

        Sabemos que nada mais lógico e razoável seria a existência de um compêndio elementar destinado ao Venerável eleito, onde pudesse buscar a técnica de dirigir e orientar os seus liderados nos rudimentos da arte, da filosofia, da ciência e da doutrina, antes de iniciar seu Veneralato. 
 
Missão do Venerável
 
        Inspirar seus liderados a viverem uma vida melhor, cada um dando o melhor de si, lembrando-lhes da sua missão e dos valores que regem a vida maçônica: amor, honestidade, humildade, paciência, educação, bondade, compromisso, respeito, abnegação e perdão.
        O Venerável é o instrumento de ligação entre todos os elementos que constituem a sua Loja e os delegados do Grão-Mestre. Não gerencia os Irmãos, influencia e os lidera para darem o melhor de si.
 
Conceitos de Liderança
 
        A maioria dos candidatos ao cargo de Venerável Mestre tem o desejo sincero de exercer liderança da melhor forma possível. No fundo, as pessoas anseiam por uma vida significativa e satisfatória e, por isso, procuram por alguma coisa especial que faça aflorar o que eles têm de melhor. De preferência, buscam uma harmonia entre seus valores pessoais e os valores da Instituição. Uma coisa é certa: os Irmãos querem fazer parte de algo especial; de uma Loja da qual possam se orgulhar, e, ao termino dos trabalhos, que todos fiquem felizes, porque se sentem fazendo a coisa certa.

        Defendemos a tese de que a liderança não é poder e sim autoridade, conquistada com amor, dedicação e respeito pelos liderados.
       Liderar significa conquistar os Irmãos, envolvê-los de forma que coloquem o coração, mente, espírito, criatividade e excelência à disposição da Loja e da Ordem. É preciso fazer com que haja o máximo empenho na missão, dando tudo pelo conjunto.

        Lembremos, outrossim, de que não é preciso ser Venerável da Loja para ser um líder e influenciar os Irmãos a terem mais entusiasmo, mais empenho e mais disposição – enfim, para se tornarem o melhor que podem ser.
        O que define a palavra liderança é a capacidade de influenciar os Irmãos para o bem. Na verdade, na Loja todos são líderes, assumindo cada um a responsabilidade pessoal pelo sucesso da Oficina.
 
Limitações
 
        Os humildes consideram sua liderança uma enorme responsabilidade e levam muito à sério a posição de confiança e os Irmãos a ele confiados. O Venerável sabe que os Irmãos vão cometer erros. Os Vigilantes, o Orador, o Mestre de Cerimônias, o Secretário e outros – muitas vezes, vão decepcioná-lo, vão magoá-lo, não se esforçarão como ele acha que deveriam e alguns não reagirão aos seus esforços. Por isso, aceitam as limitações nos outros e tem uma enorme capacidade de tolerar a imperfeição. 

        Autêntico, ele não posa de sábio, está sempre disponível e, de certa forma, vulnerável, porque tem sempre seu ego sob controle e não se baseia em ilusões de conhecimento por “iluminismo do Alto”, de grandeza, acreditando que é indispensável para a Instituição. Sabe muito bem que “os cemitérios estão repletos de pessoas indispensáveis”.

       Seguro de suas forças e limitações, o Venerável humilde está consciente de que só com a ajuda de todos será capaz de manter as coisas em sua devida perspectiva.

       Os menos humildes não devem ficar ressentidos com as coisas que machucam e desapontam. Devem lembrar-se de que, qualquer um, pode liderar pessoas perfeitas – se elas existem - o que não devem esquecer jamais, os que optam por liderar é que devem servir:“quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva; e quem quiser ser o primeiro entre vós, será vosso servo” (Jesus Cristo).
        Muitos dos que assumem a liderança de sua Loja enganam-se achando que é sua vez de serem servidos, agora que se tornaram líderes. A todo verdadeiro Maçom cabe tal responsabilidade: “deve servir, nunca se servir”.
      
Responsabilidade
 
        O Mestre Instalado vai se apropiando de ideias dentro de si, interpretando a fusão de culturas, tradições, sentimentos, em estilo cultural comum, cabedal de conhecimentos adquiridos ao longo do tempo e burilados durante a sua presença à frente dos cargos que desempenhou na Loja, conhecimentos esses que deverá necessariamente ser posto, de forma total, “em pé e à ordem” da Sublime Instituição.
 
Conflitos
 
       Obviamente, uma Loja Maçônica não é um lugar sem conflitos. Afinal, quando duas ou mais pessoas se reúnem para um propósito, uma coisa é certa, haverá conflito (especialmente se a Loja for saudável). O interessante é usar a inteligência para encontrar o caminho da comunicação entre os Irmãos e transformar a Loja num local onde os conflitos são solucionados e os participantes aprendam a não evitar divergências – mas a ter respeito, a escutar, a serem assertivos uns com os outros, a serem aberto a novos desafios, a valorizar a diversidade que existe em qualquer equipe saudável.

       Não àquelas alianças destrutivas entre dois ou mais Irmãos, que preferem falar dos outros (panelinhas), em vez de levantarem o problema para toda a Loja, a fim de que se encontre uma solução. Não aos integrantes dessas “panelinhas”, que não têm a coragem moral de fazer a coisa certa em momentos de desafio e controvérsia.

       Os Irmãos Jubelos existem sempre, são justamente os veículos necessários, como Pedro e Judas o foram para Jesus. Um o traiu antes da morte; o outro, O negou em vida por três vezes.
       Simbolizam os três assassinos as expressões da nossa natureza material, os que fazem oposição aos nossos bons sentimentos; os assassinos podem ter outros nomes: Ignorância, Fanatismo e Ambição.
       Essas fases negativas poderão ser, com o auxílio de nossos Mestres, transformadas em Sabedoria, Tolerância e Amor.
 
Disciplina
 
       É uma palavra cuja raiz vem de discípulo, que é aquele que recebe ensinamento ou treinamento.
       Lembrem-se de que disciplinar não é punir e humilhar os Irmãos. O objetivo é levá-los para o caminho certo, ajudando-os a se tornarem melhores, a vencer e ser bem-sucedidos e que respeito não é algo que se ganha quando se torna Venerável. O respeito assim como o reconhecimento é conquistado, pouco a pouco, e exige que as partes renunciem interesses pessoais pelo bem maior, para que o todo se torne maior do que a soma de suas partes. Isso nos ensinou o Mestre dos Mestres: “quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva”; “e quem quiser ser o primeiro entre vós, será vosso servo” Qualquer um que queira ser um líder deve primeiro ser o servidor. Servir uns aos outros, conforme o dom que recebeu.

       Ao passar o Cargo
 
       Finalmente, se, na Palavra sobre o ato realizado, algum Irmão pedir a palavra e quiser falar sobre a mais elevada distinção de reconhecimento que um Obreiro pode almejar de sua Loja, que não fale por muito tempo.

       Digam para não mencionar carreira da vida profana ou maçônica – isso não é importante. Falem que um dia foi plantado uma semente, minúscula, e que nasceu a plantinha que ajudamos a adubar, a regar, a podar esta pequena árvore cresceu, floriu, deu frutos e hoje nossa Loja com nome, número, Carta Constitutiva Definitiva, Estandarte e Hino no qual se enaltece a glória de Deus, do Patrono e da história da Loja.

       Digam para não mencionarem Iniciações, Elevações, Exaltações ou Filiações realizadas, pois essas fazem parte das atividades normais de uma Oficina.
       Façam sim, referência ao nosso denodo para ajudar os outros. Que tentamos amar qualquer um e a todos os Obreiros. Que procuramos ser justos.

          Digam que não mencionem o sucesso que a Loja teve no equilíbrio das finanças, no trabalho sem igual da Secretaria, nas atividades da Chancelaria, isso não é importante.
        Falem do esforço em arrecadar o possível para que nossa Hospitalaria pudesse trabalhar.  Lembrem que acompanhamos os Irmãozinhos e familiares em suas enfermidades e solidões. 
 
Concluindo
 
       Ensinando, pesquisando, conversando, trazendo novas ideias à baila, mas principalmente revelando, em todos os momentos e ocasiões, o extremo dinamismo e amor à Ordem, que devem caracterizar aqueles que, um dia, tiveram a honra de ocupar o Trono de Salomão. Certo é que todos deixam sua marca na equipe – a única questão é o tipo de marca que cada um quer deixar.

       E quando, por fim, formos atingidos pela foice da noite, nosso espírito poderá erguer seu vôo de fronte altiva e satisfeito conosco mesmo, chegar aos pés do Redentor, cobrindo as marcas de nossos pés cansados, de mãos vazias, mais calejadas por termos legado à Humanidade a dádiva de uma existência que comoverá pela tenacidade, beleza, grandeza e pela abnegação que procuramos servir nossos Irmãos, nossa Loja e a Humanidade...


Autor: Ir.'. Waldemar Sansão - Mestre Maçom - GLESP
Adaptação e emendas : Ir.'. Denilson Forato (com autorização do autor)


Breve Histórico da ARLS Fraternidade e Amizade- 321 nos seus 6 anos de vida!



No dia 19 de abril de 2008, reuniram-se 13 mestres maçons das 3 Potências Regulares 
( GOB-GOP e GLESP); 
Nos moldes da união das Potências Regulares em São Paulo a MUSP. 
Em obediência aos Art. 49 e 50 do RN do GOP a Loja foi fundada com o nome de Frank Sharman Land, em glória ao fundador da Ordem Para-maçônica a Ordem Demolay, pois dois dos fundadores, já tinham sido Grãos Mestres Estaduais da Ordem Demolay e queriam uma Loja no GOP com esse nome. 
Eram os IIr.’. Moysés Figueiredo da Silva e Jean Louis Liberato Sanches.



Assinaram a lista de fundadores: ANDRÉ RAMIREZ(GOP), ANTONIO INTINI (GOP), ARLINDO DE ALMEIDA FEDERICO (GOP), DENILSON FORATO (GLESP), JEAN LOUIS LIBERATO SANCHES(GOB), JOAO ROBERTO CLIMACO(GOB), JOSE ROBERTO PEREIRA (GOP), JOSÉ MARIA MORAES VIANNA (GOP), MOISÉS FIGUEIREDO DA SILVA (GOB), REGIS ALESSANDRO ROMANO (GOP), RUBENS PIRES FERRAZ (GOP) E WILSON ROBERTO DE REZENDE (GOB). O Ir.'. CARLOS ALBERTO PEREIRA (GOP), FOI A NOSSA 1ª FILIAÇÃO.

O Rito escolhido foi o R.E.A.A. pois a maioria eram deste Rito, somente o
Ir.’. Denilson Forato, que era da GLESP e do Rito de York.
Durante o período de fundação da Loja o nome teve que ser mudado, pois houve um manifesto de uma Loja das Glesp, com o mesmo, nome e a 
Loja passou a ser denominada FRATERNIDADE E AMIZADE.



O venerável Mestre Provisório foi o Ir.’. Denilson Forato, por Ordem do Grão Mestre Ir.’. José Maria Dias Neto, aos 27 de fevereiro de 2009 pelo ATO MR076 de 03/02/2009 – recebe-se a Carta Constitutiva e a Loja passa a trabalhar regularmente na 
Rua das Palmeiras 103 – Santa Cecília-SP aos Sábados da 10:00 às 12:00.

Veneráveis Mestres: 
1ª Gestão Ir.’. Denilson Forato,

 2º Gestão Ir.’. Jean Liberato; 
3ª Gestão Ir.’. Carlos Alberto Pereira;

 4ª Gestão Ir.’. Wilson Roberto de Rezende.

O Inicio


A Loja FRATERNIDADE E AMIZADE nasceu para ser uma Loja de Instrução e transformar o homem Maçom em um Ser melhor. Tivemos inúmeras visitas de Irmãos de vários Orientes, Potências(regulares), Debates, Sessões Magnas de dias das mães, palestras, almoços entre famílias e muito reconhecimento do Grão Mestrado e dos Delegados da 1ª Região Maçônica. Ficamos na Rua das Palmeiras 103 - (fundos) Santa Cecília-SP;
de 2008 até o final do ano de 2010.

Em 2011 viemos para o Oriente de Santo André, estabelecemo-nos no Templo da DELTA II, de sexta-feira e passamos a trabalhar e conviver com os IIr.’. de Santo André. 



Em 2012 passamos a trabalhar conjuntamente no Templo João Ramalho com a Loja Fraternidade Justiça e Trabalho, às quartas-feiras, onde nos ajudou e nos ajuda e muito.

Cada Loja tem sua história e características, cada Loja tem os Irmãos com as suas vivências, sabores e dissabores;
A nossa Loja, nasceu com Homens Inteligentes e críticos, muitos vieram, muitos se foram, mas os que ficaram são homens especiais, são homens de valor, são homens com história e experiência.
Lutando por fazer Homens Maçons Melhores!


















Parabéns à Loja Fraternidade e Amizade, parabéns a todos os Irmãos do quadro!

quarta-feira, 16 de abril de 2014

EDITAL DE CONVOCAÇÃO PARA ELEIÇÃO (Adm. 2014-2015)




EDITAL DE CONVOCAÇÃO PARA ELEIÇÃO
(Adm. 2014-2015)
De conformidade com Regimento Normativo e Constituição do Grande Oriente Paulista, os membros da Augusta e Respeitável Loja Simbólica Fraternidade e Amizade nº 321, os obreiros do quadro ativos , regulares e legais por suas presenças em mais de 50%, no período em vigor no ano de 2013 E.’.V.’. , estão sendo convocados para participarem da

Eleição para Venerável Mestre
para o anuênio de junho/2014 a junho/2015 que será realizada no
dia 21 de maio de 2013, às 20 horas.
Local: Templo sito á rua Onze de Junho, 717-Casa Branca- Sto. André - SP

O Secretário é o responsável pela sua divulgação e publicação no âmbito da Loja,
dado e traçado no Oriente de Santo André-SP aos 15 dias abril do ano de dois mil e quatorze.


Ir.’. Denílson Forato

Secretário

EDITAL DE CONVOCAÇÃO PARA REUNIÃO DE FINANÇAS 2014 EV





EDITAL DE CONVOCAÇÃO REUNIÃO
PARA COMISSÃO DE FINANÇAS
De conformidade com Regimento Normativo e Constituição do Grande Oriente Paulista, os membros da Augusta e Respeitável Loja Simbólica Fraternidade e Amizade nº 321, os obreiros do quadro ativos , regulares e legais por suas presenças e quites com a tesouraria no período em vigor no ano de 2014 E.’.V.’. , estão sendo convocados para participarem da
REUNIÃO DA COMISSÃO DE FINANÇAS:
dia 30 de abril de 2014, às 20 horas.
Local: Templo sito á rua Onze de Junho, 717- Casa Branca- Sto. André - SP
Fica o Irmão Tesoureiro Notificado a apresentar na sessão:
Os Balanços, Balancetes , Relatórios Financeiros e posições financeiras de cada Irmão da Loja.
Fica o Irmão Chanceler Notificado a apresentar a relação de presença do ano de 2013 (EV) e seus percentuais.
O Secretário é o responsável pela sua divulgação e publicação no âmbito da Loja,
dado e traçado no Oriente de Santo André-SP aos 06 de abril do ano de dois mil e quatorze.

Ir.’. Denílson Forato

Secretário