quarta-feira, 14 de abril de 2021

A Liderança e a Lealdade


 
 
Esta questão torna necessário um exame da relação entre três conceitos associados, embora diferentes. O primeiro deles é a diferença que existe entre um princípio e a sua aplicação, que é a mesma diferença entre o abstrato e o concreto. O segundo conceito envolve a doutrina do que nós chamaremos genericamente de autodependência ou autodeterminação, e o terceiro é simbolizado pela mais desrespeitada das palavras: lealdade.
 
O Abstrato e o Concreto
 
A Maçonaria  de hoje está, infelizmente, tornando-se mais e mais materialista, e uma das causas parece ser o fator seguinte. A Sociedade maçônica oferece ao mundo um corpo de princípios gerais que são considerados fragmentos da Sabedoria Eterna. O estudante de teosofia aplica um destes princípios a um conjunto particular de fatos, de acordo com a sua própria interpretação dele. Isso é o correto. Mas este fragmento cristalizado de um princípio geral, colorido pela interpretação individual do estudante, é placidamente aceito por aqueles que são demasiadamente preguiçosos para pensar por si mesmos, e propagado por eles como sendo um princípio da maçonaria esotérica. 
 
Disso surgem fórmulas de conduta e dogmas sobre cada questão que são – para todos, exceto para o estudante original – tão mortas e vazias de significado quanto qualquer outra forma de dogma. Por exemplo, é um princípio da teosofia que existe uma só vida. “Em consequência”, diz um estudante ao pensar profundamente sobre a questão, “nós não devemos usar calçados de couro”. Esta é a aplicação do conceito de unidade da vida à vestimenta pessoal. Mas isto não é teosofia no sentido de que possa ser transmitido ao mundo como um fragmento da Lei. No entanto, muitas pessoas asseguram que “a Maçonaria estabelece que não devemos usar calçados de couro”. Os princípios são claros: que cada estudante se embeba deles e os aplique por si mesmo; mas que ele, ao mesmo tempo, deixe os outros livres para fazer o mesmo.
 
Devemos sugerir uns aos outros, sem dúvida, modos pelos quais qualquer princípio dado possa ser aplicado, mas é recomendável não dogmatizar, porque cada um deve ser, em última instância, seu próprio intérprete da lei. Em resumo, que a teosofia seja dada ao mundo no nível mental superior, ou conceitual, e que a sua aplicação seja adaptável às necessidades e aos pontos de vista particulares de todos os que buscam a Verdade, seja por  que linha de trabalho for.
 
Autodeterminação
 
Havendo erguido a discussão a um nível de princípios, prossigamos. Proponho agora a ideia de que há uma só forma de lealdade, que é a lealdade a nós mesmos, ou ao eu superior. Devemos, portanto, examinar primeiro a doutrina da autodeterminação, a qual, para os efeitos deste artigo, pode ser citada como a afirmação críptica “eu sou eu”, e tudo o que decorre dela. Isso equivale a uma identificação com o Eu Superior, que pode ser considerado como a parte relativamente permanente do nosso ser, em contraste com os seus veículos temporários de expressão, ou personalidade.
 
Entre outras considerações que se seguem logicamente da nossa primeira premissa está a rejeição de quaisquer disciplinas de qualquer fonte, exceto a disciplina do Eu sobre o eu inferior, o não-eu ou personalidade. Em segundo lugar, e quase como consequência da anterior, a necessidade de um perfeito controle da personalidade por parte do eu superior. Finalmente, e para o nosso raciocínio talvez seja o ponto mais importante, o direito intrínseco de adotar por nós mesmos uma linha de conduta, e de segui-la firmemente, enquanto isto não ferir o direito idêntico dos outros.
 
Lealdade
 
O ato de seguir o eu superior adquire importância suprema, e todas as outras considerações devem ceder a ele. Esta, pelo menos, parece ser a lei dos Grandes Seres. O Mestre “M.”, escrevendo para A.P. Sinnett sobre o tema do discipulado, estabelece que “só àqueles que provaram ser fiéis a si mesmos e à Verdade em todas as situações será permitido contato futuro conosco”. [1] De fato, Polonius falou para toda a eternidade quando aconselhou a Laertes:
 
Acima de tudo, isto: seja honesto com você mesmo
E em consequência, tão certamente como a noite segue o dia,  
Você não poderá ser falso para com homem algum. [2]
 
Mas, quando há desonestidade com o Eu, surge um conflito interno em que o eu inferior mente inutilmente para o eu superior e experimenta um considerável desconforto devido a um fator que nunca pode ser completamente ignorado: a presença, na consciência, da memória de um erro passado. Todo idealista compreende a substância da lealdade a si mesmo. Suponhamos que eu tente ser leal em relação a determinado ideal. Então, a quem devo ser leal, ao seguir aquele ideal? Devo ser leal ao meu Eu. Porque é meu eu superior que é idealista, não a personalidade. Não é uma consequência lógica que, ao ser leal a um ideal, eu estou apenas sendo leal ou honesto comigo mesmo?
 
Vamos considerar agora a natureza do que é considerado “lealdade pessoal”. Esta ocorre quando uma pessoa decide ser leal a alguma outra pessoa, e “apoiá-la” em quaisquer situações. Uma tal lealdade pessoal deveria ser o reflexo de uma causa oculta, e não uma causa em si mesma. Deveria ser o resultado da cooperação harmoniosa de dois eus superiores, e não a obediência cega a uma personalidade enquanto se ignora totalmente a violação de princípios básicos. No entanto, é sabido que mesmo grandes seres se deixaram cegar pela personalidade de outros.
 
Que as personalidades sigam personalidades, se quiserem, mas quando Eu, o eu superior, aceito dar minha lealdade a uma mera personalidade, por maior que seja aquela personalidade, eu deixo, ao fazer isso, de confiar inteiramente em meu eu superior, e consequentemente deixo de ser verdadeiro comigo mesmo. Ao colocar assim minha confiança em outro, renuncio virtualmente ao trono do eu superior, e portanto renuncio a meus poderes de percepção espiritual, isto é, ao poder de entrar em contato com a Verdade.
 
O eu superior segue princípios e leis inalteráveis, e só o eu inferior, o não-eu, segue personalidades. Como, então, posso ser leal a outros e, ao mesmo tempo, “ser honesto com meu próprio Eu”?  Não será, a resposta, que a melhor lealdade aos outros  é a constante lealdade ao  nosso eu superior?  Quem examinar esta ideia verá que é correta. Um homem que apenas segue personalidades não é confiável, do ponto de vista do eu superior cuja personalidade ele decide seguir, porque pode ser levado adiante para outra busca, em um momento crítico, por alguma outra “personalidade mais atrativa”.
 
Por outro lado, um pensador independente, que segue acima de tudo seus próprios ideais e princípios, é sempre confiável. O líder pode contar com seu apoio leal porque compreende que o seguidor está trabalhando com o mesmo objetivo que ele, e que trabalha com igual fidelidade pelo ideal que ele representa aos seus olhos. Mas o líder também sabe que se ele se mostrar desleal para com o ideal comum, com toda certeza seu seguidor o abandonará. Assim, a própria autenticidade dos seus apoios o mantém na linha determinada originalmente. A obediência cega pode ser elogiável em um campo de batalha militar, mas tem pouca utilidade para a evolução espiritual.
 
A única contradição aparente a este princípio é, quando bem examinada, a sua melhor ilustração.  Pode ser alegado: “E onde está a invariável devoção do discípulo por seu Mestre?” Mas será que neste caso o discípulo segue uma personalidade? É claro que não. É uma relação pelo menos tão elevada quanto a de um eu superior que segue um eu superior, e talvez algo ainda mais alto. Os Mestres não definiram a si mesmos em Luz no Caminho como “símbolos do eu superior”? A conclusão é que ao seguir o Mestre o discípulo está apenas sendo leal com seu próprio eu superior. Tampouco a explicação metafísica desta doutrina da lealdade é difícil de entender. Há apenas um Eu, e como poderia, aquele que é leal a um fragmento deste Eu dentro de si mesmo, ser desleal a qualquer outro fragmento instalado em  outro ser humano? E, ao contrário, como é que um homem que seja leal a algo que é não-Eu, como uma personalidade, pode permanecer fiel ao Eu Uno? Seja leal ao Eu, e o problema da lealdade estará automaticamente resolvido.
 
Tipos de Liderança
 
Há três tipos principais de liderança. Em primeiro lugar, a liderança espiritual, ou a devoção do irmão mais novo pelo irmão mais velho na evolução. Isto, como vimos, é apenas o fato de seguir fielmente o Eu interior. Em segundo lugar, a liderança no que se pode chamar de aspecto-forma. Estes líderes são simplesmente trabalhadores administrativos, peças dentro da engrenagem de uma organização. Estes dois tipos são os dois extremos. Mas entre eles há um terceiro.
 
Na maior parte dos casos, as pessoas que se unem para formar uma nova unidade elegem alguns dos seus membros para que ocupem uma posição dual. Estas pessoas têm um cargo no aspecto-forma, e ao mesmo tempo são respeitadas em maior ou menor grau como líderes espirituais. Lideram ao mesmo tempo o aspecto formal ou administrativo e o aspecto vital do qual a organização retira sua força. Bem, é um axioma do mundo administrativo que os dirigentes executivos são encarregados de trabalhar dentro de certos limites, e que serão obedecidos enquanto se mantiverem dentro daqueles limites. De outro modo não haveria por que nomeá-los. Isso assegura o bom funcionamento da organização. Portanto, na medida em que qualquer líder é um funcionário administrativo atuando dentro dos limites, você obedece a ele. Mas, na medida em que ele é um líder administrativo, você, seu eu superior, está disposto a seguir tal líder apenas enquanto o caminho dele e o seu forem o mesmo. Porque você, seu verdadeiro eu, está comprometido primariamente com os seus princípios.
 
Mantenha clara a função dual deste líder e o problema da lealdade está resolvido. E aquela função dupla se resolve a longo prazo como uma questão de eu superior e de personalidade. No aspecto-forma você obedece a um dirigente eleito, porque só assim a administração pode ser realizada; mas no aspecto-vida você segue princípios, segue seu eu superior, e só segue pessoas na medida em que elas corporificam aqueles princípios.
 
Esta distinção leva a uma organização disciplinada e de funcionamento eficaz, composta de unidades livres e independentes – o que certamente é o ideal. Porque quanto mais independentes forem as unidades, mais fielmente elas seguirão os dois aspectos dos seus líderes. Trabalhando apenas para o bem do conjunto, eles obedecem a seus dirigentes no aspecto-forma, enquanto conservam sua independência no aspecto-vida.
 
Estes princípios parecem claros e inquestionáveis, mas sua aplicação não é nem um pouco fácil. A linha da lealdade a si mesmo raramente, ou nunca é, o caminho de menor resistência. Mas, embora este seja um caminho difícil, há quem prefira os seus rigores do que as “agulhadas internas” de uma consciência sempre atenta. Porque, ao seguir o caminho mais difícil, você só tem o mundo para enfrentar, mas se desviar deste rumo entrará em conflito com o Eu superior. Escolha, então – porque cedo ou tarde a decisão tem de ser tomada. A lealdade a si mesmo é algo muito maior do que apenas um “último recurso”. É o princípio fundamental da conduta. O caminho que ele abre é o único Caminho Correto na evolução, e um caminho que, seja como for, deve, em última instância, ser trilhado por toda alma que evolui. 
 
NOTAS:
 
[1] Veja “Cartas dos Mahatmas Para A.P. Sinnett”, Ed. Teosófica, volume I, Carta 45, p. 208. Em inglês, na edição da TUP, Pasadena, veja a p. 264. Há neste ponto um erro na edição brasileira das Cartas dos Mahatmas, que diz: “Só àqueles que provaram ser fiéis a nós e à verdade em todos os momentos…”. A lealdade que o Mestre exige é de cada um para sua própria consciência. (CCA)
 
[2] Sem dar-se ao trabalho de citar em detalhe, C. Humphreys menciona aqui a cena III da peça “Hamlet”, de William Shakespeare. Polonius e Laertes são personagens da peça. (CCA)
 

sexta-feira, 2 de abril de 2021

6 - Pontos de uma Loja Maçônica.




O Ser Supremo nos ensinou que o caminho que conduz a vida do Maçom é "estreito e apertado". Eu e você provavelmente conhecemos pessoas que por motivos diversos não permaneceram nele e por vezes nos sentimos incapazes de ajudá-los no caminho de volta. São perdidos por suas próprias causas, o Ego!


Aparentemente, o problema que faz muitos desistir do Caminho Maçônico em Loja, está relacionado a uma ou todas as razões listadas abaixo:

1. Ofensa

Sem dúvida alguma, entre todas as razões pelo qual pessoas se afastam da Loja Maçônica e até da Maçonaria, a mais comum é normalmente sentir-se ofendido. Alguns Irmãos abandonam a Maçonaria por não serem cumprimentados e tratados com deferência em Loja, alguns por não receberem a devida atenção de líderes, enquanto outros por algum desentendimento com algum membro. Os motivos são variados, porém o real motivo é normalmente o mesmo, Orgulho, Vaidade e Pavonice. 

O principal problema daqueles que abandonam seus convivios por se sentirem ofendidos é a falsa ideia de que estão justificados pela "liberdade" por sua escolha de partir. Tal pensamento é absolutamente enganoso e de certa forma egoísta. 

"Deixem-me ver se compreendi o que aconteceu com vocês. Porque alguém na Loja os ofendeu, vocês deixaram de suas obrigações maçônicas. Renunciaram ao seu compromisso? Porque alguém na Loja os ofendeu, afastaram-se dos seus trabalhos  da construção  do templo sagrado. Abriram mão da oportunidade de servir ao seu irmão e de aprender e crescer. E agora estão erguendo barreiras que impedirão o progresso espiritual dos seus filhos, dos filhos dos seus filhos e das gerações seguintes? Ofender-nos é uma escolha que fazemos; não é uma condição infligida ou imposta a nós por alguém ou algo. Levante-se e vá a luta, use sua espada e defenda o que é certo na sua Loja e na Maçonaria Universal"
Ir. Denilson Forato, M.I. - 33º - Benemérito da Ordem-GOB

Com tal perspectiva em mente, é incompreensível e inaceitável que alguém em sã consciência decida abrir mão de tantas evoluções temporais e eternas por um desentendimento com outro membro da Loja ou da Ordem. Deixemos o orgulho de lado e busquemos o perdão divino e a força necessária para "perdoar aqueles que nos tem ofendido". (Um dia disse o Mestre dos Mestres)

Quão triste e desesperador será descobrir no fim de sua vida que sua decisão privou evolução a você, seus filhos, amigos e irmãos na Maçonaria, tudo por causa de um desentendimento e sua decisão de sentir-se ofendido. Seja racional, seja inteligente, os irmãos passam a Maçonaria fica.

2. Erro

Por mais difícil que seja admitir, erro é frequentemente a razão por trás das "razões" para aqueles que deixam a Loja e também a Maçonaria. O erro afasta a luz e produz culpa. Culpa por sua vez é para o Espírito e mente, o que a dor é para nosso corpo. 

Todos erramos e precisamos de constante arrependimento e mudança de atitudes e hábitos a fim de nos assemelharmos mais ao correto. O problema é que arrependimento exige um sacrifício que frequentemente o "errante" não deseja fazer. Ao invés de pedir ajuda a seu líder, nesse caso, o que erra prefere omitir, e nesse ponto a culpa novamente entra em cena, criando o sentimento de incapacidade de ser fiel. Perdendo e muito entre nós, pois ao se perder a confiança, perde-se uma vida.

Muitos em tal posição acham mais fácil encontrar um modo de vida onde o erro seja aceitável ao invés de buscar ajuda, pois afinal, "errar é humano" -- em nome da amizade e do perdão, a Loja deixa pra lá. Tal lógica pode ser comparada à crianças, que acreditam que ninguém pode vê-las quando fecham os olhos. Na vida real, fechar os olhos para os problemas não os fazem desaparecer. Aliás são as fontes dos maiores conflitos e contendas.

3. É muito difícil

Ir a  Loja só por duas ou três horas? Servir em um chamado maior ? Servir missão maior ? Cumprir as legislações ? Guardar a palavra com sabedoria, ensinamentos? A perspectiva de que ser um membro bom, útil, é difícil demais, por vezes desmotiva membros  do quadro, e muito abandonam o barco.

A busca da verdade exige sacrifícios, mas a verdade compensa qualquer sacrifício. Membros que de maneira determinada se comprometem a guardar os segredos e suas obrigações, muito cedo passam a ver sacrifícios como investimentos e compreendem que a benção recebida supera em muito o preço pago.

4. Não compreender a doutrina Maçônica

De certa forma, raramente um membro  da Maçonaria que compreende a doutrina Maçônica, ai decide em sã consciência abandoná-la. Simplesmente não faz sentido, pois a compreensão do Ritual  trás a resposta para as dúvidas e nos dá força para seguir em frente. 

A Maçonaria é formada em grande parte por irmãos  comuns que não possuem formação currícular em teologia, filosofia, história ou técnicas de ensino, mas que possuem um desejo de  e aprender e compartilhá-lo. 

O entendimento do Ritual e Ritualística  é um processo lento e gradual que exige dedicação pessoal, "pelo estudo e também pela prática".

5. Literatura Antimaçônica

Vivemos em uma época onde praticamente toda informação sobre qualquer assunto está a apenas um clique de distância, e com essa facilidade, literaturas com ataques furiosos a Maçonaria são cada vez mais comum. A propaganda antimaçônica normalmente tenta produzir o ar de informação bombástica, fazendo o leitor falsamente concluir que a Maçonaria tem omitido informação ou fatos. Quando não somos conspiradores mundiais, satanistas, ou a Nova Ordem Mundial que dominará tudo e todos. Ledo engano, que bom que fosse assim. 

Naturalmente, a primeira coisa a se compreender é que o simples fato de algo ser escrito, impresso ou até mesmo publicado, não significa que é verdade. Na época de Cristo, muito se falava contra ele, a ponto de gerar dúvidas em muitos de seus seguidores mais leais. Nós porém não damos credibilidade a tais ataques, pois sabemos que estes foram feitos por seus inimigos.

Da mesma forma, muito, senão tudo o que se questiona sobre a Maçonaria parte de pessoas que não possuem uma base neutra. Ao se deparar com algum tipo de literatura antimaçônica, antes de abandonar a Maçonaria e presumir que tudo é falso, procure obter uma visão do que o Ritual e Instruções ensinam a respeito. 

Ninguém joga um quebra-cabeça inteiro no lixo ao encontrar uma peça que aparentemente não se encaixa. Nesse caso, esperamos até que outras peças se encaixem, revelando em que local a peça guardada se encaixa. Similarmente, jamais abandone seus propósitos por causa de uma questão não compreendida no momento. Guarde a "peça" e tenha paciência para o momento em que encontrará o lugar para encaixá-la.

6. Siga a Tua Rota

Eu amo ser membro da Maçonaria   e nada me trás mais felicidade do que as sessões maçônicas  em minha vida. Eu já me senti ofendido algumas vezes, eu peco, já tive minha palavra  questionada em Loja ,  as vezes sinto que o caminho é difícil, mas a certeza que eu tenho é o combustível que me faz prosseguir e ir a Loja e lutar pela Maçonaria.

Autor: Ir. Denilson Forato - Mestre Instalado - 33º - Benemérito da Ordem - GOB


sexta-feira, 5 de março de 2021

O PERFIL DE UM FALSO IRMÃO, É BÍBLICO!

 


..  Estamos em perigos entre falsos irmãos. - 2 Co 11:26

 

A senda do apóstolo Paulo, foi de aflições e perigos.

Neste texto, ele mostra uma lista de perigos que vivenciara:

* Em perigos de rios

* Em perigos de salteadores

* Em perigos dos da minha nação

* Em perigos dos gentios

* Em perigos na cidade

* Em perigos no deserto

* Em perigos no mar

* Em perigos entre os falsos irmãos

 

Paulo

fala de oito tipos de perigos que provara por amor a Cristo - Penso

como sofreu em perigos dos judeus e gentios, perseguido, apedrejado,

preso muitas vezes...Como sofreu na voragem do mar, como naufrago em

meio aos perigos de um mar bravio...

Mas, nenhum perigo lhe fez chorar mais e se afligir mais do que o último que menciona:

...em perigos entre os falsos irmãos.

Observemos o perfil do falso irmão:

 

1. O falso irmão é um hipócrita - Nos abraça e diz que nos ama, mas nos difama as escondidas.

2. O falso irmão é um homicida - E, veja porque é - 1 Jo 3:15, Ap 22:15

3. O falso irmão é cheio de inveja - É como Caim - Gn 4

4. O falso irmão tem o coração cheio de ódio - como os irmãos de José

 

Veja três coisas que o falso irmão faz:

 

a) Primeira ação - Vamos matar o nosso irmão José

b) Segunda ação - Joguemos José numa cova

c) Terceira ação - Vendamos nosso irmão José

 

Quem

já não foi vitima de um falso irmão. Eu, mesmo trago em meu coração, açoites, apunhaladas de falsos irmãos que muito me fizeram chorar – E suas ações são semelhantes a dos irmãos de

 

José:

Primeiro - Tentam nos matar

 

Segundo

 - Articulam sufocar-nos a todo custo (E a fala maligna do falso irmão é

seguinte:  Joga ele te numa cova – e joga pá de cal

 

Terceiro

 - Fazem tudo para nos vender - Vendem o irmão, o colega de ministério

nas rodinhas de difamação e calúnias. Vendem, mercadejam sem direito o

nome daquele que querem matar. Mas o verdadeiro irmão não faz assim,

pelo contrário, nos ama, se solidariza conosco, chora e se alegra

conosco, nos estende a mão, disponibiliza sempre seu ombro amigo e

sempre está orando por nós.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

O MAL DAS FOFOCAS E INTRIGAS DENTRO DE UMA LOJA MAÇÔNICA.



 

As Lojas maçônicas  estão sempre com suas portas abertas a todos os irmãos Regulares, se motivando  a ser uma casa de código moral.

O “código moral maçônico” se baseia no respeito e tolerância às diferenças, no respeito a todas as crenças, e a todas as formas de praticar as religiões que existem no mundo.

Sem preconceito, a Maçonaria acolhe a todos os irmãos e a todos tem uma palavra de força, de fé de conforto em seus sábios ensinamentos a base de simbologia. Porém, as Lojas Maçônicas e os irmãos  não são perfeitos, pois o material de trabalho das Oficinas  somos nós, seres humanos que têm defeitos, manias, maus hábitos, defeitos morais e espirituais que os todos  têm de conviver, e, aos poucos, quando a matéria permite modificações, eles as fazem de bom grado, mas sabendo que nem tudo é passível de mudança. Só tempo é com muita paciência e boa vontade (com uma dose de determinação e aceitação do irmão) é que as mudanças podem ocorrer.

Um dos piores defeitos morais coletivos que pode existir dentro de uma Loja Maçônica é a “fofoca”, e, com ela, as intrigas. Se existem fofocas isso demonstra que também existem inveja, ciúmes, vaidades, soberba ... Ou seja, uma série de maus modos que têm como termômetro a fofoca.

Normalmente o “irmão fofoqueiro” não faz essa prática por mal. Ele a faz por um vício que traz de casa, do convívio familiar e que não foi corrigido em tenra idade, e que acaba se tornando um vício que persegue a pessoa dentro da própria família, em suas relações pessoais, no trabalho e, infelizmente, dentro de uma Loja maçônica.

O “irmão fofoqueiro”, muitas vezes, não tem ideia do mal que acaba fazendo, pois se torna compulsivo e involuntário nas palavras (a língua acaba sendo mais rápida do que o pensamento racional e moral). Com isso acaba gerando desconforto dentro do ambiente da Loja, pois finda no jogo cruel e imoral do “jogar um irmão” contra os outro, ou outros; amigos contra amigos, irmãos contra irmãos. Ou seja, gera um caos, onde o “irmão fofoqueiro” fica olhando e se divertindo com tudo aquilo, sem dar conta do estrago que está fazendo.

Porém, como lidar para que as coisas não cheguem a um ponto extremo de ter que “enquadrar”  um “irmão fofoqueiro,” de uma Loja maçônica?

Inicialmente as queixas devem ser levadas ao venerável Mestre ou ao Conselho de Mestre Instalado, para que eles possam avaliar essas queixas. Caso as mesmas sejam pertinentes, o “irmão fofoqueiro” deve ser chamado, tendo em vista que a pessoa não faz essa prática por ser ruim, mas porque tem problemas diversos (baixa estima; ciúmes inexplicáveis; é muito possessiva e não aceita dividir ou ter perdas; problemas de relacionamento em casa: esposa, pais ou filhos; é uma pessoa, muitas vezes, amarga com a vida e com as pessoas em volta dela, frustrada nos relacionamentos pessoais, nos relacionamentos familiares, no trabalho ou com sua própria aparência, etc).

Assim deve-se tem muito tato para conversar com o irmão para que ele não se sinta perseguido ou constrangido (Normalmente o “irmão fofoqueiro” e uma pessoa que se sente perseguido diante de qualquer problema, principalmente dentro daqueles que ela tenha provocado – isso é uma forma de autoproteção ou fuga do problema. Também se sente constrangido por qualquer motivo e diz, gaguejando, que não foi ele/ela colocando a culpa em outrem ou em ciúmes e invejas; chora copiosamente sozinho.  No todo a conversa deve ser franca é concentrada no problema colocado e se a pessoa tem ideia do que fez, buscando-se sempre os motivos (coerentes ou não).

O “irmão fofoqueiro” deve entender que aquele tipo de prática não pode existir dentro da Loja, ficando claro que punições são cabíveis a esse tipo de prática, podendo chegar à expulsão (Código Disciplinar Maçônico).

(O Venerável Mestre e os M.I.s, também devem buscar saber o estado espiritual, psicológico e dependendo da gravidade do problema, um psicólogo, terapeuta ou mesmo um psiquiatra, deve ser recomendado).

O “irmão fofoqueiro” deve ser sempre monitorado até que os problemas sejam sanados, e o bem estar volte à comunidade maçônica como um todo.

Se as coisas são deixadas de lado, prá lá, por medos vários, elas tendem a crescer a um ponto do insuportável, onde acabamos tomando medidas ou posicionamentos extremos, onde poderíamos ter uma ação mais preventiva ou pró-ativa para evitar ou sanar os problemas.

E por falar em Fofoca ou Maledicência gostaria de esclarecer que é o ato de falar mal das pessoas. Definição bem amena para um dos maiores flagelos da Humanidade. Mais terrível do que uma agressão física. Muito mais do que o corpo, fere a dignidade humana, conspurca reputações, destrói existências. Mais insidiosa do que uma epidemia, na forma de boato – eu “ouvi dizer” – alastra-se como rastilho de pólvora. Arma perigosa, está ao alcance de qualquer pessoa, em qualquer idade, e é muito fácil usá-la: basta ter um pouco de maldade no coração.

Toda pessoa não suficientemente realizada em si mesma tem a instintiva tendência de falar mal dos outros. Diminuir o valor dos outros dá ao maledicente a grata ilusão de aumentar o próprio valor. A imensa maioria dos homens não está em condições de medir o seu valor por si mesma. Necessita medir o seu próprio valor pelo desvalio dos outros. Esses homens julgam necessário apagar as luzes alheias a fim de fazerem brilhar mais intensamente a sua própria luz. São como vaga-lumes que não podem luzir senão por entre as trevas da noite, porque a luz das suas lanternas fosfóreas é muito fraca.

Tribunal corrupto, nele o réu está, invariavelmente, ausente. É acusado, julgado e condenado, sem direito de defesa, sem contestação, sem misericórdia.

De todos os males que afligem uma Loja maçônica, o pior de todos é a maledicência, popularmente conhecida como fofoca.

Embora possam parecer inofensivos, esses comentários de canto de boca acabam prejudicando a todos e principalmente a Egrégora, que fica totalmente enfraquecida.

A fofoca é sempre negativa. Não existe fofoca boa. Quase sempre ela é motivada pela inveja. Ela rouba a energia, tempo e o axé do terreiro, conquistado com tanto sacrifício.

É usada geralmente pelas pessoas mal sucedidas na vida, seja no campo material ou no espiritual. A pessoa de sucesso não está preocupada em criticar os outros. Esta focada na realização e não na opinião.

Não é só na Maçonaria que ela está presente. Está presente em todas as outras religiões. E também em outros setores da vida social: no trabalho, na escola, na família, etc.

Os estragos que ela trás podem ser irrecuperáveis, por isso é obrigação de todos cuidar para que ela acebe ou pelo menos seja minimizada.

O primeiro passo, se você não quer ser alvo disso, é abster-se de emitir comentários a respeito de outras pessoas. É a tal história: se cada um fizer a sua parte.

Mas não temos como controlar a língua do outro. Mas nem por isso devemos retransmitir o que eles pensam. Assim sendo, evite de se prestar ao trabalho de "mensageiro de fofocas": se ouviu, entra por um ouvido e sai pelo outro, ou seja, esqueça!

 Deixo por isso um pequeno trecho de uma história passada com o conhecido Filosofo Sócrates:

As três Peneiras

A história que passamos abaixo é de um dos homens mais cultuados pela humanidade desde que deixou o planeta. A sabedoria é milenar e nós como eternos aprendizes concordamos com essa sabedoria e seus compiladores, que para os Guerreiros da Luz, são os ILUMINADOS

Um rapaz procurou Sócrates e disse que precisava contar-lhe algo.

Sócrates ergueu os olhos do livro que lia e perguntou:

- O que você vai me contar já passou pelas três peneiras?

- Três peneiras?

- Sim. A primeira peneira é a VERDADE. O que você quer contar dos outros é um fato? Caso tenha ouvido contar, a coisa deve morrer aí mesmo. Suponhamos então que seja verdade.

Deve então passar pela segunda peneira: a BONDADE. O que você vai contar é coisa boa? Ajuda a construir ou destruir o caminho, a fama do próximo?

Se o que você quer contar é verdade e é coisa boa, deverá passar pela terceira peneira: a NECESSIDADE. Convém contar? Resolve alguma coisa? Ajuda a comunidade? Pode melhorar o planeta e, arremata Sócrates:

-Se passar pelas três peneiras, conte! Tanto eu, você e seu irmão nos beneficiaremos. Caso contrário, esqueça e enterre tudo. Será uma fofoca a menos para envenenar o ambiente e levar discórdia entre irmãos, colegas do planeta.

Devemos ser sempre a estação terminal de qualquer comentário infeliz.

Não esqueça!

PESSOAS MEDÍOCRES FALAM SOBRE PESSOAS!

PESSOAS COMUNS FALAM SOBRE COISAS!

PESSOAS INTELIGENTES FALAM SOBRE IDÉIAS!

(SÓCRATES) 


Ir.'. Denilson Forato M.I.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

A MAÇONARIA ESTÁ FICANDO LÍQUIDA

 

 

“Vivemos em tempos líquidos. Nada foi feito para durar”. Essa é uma das frases mais famosas do sociólogo polonês Zygmunt Bauman, falecido em janeiro de 2017, aos 91 anos.

Meus irmãos, estudando a filosofia de Bauman, pude refletir e analisar que estamos caminhando para uma “Maçonaria Líquida.”

Muito perguntarão, como assim?

A modernidade imediata do século 21 é “líquida” e “veloz”, mais dinâmica que a modernidade “sólida” que suplantou no século 20. A passagem de uma a outra acarretou profundas mudanças em todos os aspectos da vida humana. A modernidade líquida seria "um mundo repleto de sinais confusos, propenso a mudar com rapidez e de forma imprevisível, ou seja, nada mais está sólido, tudo está se esvaindo pelos dedos.

Não muito antigamente, os irmãos eram mais estruturados, fortes, as iniciações eram feitas de forma parcimoniosa, levava mais tempo, havia uma questão da qualidade do escolhido, tudo era seguido conforme as regras, e quando iniciado o novo irmão, seguia seu caminho firme e forte.

Hoje, com o advento da internet, sites, redes sociais, tem Potências maçônicas, que possuem em seus sites, botões “seja maçom”, onde o profano se inscreve para ser Maçom, seu processo segue, e por fim “vira Maçom”, sem padrinho e sem passar por alguns caminhos que todos nós passamos. Tornou-se mais “líquido”.

Na Maçonaria contemporânea emergem o individualismo, a fluidez e a efemeridade das relações. Se a busca da felicidade se torna estritamente individual, criamos uma ansiedade para tê-la, pois acreditamos que ela só depende de nós mesmos. Somos impulsionados pelo desejo, um querer constante que busca novas formas de realizações, aventais, comendas, experiências e valores. O prazer é algo desejado e como ele é uma sensação passageira, requer um estímulo contínuo, pois a graça acaba, quando não há recompensas a altura.

Na Maçonaria  líquida, os vínculos humanos têm a chance de serem rompidos a qualquer momento, causando uma disposição ao isolamento social, onde um grande número de irmãos escolhe vivenciar uma rotina solitária. Isso também enfraquece a solidariedade e estimula a insensibilidade em relação ao sofrimento do outro.

As desigualdades sociais aumentaram. Ao mesmo tempo em que se aumentam as incertezas, os indivíduos devem lutar para se inserir numa sociedade cada vez mais desigual econômica e socialmente. Os empregos estão mais instáveis e a maioria das pessoas não pode planejar seu futuro muito tempo adiante. Portanto o papel da Maçonaria, não é cuidar de azilos,creches, escolas e campanhas sociais, deixe isso para as igrejas e outras entidades, o papel da Maçonaria é politica é assertiva, não a politica partidária, mas sim a política de ações.

A Maçonaria deve cobrar das autoridades investidas, estar presentes em todos os setores de poder, comissões municipais, partidos políticos, conselhos regionais de classes, associações e sindicatos.

Ai sim, não seremos líquidos, e sim sólidos, fortes e atuantes. Pois os Irmãos precisam disso, e a família maçônica precisa de um futuro melhor, e nós podemos fazer isso.

Tenho dito.

Denilson Forato, M.I.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2021

Qual sua opinão? Maçonaria via Internet.


 Eu pessoalmente, não concordo. Sou conservador!

Existe uma turma mais conservadora na Maçonaria que acredita ser a Internet a decadência da Maçonaria. Para esses, a Internet vem promovendo uma “banalização” da tradição e ensinamentos maçônicos ao tornar acessível todo tipo de material literário maçônico que se possa imaginar.
O engraçado é que, enquanto a Internet é algo relativamente jovem, tendo mal alcançado sua maioridade, faz pelo menos três séculos que a Maçonaria tem enfrentado ataques, através principalmente de livros e bulas papais. A Internet é apenas um meio de comunicação. Não é a Internet que causa algum mal à Maçonaria, senão a ignorância,  a intolerância e o fanatismo dos homens.
Faça um exercício simples: vá até um parente ou amigo que não seja maçom e pergunte se ele já visitou algum site ou blog de maçonaria. Provavelmente você escutará um não, por não ser um assunto de interesse dele. Na Internet, assim como em qualquer outro meio, a literatura não cai no seu colo, você tem que procurar. E só procura por um tema aquele que se interessa por ele. Aqueles que leem sobre Maçonaria na Internet são, quase que em totalidade, maçons. Os curiosos são pouquíssimos, e para esses há também uma infinidade de livros nas livrarias e bibliotecas de todo o país. A culpa definitivamente não é da Internet.
Faça um outro exercício: pesquise os sites antimaçônicos na Internet. Esses sites argumentam de forma intolerante contra a maçonaria e realizam interpretações literais distorcidas e equivocadas de frases isoladas de obras maçônicas. Verifique se as fontes maçônicas usadas por esses movimentos fanáticos são sites da Internet ou se são livros. Você irá descobrir que utilizam uma densa bibliografia maçônica de autores consagrados como Pike, Mackey e Oliver. Mas nenhum site ou blog maçônico.
Mesmo assim, o preconceito dos mais conservadores para com a Maçonaria na Internet e os Irmãos que a promovem ainda é forte.  E por conta disso, pode-se ver um grande contraste de conceitos dentro da instituição: Por um lado, você tem os maçons escritores de livros, cujos livros estão disponibilizados nas livrarias de qualquer Shopping do país, acessíveis a qualquer um disposto a pagar. Esses são considerados pelos conservadores como os intelectuais de maçonaria, imortalizados pelas páginas impressas. Por outro, você tem os maçons blogueiros, cujos blogs proporcionam literatura maçônica diária, gratuita e de qualidade aos irmãos. Esses últimos são considerados pelos conservadores muitas vezes como os traidores da Ordem.
Mas a verdade é que tanto o autor de livros como o blogueiro fazem a mesma coisa: escrevem. Ambos são escritores, apenas publicando em formatos diferentes. Não se deve julgá-los pelo meio de publicação e sim pelo conteúdo que produzem.
Há ainda outros pontos a serem considerados:
No caso dos livros maçônicos publicados, seus preços são relativamente altos, visto a leitura ser específica, não havendo economia de escala; há a necessidade do Irmão se deslocar até uma grande livraria ou comprar pela internet, o que gera um custo de frete e demanda tempo; são poucas as editoras que publicam o gênero, o que faz com que as obras demorem muito a serem publicadas. Em contrapartida, as editoras servem como “filtro”, em que grandes aberrações não costumam ser publicadas, além dos livros serem mais densos, proporcionando conteúdo mais completo sobre o tema abordado.
Já no caso dos blogs maçônicos, o prazo entre a produção e a publicação é praticamente inexistente, assim como o prazo para acesso ao conteúdo; os escritores não são reféns da boa vontade de editoras; o conteúdo é gratuito e a publicação e distribuição não ficam restritas geograficamente. Em contrapartida, não existe um “filtro de qualidade”, o qual deve ser feito pelo próprio leitor, e o conteúdo é, necessariamente, resumido.
Enfim, cada meio possui os seus prós e contras. O sociólogo canadense McLuhan estava certo em sua afirmação de que “o meio é a mensagem”, pois o meio impacta diretamente no formato e modo de transmissão da mensagem, e consequentemente sua absorção. Mas até McLuhan manteve o conteúdo isento de tal conceito.
O que o maçom de hoje precisa ter em mente é que esse é o mundo em que vivemos. Blogueiros são convidados para cobrirem grandes eventos, entrevistam presidentes da república e dão entrevistas para rádios, revistas e programas de TV. Um curioso não descobrirá mais ou menos sobre maçonaria com um blog do que visitando uma livraria ou biblioteca pública. Seja livro, blog, revista, site ou jornal, todos são escritores, e quase nunca se restringem a um único meio.
Por isso, valorize o escritor maçônico. Valorize aqueles Irmãos que se preocupam em compartilhar conhecimento com os demais. O meio pouco importa, desde que o conteúdo chegue aos Irmãos, faça-os refletir e colabore em seus desenvolvimentos.

O QUE MUDARÁ NA MAÇONARIA APÓS PANDEMIA?



NADA! Reafirmo categoricamente: NADA!
 

MAÇONARIA É UMA ORDEM DE VALORES, TEM SUAS BASES EM VALORES  
E VALORES NÃO MUDAM!


Liberdade, Igualdade, Fraternidade, Fé, Esperança, Caridade, Justiça, Retidão, Honra, Beleza, Força e Sabedoria e muitos outros valores formam a Maçonaria.

É uma ideia equivocada dizemos: “Entramos para a Maçonaria”. A verdade é que nos “propomos” a um comportamento fundamentado em conceitos e juízos considerados elevados, que denominamos “Sãos Princípios”.

Os Sãos Princípios nos são transmitidos desde a iniciação. Com o passar do tempo, NÓS podemos ou não aperfeiçoá-los, a partir de vivências e experiências junto à Ordem e à sociedade.

O MAÇOM É CONSTRUTOR SOCIAL e, ao mesmo tempo, se dedica ao ATO DE “ESCULPIR-SE”.

A Maçonaria é a mesma, Indiferentemente de cultura, tradição, religião, raça, língua, latitudes e longitudes.

A mesma Maçonaria que esteve PRESENTE nas Grandes Guerras e nos conflitos regionais, que esteve PRESENTE nas Pandemias da Peste Negra, da Cólera de 1817, da Gripe Espanhola de 1918, da Gripe Suína de 2009, que esteve PRESENTE nas ditaduras, nas adequações da linguagem e nas transformações tecnológicas, essa Maçonaria não mudará em nada.

A maneira como nos aproximaremos dos valores maçônicos, se adequará ao seu tempo, como sempre se adequou.

Recordemos os registros históricos que narram nossas primeiras Lojas se reunindo no “profano” mundo das tabernas. Duvido muito, que havia nesta época o “comedimento próprio dos maçons”.

E os Ritos? Estes foram criados sob a influência das circunstâncias da realidade do momento.

A linguagem também foi atualizada: - Eu vós saúdo por anóveas! – Estamos devidamente protegidos de lambisgoias! – Suso da cadeira do Segundo Vigilante encontra-se a .........

Portanto, os labores maçônicos se adequaram, sejam em ambientes, formas ou linguagem ao mundo físico, que é o ambiente de atuação do Maçom.

E o Maçom? Mudará? Sim! Como mudaram os Irmãos que vivenciaram as Grandes Guerras, os conflito regionais, as pandemias anteriores, as ditaduras e todas as adequações que a vida cotidiana nos exige.

O COVID-19 é o catalisador maçônico, que pode acelerar o ato de “esculpir-se”. Lamentavelmente é preciso o “CAOS” para compreendermos os valores da “ORDEM”.

Estamos em um processo acelerado de reavaliação de futuros comportamentos, reflexões sobre atitudes tomadas, incontáveis ações em prol de tornar feliz a humanidade, tudo isso NO PRESENTE DO AGORA.

Mas, desde que fomos iniciados, ou seja, ANTES DO AGORA, já sabíamos do V.I.T.R.I.O.L.,. A questão está no DEPOIS DO AGORA.

Tornarmos-nos elementos ainda mais úteis na e para a sociedade. Portanto, precisamos, simplesmente, cumprir nosso desiderato: A Pedra Cúbica.

Neste décimo quarto ano de compartilhamento de instruções maçônicas, continuamos a incentivar os Irmãos ao estudo, reflexão e, principalmente, pelo momento em que vivemos a fraternidade solidária entre os Irmãos.

Sinto muito, me perdoe, sou grato, te amo. Vamos em Frente!
 

Fraternalmente