sábado, 10 de setembro de 2022

Maçonaria, e os cuidados em indicar alguém para a Ordem.

 


“Se o candidato não comer um quilo de sal com você, não estará apto a entrar na Maçonaria” Ir.Denilson Forato M.I.

A entrada na Maçonaria baseia-se numa decisão livre, individual e responsável. A Maçonaria não faz nenhum tipo de proselitismo, portanto qualquer pedido deve emanar da vontade e convicção do solicitante.

A Maçonaria é uma “sociedade discreta e fechada”, onde temos direitos e deveres a cumprir, não sendo um clube de serviços ou “clube do bolinha”. Existem preceitos para fazer parte de nossas fileiras, e mesmo assim com o rigor das sindicâncias, falhamos.

 

    Requisitos para ser um Maçom:

·         Ser um homem consciente do desejo de ingresso, uma vez que o pedido de iniciação à Maçonaria deve ser o resultado da liberdade individual inata, longe de qualquer pressão, influência, dependência ou circunstância que possa coagi-lo.

·         Ser um homem de bons costumes, isto é, digno de confiança, honesto em sua vida privada, em sua maneira de trabalhar, e de boa reputação.

·         Ser um homem que acredita em um princípio superior, e que os maçons, respeitando a liberdade do indivíduo de qualquer crença particular.

 

A adesão à Ordem implica em direitos e obrigações:

 

·         Ter tempo disponível para participar de reuniões e comissões de trabalho voluntário.

·         Ter um meio de vida suficiente para praticar o método maçônico, pagar as taxas, joias e mensalidades.

·         Manter uma coerência ética com seus ideais dentro e fora da Ordem.

·         Compromisso com a Ordem e seus membros para estudar, assimilar e aprofundar os princípios, valores e costumes antigos da maçonaria.

    Procedimento de admissão de um candidato.

Um candidato pode ser recomendado por um membro (Mestre Maçom), de uma Loja Maçônica. Seu pedido será avaliado em momento apropriado, podendo ser aceito ou não, de acordo com a vontade dos seus obreiros do quadro.

O recado é claro, não indique candidatos ruins, para não se ter uma Loja ruim, inexpressiva, inoperante, com membros que nada produzem, apenas são corpos vazios em um local pelo menos uma vez por semana.

Traga para a Ordem, candidatos que agreguem valor cultural e filosófico, onde a Loja cresça e se destaque.

Não traga o amigo do churrasco, o amigo do trabalho, o chefe, o amigo da pescaria, etc.

Vivemos tempos difíceis, onde honra, palavra emprenha, moral e bons costumes, estão em baixa.

Então finalizando, pense e reflita antes de indicar alguém, por mero interesse pessoal.

 

Ir.Denilson Forato - M.I.

segunda-feira, 20 de junho de 2022

200 ANOS - AS CORES DO GRANDE ORIENTE DO BRASIL - AS CORES DO GOB

 

200 ANOS - AS CORES DO GRANDE ORIENTE DO BRASIL

AS CORES DO GOB



Azul, Vermelho e Branco - as cores distintivas do Grande Oriente do Brasil.

Fundado com a finalidade de trabalhar pela independência do Brasil da Coroa Portuguesa, o Grande Oriente Brasílico (seu nome na época) seria fundado no dia 17 de junho de 1822. Liderado por José Bonifácio de Andrada e Silva, o seu primeiro Grão-Mestre, já no mês de agosto seguinte o Grande Oriente receberia em iniciação na Ordem a sua Alteza, o Príncipe Regente D. Pedro I que adotaria o nome simbólico de Guatimozin em homenagem ao último imperador Asteca que fora seviciado por Cortez durante as invasões espanholas.

Para a fundação do Grande Oriente houve necessidade de desmembramento da Loja Comércio e Artes em mais duas outras - a União e Tranquilidade e a Esperança de Niterói. Isso se deu por regra de regularidade, já que para a fundação de um Grande Oriente seria necessário o mínimo três Lojas (como hoje ainda é).

Como os Irmãos brasileiros não queriam se submeter à nenhuma Obediência de nação estrangeira, pois a finalidade mor era a de conseguir a Independência do Brasil, houve então a necessidade de desmembramento para que dele resultasse a fundação de um Grande Oriente exclusivamente brasileiro.

No dia da sua fundação (17/06), reunidas as três Lojas em assembleia, para que se pudesse identificar a qual Loja pertencia cada um dos presentes durante as votações, foi adotado a forma de identificação por fitas coloridas (azul, vermelho e branco) que iam amarradas no braço direito de cada participante. Assim, a Loja Comércio & Artes ficaria identificada pela cor azul, a Esperança de Niterói pela vermelha e a União e Tranquilidade pela branca.

Foi devido a isso que as cores, vermelho, azul e branco seriam adotadas como matiz oficial da heráldica do Grande Oriente do Brasil.

Mas afinal o que é a cor ? A cor é uma percepção visual provocada pela ação de um feixe de fótons sobre células especializadas da retina, que transmitem através de informação pré-processada ao nervo óptico, impressões para o sistema nervoso. Ou seja a “Cor” é uma impressão provocada nos olhos pela luz refletida pelos corpos.

Na maioria dos ritos conhecidos e praticados, principalmente aqueles administrados pelo Grande Oriente do Brasil – GOB os três primeiros graus formam a chamada Maçonaria Azul (A cor do céu no seu infinito, como infinita deve ser a tolerância condicionada nas atitudes dos Maçons), que agrega as Lojas Simbólicas, os graus 1, 2 e 3, Aprendiz, Companheiro e Mestre, respectivamente.

A Cor do R.’.E.’.A.’.A.’.

 


A cor distintiva do REAA sempre foi vermelha encarnada (hoje usado pelo GOP-COMAB), cujas origens primitivas são devidas aos Stuarts, reis católicos da Inglaterra.

Em se tratando da cor azul, que na contramão da história assola o Rito Escocês em boa parte da Maçonaria brasileira, embora muitos não aceitem esse argumento verdadeiro, a principal razão para tal vem de acontecimentos ocorridos na cisão de 1927 no GOB e capitaneados pelo Irmão Mário Marinho Behring, fundador das Grandes Lojas Estaduais Brasileiras.

A realidade, entretanto é que a cor predominante no Rito Escocês Antigo e Aceito é a vermelho encarnado, embora ainda vivamos no Brasil com enxertos e na contramão da história, atendendo rituais “azulados”, de influências da Grande Loja Unida da Inglaterra (por tratados de reconhecimento) e dogmas americanos de Charleston, Carolina do Sul - EUA, (mãe do REAA) mas que estão em vigência, o que nos dá a obrigação de cumpri-los irrestritamente, respeitando as Leis maçônicas seculares mesmo que contraditórios.

Mas vale por questões de conhecimento, que o R.’.E.’.A.’.A.’. tem sua origem Stuartista, do Rito de Heredon, é francês mas que sua estruturação se deu em 1801 nos EUA. E por fim, adotamos no Grande Oriente do Brasil a cor azul celeste em nossos templos simbólicos e nos aventais de mestres, mas, existem muitas outras cores no mundo maçônico, e como todo caminho, dá-se o primeiro passo para uma longa jornada.

Autor: Ir. Denilson Forato M.I.

Fonte: A história do GOB-GOB- Brasília - Ed 1- 1999

Site do Ir. Pedro Juk- Grande Secretário de Ritualística do GOB

segunda-feira, 23 de maio de 2022

"Questão de ordem" e "pela ordem": você sabe quando se deve usá-las?

 


1. "Questão de ordem"

O mecanismo da “questão de ordem” serve para suscitar questões de direito, principalmente quando se depara com alguma ilegalidade (RGF,CONSTITUIÇÂO,ATOS,DECRETOS e LEIS).

A palavra deve ser requerida ao Venerável Mestres, que, em razão do Irmão arguir “questão de ordem”, deve lhe conceder a palavra para que a fundamente, ou seja, indique qual o dispositivo legal está sendo violado e em razão de quais motivos.

O Irmão deve sempre requerer que a “questão de ordem” por ele suscitada seja registrada em ata, com fundamento, tendo em vista que, se não estiver registrada, haverá grande probabilidade de ser considerada preclusa.

2. "Pela ordem"

É extremamente comum o termo “pela ordem” ser usado como se fosse “questão de ordem”, de modo que, embora, por costume, sejam utilizadas como se sinônimas fossem. Tecnicamente não o são.

O mecanismo do uso da palavra “pela ordem” é uma prerrogativa do irmão.Trata-se do uso da palavra mediante “intervenção sumária”, ou seja, para falar “pela ordem”, é desnecessário que o Venerável Mestre conceda a palavra, deve-se simplesmente fazer a manifestação.

Logo, se a palavra do Irmão for cassada ou o Venerável Mestre negar uma questão de ordem que o Irmão entenda estar ligada ao seu exercício do cargo em Loja, pode utilizar a palavra “pela ordem”.

 

Meus Irmãos vamos revisar algumas dicas:

 

Muitas vezes ouvimos em Loja um obreiro pedir a palavra diretamente ao Venerável Mestre, levantando-se e dizendo “pela ordem!” ou então “questão de ordem!”, principalmente quando a “palavra” está correndo nas Colunas.

 

Com esse pedido o Obreiro quer alertar que a ordem dos Trabalhos não está adequada, ou algo foi suprimido ou algo não está correto. Pode ser feito em qualquer período da Sessão.

 

Uma “questão de ordem” sobrepõe-se a qualquer outro pedido de palavra e quem a pediu só poderá falar, especificamente, sobre a alegada alteração da ordem. Cumpre esclarecer, subsidiariamente, que muitos Irmãos pedem a palavra “pela ordem”, sem saber o que estão fazendo, havendo muitos, inclusive, que acham que “pela ordem!” é pela “Ordem Maçônica” o que é um erro crasso.

 

E aí falam sobre assuntos (na maioria das vezes demoradamente) que não tem nada a ver com o que está ocorrendo no momento.

 

Esclarecendo, No Rito Moderno, sabemos que a “palavra” é concedida, primeiramente na Coluna do Norte, deveria ser:

 

OIr. Chanceler para falar das efemérides (datas de aniversários) - percentual de presentes em Loja, uma breve alusão à data comemorativa -  depois visitantes das colunas, oficiais das colunas.

 

Ai sim o 2º Vigilante com um toque breve do malhete, diz "V.'.M.'. voz peço a palavra - todos falam de pé e a ordem, só o chefe da coluna fala sentado, pois ele é uma das três luzes da Loja.

 

Ai depois na do coluna do Sul, tesoureiro, visitantes, e por final o 1º Vigilante  com as mesmas prerrogativas do Ir. 2º Vig.(um toque leve de malhete)

 

Finalmente, no Oriente.  A ordem segue 1º Secretário, Irmãos mestres visitantes com assentos no Oriente, Orador "falará como Irmão do quadro" - AUTORIDADES com assento à mesa do V.'.M.'., e por fim o Venerável Mestre.

 

Obs. Coordenadores do GM, Deputado Estadual ou Federal, Grandes Secretários do GM, Juizes, etc. falam antes e assinam livro de presença antes também do V.'.M.'.

 

Somente o Grão-Mestre e seu Adj.'. falam e assinam o livro por último. E lógico o Orador quando dá as conclusões - fala o valor do Tronco - SAÚDA OS VISITANTES E AUTORIDADES PRESENTES - isto é prerrogativa do ORADOR. É comum outros irmãos menos esclarecidos “SAUDAREM VISITANTES”, mas deixo claro é errado.

 

O V.'.M.'. pode fazê-lo como voto de cordialidade.

 

A palavra só volta às Colunas para um novo giro quando o pedido for feito por um dos Vigilantes e deferido pelo Venerável Mestre. O VM pode não conceder, é prerrogativa “dele”.

 

Sabemos, também, que o Obreiro não pode mudar de Coluna para poder falar duas vezes. Isso é totalmente anti-maçônico..

 

Finalizando, acrescento que o pedido “pela ordem!” não é exclusividade da Maçonaria e existe em qualquer Instituição, (Tribunais, Congresso Nacional, Assembleias Legislativas, Câmaras ou até mesmo em reuniões de Condomínio), por exemplo, onde a existe uma determinada ordem para apresentação dos assuntos a serem discutidos.

 

Por fim, estudemos nossas Leis, nossos Regimentos e deixemos de lado “USOS e COSTUMES”.

 

Ir. Denilson Forato – M.I.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2022

Os diversos Calendários Maçônicos


Meus Irmãos, estamos retornando nossos trabalhos maçônicos no ano de 2022 EV ou 6022 da VL, mas nosso calendário histórico tem outras formas de se enxergar e entender. 

O calendário maçônico é baseado no começo ou na data de um evento. As Lojas maçônicas têm diferentes ritos e cada um usa (ou deveria usar) um calendário maçônico diferente para celebrar a data de um começo histórico, como a criação do mundo ou um evento histórico específico do rito. Os dados são usados em documentos maçônicos oficiais.

Os dados históricos são simbólicos e não devem ser considerados como uma crença maçônica. Os calendários estão ligados à criação de luz física no universo, com o nascimento espiritual da Maçonaria e a luz intelectual do candidato.

A grande maioria dos calendários começa com a palavra latina Anno, que significa “no ano de”. Existem também as abreviaturas E. C., que significa Era Comum, e E. V. para Era Vulgar. Os Cristãos chamam-na de Era Cristã (E. C.) ou Depois de Cristo (d. C.) e Antes de Cristo (a. C.). O estudo dos calendários maçónicos pode ser frustrante se não se conhece as razões e o simbolismo que eles contêm, mas enriquece o rito que é praticado.

Algumas pessoas anti maçonaria, sem cultura e sem conhecimento de latim, têm insinuado que Anno Lucis, significa o Ano de Lúcifer, explicação totalmente longe da verdade. Na antiguidade todos os certificados maçónicos, placas e documentos eram escritos em latim, pelo que as datas eram baseadas nesse idioma.

A única ideia é mostrar que os princípios que a Maçonaria manipula são tão antigos quanto a existência do mundo.

·                     Índice

As Lojas simbólicas

Rito Escocês Antigo e Aceito

Rito Francês ou Moderno

Rito de York – Cavaleiros Templários

Rito de York – Capítulo do Arco Real

Rito de York – Mestres Reais e Secretos-(Maçonaria Críptica)

 

As Lojas simbólicas

Anno Lucis. O Ano da Luz (A. L. ou A. La), ou o Ano da Verdadeira Luz (A. D. V. L.), simboliza o ano da criação do mundo por Deus. Este calendário não é exclusivo da Maçonaria; foi também usado pela Igreja Católica, por Imperadores e Reis nas suas comunicações.

Significado Histórico: O Ano da Luz, significa o ano da criação do mundo (aproximadamente 4.000 anos antes da Era Comum), como se pode ler no terceiro verso do Génesis na versão da Bíblia do Rei Jaime, bem como na Torá: (1,3) – “E Deus disse, que haja luz e fez-se luz“.

As Lojas Simbólicas do R.E.A.A., Rito Francês, Rito de York na América e na Europa, usam a palavra Anno Lucis (Ano da Luz).

Cálculo: O Anno Lucis acha-se, adicionando 4.000 anos (desde a criação do mundo até à presente data): 4000 aC. + 2022 d.C. = 6022 Anno Lucis). O ano começaria em 1 de Março e terminaria em 28 (ou 29, se aplicável) de Fevereiro do ano seguinte. A datação maçónica é obtida de acordo com o seguinte exemplo: 1 de Março de 2019 = 1º dia do 1º mês de 6022. Os meses são nomeados segundo o nome do calendário hebraico.

Relevância: O calendário das Lojas Simbólicas celebra a criação do mundo. Na teologia convencional, acreditava-se que a Terra foi criada há 4000 anos.

Rito Escocês Antigo e Aceite

Anno Mundi: No ano do mundo (A. M. ou Aa Ma). É a data que indica o ano em que Deus criou o mundo de acordo com o calendário hebraico, de acordo com os cálculos da genealogia encontrados no livro de Génesis. É usado nos altos graus de R. E. A. A..

Significado histórico: O Anno Mundi começa com a criação do mundo e é baseado no calendário hebraico. O ano começa em Setembro, ao contrário do calendário gregoriano que usamos atualmente, no qual o ano começa em Janeiro.

Existem diferenças marcantes entre o calendário hebraico e o calendário gregoriano. No calendário hebraico, alguns meses têm 29 dias e outros, 30.É um calendário lunisolar, ou seja, é baseado nos movimentos da terra ao redor do sol (ano) e da lua ao redor da terra (mês), com base num complexo algoritmo para calcular as estações do ano e as fases da lua. Cada dia começa a contar-se ao pôr do sol que é a hora zero; De acordo com o Génesis, quando Deus criou o tempo, criou primeiro a noite e depois o dia.

Cálculo: O Anno Mundi é calculado adicionando 3760 anos ao calendário atual ou Era Vulgar (E. V.) (3760 + 2022 = 5782). Depois de Setembro, acrescenta-se um ano mais. Os meses e dias são designados pelos seus nomes hebraicos.

§     NISSAN – 21 Março – 20 Abril;

§     JIAR – 21 Abril – 21 Maio;

§     SIVAN – 22 Maio – 21 Junho;

§     THAMOUZ – 22 Junho – 23 Julho;

§     ALO – 24 Julho – 23 Agosto;

§     ELoUl – 24 Agosto – 23 Setembro;

§     TISHRI – 24 Setembro – 23 Outubro;

§     MARJEVAN – 24 Outubro – 22 Novembro;

§     KIsLeY – 23 Novembro – 21 Dezembro;

§     TEBETH – 22 Dezembro – 21 Janeiro;

§     SHEVAT – 22 Janeiro – 19 Fevereiro;

§     ADAR – 20 Fevereiro – 20 Março.

Relevância. O calendário do Rito Escocês Antigo e Aceito celebra a criação do mundo 3760 / 3761 anos antes da Era Comum (E. C. ou E. V.).

Rito Francês ou Moderno

O Rito Francês usa o Anno Lucis. O Ano da Luz (A.L. ou A. La) ou o Ano da Verdadeira Luz (A. D. V. L.) é o ano da criação do mundo por Deus. Também acrescenta 4000 anos à data atual, mas o ano maçónico começa (ou deveria) em 1 de Março.

Este mês leva o nome da ordem numérica que ocupa e é então chamado de primeiro mês, Abril é o segundo mês e assim por diante.

Cálculo: O Anno Lucis calcula-se somando 4000 anos ao calendário Gregoriano ou Era Vulgar (4000 + 2022 = 6022); costuma-se datar o Rito Francês assim: quinto dia do primeiro mês de 6022 A. L. (5 de Março de 2022).

Rito de York – Cavaleiros Templários

Anno Ordinis. O ano da Ordem (A. O. ou Aa Oa) – 1118 E. C..

Significado Histórico: No ano 1118 E. C., nove cavaleiros franceses fundam a Ordem dos Pobres Companheiros de Cristo e do Templo de Salomão para proteger os peregrinos que se dirigiam à cidade de Jerusalém. O Rito de York e os Ritos dos Cavaleiros Templários baseiam o seu calendário na data da criação da ordem.

Cálculo: O Anno Ordinis obtém-se subtraindo 1118 anos da Era Vulgar, 2022 – 1118 = 904 A. O. (Ano da Ordem).

Relevância: O ano 904 A. O., celebra a existência operativa e especulativa dos Cavaleiros Templários cuja origem foi no ano 1118.

Rito de York – Capítulo do Arco Real

Anno Inventionis. No ano da descoberta. (A. I. ou Aa Ia) (530 a. C.).

Significado histórico: o rei Salomão construiu o primeiro templo. Zorobabel construiu o segundo templo, acredita-se que no ano 530 A. C. Pouco se sabe de Zorobabel, exceto que liderou o retorno dos judeus depois do seu cativeiro na Babilónia. Zorobabel foi governador da Judeia, nomeado pelo rei Ciro dos persas.

Cálculo: O Anno Inventionis é obtido adicionando 530 anos à data atual. Então 2022 + 530 = 2549 A. I. (ano da descoberta)

Relevância: O ano 2552 A. I. celebra a construção do segundo templo. Acredita-se que este templo foi construído muito perto de onde o antigo templo de Salomão foi construído.

Rito de York – Mestres Reais e Secretos (Maçonaria Críptica)

Anno Depositionis. Significa em latim, o Ano do Depósito. (A. Dep., aproximadamente 1000 a. C.).

Significado histórico: É o ano em que o primeiro templo de Salomão foi construído, e os seus segredos foram colocados sob as suas abóbadas, é por isso que se fala de Ano do Depósito. Os cálculos colocam-no 1000 anos antes de Cristo.

Cálculo: O calendário maçónico usado pelos Mestres Reais e Secretos é baseado na adição de 1000 anos ao tempo atual. 2022 E. C. ou E. V. + 1000 anos = 3022 A. Dep. (Anno Depositionis).

Relevância: O calendário maçónico dos Mestres Reais e Secretos da Maçonaria Crítica celebra o dia em que o templo de Salomão foi concluído.

 

Tradução e Adaptação de Ir.'. Denilson Forato