terça-feira, 21 de março de 2023

Cada um oferece o que tem.

 

A verdade é que na verdade, cada um dá o que tem, nada além disso.

Com essa frase eu começo uma reflexão.

Vocês já perceberam como anda a motivação em Loja? As sessões são monótonas, com trabalhos medíocres, e pasmem é um show de parabéns pra cá e pra lá. Quando na verdade deveríamos dizer ao irmão que fez tal trabalho, que sua peça apresentada foi uma droga. Mas por educação ficamos quietos e exercitamos o silêncio.

A questão cultural no século 21 está em decadência, devido a muita informação na internet e pouca leitura e interpretação dos usuários. Em resumo os povo só quer ver  “telas” de celular e mais nada.

Estamos envolto a um monte de “Franksteins”, um corpo sem cérebro, um zumbi não pensante. E isto está dentro das lojas, também.

Com muitos anos de Maçonaria tenho visto os acidentes culturais e outras montas. Gente que fica só na corda de 81 nós, piso mosaico, colunas e blá , blá, blá.

Precisamos ter um elite pensante, uma elite crítica uma elite que faz a diferença. Hoje não temos. Temos os velhos de Loja, pois os novos não querem ler nada, nem tão pouco a Bíblia ou República de Platão, mas fica de olho no lixo do BBB ou outras porcarias.

Então deixo para vocês refletirem: Vamos fazer as sessões mais atrativas, com trabalhos de alto nível, com temas relevantes, com situações interessantes para todos os presentes. Chega de baboseiras, de mística quântica e outras diversidades. Vamos para a prática e para resultados.

Cabe a você oferecer o que tem, cabe a você oferecer algo de bom em Loja.

Sua inteligência.

 

Autor: Denilson Forato, M.I.

RITUAL REXONA E A FALTA DE LEITURA

 


RITUAL REXONA E A FALTA DE LEITURA

Vocês conhecem o Ritual Rexona? Milhares de Maçons o usam todas as sessões e em diversos Graus e Ritos. É aquele que vai e volta em baixo do braço. Só é aberto na sessão e depois é jogado na gaveta ou fica dentro da mala do incauto para ser usado na próxima sessão e se usar. Não é lido e nem tão pouco interpretado por muitos Maçons, pois seus interesses primordiais são: títulos, pins, aventais e medalhas.

Um hábito que estimula a mente e a criatividade, a leitura é superimportante para a formação do pensamento crítico do Maçom.

Maçom que não lê é um Maçom parado no tempo, nas brumas da ignorância.

Os fatores para o afastamento da leitura são inúmeros, porém alguns deles podem ser analisados. A falta de estímulo, de estrutura, fatores sociais e políticos podem ser algumas das causas, Outro fator que pode ser analisado é a concorrência, pois a escolha de ler um livro pode bater de frente com a de consumir outros tipos de mídia.

Os Maçons em sua maioria, costumam usar seu tempo livre para outras tarefas como assistir televisão, usar a internet, enviar mensagens no Whatsapp, escutar música e assistir a filmes. A leitura demanda um esforço, uma concentração, uma dedicação, que muitas vezes nós não temos. Então esse espírito de rapidez, de agilidade, que as mídias sociais nos colocam, ela nos impede de ter um tempo de maturação, onde possamos ruminar nesse sentido. Tal colocação vai ao encontro a uma verdade, que mostra que a preferência do Maçom por mídias nas quais menos esforço é necessário.

Formatos como os livros digitais e os Audiolivros podem ser uma alternativa para vencer alguns obstáculos. Com a possibilidade de ler um livro em seu celular, é possível fazer uso dessa atividade durante momentos como o transporte de casa ao trabalho. Além disso, é muito mais fácil encontrar livros gratuitos ou a preços acessíveis, aumentando as possibilidades para o leitor que não tem tanto dinheiro para aplicar nessa atividade.

Mas como ler mais? Tornar a leitura em um hábito só é possível com o próprio exercício da leitura. Como a gente resolve isso? Estimulando. Irmãos estimulam Irmãos. Existem diferentes caminhos para cultivar isso, podemos ler qualquer livro, então uma das formas de transformar a leitura num hábito é ler livros que nós gostamos. No caso dos Rituais Maçônicos e livros de nossa Filosofia, devem ser um deleite para o obreiro da Arte Real. Além do apoio da família e amigos, outro ponto a ser destacado é o de ler sempre: “Quem tem o gosto da leitura acaba encontrando horário, encontrando tempo e dedicação para leitura sempre, pois tem prazer com essa leitura”. Outra dica é a de criar metas de leitura e separar um tempo para isso acontecer em momentos como férias e fins de semana.

Porém, é importante lembrar que a leitura não deve ser uma tarefa chata ou difícil, mas sim uma atividade prazerosa. Com ela é possível explorar as mais diversas áreas do conhecimento ou mesmo descobrir incríveis histórias de ficção Nós somos o que nós lemos e se lemos pouco, pouco somos, pouco sabemos, pouco evoluímos, pouco seremos.

Então fica o recado, leiam o seu Ritual!

Autor: Ir. Denilson Forato

 

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2023

XENOFOBIA MAÇÔNICA

 

Eu como ítalo-brasileiro e descente de judeus, já senti na pele a xenofobia e o preconceito e terras estranhas e terras conhecidas e também dentro de Loja.

Xenofobia é “medo e ódio de estranhos ou estrangeiros, ou de qualquer coisa que seja estranha ou estrangeira,” de acordo com o Merriam-Webster Medical Dictionary, © 2002 Merriam-Webster, Inc.

Xenofobia é, obviamente, uma palavra grega, xenos significando estrangeiro e phobos significando medo. Isso eu pude deduzir da minha própria cabeça. Também é uma palavra que não se desviou de suas raízes. Ainda, de certa forma, significa medo de estrangeiros.

Onde em Maçonaria encontraremos um “medo e ódio a estranhos ou estrangeiros, ou qualquer coisa que seja estranha ou estrangeira”? Onde, realmente.

Poderíamos começar em qualquer lugar que diz de um irmão em potencial que ele estaria mais confortável “com os seus iguais, a exemplo dos americanos do sul dos EUA.

Mas podemos também olhar para qualquer lugar que fala sobre “não fazê-lo dessa forma,” “usos e costumes”, falta de atualização, pois isso é simplesmente um medo ou ódio a tudo que é estranho ou estrangeiro. Se um irmão de 30 anos acostumou-se fazê-lo de uma maneira e somente de uma maneira, que é sua reação quando ele diz “esta não é a maneira como é feito nessa loja” senão a reação de um xenófobo?

Qualquer lugar que rejeita ideias ou pessoas porque elas pertencem a um grupo identificável que não somos nós, este é um lugar onde eles precisam se conformar em ser xenófobos. Tenho a certeza de que você pode pensar em situações semelhantes, mas acho que eu identifiquei três que poderíamos passam muito bem sem eles na Maçonaria.

Número 1: Racismo

Em pleno século 21, ainda convivemos com esta histórica situação de cor de pele, não evoluímos em nada, pois existe o racismo incorporado em nossa cultura. O racismo se destaca com os judeus, hindus, muçulmanos, nordestinos, sulistas e assim por diante. Coisa que precisa mudar e urgente.

Número 2: Medo da Mudança

Um oficial na minha loja era cuidadoso sobre seu ritual, e ele lia e relia o livro, de modo que ele estava muito familiarizado com ele. Ele se tornou tão sólido que apenas depois de alguns anos ele podia responder perguntas que homens buscando obter suas joias de anos não conseguiam, e isso influenciava seu trabalho. Os usos e costumes impedem a evolução de uma Loja, pois a mesmice impera e os “velhos” não querem dar espaço para o “novo”.

 

 

 

Número 3: Insularidade

A palavra “insular” vem do latim insula, ou ilha. Vamos descobrir que aqueles que vivem em conchas auto impostas pelas quais todo mundo de fora se torna estranho de alguma forma grave, rapidamente se torna insular – isolado tanto física quanto intelectualmente. Encontraremos esta forma de xenofobia predominante em toda a Maçonaria, e é um aspecto pernicioso dela.

São chamados os “pratas da casa” e os que chegaram depois de “os outros” , não querendo dar espaço para “os outros” contribuírem para a evolução da Loja e seu crescimento. Tem medo de perder o psedo poder, algo que não leva a caminho algum, apenas ás pelejas em Loja, desconfiança, sessões com desconfianças e até indigestas. Neste sentido a sessão vira uma reunião corporativa e não uma sessão maçônica.

A solução para tudo isso  é o diálogo entre os irmãos e a educação maçônica. É ser verdadeiro e honesto em suas atitudes e desarmado em seus preconceitos.


 

Autor: Ir. Denilson Forato-M.I.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2023

Considerações Sobre o Rito Moderno ou Francês

 

Considerações Sobre o Rito Moderno ou Francês

Ir.·. Antonio Onias Neto - M .´. I .´.

Sob.·. Gr.·. Insp.·. Geral do Supr.·. Cons.·. do R.·. M.·.

 

Muito se critica e pouco se conhece a respeito do Rito Moderno ou Francês. Uma das mais infantis acusações (?) ou afirmativas gratuitas que se faz sobre o Rito é ser ele ATEU. É lamentável que maçons, que deveriam conhecer um pouco de filosofia e teoria do conhecimento, façam confusão entre ateísmo e agnosticismo. O Rito Moderno, por saber que a atitude filosófica da Maçonaria é a pesquisa constante da verdade, e por outro lado, ao ver que a verdade, para que seja considerada em todo o seu sentido, deve ser absoluta e infinita, abraça a corrente de pensamento que reconhece a impossibilidade do conhecimento do Absoluto pelo homem em sua finitude e relatividade, ou seja o AGNOSTICISMO. Afirmando assim uma posição de humildade perante o Absoluto, o que deveria ser característica de todo Maçom.

Acrescente-se mais que o Gnosticismo, como teoria da possibilidade de conhecimento (não confundir com os chamados "Gnósticos" do início da Era Cristã), afirma que é possível conhecer o absoluto. Ora, o Ateísmo, ao afirmar categoricamente a inexistência de Deus, pertence à corrente gnóstica, posto que, nessa assertiva, mostra ser possível conhecer o Absoluto, donde podemos concluir que o ateu jamais será agnóstico e o agnóstico não pode ser ateu, pois suas teorias da possibilidade do conhecimento se chocam frontalmente.

Por outro lado, há religiões, como o Budismo, que, em sua origem, tomam uma posição agnóstica, não se preocupando em explicar o Absoluto, reconhecendo a impossibilidade de definí-lo. Desta forma, o Rito Moderno acolhe em seu seio, sem nenhum constrangimento, irmãos das mais diversas profissões religiosas e filosóficas, posto que, mesmo sendo ele agnóstico, não impõe aos seus membros o agnosticismo, mas exige deles uma posição relativa quanto à possibilidade de que outros Irmãos, que abraçam outra filosofia, estejam certos, ora quem é dono da verdade não tem necessidade de pesquisá-la ou procurá-la.

Outra afirmativa que se faz sobre o Rito Moderno é sua anti-religiosidade, o que não passa de outra confusão, que os dicionários, se consultados, ajudariam a esclarecer. O prefixo "anti" quer dizer "contra". O que melhor caberia para o Rito é o prefixo "a", que significa "inexistência", "privação"; e é empregado no sentido de eqüidistância entre o "a favor" e o "contra". A maçonaria é eqüidistante das religiões, não é uma seita religiosa, e os Irmãos que assim a tornam são, evidentemente, ou aqueles que procuram desvirtuá-la, ou aqueles que insatisfeitos com suas religiões procuram na Maçonaria uma nova religião ou a compensação para as suas frustrações místicas.

 E, é baseado na eqüidistância perante as religiões que o Rito Moderno não adota a existência da Bíblia no Triângulo de Compromissos, Altar de Juramentos para outros Ritos. Os defensores da colocação da Bíblia alegam que deve haver um "livro da lei revelada". Ora, a Bíblia só passou a ser adotada em algumas Lojas a partir de 1740, antes disso Anderson e os demais Maçons aceitavam a obrigação do "Livro da Lei", Lei Maçônica, Lei Moral. Acrescente-se, ainda, que existem religiões, tais como a Umbanda, o Candomblé, a Pajelança, e outras, com diversos adeptos entre nós, que possuem um livro da lei revelada, cuja tradição é oral. Perguntamos, que livro religioso se colocaria na presença de tais Irmãos?

 

Vemos constantemente Irmãos Judeus e Muçulmanos, quando Iniciados e em suas exaltações, compelidos a jurarem sobre a Bíblia Cristã, em tradução Católica ou Protestante, numa autêntica violação de suas consciências e dos princípios maçônicos, ou numa prova de que tais juramentos são falsos. Nosso "Livro da Lei" são os princípios da Sublime Ordem, quando muito as Constituições das Potências às quais pertença a Loja, onde constam tais princípios, ou, ainda, as Constituições de Anderson, em sua redação original, que deu origem à institucionalização da moderna Maçonaria. Aproveitamos para transcrever o artigo primeiro da Constituição de Anderson, que é bastante claro a respeito do assunto: "O Maçom está obrigado, por sua vocação, a obedecer a Lei Moral, e se compreender seus deveres, nunca se converterá em um estúpido ateu nem em um irreligioso libertino. Apesar de nos tempos antigos os Maçons estarem obrigados a praticar a religião que se observava nos países em que habitavam, hoje crê-se mais conveniente não impor-lhes outra religião senão aquela que todos os homens aceitam, e dar-lhes completa liberdade com referência às suas opiniões particulares. Esta religião consiste em ser homens bons e leais, quer dizer, homens honrados e probos, seja qual for a diferença de denominações ou de convicções. Deste modo, a Maçonaria se converterá em um centro de União e é o meio de estabelecer relações amistosas entre pessoas que, fora dela, teriam permanecido separadas".

Após a leitura deste texto, muito pouco se poderá acrescentar a respeito, além de que há religiões que não permitem ao homem se ajoelhar perante seu semelhante, como exigem alguns Ritos, o que não é permitido no Rito Moderno. Mais uma vez o Rito prova, com sua atitude, ser eqüidistante e respeitar a religião de todos os Irmãos. Bom seria que os Irmãos, que se intitulam religiosos, estudassem um pouco a história e o conteúdo de outras religiões além das nossas, saindo de uma posição sectária, proibida pela Ordem.

Outra "terrível" acusação que se faz ao Rito é não invocar e tampouco adorar o "GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO", tendo inclusive evitado o uso de seu nome nos Rituais. Ora, meus Irmãos, por mais boa vontade de que possamos estar imbuídos, jamais deixaremos de invocar as entidades religiosas a que estamos ligados dentro de termos e Rituais próprios de nossa religião, e, estaremos desta forma sempre ferindo e violando as crenças e as formas de adoração de outros Irmãos. Deixemos as adorações e as invocações para fazê-las em nossas Igrejas, nossas Sinagogas, nossos Templos religiosos, nossos Centros, nossos Terreiros, nossas Casas e evitemos fazê-las em Loja, onde temos a obrigação de não forçar qualquer Irmão a repetir fórmulas com as quais sua consciência não possa concordar.

 Quanto ao não uso do nome do Grande Arquiteto do Universo nos Rituais: este uso só começou a ocorrer a partir da Convenção de 1877, por conclusão do relator da proposta de exclusão do seu uso nos Rituais do Grande Oriente de França, e, é bom lembrar que este Irmão relator era um religioso, o pastor protestante Frederico Desmons. Este foi o grande motivo para que a Grande Loja Unida da Inglaterra rompesse relações com o Grande Oriente de França

 No entanto, o Grande Oriente da Bélgica, desde 1872, vedara a invocação e a inclusão do Grande Arquiteto do Universo nos seus Rituais, e nem por isso a Potência inglesa rompera relações com os belgas. O principal fundamento para a exclusão do nome do Grande Arquiteto do Universo dos Rituais é terem os Irmãos, como se pode observar, utilizado dia a dia o símbolo do Princípio Criador da Energia inteligente, do Ente Supremo, do mesmo modo que se vulgarizou o termo Deus, particularizando o seu emprego, invocando-o e adorando-o, conforme sua religião e não como símbolo de todas as concepções que se tenha do que é a Origem do Universo.

 Antes de encerrar essas breves considerações gerais sobre o Rito Moderno ou Francês, não poderíamos esquecer o problema dos "Landmarks". O que são "Landmarks"? O próprio nome diz: são marcas de terra, limites, lindeiros, e como tal devemos considerá-los, jamais como dogmas.

 Lembremo-nos: NA MAÇONARIA NÃO EXISTEM DOGMAS, EXISTEM PRINCÍPIOS. No Brasil, existe uma verdadeira psicose pelos "Landmarks" de Mackey, e, no entanto, quando a Maçonaria veio para nossa Pátria, eles sequer existiam, tendo aparecido apenas em 1858. Meus Irmãos, fica a pergunta: quem deu poderes, que entidade inspirou ao nosso Irmão Mackey para firmar dogmas dentro da Sublime Ordem? Particularmente um deles: o 25º, que não permite qualquer alteração, ferindo o princípio da investigação constante da verdade, da evolução, da pesquisa, de se afirmar progressista: nada pode mudar a partir dele, é o dogma da imutabilidade, da não evolução. É evidente que o Rito Moderno, dentro desses termos, não poderia aceitar os "Landmarks" de nosso querido Irmão, que pretendeu impedir um dos fundamentos da Maçonaria: A LIBERDADE.

Meus Irmãos, diversos são os "Landmarks" mais conhecidos, tais como os de Findel, de Lecerff, de Pound, de Mackey, de Grant, que chegam a 54, e muitos outros. Qual deles é o profeta da Maçonaria que recebeu inspiração divina pra que se afirme ser sua catalogação a correta? Que Congresso Maçônico mundial concluiu serem estes ou aqueles os "Landmarks" aceitos universalmente? Deverão os "Landmarks", mesmo que universais, estacionarem no tempo e no espaço? Apenas como lembrança, devemos citar que muitos dos nossos Irmãos de outros Ritos e de outras Potências concordam plenamente conosco na tese que abraçamos sobre os "Landmarks".

Conclamamos aos Irmãos de todos os Ritos e de todas as Potências: devemos nos preocupar com aquilo que nos une, e, relegar ao segundo plano o que nos separa. Este é o fito primordial do Rito Moderno quando dá origem à instituição de um "Grande Oriente": admitir a diversidade dos Ritos, unindo, numa mesma Potência, Irmãos das mais diversas posições filosóficas, num verdadeiro Universalismo, pois este é o princípio fundamental da Sublime Ordem.

quarta-feira, 30 de novembro de 2022

Comunicação uma ferramenta usada em Loja.

 
 

 

Comunicação uma ferramenta a ser usada em Loja.

 

Tenho sentido que umas das maiores dificuldades nas relações pessoais, quer nos negócios, quer na vida particular, quer em uma Loja maçônica é a comunicação. As pessoas muitas vezes não se fazem compreender, em razão da maneira que se comunicam.

 A maioria delas não dá o devido valor, e não se preparam para transmitir uma mensagem. Pensam que não é importante esse “detalhe”. Se preparar para se comunicar. Muitas vezes o fazer de forma, na hora e local errado.

 A comunicação assertiva é a capacidade de expressar de forma clara, completa e objetiva, unindo a linguagem verbal e corporal para atingir a finalidade almejada. Seja na apresentação de uma Peça de Arquitetura, na palavra nas colunas ou a “bem” da Ordem.

 Um dos grandes desafios da humanidade é aprender a arte de comunicar. “Da comunicação depende, muitas vezes, a felicidade ou a desgraça, a paz ou a guerra”. O como se comunicar é o “x” da questão. A Empatia deve prevalecer.

Que a verdade deve ser dita em qualquer situação, não resta dúvida. Mas a forma como é comunicada é que tem provocado, em alguns casos, grandes problemas.

 A verdade pode ser comparada a uma pedra preciosa, um diamante. Se a lançarmos no rosto de alguém pode ferir, provocando dor e revolta. Mas se a envolvemos em delicada embalagem e a oferecemos com ternura, certamente será aceite com facilidade.

 A embalagem, neste caso, é a indulgência, o carinho, a compreensão e, acima de tudo, a vontade sincera de ajudar a pessoa, seja um irmão ou familiar a quem nos dirigimos.

E, conforme seja a nossa reação, podemos seguir em frente ou deixar de lado o nosso intento. Importante mesmo é ter sempre em mente que, o que fará diferença é a maneira de dizer as coisas…sei que é um exercício difícil, pois muitas vezes sou pego em erro...

 Use o fator SER da comunicação em nossa Loja, ao falar entre colunas, ao apresentar peças de arquiteturas, entre irmãos, com profanos, etc.

 S= Seja SUCINTO, ninguém gosta de comunicação “prolixa” , longa e entediante.

E= Seja ESPECÍFICO, preciso, não perca o foco.

R= Seja RELEVANTE, importante, ao grupo ouvir. Algo que seja marcante e produtivo.

 Enfim, para concluir, façamos o mais correto, na comunicação dentro e fora de Loja.

O que fala e o que cala, é importante.

 

Autor: Ir. Denilson Forato - M.I.

 


sexta-feira, 21 de outubro de 2022

A Síndrome do “Não Tenho Tempo”, o mal que assola a Maçonaria.


Ir.Denilson Forato

Esta semana eu assisti ao filme “In Time”( O preço do amanhã) É um filme americano de 2011 estrelado por Justin Timberlake.  O filme não é lá grande coisa, mas a ideia é muito interessante. Todos os personagens vivem em um mundo aonde não existe dinheiro como nós conhecemos. Tudo a ser comprado é pago com tempo de vida, desde a passagem de ônibus até carros e casas. Cada cidadão nasce com um cronômetro no braço que mostra quanto tempo de vida a pessoa ainda tem.

Achei um absurdo a passagem de ônibus custar algumas  horas de vida!

Mas se pararmos para refletir sobre o filme, vivemos de forma bastante semelhante. Claro que não sabemos o quanto de vida ainda temos pela frente , mas quando entramos em um ônibus às vezes gastamos muitas  horas de nossas vidas  lá dentro e eles ainda cobram nosso rico dinheirinho por isso. Se vamos ao supermercado gastamos mais horas. Filas, refeições, pedágios, em tudo o que fazemos gastamos tempo de nossas vidas.

A frase mais ridícula que uma pessoa pode dizer é “Não tenho tempo”. Todos têm as mesmas 24 horas diárias para fazer o que bem entendem. É deprimente dizer que não tem tempo. Sua produtividade e a quantidade de coisas que você faz durante o dia estão diretamente ligados à maneira como cada um gerencia o tempo disponível. Por isso, alguns fazem mais enquanto outros não fazem nada.

Dando uma abordagem mais “filosófica”, eu me arrisco a dizer que se a pessoa realmente se importa e quer algo, ela arruma tempo para fazer.

Isso vale para nossas reuniões semanais, em Loja, com muito tempo perdido , assuntos e pautas ruins ou fora de propósito.

Os grandes feitos demandam tempo. Só temos que começar, e começar é sempre o mais difícil pois, estamos condicionados a proteger nosso ego. Não queremos falhar! Temos um medo instintivo de falhar que nos leva à velha desculpa do “não tenho tempo para fazer o que eu realmente deveria  estar fazendo”. Se algo lhe foi atribuído, o faça e faça rápido. Não perca tempo. Se não pode fazê-lo, simples, diga não e fique com seu tempo, para você, e desperdice com o que quiser.

Mas saiba de seu compromisso, com você e com a ordem, você se comprometeu um dia em Estar de Pé e a Ordem, ou foram meras palavras, jogadas ao vento?

Denilson Forato, é Mestre Instalado-33º REAA e 7ºRM – Pós em Maçonologia,Filosofia e História.

terça-feira, 18 de outubro de 2022

A Maçonaria num ponto de vista, crítico e necessário.

 


A Maçonaria Regular não é elitista. Significado de Elitista adjetivo Particular ou próprio do elitismo, sistema político que prioriza a elite, uma minoria que exerce poder e prestígio sobre um grupo social: sociedade elitista; clube elitista. Próprio do que há de melhor e mais valorizado num grupo social.

Mas é exigente. Nela têm lugar apenas homens livres e de bons costumes, dispostos a evoluir interiormente e também a auxiliar, contribuindo para o bem comum, instituições e famílias maçônicas  que necessitem desse apoio. Exige sim desde, um solene compromisso, palavra emprenhada, comportamento exemplar, estudos, assiduidade, pontualidade, disponibilidade, espírito de grupo, entre outros predicados.

Como já me foi dito uma vez, a Maçonaria não é uma casta indiana, do sec. 18, mas confesso, que na atual conjuntura intelecto-social na qual vivemos hoje, não seria tão do mal, sermos uma sociedade mais diferenciada das demais.

Eu defendo que os Irmãos Maçons devam ter prioridade, pois somos uma família, um grupo que merece ser tratado melhor e com suas atenções devidas.

Eu defendo que a família maçônica deve ser amparada, encaminhada e protegida pela Ordem e pelos Irmãos.

Eu puder ter contato com Lojas em países como: EUA,Portugal,Itália,Paraguay, Chile,Bolívia,Colômbia e até na Autrália. E em todos esses países a “coisa” é diferenciada, só no Brasil que temos certas situações, que chegam a ser hilárias.

A Maçonaria é e sempre foi uma sociedade diferente das demais, congrega em suas fileiras homens de alto nível intelectual, de respeito e por não dizer os doutos da sociedade. Mas, de alguns anos para cá, devido ao excesso de democracia ou permissividade, não sei, a coisa está se degringolando. Tem-se iniciados gente ruim na fonte, devido a problemas de finanças em Lojas deficitárias economicamente, candidatos que nada tem haver com a Ordem, mas é o “amigo” do “amigo”, entre outras situações.

Então concluo: Se queremos ser uma sociedade exemplar, que sejamos exemplo, que iniciemos só gente que “preste”, que nos tornemos fortes e influentes. Ai sim resgataremos as glórias do passado.

Hoje porém, eu afirmo, semanalmente, por duas horas, usaremos nosso ritual “Rexona” e terminaremos nossas noites no copo dágua, falando mal de um ou de outro. Façamos uma amarga reflexão, e matutando: O que posso fazer, para mudar esse cenário?

Autor: Denilson Forato – M.I.