domingo, 6 de abril de 2014

VISITA DE IIR.'. DE PORTUGAL À LOJA FRATERNIDADE E AMIZADE





Na data de 02 de abril de 2014 (mês de aniversário) de nossa Loja,fomos brindados com a visita de 03(três) Irmãos Maçons, advindo da R:.L:. João Gonçalves Zarco da  Grande Loja Legal de Portugal - Ilha da Madeira.



O representante Geral da Grande Loja de Portugal Ir.'. Otávio Ramos Pimenta Souza, Nuno Vaz Pereira e Virgilio Sobral (IIr.'. de Portugal - Ilha da Madeira) proferiram  uma Palestra sobre a LUSOFONIA  que é o conjunto de algumas identidades culturais existentes em países, regiões, estados ou cidades falantes da língua portuguesa como AngolaBrasilCabo VerdeGuiné-BissauMacauMoçambiquePortugalSão Tomé e PríncipeTimor-LesteGoa e por diversas pessoas e comunidades em todo o mundo,e sua importância para as Maçonarias nestes países.

Foi um momento histórico e único,pois foi a 1ª vez que uma Loja do Grande Oriente Paulista no ABC, que recebe Irmãos de Portugal,firmando assim laços de amizade entre Lojas e Potências.

Vale ressaltar que o precursor desta visita,foram nossos IIr.'. Eduardo Sélio Mendes - M.'.M.'., e Denilson Forato - M.'.I.'., membros regulares e efetivo de nossa oficina. 






A Sessão foi Presidida pelo V.'.M.'. Wilson Roberto de Rezende


Irmãos brasileiros e Irmãos portugueses.
em
Ágape Fraternal


A sessão foi linda, e contou com a autorização e chancela,  dos Delegados, Deputados da PAL e Grão Mestre do GOP.

 Viva a ARLS Fraternidade e Amizade nº 321, Viva o Grande Oriente Paulista.

Conheça um pouco da Ilha da Madeira


Maçonaria em Portugal






O PERJÚRIO

 




Perjúrio

S.m. Ação ou efeito de perjurar.
Juramento falso ou violação de juramento.
Jurídico. Delito em que alguém presta um falso testemunho ou faz uma falsa acusação.
Jurídico. Testemunho feito na justiça para prejudicar alguém através de mentiras ou testemunhando falsamente.
(Etm. do latim: perjurium.ii)


“Toda Sociedade tem seus segredos...”
Com. Denilson Forato
No caso específico da Maçonaria, tais regras do Sigilo e Segredos  não foram relegadas, muito pelo contrário, foram implementadas em um arcabouço de normas e princípios que lhe são próprios, os quais servem para a orientação do maçom. Essas disposições se apresentam na forma escrita em seus mais diversos diplomas legais, mas, também, na forma dos costumes  e que são seguidas e transmitidas de geração a geração.
Diante dessa rápida amostragem, e, focado nos fatos que vem acontecendo nos dias atuais no meio maçônico, notadamente com a questão defendida por muitos a respeito da abertura das lojas; por alguns não maçons – os “goteiras”, sobre a revelação dos segredos da Instituição através dos meios de comunicação de massa; e, por ultimo, com a revelação a profanos  e até Irmãos faltosos, irregulares, etc dos assuntos sigilosos tratados nas reuniões fechadas, forçoso é reconhecer que algo está errado e é preciso por um basta nessa situação.
Com efeito, embora todos os fatos mereçam muita atenção por parte dos maçons, nos ocuparemos neste momento da abordagem desse último tema, qual seja, o do perjúrio, ora praticado por alguns. Todos sabem que aquilo que se discute dentro de uma loja maçônica não pode ser revelado lá fora, nem mesmo aos irmãos que não participaram da reunião, exceto se o Venerável Mestre assim o deliberar. Ora, se assim o é, toda a vez que alguém descumpre essa regra comete perjúrio. E o que é perjúrio?
Perjúrio é jurar falso, quebrar o juramento feito. Então, quem jura dentro da loja não revelar os segredos maçônicos e assim não cumpre, rigorosamente está cometendo esse deslize e, no dizer de uma daquelas regras mencionadas, deve cumprir o ritual de quem estar à ordem, naturalmente dentro do seu grau… “por não ter sido capaz de guardar um segredo que lhe foi confiado”. A Maçonaria sempre foi respeitada pela qualidade, postura moral e ética dos seus membros, pelos segredos milenarmente mantidos.
Seguramente, toda a vez que um assunto interno é revelado para fora dos portões do Templo Sagrado, ou, repita-se, aos irmãos que não participaram da reunião, o desgaste da instituição é evidente, sem se falar do desconforto do irmão que foi citado em determinado episódio. Não é aceitável que um assunto trazido em loja por um irmão seja motivo de especulação do “mundo exterior”, levando-o a ser alvo de comentários nas Loja .

 Os efeitos nefastos de um perjúrio vão além do que possamos imaginar, e isso não se pode tolerar. Quem não tem condições de viver em uma sociedade séria como a Maçonaria, dela deve se licenciar (afastar mesmo), sob pena de, com suas faltas, ter seu comportamento levado à apreciação do Egrégio Tribunal de Justiça Maçônico, a quem compete deliberar sobre a matéria. 

Concluindo, ao perjúrio advirão efeitos e consequências indesejáveis, físicas e metafísicas, todavia, a fala do momento não tem o condão de ser inquisitiva, muito menos, um caráter de estimular censura ou punição a qualquer irmão, até mesmo, porque desconhecemos quem assim procede, mas, tão somente, como um alerta a todos nós contra fatos de tamanha gravidade.
O Irmão perjuro,pagará com a alma a revelação de segredos!
Então meu Irmão,controle a língua.

POR QUE EU SOU UM MAÇOM?






Antes de qualquer especulação desnecessária, eu quero dizer que sou Maçom, porque pretendo edificar de modo sublime o templo da minha própria existencialidade.


Outros poderão dizer: " Porque sim!" simplesmente!

Mas eu sou um Eterno Aprendiz Maçom, mas na minha ânsia última de conhecimentos novos, sou um estudioso estudante  dessa ARTE REAL.

Inclusive, tem um Irmão meu que diz que eu não sou um Maçom, antes sou um Maçomnólogo.
Foi estudando e pesquisando que aprendi muito de Maçonaria e, de posse desses conhecimentos, passei a viver uma vida totalmente maçônica.

Sempre me conduzi de forma reta, assim sendo, elegi a tríade maçônica LIBERDADE- IGUALDADE- FRATERNIDADE, para dirigir a minha própria vida dentro desse contexto existencial.

Não sou um santo e nem procuro ser, mas a minha forma de ser e de existir é totalmente maçônica. Aliás não agrado muita gente, e tenho problemas com certas pessoas! Mas dou assim mesmo, ou você me ama  ou você me odeia!
 
Eu sei que nessa Instituição Filosófica, Filantrópica e Especulativa, não é um reduto de homens perfeitos, antes de tudo é um colegiado seleto de homens procurando a superação humana.
Na Maçonaria se soubermos assimilar os seus princípios, a sua doutrina, logo, logo, encontraremos a completude existencial.

A sua doutrina forja caracteres, imprimi princípios, nos liberta do dogmatismo tão funesto, alonga os nossos horizontes sobre a teorética da vida.
Por isso, ela também é denominada de OFICINA, pois ali é burilado o ser humano, de tal modo que, ele evolui e em breve atingirá a semelhança das construções da Uma Nova Terra.

Eu sei que os ensinamentos Maçônicos são ministrados de forma homeopática, e que, às vezes, nos levam ao cansaço.Hora bolas todas as Sessões é mesma coisa! Bate aqui, fala ai, fica de pé, senta, etc.e tal!

Mas a Maçonaria é sábia e ela sabe que dessa forma, os seus ensinamentos vão se sedimentando silenciosamente no inconsciente de cada obreiro, ensejando a arquitetura e a feitura do caráter do Maçom.

Paciência Irmãos! 

Não seremos afoitos em querer arvorar-se em sábios da noite para o dia. Demorei só (10)dez anos para entender  a fundo o Ritual de Aprendiz, imagine quanto a resto!???

A sabedoria é uma virtude que requer tempo, paciência, estudo e muita introspecção.
Nunca olhes os símbolos como um mero objeto decorativo, mas olhe através do símbolo o simbolizado.
Não transformes o símbolo num ídolo, mas sim, o transforme num caminho que te levará à compreensão metafísica da existência.

Não faças nunca da Maçonaria, um trampolim para na vida profana galgar posições, fazer negócios, política, e outras coisas, a Maçonaria tem o seu tráfego de influência, use-a somente quando de fato for necessário, nessa ocasião saberás o que realmente é a FRATERNIDADE.

Prima sempre pela sua conduta dentro do Templo Maçônico e, na vida profana,  dia a dia mostre no teu círculo de atividade profissional, na sua família e aos seus amigos que é um Maçom verdadeiro.
A definição do que seja um Maçom abrange conceitos variados, se levarmos em consideração as variadas espécies de Maçom.

No entanto, dentro da concepção atual, Maçom, além de ser o filiado na Instituição Maçônica (Potência) é o idealista que busca o próprio aperfeiçoamento (construção do Templo Interior). 
Ou seja, burilar de tal forma a “pedra” que ele representa, para torná-la apta a participar da construção do Templo; não de um edifício arquitetônico de alvenaria, mas do recinto dentro de si próprio, aonde possa estar em comunhão com o Criador e com os seus Irmãos. 

As metáforas maçônicas são empregadas com muita sensatez e são bem difundidas. 
Aliás, as metáforas, são as mais altas manifestações da sabedoria esotérica. 
Mas os Maçons, por não estarem devidamente preparados não adota como premissas suas. 
E, quando volta ao mundo profano não as aplica, e nem vive uma vida verdadeiramente digna de ser um Maçom.

O ritual sem uma conceituação espiritual ou física (Egrégora), passa a ser um exercício mecanicista que leva ligeiro ao enjoo e ao cansaço. 
Desta forma, não alcançando o seu real objetivo, que é o de sentir o simbolizado por meio do símbolo, enfim, a dialética maçônica sem um entendimento profundo do que se está falando. 
A hierofania, que é o culto ao sagrado é exaustivamente celebrada na Maçonaria por meio de seus símbolos e ritos (secretos). 

Entretanto, a maioria dos Maçons não atina para o seu significado transcendente, e nem os assimila para fazer parte integrante da sua existencialidade. Apenas ele existe!
O conhecimento profundo da simbologia maçônica é um exercício de individuação espiritual. É uma busca contínua e eterna.

Nesse exercício é praticado um envolvimento heurístico que vem abrir ou alargar as fronteiras para a compreensão do próprio indivíduo, fazendo com que, ele entenda a sua inserção no seio da humanidade.
Conhecer a Maçonaria como uma filosofia esotérica e mística é dever de todos os Maçons, pois assim, a compreenderão melhor, tendo um conhecimento profundo dos seus alicerces no mundo da sapiência simbólica. Ai sim as Portas se abrirão!

O recebido é recebido, conforme o recipiente.

Devemos estudar Maçonaria, porque o que se tem notado é que, as alegorias maçônicas não inspiram ou informam aos obreiros o seu conteúdo esotérico ou, os Maçons, não estão preparados para embeber-se na sabedoria hierofântico ou não têm sensibilidade para sentir a profunda filosofia maçônica.


Um Maçom após Iniciado será sempre Maçom! 

Mas,há uma diferença entre,SER e ESTAR MAÇOM!

Um Tríplice Fraternal Abraço.

Ir.'. Denilson Forato M.'.I.'.

Como deve se comportar um Maçom


Uma reunião maçônica é sem dúvida um dos atos mais significativos e importantes na Maçonaria, e isso nos faz crer que, antes de dirigirmos a esta reunião, necessário se faz nos prepararmos física – psíquica e emocionalmente para que tudo aconteça dentro da nossa expectativa.
Esse preparo se assemelha ao mesmo que fazemos quando vamos a uma festa na vida profana, ou seja, com o coração e a mente receptivos aos acontecimentos alegres, interessantes e no nosso caso específico, esclarecedores.
Do mesmo modo que cuidamos do nosso interior, devemos dar atenção à nossa vestimenta, evitando o uso de tênis,calça jeans, sarja,sapatos coloridos, etc. Deve-se valorizar o uso do sapato preto, calça preta social, meias preta, se o Irmão usar balandrau,que seja limpo,passado e totalmente preto,que é sem dúvida o mais adequado.
A partir do momento em que nos encontramos em Loja, unidos em pensamento e com nossa intenção voltada para o mesmo objetivo, fazemos uma corrente positiva (A chamada Egrégora), e, logicamente atraímos do Mais Alto inspirações que nos levam a nos unir cada vez mais para o bom andamento do nosso trabalho; propiciando um ambiente leve, saudável e uma perfeita união de amor fraternal.
Todos nós seres humanos comuns, somos frágeis, sensíveis, mas temos forte em nosso coração a fraternidade que é um dos nossos lemas; por essa razão meus Irmãos é de suma importância passarmos nossas palavras pelo crivo da razão e da generosidade, pois, as palavras salutares elevam aqueles que a ouvem, entretanto, quando proferidas impensadamente, com inflexão agressiva, sem o raciocínio e a devida prudência magoam e ferem como lâminas afiadas.
A Maçonaria é uma instituição filantrópica, filosófica e progressiva  que tem o objetivo de agrupar seres humanos que possuem planos futuros que se convivam com  os demais Irmãos. São homens de todas as formações profissionais, científicas, liberais, braçais, em suma, engloba todas as atividades exercidas pelo homem. O trabalho tem como meta beneficiar a todos e tem seu fundamento na amizade, na boa intenção de quem o fez, razão pela qual necessita-se abster-se de comentários não éticos.
Esse fato, no meu entender, é o mais importante e explico por quê.
São apresentados trabalhos de todos os quilates. Ao apresentarmos um trabalho que tem em mente apenas a nossa contribuição em relação à nossa vivência e com nossos conhecimentos aguardamos comentários a respeito do trabalho apresentado, comentário esse que nos oriente e que nos incentive.
Cada um de nós possui seu pensamento e sua maneira própria de agir e interpretar. Somos diferentes; alguns possuem facilidades de expressão; outros de escrita e, os mais sábios, que conseguem tirar proveito de todos os conhecimentos apresentados.
Não raros os trabalhos apresentados são longos, o que nos impossibilita de podermos tirar todos os ensinamentos apresentados. Isso é natural, porém devemos em nosso próprio lar examiná-lo e absorver na íntegra as questões nele inseridas.
No meu modo de ver somos modernistas e não donos da verdade; de tudo o que nos é oferecido, devemos aproveitar ao máximo o conteúdo desse; dar uma palavra otimista sobre o trabalho apresentado é de suma importância, pois, dessa maneira, creio eu, o apresentador terá mais motivação para apresentar outros tantos trabalhos.
Essa é minha maneira de ver as coisas, o meu modo de pensar, sentir e agir; não fazer perguntas capciosas; se a dúvida aparecer falar in off com o Irmão ou então estudar a respeito.
É óbvio que todos nós precisamos ler e estudar as bases da filosofia maçônica para possuir conteúdo quando abordar algum ensinamento. Temos Irmãos que apresentam brilhantes trabalhos e sempre procuram nos indicar o norte, com a finalidade de adquirirmos uma orientação segura. Nossa Sublime Ordem é a única organização que transforma em Irmãos pessoas de crenças religiosas diferentes, pois nela convivem harmonicamente espíritas, católicos, protestantes, budistas, maometanos, judeus e etc.
O Grande Arquiteto, nosso Pai, sempre se lembra de nós, suas criaturas e nos proporciona direção segura por meio de pequenas estórias que nos indicam o caminho do bem; como esta que passo a narrar-lhes.
–”Existia um maçom ilustre que sempre ministrava palestras, ilustrando-as com palavras bonitas, sábias e com muito exemplo de vida. Como seu ouvinte assíduo havia um Irmão que em silêncio assistia a suas palestras e nenhum comentário fazia. Permanecia sempre quieto em seu lugar, com sua atenção voltada para os ensinamentos que eram passados.
Alguns anos se passaram e chegou o dia do retorno de ambos para o oriente eterno.
O G.'.A.'.D.'.U.'. os recebeu.
O palestrante famoso, falante, foi recebido de maneira simples, entretanto, na sala ao lado aquele que apenas ouvia as palestras era recebido com grande alegria e muita festa. O orador famoso reivindicou seus direitos, pois fora ele quem ensinara tudo a todos que o ouvia. Deus apenas respondeu: ‘– Meu filho, enquanto você pregava, ele ouvia com atenção, e, no dia seguinte enquanto você não se lembrava mais do que dissera, ele os colocava em prática.’”
Nós, maçons, temos a mania de criticar a Maçonaria, que não trabalha mais como antigamente; será que estamos certos? Vamos nos basear nessa estória acima descrita, ou seja, falar menos e trabalhar mais, sem cair no saudosismo, pensar e agir no hoje tendo consciência de que tudo depende de nós, e somos nós que faremos da Maçonaria o que achamos que deve ser feito. Se adequarmos as realizações atuais de muitos Irmãos, trabalhando juntos, lado a lado, atentos ao que podemos fazer o que é necessário realizar para que nossos Irmãos tenham no futuro boas recordações de nossas realizações, acredito que tudo será como antes.
Temos em Loja aprendizes brilhantes, é nosso dever fazer o máximo para encaminhá-los adequadamente; se conseguirmos que esses Irmãos tenham em seus corações a Maçonaria, continuando com esse amor e interesse por ela, com certeza sentiremo-nos felizes e realizados.
Nossos valorosos aprendizes possuem, além de seus interesses e competências pelas questões da Maçonaria, um excelente orientador que é o Irmão Primeiro Vigilante e outros Mestres Maçons!
Essa é a minha palavra e que o G.'.A.'.D.'.U.'.  continue iluminando nossos caminhos.
Tenho dito!
Ir.'. Denilson Forato -ARLS Fraternidade e Amizade nª 321 -São Paulo

As Luvas Brancas

Símbolo da pureza, assim são consideradas as Luvas Brancas dentro da maçonaria, são elas recebidas pelos Aprendizes quando de sua iniciação.
Inúmeros são os símbolos da Liturgia Maçônica e, dentre eles, destaca-se o da entrega aos neófitos das luvas brancas quando, nos últimos momentos da Iniciação. O Venerável anuncia, então, que aquelas luvas brancas constituem o símbolo de sua admissão nas fileiras dos homens livres e de bons costumes.
Os homens distintos e elegantes, as damas da sociedade fina e os militares galonados deitaram a moda das luvas brancas. Estas chegaram a fazer parte dos ornamentos que recebiam os bispos no ato da sua sagração, com a designação de “luvas litúrgicas", simbolizando a castidade e a pureza.

A entrega das luvas brancas aos neófitos da Maçonaria ficou justificada na mesma intenção deferida aos bispos dantanho. Cobrindo suas mãos com elas, o maçom é levado a compreender, primeiramente, que sua mão direita nunca deverá saber o que faz a esquerda.
Também o Venerável lhe explica que são “o símbolo de sua admissão no Templo da virtude, indicando, por sua brancura, que ele nunca deverá manchá-la nas águas lodosas do vício”.
A rigor se seguíssemos as tradições, dever-se-ia usar as Luvas Brancas em todas as Sessões. Esta tradição pouco a pouco foi caindo , principalmente nos países quentes.Todavia este costume não foi de todo abandonado. Muitos Maçons americanos e europeus ainda observam esta tradição.
As Luvas Brancas também evocam a lembrança dos compromissos assumidos durante a Iniciação.
A posse das luvas brancas não revela nenhuma interpretação mística, mas sim o que possa haver de mais ativo e fecundo para a orientação no cumprimento do dever. Alcança tanto a destinação da própria personalidade do iniciado como a de sua família.
Pelo que ficou esclarecido, a Ordem dos homens livres não se restringe a entregar somente um par de luvas a cada um dos iniciados. Entrega um outro par que são destinadas àquelas que mais direito tiver a vossa estima e ao vosso afeto. Foi dito, a que mais estima e não a que mais ama, porque o amor às vezes exprime um sentimento “cego” e pode enganar em relação às qualidades morais e intelectuais daquela que deva ser a inspiradora das ações
generosas.

Vê-se, pois, que a Maçonaria, no grande momento da recepção de seus convidados, lembra-se da mulher, numa homenagem justa e sincera. Não se esquece de que a mulher esposa tem por sua vez os direitos sustentados desde os dias do chamado “Pontificado Romano".
Mas, esposa, Irmã, filha ou mãe é sempre a mulher que distribui consolação, promove alentos e distribui conforto, tanto nas horas felizes da família como nas atribulações e nos desfalecimentos da vida e de seu esposo. Portanto, tal homenagem da Maçonaria é, sob todos os aspectos, mais do que procedente.
Um provérbio persa diz: “Não firas a mulher nem com a pétala de uma rosa”. A Maçonaria reforça este ditado ainda mais: e nunca firas a mulher com um lampejo de pensamento. Seja ela moça ou idosa, formosa ou feia, má ou bondosa, delicada ou áspera, sabe ser sempre o segredo do Grande Arquiteto do Universo. É a incansável colaboradora de Deus no seio da humanidade. À margem de todas as filosofias está a vida. E a perpetuação da vida foi
confiada pelo ser dos seres: à mulher.

O nível de igualdade em que a Maçonaria coloca o homem e a mulher, destinando a cada um o par de luvas brancas cimenta a certeza dos nobres exemplos transportados aos seus obreiros cônscios das responsabilidades assumidas perante as assembléias de maçons que o recepcionaram.
Tais luvas são símbolos da admissão dos recém-iniciados como caráter evidente da pureza das intenções que deve observar sempre o maçom em suas ações. Portanto, recebendo-as, ele deve cuidar com toda atenção para não manchá-las como egoísmo e com a subserviência às paixões que embrutecem o homem.

Como Instrução a qual se deveria se ter dentro do Templo e jamais de forma a corrigir atitudes as quais denigrem a imagem de tão importante simbologia a qual, deve, enaltecer a quem desta fará, ou faz, uso na Maçonaria, não como enfeite mas sua simbologia que afeta diretamente o comportamento, atitude que quem esta esteja portando....
Fonte: As luvas brancas - Dos Mistérios Maçónicos-Ed.Plus-Lisboa-PT- 1976

sábado, 5 de abril de 2014

Suposições Maçônicas


Meus Irmãos, vivemos  hoje das honras do passado, Sec.XVIII, Sec.XIX....
Na verdade, vivemos em um mundo de glórias e histórias de grandes Irmãos que fizeram isso e aquilo, durante os séculos.
E hoje? Que fazemos?  Nada!!!!
Supondo que os Maçons fossem todos honestos;
Supondo que todos os Maçons fossem bons;
Supondo que todos os Maçons não tivessem vícios;
Supondo que todos os Maçons fossem Justos e Perfeitos;
Supondo que  que todos os Maçons ajudem seu Irmãos;
Supondo que  não houvesse maldade e nem vaidade na Maçonaria;
Supondo que não houvesse inveja nas Lojas;
Supondo que  não houvessem atrasos na Lojas;
Supondo que os IIr.’.  fosse mais responsáveis em seus cargos em Loja;
Supondo que os IIr.'. não se preocupassem com as cores dos aventais;
Supondo que os IIr.'. fossem unidos em sua cidade, estado e nação;
Supondo, eu tudo fosse verdade,seríamos mais  Justos e Perfeitos;
Seríamos muito mais felizes!
Coisa que hoje,infelizmente não acontece!

Ir.'. Denilson Forato, M.'.I.'.