quarta-feira, 7 de outubro de 2015

E ai? Os Irmãos Brigam?




Existe uma sociedade(.'.) onde as pessoas se tratam por irmãos. É uma sociedade onde existe o irmão que raramente aparece, um age mais outro menos, existe o tímido, o retraído, o mais adiantado, o noviço cheio de sonhos, o comumente exaltado e o de ânimo calmo qual ovelha no pasto. Mas todos são irmãos parecem  se amam em ação; com vontade, sabedoria e inteligência.

Significa que, por se autodenominarem irmãos e se amarem profundamente, eles nunca brigam? É claro que não! Se forem irmãos verdadeiros. Estes irmãos debatem sim! Porque não! Podem disputar opiniões, afinal são seres humanos inteligentes, livres e de bons costumes. É regra irmãos se desentenderem no plano das ideias! A querela, quando motivada para o bem, para estabelecer limites e promover progresso é atitude positiva - mesmo que os meios não sejam lá satisfatórios, os irmãos que assim agem estão lutando para que prevaleça o bem comum. Ação assim é sinônimo de amor; de amor fraterno. O mesmo amor que grandes iniciados intuíram como a única solução de todos os problemas da humanidade. E toda ação assim dirigida resulta em mudanças com objetivo e não simplesmente mudar pela mudança.

O "amor-ação" não é o "amor-sentimento" com que aquele é normalmente confundido. É o amor alicerçado na vontade. Quando alguém está cheio de intenção, mas não faz o propósito ser acompanhado de ação, obtém resultado nulo. De outra forma, quando este soma intenção e ação, o resultado é aflorar sua vontade. E vontade é sinônimo de amor porque resulta em ação, o "amor-ação". E assim, vontade é força. E onde existe ação entre seres humanos, encontram-se disputas. É por isto que irmãos brigam, mas só o fazem por amor e não por vaidade. Daí a necessidade de equilibrar a vontade com sabedoria e inteligência. Um não existe sem os outros dois.

O destempero entre irmãos aflora sempre? Não! De vez em quando, sim! Os irmãos convivem em ambiente com limites claros e definidos, numa sociedade caracterizada por padrões preestabelecidos e onde todos são responsáveis. Na maioria das vezes eles elogiam e apoiam, haja vista o elogio ser uma necessidade essencial nos relacionamentos saudáveis. Irmãos desenvolvem a humildade, que é outra expressão do amor, pois significa que são autênticos, sem arrogância, pretensão ou orgulho.

Em seu progresso pessoal desenvolvem autocontrole; sustentam as escolhas que fazem; dão atenção aos seus irmãos; apreciam e incentivam os outros irmãos; são honestos, forçam evitar o engano; visam satisfazer as necessidades dos outros, não fazem necessariamente o que o outro deseja; seria escravidão, mas o que o outro irmão precisa, o que é convertido em liderança; existe ocasião em que o irmão põem de lado sua própria vontade e necessidade apenas para defender um bem maior para seus irmãos; e acima de tudo, o irmão perdoa. Se houver dano prefere recolher-se, isolar-se por uns tempos, nunca fechando questão a ponto de nunca mais oportunizar reconciliação. Mesmo prejudicado, o irmão desiste do ressentimento. Tudo isto o tempo, o treinamento constante, a convivência frequente desenvolvem nestes que são verdadeiros irmãos. Explicar isto em palavras é difícil, senão impossível, daí a necessidade da convivência frequente e rotineira.

No passado alguém disse que o Grande Arquiteto do Universo só está onde as pessoas se tratam como irmãos e se amam uns aos outros. Hoje os verdadeiros irmãos que praticam o "amor ação" tudo fazem para que a divindade em cada um esteja presente de fato em todos os momentos de suas vidas. Assim são os irmãos maçons que honram seus juramentos.

Traduzido e Adaptado : Brothers At War (Livro sobre  guerra civil travada entre 1861 e 1865 nos Estados Unidos )

SORRIA


Sorria, embora seu coração esteja doendo
Sorria, mesmo que ele esteja partido
Quando há nuvens no céu
Você sobreviverá...
Se você apenas sorri
Com seu medo e tristeza
Sorria e talvez amanhã
Você descobrirá que a vida ainda vale a pena se você apenas...
Ilumine sua face com alegria
Esconda todo rastro de tristeza
Embora uma lágrima possa estar tão próxima
Este é o momento que você tem que continuar tentando
Sorria, pra que serve o choro?
Você descobrirá que a vida ainda vale a pena
Se você apenas...
Chorus
Se você sorri
Com seu medo e tristeza
Sorria e talvez amanhã
Você descobrirá que a vida ainda vale a pena
Se você apenas Sorrir...
Este é o momento que você tem que continuar tentando
Sorria, pra que serve o choro?
Você descobrirá que a vida ainda vale a pena
Se você apenas Sorrir

O Galo e a Ampulheta


O Galo
O galo é um símbolo arquetípico que aparece nas tradições religiosas dos mais diferentes povos da terra. Em todas as culturas antigas ele surge como uma espécie de criatura celestial e votiva que anuncia a ressurreição solar. Daí o simbolismo que liga o seu canto com a renovação espiritual, que as escolas esotéricas desenvolveram em suas doutrinas, e as religiões oficiais adotaram em seus cultos como elementos rituais.
Na verdade, o simbolismo do Galo tem inspiração nos cultos solares da Antiguidade. No Japão, a mitologia xintoísta divulgava a crença de que se devia ao galo o Sol que brilhava no reino de Yamato, ou seja, o antigo Japão. Se o galo não cantasse, o Sol não nasceria. O culto xintoísta é um culto solar por excelência. Daí o Sol, símbolo da Divindade, se tornar o ícone principal do país, ornamentando, até hoje, a bandeira japonesa. E sendo o galo o seu arauto, essa ave tem, até hoje, um festival a ela dedicado. Essa festa, ainda muito tradicional no interior do país, ocorre no mês de novembro e dura três dias.
Na tradição do Xintoísmo o canto do galo também está associado à chamada para a oração. Por isso, nos templos e altares dos cultos xintoístas, é comum encontrar essas aves a passear livremente por eles.
O Galo na Tradição Cristã
Os cristãos também adotaram o Galo como símbolo do arauto anunciador de novidades. Esse é um indicativo de que o Cristianismo foi muito influenciado pelos cultos solares da antiguidade. Segundo uma tradição divulgada pelos cultos mitraístas, um galo cantou no momento do nascimento de Mitra. Esse mito viria a ser incorporado pelos bispos de Roma (375 dc), dando origem à conhecida Missa do Galo, rezada na passagem do dia 24 para 25 de dezembro, data comemorada pelos cristãos como sendo o do nascimento de Jesus.
Não há prova histórica de que Jesus tenha nascido realmente nesse dia. Segundo alguns historiadores, essa data era também comemorada pelos mitraístas como sendo o dia do nascimento de Mitra, e foi adotada por Roma em consonância com culto mitraísta, para fundir os dois cultos, já que o culto a esse deus persa era muito forte entre entre os romanos.
Na verdade, essas datas correspondiam ao período em que se iniciava, no hemisfério norte, o surgimento da estrela polar, prenúncio do início de uma nova era, segundo o calendário persa. Era nesse período (entre 22/23 de dezembro, início do solstício de inverno) que eles costumavam celebrar o culto ao Deus Sol. Essa tradição tinha correspondências rituais na religião de quase todos os povos que praticavam religiões solares. 
A simbologia mitraísta serviu bem para os propósitos cristãos, já que o nascimento de Jesus Cristo significava, para a nova religião adotada pelos romanos, o surgimento de uma nova luz para o mundo. Isso representava um renascimento para a humanidade sofredora, prisioneira da morte e da ignorância espiritual. Assim, na simbologia cristã o galo passou a ser o arauto anunciador da nova luz do mundo. Por isso é a que a Missa do Galo, também é conhecida como a missa da luz. 
O Galo em outras tradições
Na cultura dos povos africanos, o Galo é tido como um colaborador do deus Olurum. Ele foi mandado à Terra junto com seu filho Obotala para organizar o Caos primordial que nela havia. 
Os ciganos o viam como anunciador do dia e da luz. Um lindo poema desse povo diz: "eu sou aquele que canta o raiar de um novo dia, de uma nova vida e de uma nova esperança".
Para os gregos, o galo simbolizava Alectrion, o sentinela celeste que avisava a chegada do sol. Por isso era considerado um símbolo do tempo, além de encerrar em si o princípio solar, energia masculina, que representa a altivez. Dai algumas escolas psicológicas considerarem que sonhos constantes com essas aves estão conectados com sentimentos de opressão e a vontade de se libertar.
Alguns países adotaram o galo como símbolos nacionais. Os mais conhecidos são a França e Portugal. Para os franceses ele representa a luz e a inteligência, pois anuncia a hora de acordar. A própria palavra Gália, antigo nome da França, segundo alguns autores, seria derivada de gallus, palavra latina que significa galo. Esse era o nome pelo qual os romanos denominavam os habitantes da região, por causa do intenso culto que os gauleses prestavam ao Pássaro da Manhã.
Em Portugal, essa tradição está associada com a lenda do Galo de Barcelos. Conta essa lenda que um habitante do burgo de Barcelos, sendo acusado de um crime, alegava inocência. Todos os indícios eram contra ele e o infeliz não tinha como se defender. Então ele viu um galo morto dentro de um cesto e disse ao juíz: "se esse galo cantar, significa que eu sou inocente." O galo cantou e ele foi absolvido. A lenda do Galo de Barcelos ganhou tal popularidade que a ave milagrosa se tornou um dos símbolos de Portugal.
O galo na tradição esotérica
Nas tradições esotéricas o galo é o símbolo da vigilância e da mente sempre desperta. Em alquimia era utilizado para representar o mercúrio filosófico, ou seja, o princípio segundo o qual a “alma da obra” despertava, possibilitando a sua transmutação. Na tradição maçônica, o galo canta ao nascer de cada nova manhã, anunciando o alvorecer. Nesse sentido, ele é o arauto da esperança, do renascimento, da “nova vida” que desponta no horizonte. Na Câmara de Reflexões, onde o iniciado se prepara para ser submetido ao ritual de Iniciação, ele significa o alvorecer da sua nova existência, visto que simbolicamente o iniciando vai morrer para a vida profana e renascer para a vida maçônica. Por isso ele está ali, naquele ambiente de morte, como arauto anunciador da transformação que está se operando no psiquismo do recipiendário.
Como se vê, é um símbolo bastante apropriado às tradições iniciáticas, e como tal não poderia faltar entre os símbolos maçônicos.
A Ampulheta
Ampulheta é um antigo instrumento para medir o tempo. Na Maçonaria é um símbolo que representa o lento e inexorável escoamento do tempo, recordando concomitantemente a necessidade de agir e a brevidade da existência humana. Os nossos dias na terra são como a areia que escorrem pelo filtro de uma ampulheta. A quantidade de areia posta nos recipientes é a medida dos nossos dias de vida. Nem mais nem menos. É como disse Jesus: “todos os fios de cabelo da vossa cabeça estão contados. Não podeis fazê-los brancos ou pretos, pois mais que penses”.
A ampulheta que o iniciando encontra na Câmara de Reflexões tem justamente essa finalidade: mostrar a inexorabilidade do tempo que avança, consumindo os nossos dias e nos colocando cada vez mais próximos do evento da morte. E que nesse sentido, toda arrogância é desnecessária, toda vaidade é inútil, toda riqueza é supérflua, todo poder é enganoso. Nada que possamos fazer pode prolongar a nossa existência além do tempo que o Grande Arquiteto do Universo nos concedeu para a realização da nossa missão na terra. E a ampulheta está ali para nos lembrar disso.
Adaptação: Ir. Denilson Forato do livro Lendas da Arte Real-Artur Rufino- Ed.Prumo 1970

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Vestimenta maçônica



Basicamente, a uniformização da indumentária visa à harmonização do ambiente e das pessoas, gerando um clima psicológico favorável à integração e ao controle. As diversas organizações uniformizam as pessoas na busca da disciplina, do controle e da integração. É o caso das Forças Armadas, dos Estudantes, das Polícias Militares, das grandes corporações de operários, etc.
No caso da Maçonaria, a uniformização tem os mesmos benefícios já citados, além de naturalmente, os aspectos, que se somam e que dizem respeito, ao uso da cor preta. Na prática dos trabalhos em nossos Templos, buscamos dentre outras coisas, esotericamente, captarem energias cósmicas, ou fluidos positivos ou forças astrais superiores para nosso fortalecimento espiritual. Da física temos o conceito de que o preto não é cor, mas sim um estado de ausência de cores. As superfícies pretas são as mais absorventes de energias de qualquer natureza.
Então, a indumentária preta nos tornará um receptor mais receptivo e mais que isso, nos tornará também um acumulador, uma espécie de condensador deste tipo de energia. Por outro lado, a couraça formada pela nossa roupa preta, faz com que as eventuais energias negativas que eventualmente possam entrar no Templo conosco, não sejam transmitidas aos nossos Irmãos. Por isso o Maçom veste-se de roupas pretas para participar dos trabalhos em Loja.
A indumentária recomendada para as Sessões Magnas é o terno preto, com camisa branca e gravata preta ou branca. Para as Sessões Econômicas, admite-se o uso do Balandrau, que deve ser comprido e preto, complementado pelo uso obrigatório de calças, meias e sapatos pretos.
A comodidade que oferece ao usuário fez com que o Balandrau se difundisse rapidamente, mas é preciso salientar, ele deve ser comprido e ficar a um palmo do chão, pois é uma veste talar, ou seja, que vai até ao calcanhar. Desta forma, também não são indumentárias maçônicas as “mini-saias” que alguns Irmãos usam como se fosse um Balandrau.
Importante observar que, tanto do ponto de vista linguístico como do ponto de vista maçônico, preto e escuro não são sinônimos, conforme muitos querem. E, em assim sendo, toda indumentária que não seja preta, embora escura, não é maçonicamente adequada.
Alguns autores são de opinião de que o rigor do traje preto deve ser exigência para as Sessões Magnas, podendo ser livre quanto à cor nas Sessões Econômicas, mas mesmo assim todos são unânimes de que é indispensável o uso do paletó e da gravata.
Cabe ao Venerável Mestre decidir, dentro dos princípios do bom senso e da tolerância em torno das exceções, caso algum Irmão visitante em viagem ou mesmo de algum Irmão do quadro, que por alguma razão plenamente justificável, se apresentar ao trabalho com roupa de outra cor.
O Balandrau Maçônico e seu uso em loja
Embora, na opinião de muitos, não seja esta uma discussão tão importante, é, de fato, uma questão interna de Loja que sempre causa alguns transtornos nas Sessões Maçônicas, entre aqueles que condenam o uso do balandrau e aqueles que o defendem. Para alguns Irmãos, o traje maçônico correto é o terno escuro, de preferência preto ou azul-marinho, especialmente em sessões magnas, sendo tolerado o uso do balandrau.
Outros sustentam a idéia de que tanto em Sessões Magnas, quanto Ordinárias, pode-se usar apenas o balandrau. 
Discussões à parte, para mim o mais importante é o Maçom participar da Sessão com todo o seu coração, imbuído da seriedade que o momento exige. É como diz o ditado “o hábito não faz o monge”.
BALANDRAU [lat. balandrana; it. palandrano]
Capa em feitio de batina, feita de tecido leve e preto.
Embora alguns autores afirmam que o balandrau não é veste maçônica, na realidade o seu uso remonta à primeira das associações organizadas de ofício, a dos Collegia Fabrorum, criada no séc. IV a.C., em Roma.

Quando as legiões romanas saíam para as suas conquistas bélicas, os collegiati acompanhavam os legionários, para reconstruírem o que fosse destruído pela ação guerreira, usando, nesses deslocamentos, uma túnica negra; da mesma maneira, os membros das confrarias operativas dos maçons medievais, quando viajavam para outras cidades, feudos, ou países, usavam um balandrau negro. Assim, o balandrau, que é veste talar – deve ir até os talões, ou calcanhar -, foi uma das primeiras vestes maçônicas.
Teve inicialmente o seu uso ligado às funções do 1° Experto, durante os trabalhos de Iniciação em que atendia o profano na Câmara de Reflexões e na cena de S. João. Acreditamos que o nosso clima tropical, a comodidade que o mesmo oferece ao usuário e especialmente o seu baixo custo fizeram com que se difundisse entre nós.
Segundo Nicola Aslan, a presença do Balandrau remonta à última metade do séc. XIX, tendo sido introduzida na Ordem Maçônica pelos Irmãos que faziam parte, ao mesmo tempo, de irmandades católicas e de Lojas Maçônicas, e que foram, sem dúvida, o motivo da famigerada Questão Religiosa, nascida no Brasil por volta de 1872. Rizzardo Da Camino, escreve:
“O Balandrau surgiu no Brasil com o movimento libertário da Independência, quando os maçons se reuniam sigilosamente, à noite; designando o local, que em cada noite era diverso, os maçons percorriam seu caminho, envoltos em balandraus, munidos de capuz, com a finalidade de penetrando na escuridão permanecerem ‘ocultos’, nas sombras para preservar a identidade”.
Fica aqui, pois esclarecido que o emprego do Balandrau é aceitável e freqüente, na Maçonaria Brasileira, desde que comprido até os pés, mangas largas, de cor preta, fechada até o pescoço e sem qualquer insígnia nele bordada. Mas lembrando sempre: que a consciência do homem está no seu interior e não na roupa.
O negro significa ausência de cor, empresta as sessões um clima pesado de luto; igualando a todos, não haverá distinção para analisar qualquer personalidade; todos emergem em um oceano de neutralidade. Que lições podem tirar desse costume maçônico? Que a parte externa de nós próprios, em certas oportunidades mostra-se em trevas ansiando todos por uma luz.
Lendo alguns artigos de autores maçônicos da atualidade, percebemos que há até entre eles algumas idéias que, se não chegam a se contradizerem, mostram algumas diferenças de pensamento, principalmente em relação ao uso do balandrau em Loja.
Este trabalho visa trazer algum esclarecimento sobre o tema aos meus irmãos da Loja Maçônica Asilo da Virtude, Loja essa que me proporcionou enxergar a luz maçônica e da qual tanto me orgulho. Tentarei ir por partes e peço um pouco de paciência, caso venha extrapolar um pouco o tempo, que eu sei ser de 15 minutos.
A vestimenta maçônica (traje maçônico)
Quando se fala em traje maçônico, logo se pensa em paletó, gravata, sapato preto. Entretanto, temos de levar em consideração que o traje maçônico mesmo é o Avental, sem o qual o obreiro é considerado nu, na acepção de Castellani. Temos de concordar com isto, pois embora a cor da vestimenta (calça, gravata, etc) possa ser diferente para cada Rito ou mesmo dependendo de cada país, o Avental, como diz Jaime Pusch, é a insígnia obrigatória do maçom em loja, não podendo sem ele participar dos trabalhos.
Não há muito que discutir sobre traje maçônico, pois como diz Castellani: “discutir traje em loja é o mesmo que discutir o sexo dos anjos”, devido às variações sofridas nos trajes masculinos através dos tempos, inclusive de povo para povo; em algumas partes do mundo, principalmente em regiões quentes dos estados unidos, os maçons vão às sessões até em mangas de camisa, mas não se esquecem do avental; no Brasil, o traje, antigamente, era previsto nos Rituais (Séc. XIX e início do Séc. XX) como indicação e não imposição, devido à diversidade de ritos.
Posteriormente é que a exigência do traje foi colocada na legislação das obediências, padronizando conforme o rito majoritário no Brasil (REAA); a palavra “terno”, gramaticalmente falando, quer dizer um traje que se compõe tradicionalmente de um trio de peças de roupa: calça, colete e paletó.
Os mais antigos talvez se lembrem que era assim que os homens algumas décadas atrás se vestiam, completando este trio com o uso do chapéu e da bengala. Posteriormente, o colete foi abolido, talvez devido ao clima tropical do brasil. o terno tornou-se, então, um parelho, ou seja, um par, constituído da calça e do paletó, equivocadamente chamado atualmente de terno.
Grande é a controvérsia do uso ou não de terno ou na ausência deste, o balandrau. No Brasil, e só no Brasil, convencionou-se o uso deste, e de acordo com os estatutos de várias obediências o balandrau é “tolerado” em Sessões Ordinárias;
Sessões Magnas
“Os Maçons presentes às sessões magnas estarão trajados de acordo com o seu Rito, com gravata na cor por ele estabelecida, terno preto ou azul marinho, camisa branca, sapatos e meias pretos, podendo portar somente suas insígnias e condecorações relativas aos graus simbólicos”.
“Nas demais sessões, se o rito permitir, admite-se o uso do balandrau preto, com gola fechada, comprimento até o tornozelo e mangas compridas, sem qualquer símbolo ou insígnia estampado”.
Antes de concluir, quero falar um pouco do que é o balandrau, motivo maior deste trabalho.
Definição, origem e uso do balandrau na Maçonaria

Balandrau – do latim medieval balandrana, designa a antiga vestimenta com capuz e mangas largas, abotoada na frente; e designa também, certo tipo de roupa usada por membros de confrarias, geralmente em cerimônias religiosas. Assim, o balandrau não é exclusividade maçônica.

Embora alguns autores insistam em afirmar que o balandrau não é veste maçônica, o seu uso, na realidade remonta a primeira das associações de ofício organizadas (Maçonaria Operativa), a dos “Collegia Fabrorum”, criada no século VI a.C., em Roma. Quando as legiões romanas saiam para as suas conquistas bélicas, os Collegiati acompanhavam os legionários para reconstruir o que fosse destruído pela ação guerreira, usando nesses deslocamentos uma túnica negra.
Da mesma maneira, os membros das confrarias operativas dos Franco-Maçons medievais (Séc XIV e XV), quando viajavam pela Europa Ocidental, usavam o balandrau negro. Segundo outros autores, o uso do balandrau teve início nas funções do Primeiro Experto, durante os trabalhos de iniciação em que atendia o profano na Câmara de Reflexões.
Para outros, como Jaime Pusch e Rizzardo Da Camino, o balandrau foi inicialmente restritivo à Câmara do Meio, no Grau de Mestre de alguns ritos, mas que depois foi aceito, nos outros graus.
Percebemos, através deste pequeno relato, que o balandrau está presente na história da Maçonaria desde o princípio, pois era uma forma de igualar os participantes e proteger suas identidades através do capuz, principalmente da perseguição da inquisição.
Hoje, a vestimenta é tolerada pelas altas autoridades das potências maçônicas e muitas lojas adotam o balandrau como vestimenta oficial para as Sessões Ordinárias, deixando o terno somente para as Sessões Magnas. Isto acontece muito nas cidades grandes, principalmente em função da distância casa-trabalho-loja maçônica. Outras lojas admitem o uso do balandrau somente para visitantes, desde que seja do mesmo rito da loja visitada.
Algumas conclusões sobre o tema em questão
Diante do que foi exposto cheguei a algumas conclusões que, de antemão, afirmo serem bem pessoais. Não peço a ninguém que concorde comigo, mas que respeite a minha forma de pensar como pretendo respeitar o pensamento alheio. Vamos a elas:

• A verdadeira veste maçônica é o Avental. Sem ele o Obreiro é considerado nu, não podendo participar dos Trabalhos.
 Sob o Avental deve haver, porém uma roupa sóbria e decente, sendo o balandrau uma forma de igualar e uniformizar o traje. O uso do balandrau iguala e nivela os maçons em loja. Nada de exigência de ternos, cores de gravata etc. A igualdade na vestimenta demonstra um desapego a toda e qualquer vaidade humana – tão combatida pela Maçonaria – e nivela os IIr.’. em Loja, por uma única veste.
• Em um ponto, os Irmãos têm opiniões coincidentes: o balandrau é veste talar, deve ir até os calcanhares, e pode ser considerado um dos primeiros trajes maçônicos, sendo plenamente justificado o seu uso em Loja;
 Terno quer dizer um traje que se compõe de calça, colete e paletó. Assim, a maioria dos maçons atuais está irregular em loja, já que usamos somente calça e paletó, duas peças, a que se dá o nome de parelho (par);
• Se observarmos nosso padrão climático e o tecido mais leve, me parece ser o balandrau uma boa ou, talvez, a melhor e mais justificada alternativa.
O balandrau tira de nós a aparência de riqueza, do saber, da ambição, da vaidade; iguala-nos e nos mostra que, independentemente de qualquer posição profana, somos todos iguais, todos IIr.’. em todos os momentos;
 O mais importante em uma Sessão Maçônica é o clima fraternal criado a partir de emanações de energia dos Irmãos; – em nossas reuniões, dentro do Templo, muitas são as vibrações emanadas de todos os nossos Irmãos, sejam eles Oficiais ou não. Principalmente durante a abertura do Templo, temos a formação da Egrégora. Este é um momento em que todos nós emitimos radiações, e ao usarmos a veste preta, estaremos absorvendo todas essas energias, reativando os nossos Chacras, ou nossos centros de forças, de emissão e recebimento de energia;
• Quando usamos terno preto ou o balandrau, permanecem descobertos nossos Chacras: frontal, laríngeo e coronário. Assim poderemos emitir, receber e refletir vibrações diretamente em nossos centros de força, pois estes estarão descobertos. Em contrapartida, nosso Chacras mais sensíveis estarão protegidos de enviar vibrações negativas durante os trabalhos.
• E a questão maior que deixo hoje para todos nós é justamente esta: Estamos, de fato, emanando bons fluidos? Estamos de fato vivenciando o amor fraternal? Cada um responda por si e a si mesmo somente, que é o mais importante.

O desbastar da Pedra Bruta


Alguém já disse que, em qualquer bloco de pedra esconde-se uma bela escultura, quem quiser vê-la deverá remover os excessos, as partes que a escondem. A pedra bruta é o bloco a que me referi no título. É uma massa disforme, compacta, dura que no seu interior esconde uma escultura maravilhosa, mas para isso precisa ser desbastada.
Preocupado pela importância que dou ao simbolismo, que é a base filosófica de nossa instituição. A instrução algo que considero da mais alta importância para nós maçons, o desbastar da pedra bruta é simplesmente a razão, o motivo da nossa iniciação, (muitos morrerão e não a desbastarão, eu mesmo tenho lascas enormes e afiadas ainda), é o conhecimento adquirido quando, em nossa iniciação, a partir do momento em fazemos nosso juramento e, que batemos por três vezes com o maço e cinzel sobre a pedra bruta, aos pés do 1º VIG. temos a obrigação de transformar uma pedra bruta em pedra polida. A compreensão, o entender consciente do significado daquele simbolismo é o que vai determinar no iniciando o estar maçom ou o ser maçom. O tentar é importante, o conseguir é com muito suor, lágrimas e sangue.
Quando um artista se propõe a fazer uma obra de arte ele parte de uma inspiração que o motiva a execução da obra. O motivo que o leva a idéia da obra pode ser o mais variado, desde a escuta de uma boa peça musical, a leitura de poema ou até mesmo um sonho. Criada a idéia o artista parte em busca do material no qual irá executar a obra. A escolha do bloco de pedra (o profano) para fazer a escultura irá facilitar ou dificultar seu trabalho. Se o bloco de pedra bruta tiver semelhas com sua idéia será mais fácil, exigira menor desbaste para chegar a forma final (maçom), mas seu ponto de partida será sempre a pedra bruta e a idéia.
Podemos comparar a escolha da pedra, para a escultura, com o trabalho do MM:. ao indicar um profano para ser iniciado. Assim como o artista procura uma pedra que esteja, na sua rusticidade, o mais próximo de sua idéia, o MM:. irá indicar para ser iniciado alguém que já tenha as condições mínimas para ser um maçom. Após a iniciação o aprendiz passará a ser o artesão que iniciará sua auto-escultura, irá desbastar a si próprio. Trabalho esse que será realizado com o maço, o cinzel e a régua de 24 polegadas e, como artesãos exigentes, todos nós iniciamos um trabalho mas nunca damos por concluído.
Estamos constantemente descobrindo pequenas arestas que nos levam a novos desbastes. Quanto mais exigente for o artesão melhor ficará a escultura.
Disse o sábio:  “cada homem deve fazer um esforço para acomodar-se com os outros.”

Os instrumentos recebidos pelo aprendiz maçom, o maço, o cinzel e a régua de 24 polegadas, tem um grande significado simbólico e é com eles que o aprendiz irá fazer o seu trabalho de desbaste da pedra bruta.
O maço representa a força necessária para executar qualquer trabalho, força é energia, sem energia o mundo não existiria. Sem energia nada existe. A teoria mais aceita da origem do universo, o big-bang, teria sido uma enorme explosão energética. Para vivermos nosso corpo necessita também de energia que adquirimos pela oxidação em nossas células. Mas a força que precisamos para nossa auto-escultura é a força de vontade, é a coragem para admitir que existem coisas em nós que precisam ser mudadas. Ver defeito nos outros é fácil, mas admiti-los em nós é bem mais difícil.

O cinzel é o instrumento de corte usado para remover, com o auxilio, do maço as lascas de pedra. O trabalho do cinzel depende da força, nele aplicada, pelo maço. O cinzel deve ser para nós a capacidade de enxergar aquilo que precisamos mudar, deve ser a nossa autocrítica que apoiada pela força de vontade que fará com que consigamos o desbaste necessário de nossa pedra bruta.
A régua de 24 polegadas, poderemos usá-la como um instrumento de comparação, já que é um instrumento de medida, servirá para comparar e aferir os desgastes necessários, evitando que os desbastes sejam exagerados ou muito limitados. Será nossa consciência aliada a um bom senso nos guiando na realização do trabalho. Este trabalho deverá ser consciente e racional, a emoção é importante para dar ao homem sensibilidade necessária para admirar o belo mas a razão deve frear suas impetuosidades e dominar as explosões emocionais.

Para complementar e auxiliar em nosso trabalho devemos também usar de alguns recursos que estão a nossa disposição e, são da maior importância. O principal deles é o cultivo da fraternidade, base fundamental de nossa instituição. Não esquecer de ter sempre em mente que a tolerância e a ética são indispensáveis para o convívio em grupo. 

Pela minha vivência e experiência, e falo por mim, um Mestre já desgastado pelo tempo profano e maçônico, com várias andanças por muitas Lojas e aprendido as diferenças de Ritos e Rituais das diversas Potências e de alguns países visitados. Posso dizer com muita conclusão, os Maçons das capitais são diferentes dos Maçons dos interior, vivi e vivo isso; nas capitais há uma competição ignóbil por cargos e medalhas, no interior nem tanto (mas há também). Mas em compensação, há mais fraternidade, união e amizade. Nas capitais pude ver que os negócios estão na frente, já vi até Associações que quase levaram uma Loja a bater colunas por causa de conflitos.
Em resumo: Trabalhe na pedra bruta, apare as arestas, respeite as diferenças de pedra, use a ferramenta correta e bata na pedra com a pressão certa, use a fraternidade dos irmãos para se apoiar e se manter de pé, pois as coisas neste 3º milénio não estão boas, pois os selos do apocalipse estão sendo rompidos, muita coisa tem acontecido e vai acontecer. Temos que nos unir! Temos que nos amparar! Temos que ser fortes! Devemos parar com "bobeiras" que nada leva a nada! Parar com falso pudor! Maçonaria é alegria e felicidade! O resto é política!
Denilson Forato

O Por quê da Repetição da Ritualística nos Trabalhos Maçônicos?


Nos relacionamentos o homem é constantemente provocado pelos outros, o que o leva a adotar diferentes comportamentos em resultado do estado neurofisiológico em que se encontra. E cada instante reage de forma diferente; ocorrem fatos iguais onde como organismo emocional ele reage de forma diversa. Ao encontrar-se num ambiente pacífico reage com estados mentais que o habilitam a desenvolver bons relacionamentos, estes podem ser: confiança, amor, força interior, alegria êxtase, crença; todas elas liberam grandes porções de poder pessoal. Ao encontrar-se num ambiente em permanente contenção, as reações químicas do cérebro o levam a paralisar, inibem sua capacidade de entrar em ação, onde entram: culpa, confusão, depressão, medo, ansiedade, tristeza, frustração; todas retiram o poder pessoal.
Entender os estados em que se está e que aqueles com quem se convive também estão sujeitos, é a chave para entender mudanças. O comportamento é resultado dos estados em que cada um se encontra na linha do tempo. Nunca é constante. A título de exemplo: quando ocorre de alguém nos tratar com pouco caso, indiferença, a saída mais lógica e racional é desenvolver um sentimento de compaixão ao invés de raiva.
Porque raiva é um estado mental que bloqueia a ação, e um homem sem ação não trabalha o que seu espírito desenvolve, não cria condições para o florescimento do amor fraterno.
Conhecer a si mesmo leva a encontrar a chave para tomar conta do próprio estado emocional, a compreender o estado emocional dos outros, e em consequência da mudança de atitude defronte aos desafios. O outro só muda quando se muda o próprio comportamento. O outro só muda se eu mudar.
A chave é tomar conta do próprio estado em consequência do próprio comportamento e com isto influenciar os que nos rodeiam. Este é o poder que detona o processo de transformação do invisível em visível. O mais extraordinário é que cada um já o possui.
Pela repetição dos rituais, deduz-se a importância de fazer o que é determinado e desenvolve-se a capacidade de decidir o que se deseja; a repetição é a mãe da perfeição. Pelo exemplo repetitivo dos rituais incute-se a disciplina para decidir o que se deseja e então entrar em ação, ponderando sobre o que está funcionando e o que não funciona, ou nunca irá funcionar. Com esta certeza em mente determina-se a mudança e busca-se realizar o enfoque até alcançar o que se quer.
O cidadão moderno, além das necessidades elencadas por Maslow, tem necessidade de varrer para fora da mente todo o lixo mental que a entope. Vítima da condução das massas promovida pela mídia, a vida política e social culmina em transformar-se em enfermidade, moléstia de que as massas padecem e que aviltam o ser. O maçom, em sua loja, efetua limpeza da mente em resultado da repetição contida no ritual e começa a ver a luz do conhecimento sem dogmas o que favorece o desenvolvimento da capacidade de pensar com isenção e equilíbrio.
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Quando em loja, o maçom tem a oportunidade de treinar todas as nuanças de sua psique em resultado da repetição com novo enfoque que cada encontro proporciona. Some-se a isto aquilo que os irmãos declaram e expõem de sua própria experiência de vida e toda sessão maçônica resulta numa bagagem adicional a ser levada para casa ao final dos trabalhos. E se, além da aplicação instrucional tradicional, são promovidas conversas descontraídas sobre temas políticos, sociológicos, filosóficos e antropológicos, cada maçom presente muda a si mesmo e com isto influi no meio social em que atua.
A constante repetição da receita do ritual serve de lastro e prepara o ambiente com energias que apenas podem ser sentidas porque constitui o sagrado que existe no maçom, a mais íntima expressão metafísica que possibilita a mudança – é onde cada maçom atua à glória do Grande Arquiteto do Universo.

Ser um bom Maçom




"Durante mais de 20 anos como membro desta sublime Ordem, aprendi que aqueles que pautam sua conduta na verdade, na retidão, na bondade, na justiça, na honestidade e na humildade estão interligados por laços indissolúveis de amor". 

                Quando fui convidado para ser iniciado na Maçonaria, como nada me havia sido recomendado, indaguei ao meu padrinho sobre o que é ser Maçom, afinal, segundo Sócrates: o “reconhecimento da ignorância é o principio da sabedoria”. Então, fui informado que só poderia conhecer esta filosofia pela regularidade do meu comportamento, através de minhas ações, pelo caráter e pela crença em Deus, sendo tolerante com os princípios religiosos de cada um e que tudo o mais residia na habilidade individual de “fazer aos outros o que se faz a si próprio”. Na verdade, o mais importante não é o que se deve fazer para ingressar na sublime Ordem, mas o que o interessado tem feito na vida. Se esta for considerada digna, será admitido. E tudo seguiu até o dia em que enxergamos a verdadeira Luz. 

                 A finalidade da Loja Maçônica, entre outras, é “dar ao homem condições de estudar Maçonaria e aplicá-la a si mesmo e ao próximo, quer no comportamento individual, quer nas relações sociais, atuando no processo dinâmico do saber sobre esse conhecimento”. A Loja Maçônica é uma escola com uma estrutura de fraternidade, diálogo, entendimento e dinamismo. Por meio da reforma moral de seus afiliados, procura fazer do Maçom, um homem de bem, a partir do lema: liberdade, igualdade e fraternidade.

                A liberdade é a tônica das pregações,   dos ensinamentos. É infinitamente mais importante do que as demais metas maçônicas, porque, sem ela, as outras não podem subsistir. Sem liberdade, enfim, a vida é carga pesada, é nau à deriva, sem rota e sem destino. Maçonaria é, pois, liberdade.
A igualdade é um dos magnos princípios maçônicos, já que a Maçonaria considera iguais todos os homens, independentemente de raça, cor, nacionalidade e credo religioso. Um Maçom deve cultivar a igualdade como se fosse uma virtude. 

                Na Maçonaria, a fraternidade é o primeiro mandamento, é o “amai-vos” para que a única lei verdadeira, a do amor, possa prevalecer entre os homens: a união, o afeto de um Irmão para com outro; o amor que deve unir todos os Irmãos; o principal dever de um Maçom é a amizade, o afeto, a união, o carinho, ou seja, tudo aquilo que a verdadeira fraternidade exige. 

                  Para a Maçonaria, a virtude é a disposição habitual para o bem e para o que é justo e, por isso, nela se vê a prova da perfeição e o protótipo ideal do Maçom, reunindo toda a moral em quatro virtudes: temperança, fortaleza, prudência e justiça. 

               Temperança tem como base a moderação,     que permite satisfazer as justas necessidades do corpo, sem exagerar nos prazeres. Essa virtude é particularmente recomendada aos iniciados pelos rituais maçônicos, devendo ser o Maçom senhor de si mesmo, moderado em seus apetites e paixões. 

Fortaleza, o Maçom prima por se robustecer ao frequentar assiduamente os trabalhos de sua Loja, pois, “recarregando as suas baterias”, terá meios de frequentar e vencer os obstáculos que se apresentam. O Maçom jamais deve considerar-se só e abandonado, porque, na realidade, ele possui uma família numerosa, onde os Irmãos estão ansiosos para auxiliá-lo. 

             A Maçonaria cultiva as virtudes, e no feixe amplo está a prudência,          que é sinônimo de precaução, alerta, vigília e tudo mais. O Maçom prudente guarda os sigilos da Instituição e assim evitará a profanação. A prudência não ampara somente a primeira pessoa, mas protege o grupo todo. 

                A justiça, na Maçonaria, é virtude a qual são obrigados todos os Maçons. E, como não pode ser homem de bem aquele que não é justo, por esta razão o Maçom deve praticar diariamente. Mas cuidado de você oh! perjuro, pois a espada da justiça maçônica o cortará no escuro da noite.

               A Maçonaria reconhece e incentiva a prática das quatros virtudes cardeais,      alem das três virtude teologais: Fé, Esperança e Caridade, virtude pelas quais o homem supera a si mesmo.