segunda-feira, 9 de novembro de 2015

O erro humano da intolerância.



Só a tolerância é capaz de nivelar qualidades, estabelece uma comparação entre dois seres das mesmas características, com o mesmo físico e o mesmo metabolismo, apenas se diferencia no poder e no status. Aquela de vencer a altivez da arrogância e livrar da intenção do bruto tirano que manda e comanda, dando a todo instante, e lições nas entrelinhas, da moral, e da ética, que causa sofrimento e discriminação, lembrando que ele um dia já foi aluno e aprendiz, com as mesmas necessidades do pobre comandado que só anda e sobrevive amparado nos ombros da piedade de um outro gigante,

O homem comum é exigente com os outros; o homem superior é exigente consigo mesmo. Assim na vida se pode ser a todo instante, o inconveniente e comum, mas ser um superior de verdade é quase sempre uma raridade, depende exatamente e diretamente como comanda a própria personalidade, e pelas escolhas das intimas  vontades e dos desejos, mostram e refletem o seu caráter; diferente prevalece em alguns pontos não essenciais, do igualitarismo padrão e quer a eliminação de toda superioridade. Digamos assim: ele visa à igualdade ...

A igualdade não é fácil, mas o superioridade é dolorosa, comparem, de pé no andar, a ordem, todos são iguais e no mesmo nível, mas no tombo, na queda é que se estraga todas as verdades submetendo a imediata elevação, a súbita igualdade do homem livre e de bons costumes...

Portanto, a maior elevação social e mental atingida por todos os grupos de homens, pelas formações sociais, pelas habilidades, não representam necessariamente um privilegio de ninguém, uma desigualdade de uns sobre os outros, não cabendo e não havendo nenhuma superioridade.

Nós é que as vezes não estamos prontos para julgar os semelhantes diante de situações que se apresenta a nós mais estranhas, a vida é mesmo um mistério, cada um obedece a leis diferentes, e por isso não se conhece a força das coisas das necessidades e dos desejos que porventura conduziram o coitado aos sofrimentos que o conduziram ao erro e ao desligamento da vida social, e a analise da sua conduta que cavaram o seu caminho é e fica desconhecida de todos.

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Maçonaria no mundo atual!




Diante do que vem acontecendo no Brasil e no mundo, vocês devem estar se perguntando:

˗ O que a Maçonaria pode fazer para ajudar?

Percebemos que o desapontamento de muitos vem ao encontro do nosso desalento diante da pouca adesão às iniciativas propostas pelas Lojas e Potências. Mas ninguém ousar perguntar o porquê dessas coisas. Por que a baixa frequência nas Lojas? Por que o elevado índice de Irmãos que abandonam a Ordem entre os Graus de Aprendiz e Companheiro? Por que o desinteresse pelo estudo? Por que tantas dissensões internas, divisões de Lojas pequenas em outras menores ainda; Lojas adormecidas ou com colunas abatidas? Será que estamos aqui apenas para prover a continuidade física da Maçonaria, quero dizer ˗ abastecer sua subsistência financeira? Pois então: chegamos ao Século XXI com menos de 5% dos maçons falando e decidindo tudo, o tempo todo, enquanto 95% ficam só ouvindo, de "bico fechado".

Por outro lado, todos já perceberam que existem muitos projetos ˗ a maioria deles de natureza caritativa e beneficente ˗ que seguem em frente com maior ou menor sucesso... São projetos muito aquém da nossa capacidade.

O fato é que não existe uma pessoa chamada "a Maçonaria", ou seja ˗ ao dobrar uma esquina ninguém irá topar com uma veneranda senhora chamada "a Maçonaria", que tem  respostas para tudo e soluções para todas calamidades do mundo de hoje. No máximo, vocês encontrarão, por aí afora, pessoas posando para fotos, sorrindo com todos os dentes, como se tudo estivesse muito bem e nosso futuro plenamente assegurado só por terem recebido um Grau a mais, decorado alguns jargões e repetido gestos e sinais (na maioria das vezes de forma canhestra e equivocada).

˗ Se Maçonaria somos cada um de nós, o que precisamos fazer para ajudar?

Agora sim, a pergunta está colocada de forma correta!
A Maçonaria é cada um de nós e PODEMOS começar, aqui e agora, uma fileira avançada para alterarmos o atual estado de coisas. Depende de três fatores: a) convicção; b) lideranças nascida nas bases; c) o voto livre e universal (no mundo profano e nas instâncias da Ordem).

Antes de mais nada, precisamos estar cientes de que nossas centenárias instituições não acompanharam a evolução e as exigências do moderno pensamento participativo. Pelo prisma da história e da sociologia, verificamos que a Maçonaria brasileira ainda pensa nos moldes da República Velha do Marechal Deodoro (1889 a 1930), mas age como a monarquia dos Primeiro e Segundo  Reinados (1822-1889), inspirada nas falácias da família Andrada de  José Bonifácio . Apesar de nossa Ordem ter sido mortalmente golpeada pelo Ditador Getúlio Vargas dec. de 30 (após isso não foi a mesma) sobrevivem ainda os saudosistas da promíscua relação entre a Maçonaria e os palácios dos governantes. Metade de nossa energia é gasta na vã tentativa de se influenciarem as Câmaras, o Senado e o Congresso Nacional (a outra metade é gasta naquilo que Marco Morel chamou de "autofagia maçônica": lutas, dissensões e disputas fratricidas entre Lojas e Potências). Prega-se a democracia, mas nossa mobilidade interna permanece autocrática e emperrada: são estruturas de poder construída "de cima para baixo", com feudos sucessórios, privilégios de castas, etc.

Se a Arte Real levou mais de seiscentos anos para construir um sistema de igualdade, liberdade e fraternidade, por que ainda existem desigualdades de direitos entre nós e o rígido contorno de autocracia constitucional paternalista? Por ser mais cômodo? Só mesmo a preguiça (de pensar) e o conformismo impede que nos tornemos uma instituição mais vibrante e participativa. A plena adesão aos projetos maçônicos só será possível quando o escopo de nossos projetos nascer da vontade das bases (do povo maçônico). Vale a pena lerem "O Contrato Social" de Jean-Jacques Rousseau (1762) para entenderem a diferença entre "vontade da maioria" e "vontade geral". Estamos com 253 anos de atraso nesta questão .

Sobre a Ética e a Moral

Como na monarquia (da qual sobrevivem entre nós eternas viúvas), o amplo conceito de ÉTICA é substituído pela ideia de MORALIDADE que é mais estrita. Permanecemos mais ocupados com "o que é virtude, senhor?" e "o que é o vício, senhor?" ˗ questões estritamente morais ˗ do que em promovermos uma ampla discussão sobre  "o que é ético, senhor?"
Ética e moral são coisas diferentes, apesar de a maioria dos maçons as considerarem a mesma coisa. Moral é a conduta dirigida por normas; a ética é o móvel (motivo) da conduta humana. O mundo profano é mais preocupado em estabelecer princípios de moralidade do que promover os imutáveis elementos da ética. A Maçonaria brasileira tem seguido esse mesmo caminho, ocupando-se mais com a lei escrita (câmaras e assembleias legislativas maçônicas) e com os mecanismos de punição (câmaras e tribunais judiciários maçônicos). Enquanto isso, a formação integral do Novo Homem (Éticaethos em grego: valores ou conjunto de pensamento e ação que visa o bem comum) é deixada para segundo plano, substituindo-a pela repetitiva instrução ritualística que, divorciada da síntese dos costumes, vem se tornando estéril (salvadas raríssimas e honrosas exceções).

Lembrem-se destas máximas: nem tudo que é legal (moral) é ético. "Tudo me é permitido, mas nem tudo convém" (1 Coríntios 6:12).  "Pro Jure ipse contra legem" (pelo direito, ainda que contra a lei).

Exemplos atuais

(I) O fato de alguém possuir uma arma para se defender não, a priori, é amoral nem antiético. Mas fazer propaganda ou receber dinheiro de lobistas dos fabricantes de armas para aprovar leis de armamento da sociedade é antiético do ponto de vista maçônico, pois nossa Ordem é, por definição:
"... a união consciente de homens livres e iguais, ligados por deveres de fraternidade, para esclarecer a humanidade e prepará-la para a emancipação progressista e pacífica." [...] "somos denominados Obreiros da Paz"; [...] "a Maçonaria é na Terra, a única instituição capaz de levar o homem ao domínio da paz, , da ordem e da felicidade", etc. (preceitos do REAA).

(II) Quando os profanos se candidatam à Maçonaria, um longo questionário e sindicâncias buscam assegurar às Lojas de que estamos admitindo em nosso convívio íntimo homens livres e de bons costumes. A expressão "de bons costumes" traz como consequência muito mais do que se pode imaginar à primeira vista. Pensem nisso..., pois o conceito envolve a questão familiar e a vida profissional. O maçom tem que se manter comprometidos com a instituição familiar que é o fundamento da sociedade, do Estado e, por consequência, da Maçonaria. Não há meio-termo neste particular. Não vem ao caso se, ao longo da vida, um Irmão encontre situações difíceis, conflitos e desafios na vida familiar. Importa, isto sim, se sua postura permanece justa e perfeita em relação aos valores familiares e aos ditames da natureza. Talvez ainda não tenhamos pensado nisso, mas há milhares de maçons e profanos que tomam tais questões em consideração, especialmente quando dirigem o olhar para os que dirigem ou se colocam à frente dos diversos movimentos em nossa Ordem.

(III) Da mesma forma, se exigimos dos candidatos condições materiais para fazerem face aos deveres financeiros da vida maçônica, deve-se também ˗ e como muito maiores motivos ˗ atentar para situações precárias de Irmãos que, em determinado momento, não conseguem administrar eficazmente suas vidas. Ninguém está livre de um revés financeiro e, na medida do que é justo e possível, temos o dever de soerguer esses Irmãos; mas daí a confiar-lhes níveis de liderança ou o fardo de administrarem ou instruir as Lojas e outros segmentos de nossa Ordem, vai uma grande distância, pois além de não ajudá-los, os sobrecarregaríamos ainda mais.  

 (IV) Paralelamente a isso, é necessário que fiquemos atentos àqueles que se intitulam "Irmãos" ˗ pois assim pediram nosso voto ˗ mas, ao contrário do que esperávamos deles, passaram a defender princípios contrários à ética maçônica. Sem pretender julgá-los, a responsabilidade de existirem esses tipos na "fauna maçônica" repousa na péssima ˗ ou nenhuma ˗ instrução que tiveram sobre Maçonaria, talvez pela pressa com que passaram pelas Lojas em busca de voto. "Pelos seus frutos os conhecereis. É possível alguém colher uvas de um espinheiro ou figos das ervas daninhas?"

(V) Por fim, ao analisarmos o que cada um de nós pode fazer para ajudar, temos a questão da representatividade, em cidadania e na Maçonaria. Há muitos maçons entre os políticos e em todas as instâncias do Poder Judiciário. Esses Irmãos devem exercer suas funções livres de quaisquer pressões, sejam de ordem pessoal, religiosas, financeiras ou econômicas. Mais ainda, não podem nem devem se submeter a estipulações de grupos maçônicos, pois do contrário estariam limitando suas ações constitucionais a favor de todo o povo.
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quinta-feira, 29 de outubro de 2015

A perda da motivação em Loja e o êxodo dos Irmãos.




Uma das causas do êxodo de Irmãos de nossas Lojas é a falta de motivação.Isto está acontecendo em todo o país e também em todo o mundo. São vários os motivos, mas o maior deles, sem dúvida é a falta de motivação. Se a Maçonaria não levar ao Neófito aquilo que ele esperava antes de Iniciar-se, ele se desmotivará e será um sério candidato a deixar a Ordem na primeira oportunidade. Assim, em paralelo com a motivação, devemos ter cuidado nas apresentações de Candidatos. Se um determinado cidadão não traz em sua vida as qualidades mínimas para tornar-se Maçom, jamais deveria será apresentado em uma Loja Maçônica. Maçonaria não é escola de correção e o cidadão, quando aceito, é recebido limpo e puro e costumamos dizer que ele é justo e perfeito. Não vamos nos iludir que nossa Ordem, ou outra qualquer,conseguirá tornar um elemento ruim em bom. Se é ruim não nos serve,pois não irá colaborar com nosso principal objetivo, que é tornar melhor o gênero humano. Devemos apresentar boas pessoas, com algumas qualidades básicas para tornarem-se nossos iguais na Maçonaria, como ser educado, ter capacidade para aceitar ordens, ter tolerância, ser estudioso e meticuloso em suas ações, ter capacidade para o aprendizado e principalmente possuir espírito maçônico. Se possuir todas as qualidades citadas atrás, mas não tiver espírito maçônico, não será um bom Maçom. Então vamos escolher bem nossos Candidatos.

O QUE É MOTIVAÇÃO EM MAÇONARIA?

Falemos então da motivação. Temos visto algumas Lojas em que o Venerável Mestre chega quinze minutos antes do início dos trabalhos ou quando não atrasado e pergunta ao Secretário o que tem para aquela Sessão. O Secretário acabou de abrir as correspondências e também não sabe. Ou seja, ninguém sabe: os Vigilantes, o Orador, o Secretário, o Chanceler, enfim, toda á diretoria acaba ficando perdida. Os trabalhos são iniciados e fechados sem nada de novo. Classificamos uma Sessão assim, meus Irmãos, como uma verdadeira perda de tempo.Isto não é Maçonaria. Nossas Sessões devem ser prepara-das. O Venerável Mestre deve prepará-la antecipadamente com a participação de toda sua diretoria.A Comissão de Educação, Cultura e Instrução deve programar-se de maneira a apresentarem todas as Sessões uma boa palestra, se possível audiovisual , com bons temas, e que sejam apresentados sem muita leitura, pois este método torna o Período de Instrução cansativo. Os temas devem ser expostos oralmente,com bastante didática e principalmente com a participação de todos os Irmãos presentes. A interação de um trabalho maçônico torna o Período de Instrução mais atraente e motivado. Não se deve preocupar com o tempo gasto em sua apresentação.Se um tema é bom, bem apresentado e discutido, os Irmãos não reparam o tempo despendido nele.Ao contrário do atrás exposto, alguns Irmãos começam a bocejar, outros olham no relógio, outros se entreolham.Isto é, inequivocamente, um sintoma de que algo não vai bem.

TRABALHOS FORA DO TEMPLO

Os trabalhos também podem ser motivados por ações fora do Templo.Palestras em escolas, em órgãos públicos, em outras Lojas etc. A interação com outras entidades maçônicas ou não maçônicas, elevam o cabedal de cultura e conhecimento dos Irmãos.Assim, se uma Loja possui um Irmão que seja especialista em algo, ele deve ser convidado para fazer palestras em outras Lojas,em entidades não maçônicas , como uma escola, um asilo, um órgão público, sempre em nome da Loja.E isto é recíproco.

CONVIDADOS MAÇONS E NÃO MAÇONS

Irmãos de outras Lojas devem ser convidados para apresentarem-se em nossa Loja e, caso não sejam Maçons ,a Sessão pode ser encurtada e fechada, permanecendo todos os Irmãos em seus lugares,quando se dará entrada ao convidado não Maçom para sua apresentação.Evidentemente nesta hora não será mais uma Sessão Maçônica, pois não haverá liturgia, e os Irmãos ficarão à vontade, porém com o respeito que exige todo Templo.

A INTERVISITAÇÂO

A intervisitação, fundamento previsto em nossos "landmarks" , concorre para a motivação de uma Loja Maçônica. Ao promover uma caravana para uma visita em uma Loja de outro Oriente, o Venerável Mestre estará trazendo algo novo e bom para sua Loja. A viagem é sempre agradável, fazem-se novos contatos, novas amizades e a Maçonaria se engrandece.Depois, a Loja visitante torna-se Loja visitada e a recepção dos visitantes que tão bem receberam aqueles Irmãos,será muito bem retribuída. Isto é motivação.

A PRESENÇA DA FAMÍLIA

A participação de nossas famílias na Maçonaria deve se dar sempre que possível. A presença de nossos filhos e esposas é de muita importância para trazer motivação. Por exemplo, por que não se comemora o Dia das Mães dentro de nossos Templos, em uma Sessão Pública? Algo novo, bonito, emocionante e que trará muito prestígio para os Irmãos da Loja.No mesmo Ritual de Sessões Especiais em que apresentamos o Dia das Mães, trazemos uma nova versão da antiga Confirmação Matrimonial, que preferimos chamar de Consagração Matrimonial.Ora, o casamento é confirmado por meio de um Registro civil em cartório especializado, a Maçonaria não confirma nada. Porém ela pode consagrar o enlace, por meio de sua liturgia, invocando a presença do Grande Arquiteto do Universo, em uma Cerimônia das mais lindas de nossa Ordem. E isto não acontece só no enlace matrimonial, nossos Rituais de Sessões Especiais trazem a liturgia para Consagração Matrimonial de Bodas de Prata, de Ouro, de Diamantes e outras datas comemorativas. São apresentações belíssimas em que a família maçônica se encontra em nossos Templos e que sempre trazem prestígio para a Loja.

SESSÕES PÚBLICAS PARA AS DATAS CÍVICAS

Nossas comemorações homenageando nossas datas cívicas e maçônicas devem ocorrer sempre em nossos Templos.O Dia do Aniversário de Fundação da Loja, o Dia da Pátria - Independência do Brasil,o Dia da Bandeira, o Dia da Libertação da Escravatura, o 21 de Abril, o Dia da República, o Dia de Finados, o Dia das Mães, como já citamos, o Dia do Maçom,  as Festas de Natal e Ano Novo e assim por diante. Estas comemorações, maçônicas ou não, sempre acompanhadas de uma boa palestra e de um bom protocolo, deixam rastros luminosos para a Loja e os Irmãos que a promovem.

O RECONHECIMENTO DO TRABALHO DOS IRMÃOS

Nossas leis prevêem alguns títulos à Loja e a Irmãos de seu Quadro de Obreiros. Pouquíssimas Lojas Maçônicas solicitam estes títulos tanto para a Loja como para Irmãos merecedores.  reconhecendo de uma maneira cordial e fraterna, o trabalho de seus detentores. Vamos colocar em prática estes fundamentos.

A  AÇÃO MAÇÔNICA FORA DE NOSSOS TEMPLOS


A ação fora de nossos Templos, embora cuidadosa, deve ser praticada.Em algo institucional a Maçonaria pode e deve participar, como por exemplo as campanhas às entidades carentes, tec, É a participação da Maçonaria em algo institucional, algo que fará bem para todos, de maneira geral. Quando dizemos que as ações fora de nossos Templos devem ser cuidadosas, referimo-nos a ações que se polarizam,como por exemplo, algo político-partidário, ou sectarismo religioso. Algo que divida a população em simpatizantes e antipatizantes. Algo que tenha dois lados, onde alguns apoiam e outros reprovam. Nestes casos a Maçonaria não deve tomar parte. Em algo deste tipo, os Irmãos Maçons devem tomar parte, mas em seus nomes, aplicando o que foi aprendido em nossos Templos,nunca em nome da Maçonaria, pois seria uma exposição a qual se correria um risco desnecessário. A Maçonaria deve atuar na política sim, mas de forma supra partidária. As paixões político- partidárias não devem ultrapassar os umbrais de nossos Templos. Assim fazendo, meus caros Irmãos,nossa Ordem será outra. O êxodo de nossos Templos não se dará e, finalmente,além de cumprir nosso objetivo, teremos de volta o respeito e o apoio de toda a comunidade.

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

O PERFIL DE UM FALSO IRMÃO



Lendo o Livro da Lei, achei algumas coisas interessante e atuais.

...em perigos entre falsos irmãos. - 2 Co 11:26

A senda do apóstolo Paulo, foi de aflições e perigos. Neste texto, ele mostra uma lista de perigos que vivenciara:

* Em perigos de rios
* Em perigos de salteadores
* Em perigos dos da minha nação
* Em perigos dos gentios
* Em perigos na cidade
* Em perigos no deserto
* Em perigos no mar
* Em perigos entre os falsos irmãos

Paulo fala de oito tipos de perigos que provara por amor a Cristo - Penso como sofreu em perigos dos judeus e gentios, perseguido, apedrejado, preso muitas vezes...Como sofreu na voragem do mar, como naufrago em meio aos perigos de um mar bravio...


Mas, nenhum perigo lhe fez chorar mais e se afligir mais do que o último que menciona:
...em perigos entre os falsos irmãos.


Observemos o perfil do falso irmão:

1. O falso irmão é um hipócrita - Nos abraça e diz que nos ama, mas nos difama as escondidas.

2. O falso irmão é um homicida - E, veja porque é - 1 Jo 3:15, Ap 22:15

3. O falso irmão é cheio de inveja - É como Caim - Gn 4

4. O falso irmão tem o coração cheio de ódio - como os irmãos de José 


Veja tres coisas que o falso irmão faz:


a) Primeira ação - Vamos matar o nosso irmão José
b) Segunda ação - Joguemos José numa cova
c) Terceira ação - Vendamos nosso irmão José

Quem já não foi vitima de um falso irmão. Eu, mesmo trago em meu coração, açoites, apunhaladas de falsos irmãos que muito me fizeram chorar - E suas ações são semelhantes a dos irmãos de José:


Primeiro - Tentam nos matar

Segundo - Articulam sufocar-nos a todo custo(E a fala maligna do falso irmão é seguinte: Joga ele numa cova - que a gente sepulta a Loja dele...)

Terceiro - Fazem tudo para nos vender - Vendem o irmão, a Loja, nas rodinhas de difamação e calúnias. Vendem, mercadejam sem direito o nome daquele que querem matar. Mas o verdadeiro irmão não faz assim, pelo contrário, nos ama, se solidariza conosco, chora e se alegra conosco, nos estende a mão, disponibiliza sempre seu ombro amigo e sempre está junto a nós.


Agradeço ao G.A.D.U. pelos meu Irmãos verdadeiros, que eu posso contar e aos falsos irmãos, que me ensinaram a viver e olhar a Maçonaria de forma diferente.

Denilson Forato, M.'.I.'.

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Deveres e Direitos do deputado no exercício do mandato




Prezados Irmãos, pela oportunidade, descrevo no sentido da informação, sobre a figura do Deputado (Venerável Mestre Deputado) e parte de seus deveres no exercício do seu
 mandato ;

- Competências: Apresentar Projetos de Leis; pareceres na comissão que for designado; defender suas posições sobre matérias a ser votadas; examinar as matérias da pauta em comunhão e deliberações da sua Loja; votar e ser votado; dar ciência a Loja dos fatos relevantes ocorridos nas sessões da Assembléia. 
Da função Legislativa : Proposições de matérias inerentes a competência legislativa ; documentos que tramitam os projetos, indicações, requerimentos,substituitivos e emendas, pareceres, PECs e alterações do RN. 

- Fiscalizadora :  Execução financeira, orçamentária e Patrimonial, ações políticas do Poder Executivo em relação aos objetivos e metas traçados pelo Grão Mestre.  Julgar tomadas de contas.


 O Deputado quando oportuno, poderá solicitar sua participação na Ordem do Dia, no momento concedida, usar a palavra contra ou favor dos pareceres em discussão.

 No Grande Expediente o deputado terá o direto da palavra para manifestação de pleitos em geral, assuntos e interesses da sua Loja, Oriente e ou qualquer assunto de forma livre.

Ações do Deputado:

- Dar posse ao Grão Mestre e seu Adjunto.
- Aprovar Juízes e Assessores do Tribunal de Justiça Maçônica;
- Aprovar Membros do Tribunal de Contas Maçônico;
- Aprovar Membros do Conselho Deliberativo;
- Alterar,emendar,reformar o Regimento Normativo e Constituição do GOP;
- Cassar Grão Mestre em caso de decoro ou má gestão do GOP;
- Aprovar ou reprovar Projetos de Lei Orçamentária do GOP;
-Aprovar ou não Tratados de Amizade da Potência com outras Potências Nacionais e       Internacionais.

 É uma autoridade do 3º Grau - Abaixo do GM e GM adj. - Estando no mesmo nível dos Juízes, Grandes Secretários e Delegados Regionais. Pelo Ato do GM 447/14 O deputado sentará à direita do altar do VM, pois representa a PAL-GOP.

- Pela Constituição o VMD da PAL-GOP goza de imunidade parlamentar e isenção de presença em Loja, para contagem de voto.


VMD- Denilson Forato - M.'.I.'.


quinta-feira, 15 de outubro de 2015

MICTMR? Será verdade? Ou uma Ilusão?


 

Um dos grandes dilemas maçônicos é saber se podemos nos intitular maçons (Sou maçom!) ou se essa afirmativa não nos pertence e só pode ser feita por um outro maçom.
De fato, temos uma visão míope de nós mesmos. Tendemos a uma hipervalorização do nosso eu e, não raras vezes, em detrimento do outro… Explico melhor, fomos educados em um sistema de comparações em que um ponto geralmente é explicado ou visto em relação a outro. Tendemos ao comparativo e assim nos sentimos mais ricos quando vemos mais pobres, sentimo-nos mais bonitos quando vemos mais feios e assim por diante.
Ocorre que por vezes nossa miopia egocêntrica é tão grande que nos assustamos com nós mesmos ao vermos nossa imagem refletida em um espelho. Tendemos a não acreditar no que vemos… não é possível que seja eu…
Mas por vezes forçamos a barra e influímos na imagem do espelho, ou pelo menos no que ela está nos revelando. O feio se torna belo e assim por diante.
Assim, ao nos considerarmos maçons, em detrimento de sermos reconhecidos como tal, chamamos para nós um conjunto de características do “ser maçom” que muitas vezes não apresentamos, não temos.
Claro, sempre se pode invocar o formalismo. Sou maçom porque fui iniciado. Sou maçom porque pertenço à obediência tal… e etc. … Mas isso realmente nos confere a autoridade para nos denominarmos maçons?
O que é ser maçom ??? É somente ter sido iniciado ??? Não implica mais nada ???
Desde meus tempos de aprendiz escuto um trocadilho muito usual em nosso meio, principalmente quando não gostamos de um determinado Irmão: “fulano é um profano de avental” ou então, quando encontramos qualidades em um não iniciado: “é um maçom sem avental”…
 Por certo ser maçom implica muito mais que ter passado por uma iniciação.
Também reverbera em meu pensamento uma frase muito pronunciada em iniciações: “bem-vindo meu Irmão; esperamos agora que assim como você entrou para a Maçonaria que deixe que essa entre em você, em seu coração e atitudes…”
Eu já cheguei falar em iniciações: "- Vocês vieram com as próprias pernas, pagaram caro,estão aqui... daqui para frente, se não cumprirem os juramentos e compromissos eu quebro-lhes as pernas..." - Nossa isso causou horror em alguns Irmãos, mas não em outros que entenderam o recado.
Minha angústia, que motiva essa reflexão sobre SER MAÇOM, é a inépcia de nossos métodos “maçônicos” em muitos de nós. Não raro vemos Irmãos colados no grau de mestre, mestres instalados, autoridades maçônicas (delegados, coordenadores, assessores, juízes do TJM, deputados,etc) e, até no grau 33º, com exposições diametralmente opostas à nossa filosofia, com atitudes antagônicas ao que se desprende de nossas alegorias e símbolos.
Bem sei que deveria estar preocupado acima de tudo com a minha pedra bruta, evitando de reparar nas imperfeições de outras pedras, mas isso é quase  impossível para mim (quem me conhece), pelo que peço humildes desculpas aos meus Irmãos, mas não dá para “tapar o sol com a peneira”, empresto aqui voz há muitos que têm se chocado com palavras e atitudes de outros Irmãos (eu sou prova viva disso).
Abate-me extremamente estar ao lado de Irmãos que acham que o cume de seus progressos na Maçonaria são os graus colados… ser grau 33º ou  9º ou 13º... em seu rito, ser (M.'.I.'.) mestre “instalado” ( que tem alguns Irmãos que defende que não é grau, ou grau 3 1/2, como já ouvi falar... mas esse papo é longo), estar autoridade maçônica e assim por diante e, deixam a humildade, a fraternidade, o carinho e virtudes trancados no armário, o armário da arrogância e da empáfia. Eu os chamo de Pavão do rabo colorido.
Abate-me saber que Irmãos são indiciados civil ou criminalmente pelos mais variados delitos ou crimes. Abate-me saber que "Irmãos" vem para a Maçonaria para fazer negócios e obter apenas vantagens pessoais, e depois chutam a Loja.
Abate-me ter conhecimento de Irmãos que batem em suas esposas, filhos e familiares. Enchem a cara de álcool até cair e até se drogam.
Abatem-me as disputas para saber quem é mais maçom, quem tem o maior grau… quem foi melhor Venerável Mestre. Tudo besteira.
E o que falar dos Irmãos entendidos em política. Raro é os ver apresentando um trabalho sobre alegoria ou simbolismo maçônico… a tônica é uma só: política.
E os que falam só em negócios ...
Voltamos então ao fulcro desta reflexão: sou maçom ou sou reconhecido como tal ? O que significa ser reconhecido como maçom?
O que ou quem é o maçom ? Há algo que o diferencia de outro ente?
Se nos orientarmos pelos rituais e pela literatura maçônica teremos uma visão superidealizada do SER MAÇOM. Ele mais se parece com um super-homem, dotado de poderes extraordinários. Mas no convívio, no dia a dia, se desfaz essa visão do super-homem. Eu pelo menos nunca o encontrei entre nós, pelo menos não na forma idealizada. Muito menos em mim mesmo…
Está mais do que na hora de nos despirmos do modus profano. De tirarmos as nossas máscaras e darmos um passo em direção ao autêntico “ser maçom”. Está na hora de sermos maçons.
Reconheça que você não é o centro do universo!
Reconheça que outros podem vivenciar mais a maçonaria do que você!
Reconheça que graus de nada servem se seu coração e atitudes não passaram daquelas do grau 1 (pedra bruta)!
Reconheça que ser Mestre Instalado, 33º, ou Autoridade Maçônica  não lhe dá direitos acima de seus Irmãos!
Reconheça que tem pesquisado, estudado e refletido muito pouco em nossos símbolos, alegorias e ritualística!
Reconheça que tem faltado às sessões porque se acha melhor que aqueles que estão sempre lá, gostando ou não, ajudando nos trabalhos em Loja.
Reconheça que se é verdade que Maçonaria não se faz somente em Loja, também o é verdade que sem estar em Loja não se faz Maçonaria! É na Loja que exercitamos o submeter minhas vontades e fazer novos progressos na maçonaria. Não se iluda.
Reconheça que a Maçonaria não é clube social, partido político, confraria da cerveja ou o quintal de sua casa, terraço de seu apartamento, sala de seu trabalho, mas uma Ordem INICIÁTICA.
Deixe que as alegorias e símbolos tomem forma em seu interior e se manifestem em suas atitudes, não em meras palavras.
Deixe que o movimento da egregora maçônica lhe tome a mente, o coração.
Deixe que a humildade aflore em suas palavras e ações. Não tema, pode baixar a guarda, você está entre Irmãos.


Por fim, receba seu prêmio, não é um avental mais bonito que o dos outros Irmãos ou um título de MI, Autoridade Maçônica ou 33º mas, tão somente uma ação: você é reconhecido como tal , pelas suas atitudes, e também não é reconhecido, pelas mesmas atitudes, sem sombras de dúvidas!
Autor: Denilson Forato - M.'.I.'.