segunda-feira, 13 de abril de 2020

COMPROMETER-SE COM A MAÇONARIA


Não há como negar a perspectiva de mudanças na sociedade que vivemos. Talvez, nunca tenha havido tamanha difusão de informações, principalmente nas áreas da política e da economia, que tanto atingiram o comportamento dos cidadãos, como está acontecendo agora.O lado positivo dessas mudanças é a quebra da inércia e a iniciativa as quais nos vemos estimulados a assumir. O lado negativo é que a mudança gera hiperatividade. O esforço exigido de nós nos torna pouco tolerantes frente a posturas diferentes das que tomamos ou acreditamos.
O ponto central é que, desta forma, nos contrapomos a valores essencialmente maçônicos, como a tolerância e a liberdade, chegando às vias do descabido desrespeito às autoridades constituídas e aos princípios universais da fraternidade e irmandade.
O acúmulo de informações acaba por gerar mais incertezas do que, de fato, informação.
Não sabemos se estamos lidando com um fato isento ou com uma versão dirigida do fato.

Diante de tantos fake news na vida profana, a instrução maçônica nesta conjuntura é “vencer MINHAS paixões”. Atenção à sutileza! Não se vence as paixões, pois elas são poderosos sentimentos que agem como motores da vida, como ter paixão pela família, por exemplo.
A serenidade maçônica exige de nós consciência dos efeitos da paixão, especialmente quando ela, de tão intensa, se mistura à alma e nos afasta da razão, seja através do sentimento de amor ou ódio, e acaba por alterar o comportamento.
Ocorrendo isso, a Pedra Cúbica, que um dia foi polida e medida no esquadro, trinca e perde os ângulos da retidão. Do seu âmago surgem as arestas, que a ferem e a retornam à condição de Pedra Bruta.
Não existe um processo de reiniciação. Uma vez desvendados os olhos e apresentado ao novo Irmão a Luz, a mensagem permanecerá inextinguivelmente gravada no seu peito e na sua mente.
Então, como ocorrem os desvios?
Eles são resultantes de uma relação dinâmica, portanto, em movimento, da tríade: Obreiro / Compromisso / Obra.
O MAÇOM NÃO “É” OU “’ESTÁ” MAÇOM.
O MAÇOM É AQUELE QUE SE COMPROMETE COM A MAÇONARIA.
Não basta ser iniciado nas virtudes. É preciso ser inspirador de almas para a prática dos comportamentos e valores aos quais fomos iniciados.Precisamos, permanentemente, retornar à Câmara de Reflexão e lembrar que foi lá começou nosso comprometimento.
A espada, outrora elemento de poder é, para nós, a lembrança da honra e da lealdade que devemos aos Sãos Princípios. Para um cavaleiro inábil, sua espada pode ser um estorvo. Assim é para o Maçom a lamina do “comprometer-se”. Sua destreza ou não, o levará a tornar-se responsável pela vitória ou ser responsabilizado pela derrota.
Pela prática incessante do exercício físico, mental e espiritual de toda a complexidade que envolve os símbolos da nossa construção social é que deixaremos um legado positivo às futuras gerações.

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