Seguindo
os estudos chegamos a conclusão que o objetivo principal da Maçonaria é o
nosso desenvolvimento individual e coletivo sob os aspectos moral,
intelectual e espiritual. Para que seja possível nosso desenvolvimento
espiritual é necessário haver espiritualidade nas Sessões Maçônicas.
Essa espiritualidade deve existir, pois somente a aplicação dos
procedimentos Litúrgicos-Ritualísticos nas Sessões causaria um
esvaziamento de seu conteúdo, tornando-as rotineiras e cansativas. Com o
exercício da espiritualidade em nossos procedimentos
Litúrgicos-Ritualísticos, teremos nossas Sessões sempre regadas de
momentos inesquecíveis de enriquecimento do “Eu de cada um de nós”. Isso
está mais que provado em nossa pequenina mas grandiosa Loja, pois, a
cada Sessão saímos para o ágape leves, alegres e já torcendo para que
chegue a próxima terça-feira, para nos reunirmos novamente. Seguindo o
tema para debate de hoje, que versa sobre espiritualidade na Maçonaria,
vamos debater sobre o Homem como Ser Espiritual. O homem é, sem dúvida, a
mais perfeita obra da Criação. É um Ser racional. E, como tal, possui
duas naturezas: a natureza material, seu corpo físico; e, a natureza
espiritual, a alma, o espírito universal divino que habita em seu corpo
físico. Como ser material,nenhuma obra ou máquina feita pelo homem é
metade da maravilha que é o corpo humano. Quer na complexidade de sua
estrutura, que na perfeição de funcionamento ou na durabilidade, não
existe máquina alguma feita pelo homem, antiga ou moderna, que sequer
possa ser comparada com ele. É composto de bilhões e trilhões de coisas
diferentes, um agregado de unidades celulares cada uma das quais tendo
uma estrutura, uma função e vida própria independente. As células são
diferenciadas e assemelhadas por grupos e especializadas. As células
assemelhadas se reúnem para formar os tecidos; os tecidos se reúnem para
formar os órgãos; os órgãos se reúnem para formar os aparelhos ou
sistemas; e, estes, em conjunto, formam a maravilhosa máquina que é o
homem. Escritos inconfundivelmente em cada célula, tecido, órgão e
aparelho ou sistema do corpo estão os sinais de uma mente certa de um
propósito, planejando cada pormenor para uma função ou finalidade
definida, e isso com uma fertilidade que nos deixa perplexos. É isso que
sinto em relação ao corpo humano. Não se poderia tirar-lhe o
planejamento, pois ele é todo planificação, desde a unidade dos seus
bilhões e trihões de células microscópicas até o seu complexo cérebro.
Nada ao acaso! Ao contrário, vemos em tudo um universo ordenado, um
mosaico caprichoso e belo onde tudo tem seu lugar exato! Uma suprema
habilidade! Mas, será que o homem apenas esse maravilhoso ser material?
Certamente que não! Existe mais. A natureza espiritual. Espiritual é
tudo aquilo que é relativo ao Espírito. Espírito, por sua vez, é o
princípio animador ou vital que dá vida aos organismos físicos; o sopro
vital; a alma; o princípio da vida; o ser íntimo, que está oculto no ser
aparente e que o faz mover. Este espírito vive em nós e sua vida, que
serve para manifestar o fogo dos órgãos físicos, é independente da vida
orgânica. Quando a morte vem desagregar a nossa matéria, isto é, o nosso
corpo, o espírito sobrevive a essa desagregação e continua uma vida
imaterial. Algumas religiões fazem pequena diferenciação entre o
espírito e a alma. Para elas, a alma seria o princípio sensitivo e
intelectual, princípio imaterial da vida, do pensamento e da ação; uma
substância incorpórea, imaterial, invisível, criada por Deus à sua
semelhança; fonte e motor de todos os atos humanos; nome que exprime
vagamente a causa oculta dos movimentos vitais. O espírito seria as
faculdades mentais do homem, em contra-posição à parte física, à carne;
como disse o discípulo em seu evangelho: “O espírito na verdade está
pronto, mas a carne é fraca” (Mateus 26:41). Segundo o espiritismo, por
exemplo, os espíritos revestem temporariamente um invólucro material
perecível, cuja destruição pela morte lhes restitui a liberdade. A alma
seria um espírito encarnado, sendo o corpo apenas o seu invólucro. Folha
Maçônica Nº 347, 5 de maio de 2012 Página 3 Quando Miguel Ângelo
concluiu a escultura de “Moisés”, que assinala o túmulo de Julio II na
basílica apostólica, ficou maravilhado da sua própria obra. O porte do
Hebreu denunciava a soberania enérgica de um Rás, pastor de povos; a
atitude era de um vidente, habituado a converdar com o eterno; o olhar
era o de um iniciado nos segredos absolutos e o artista, de olhos fitos
na estátua, como que a sentia mover-se; acendiam-se-lhe os olhos, as
flamas da fonte tremeluziam faiscando, rosavam-se as faces, tremiam-lhes
os lábios e Miguel Ângelo, em delírio, arremeteu, e vibrando, atirou o
martelo ao joelho da estátua, intimando-a à vida: Parla! Fala!. Houve
apenas um estrépito no silencia e o mármore perseverou mudo. Nem era
possível que falasse, visto que era pedra, só pedra; faltava-lhe a
harmonia eterna, o lume latente, a alma, que gera a palavra. E o artista
quedou diante do inanimado, reconhecendo-se apenas homem, ele que por
instantes se julgara Deus. Era impossível que esta obra de arte falasse;
tinha as feições de homem, mas não possuía vida; não vinha do sopro de
Deus (IÔD); não tinha o sopro que saindo do interior, se espalha em
redor, o sopro animador (HE), a vida emanada de IÔD; esse ―Moisés‖ era
apenas uma obra produzida por mãos humanas, mãos mortais. De uma coisa a
contemplação de nosso corpo nos deixa certos: o organismo humano não é
obra do acaso ou de uma evolução cega, mas sim o trabalho de um artífice
de suprema habilidade, conhecimento e inteligência. O corpo humano é
cheio de intenção divina, um êxtase científico. Não há nada nele,
nenhuma célula que não proclame aos quatro ventos a maravilha da obra
daquela inteligência suprema a que os homens chamam Deus, e os Maçons
G.´.A.´.D.´.U.´.. O principal objetivo da Maçonaria como aprendemos, é o
desenvolvimento espiritual do Maçom e da humanidade, para que um dia
nos encontremos em presença do G.´.A.´.D.´.U.´., face a face com nosso
Deus.

Nenhum comentário:
Postar um comentário