A
história da Arca de Noé e do Dilúvio surgiu originalmente no oriente
médio, o mesmo local aonde nasceram o Judaísmo, o Cristianismo e o
Islamismo. Surge Narrada na Bíblia e no Corão. O relato de um
acontecimento catastrófico decorrido no início da história da
humanidade, não muito depois da criação.
De
acordo com a bíblia os descendentes de Adão e Eva se desviaram da
vontade de Deus, de modo que a corrupção tomava conta de toda a terra.
Gênesis 6:5 – 8 “5 Viu o Senhor que era grande a maldade do homem na
terra, e que toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era má
continuamente. Então arrependeu-se o Senhor de haver feito o homem na
terra, e isso lhe pesou no coração. E disse o Senhor: Destruirei da face
da terra o homem que criei, tanto o homem como o animal, os répteis e
as aves do céu; porque me arrependo de os haver feito. Noé, porém, achou
graça aos olhos do Senhor.”
Na
bíblia a data do dilúvio é 2348 A.C. exatamente 1652 anos após a
criação da terra no ano de 4000 A.C. e o relato atesta que Deus avisou
Noé 100 anos antes de ocorrer o dilúvio, quando Noé tinha
aproximadamente 500 anos de idade, ou seja, quando o dilúvio começou Noé
tinha 600 anos de idade.
Cada centímetro da Arca foi informado por Deus a Noé, precisamente cada dimensão, altura, largura, etc...
Nos
últimos cem anos, pesquisadores, arqueólogos, geólogos e historiadores
foram ao Oriente Médio a procura de vestígios da Arca que hoje em 2010
teria exatamente 4358 anos de existência.
A
bíblia não é precisa quanto a localização final da Arca após o dilúvio,
diz apenas que a Arca repousou no alto das montanhas Ararat. Ararat era
uma região, um antigo reino chamado Urartu. O monte Ararat fica
localizado na Turquia Oriental.
Em
1917, um piloto russo, Vladimir Roskovitsky, relatou que, durante um
vôo, pode visualizar um gigantesco objeto com o formato de Arca no cume
da montanha. Nisto o Czar Nicolau II da Rússia enviou uma expedição ao
local para investigar. Não se tem relatos desta expedição pois os
documentos teriam sido destruídos na revolução do final do mesmo ano de
1917.
Após
isso, em meados de 1950 um pesquisador francês chamado Ferdinand
Navarra voltou do cume do monte Ararat com uma amostra de madeira que
foi datada do início da idade do bronze. (A Idade do Bronze é um
período da civilização no qual ocorreu o desenvolvimento desta liga
metálica, resultante da mistura de cobre com estanho. Iniciou-se no
Oriente Médio em torno de 3300 a.C e na Europa em torno de 1600 a.C.),
porém as provas não foram conclusivas..
Em
1972 a expedição de Navarra despertou o interesse das comunidades de
pesquisa de geologia, história e arqueologia e mais expedições foram
montadas. Em 1933 uma publicação de um jornal russo, chamada “A espada
de Gideon” foi feita sobre a Arca e mais tarde descobriu-se que era uma
cópia de um artigo alemão.
Neste
momento os pesquisadores que afirmassem que teriam visto a Arca ou
sequer vestígios dela caiam logo em descrédito e era imediatamente (sem
qualquer análise) considerada fraude.
Em
1959 noticiou-se a descoberta pela qual todos esperavam. Um capitão do
exército Turco chamado Ilhan Durupinar estava em missão de mapeamento
para tirar fotografias aéreas da turquia na região próxima ao monte
Ararat, quando vislumbrou uma pequena forma de prancha ou base de barco a
uma altitude de 310 metros.
Após
a divulgação da imagem arqueólogos de várias partes do mundo começaram a
se dirigir para o local e de fato acharam uma massa grande com forma de
barco debaixo de toneladas de lama e gelo.
Hajid
Hassan Bey é historiador e o guarda do Parque Nacional Arca de Noé
criado pelos nativos locais nas proximidades do monte Ararat na Turquia
desde 1960.
Em
meados dos anos 80 a existência da Arca de Noé ganhou maior
credibilidade através de um astronauta. James Irwin, o oitavo homem a
caminhar na lua, cientista de renome e respeitado por todo o mundo da
ciência na época ficou com a idéia de achar a Arca de Noé fixada em sua
mente. Fez várias viagens a Turquia para concluir seu objetivo, porém
morreu sem descobrir indícios da existência da Arca. Ele inspirou toda
uma geração de caçadores da Arca.
James Irwin
Um
dos caçadores da Arca, após James Irwin, inventou uma forma moderna de
pesquisar sobre a Arca. Sabe-se que naquela época eram organizadas
expedições que apenas subiam ao monte para procurar e após coletar
material desciam. Mas Porcher Taylor imaginou uma abordagem específica.
Porcher L. Taylor
Em
1973 Porcher estava no grupo de debate da faculdade quando um de seus
colegas disse: “Corre um rumor que um de nossos quatro space birds, por
acidente ligou as câmeras cedo demais e, sobrevoando a região do monte
Ararat, a imagem que apareceu no cume do monte parecia a de uma proa de
um navio.”
Space Birds – Nave / Satélite de Monitoramento.
Após
este evento, corriam histórias sobre a Arca de Noé na CIA que vinham
desde 1949, quando uma missão de reconhecimento fotografou algo sobre
este assunto.
Fotografia – Registro CIA – EUA. “Anomalia do Monte Ararat”.
Anos depois Taylor conseguiu que a fotografia se tornasse pública e decidiu investigar de perto.
Em
1999 Taylor convenceu uma empresa de fotografia remota a apontar seu
satélite Ikonos (foto abaixo), para a “Anomalia do Monte Ararat” e em 5
de outubro de 1999 ele captou a imagem abaixo:
O satélite captou o que parecia ser uma estrutura enorme e profundamente submersa no gelo glacial.
Satélite IKONOS - Ficha Técnica
FICHA TÉCNICA RESUMIDA - IKONOS
O satélite IKONOS II foi lançado no dia 24 de Setembro de 1999, e está operacional desde o início de janeiro de 2000. Ele é operado pela SPACE IMAGING que detém os Direitos de Comercialização.
O satélite IKONOS II foi lançado no dia 24 de Setembro de 1999, e está operacional desde o início de janeiro de 2000. Ele é operado pela SPACE IMAGING que detém os Direitos de Comercialização.
Mas
Taylor queria mais resolução e em fevereiro de 2003 conseguiu-a. Com um
novo satélite DigitalGlobe que tinha o poder de visão milhares de vezes
maior do que o Ikonos, que conseguiu captar a imagem abaixo:
Taylor
afirma que pode-se ver mais claramente a estrutura de navio com
aproximadamente 330 metros de comprimento e cerca de 53 metros de
largura e isto está aproximadamente de acordo com os relatos bíblicos
referentes a Arca de Noé, levando (é claro) em consideração o desgaste
do tempo e as condições de conservação no gelo.
Peritos
analisaram a imagem, um destes peritos é o geólogo Farouk El-Baz, um
pioneiro na interpretação de imagens por satélite afirma que
definitivamente trata-se de uma estrutura enorme completamente coberta
de gelo e, um dos cantos erguia-se numa saliência vertical, como a proa
de um grande navio, porém nada de conclusivo pode ser afirmado antes de
uma análise no local.
Neste
momento muitos especialistas dizem ainda que seria praticamente
impossível para uma só pessoa como Noé ou mesmo ele e seus filhos
sozinhos construírem uma estrutura como esta. Afirmam que uma equipe de
12 homens levaria pelo menos um ano para construir tal estrutura como a
da Arca de Noé. Porém ignoram o fato de que Noé teve de antemão todas as
medidas milimetricamente especificadas por Deus, teve 100 anos para a
construir e ainda contou com a ajuda de seus filhos. Outra coisa que
estes especialistas até hoje não sabem é como as pirâmides do egito
foram erguidas, dizendo ser impossível também e acreditam até em
inteligência alienígena para auxílio na construção.
Evidências que apontam para um dilúvio Global
De todas as catástrofes naturais que atingiram os povos pré-históricos as inundações deixaram as marcas mais profundas.
No
oriente médio existe um mito de um dilúvio universal que é a Epopéia de
Gilgamesh, uma história da mesopotâmia. No original remonta ao ano 2700
a.C., o terceiro milênio, no local aonde hoje é o Iraque. Temos um
homem, uma arca, duas aves, uma série de animais, sua família e o
desaparecimento de toda a humanidade exceto deste homem, de seu barco e
de todos os que lá estavam. A principal diferença entre esta história e o
relato bíblico é que no caso de Noé a bíblia afirma que existia uma
corrupção moral na terra e a causa do dilúvio teria sido a ira de Deus.
Os
relatos bíblicos afirmam que a chuva caiu sobre a terra durante
quarenta dias e quarenta noites. E que durante 150 dias a arca singrou
pelas águas do dilúvio. De onde teriam estas águas vindo e para aonde
foram após o dilúvio?
Uma
das teorias mais interessantes é a do pesquisador e arqueólogo Bruce
Masse, que trabalhava no laboratório de Los Alamos no Novo México. Ele
acredita que o dilúvio possa ter sido iniciado por uma colisão de um
meteoro e afirma ter descoberto indícios desta afirmativa em todo o
mundo. Os nativos em geral possuem uma lenda de inundações e em todas as
culturas vemos esta afirmativa se fazer real baseado na história e na
geologia. Petroglifos (arte em pedra – pintura rupestre), por exemplo
contam uma história, não são rabiscos sem sentido. Especialmente um
pictógrafo descoberto tanto na américa do norte como do Sul (foto
abaixo).
Muitas
e diferentes culturas indígenas que estão ligadas as inundações
normalmente em associação com serpentes marinhas (imagens abaixo).
Podemos ver um tema comum nas imagens, uma criatura comprida, muitas
vezes com um chifre em sua cabeça e ligada de alguma forma ao dilúvio.
O
pesquisador crê ser possível que estas serpentes sejam o retrato do que
os nativos viam nos céus, algo fora do comum, algo que os antigos
associavam com desastres, um cometa. Quando você olha para os cometas
você vê sua cabeça mais luminosa, sua calda e pode facilmente associá-lo
com uma serpente.
Um
possível local do impacto para o cometa que teria sido um causador do
dilúvio fica localizado a 1350 kilômetros a sudeste de Madagascar, aonde
um cometa com três kilômetros de largura penetraria no sistema solar em
direção a terra, viajando através da atmosfera a mais de 150 mil
kilômetros por hora e atinge a água. Poderia ter feito com que um volume
de água, talvez 9 ou 10 vezes a massa do próprio cometa se elevasse na
atmosfera. Um impacto como este teria a potência de 10 milhões de
megatoneladas de TNT, ou 500 milhões de vezes superior a bomba que
atingiu Nagasaki.
O
vapor de água lançado para a atmosfera teria causado uma chuva
catastrófica por aproximadamente uma semana. Ao mesmo tempo uma enorme
Tsunami no oceano Índico que atingiria as costas continentais a 2250 km
de distância com ondas superiores a 200 metros de altura. Logo em
seguida haveriam tempestades ciclônicas por toda a terra. A água que
caia do céu em conjunto com as tempestades no oceano geraria furacões em
escala máxima de destruição, espalhando enormes quantidades de água por
toda a terra. Neste caso seria totalmente possível um enorme dilúvio
ter coberto toda a terra. É interessante verificar que isto teria
ocorrido por volta da última mudança climática que a terra sofreu.
Muitas
pessoas afirmam que é apenas uma teoria, porém, com o devido estudo dos
mapas astronômicos e, fazendo o cruzamento das datas em que cometas
passaram próximos a terra, o arqueólogo Masse conseguiu calcular uma
data em que o cometa teria chegado, que seria aproximadamente em 10 de
maio de 2807 a.C., onde um cometa realmente colidiu com a terra.
De
acordo com os geólogos existem vestígios de impactos de cometas em toda
a superfície terrestre. E esta hoje é considerada a teoria científica
mais plausível.
Geologia convencional
A
geologia convencional afirma que a terra estava quase inteiramente
coberta de água acerca de 500 milhões de anos atrás, foi quando muitos
dos fósseis marinhos que descobrimos hoje no cume das montanhas foram
depositados. É nesta afirmativa que a maioria dos geólogos acredita.
Nos
últimos desde 1980 o geólogo Tom Vail tem organizado excursões de
canoagem no Grand Canyon, para pesquisas geológicas que levam a crer que
as evidências no Canyon suportam a supremacia da Palavra de Deus
descrita na bíblia.
Vail
faz parte do grupo de cientistas que discorda da teoria de que a terra
tem milhares de milhões de anos, embora anteriormente ele mesmo
acreditasse e ensinasse o evolucionismo.
Entende-se
que a grande diferença entre as duas teorias (terra velha –
evolucionismo e terra nova – criacionismo) é de fato o tempo. Foram seis
dias ou milhões de anos afinal? Vail crê que foram seis dias. Para
Vail o Grand Canyon é um laboratório que prova que a terra foi criada
nos últimos milhares de anos e em seguida coberta por um dilúvio
mundial. E a maior evidência disso está nos rochedos.
O
Grand Canyon exibe mais camadas sedimentares do que qualquer outro
sítio em todo o planeta e, vemos aqui indícios que apontam para o fato
de que o desfiladeiro foi formado durante uma catástrofe.
Evidências
O
arenito estava na horizontal e, precisamente na linha de falha torna-se
vertical. Ou seja, as dobras nas camadas de sedimentos provam que estas
estavam úmidas e maleáveis quando foram dobradas. Ele afirma que se o
material fosse rocha dura, nesta altura do dobramento ter-se-ia
fraturado mas sendo depósitos da inundação, este material ainda estaria
úmido e, quando ocorreu a falha o arenito ainda estava maleável por
influência desta umidade e pôde deslocar-se e formar esta dobra.
Os fósseis marinhos estão integrados nas camadas porém de uma forma heterogênea.
Até
aqui existem divergências entre evolucionistas e criacionistas, porém
existe algo em que ambos concordam, que o desfiladeiro do Grand Canyon
foi esculpido ou causado pela água.
Outra localidade para a arca que não é o monte Ararat na Turquia
O
pesquisador Bob Cornuke sobrevoou várias vezes o monte ararat de
helicóptero e em aviões de asa fixa, esteve lá a cavalo e percorreu toda
a montanha e afirma que não achou nada que sequer se parecesse com a
arca de Noé. Bob acredita que o real local aonde a arca de Noé baixou
foi nas montanhas do norte do Irã.
Cornuke
organizou 4 expedições ao Irã baseado em um relatório de um engenheiro
americano que pôde visualizar algo fora do comum no cume da montanha em
1943. O pesquisador subiu a montanha a pé em sua expedição e quando
chegaram numa altura de cerca de 4000 metros puderam ver uma formação
atípica, como se fosse um objeto enorme e escuro que saía do topo da
montanha e a cor era totalmente diferente da cor da formação montanhosa
no restante da montanha.
O
material visto definitivamente não era rocha e tinha o aspecto de
madeira fossilizada. Era tão pesado que só conseguiram trazer pequenas
amostras de cerca de 50 cm de comprimento cada uma. Os testes foram
pouco conclusivos e sabe-se que não existe um meio de provar
conclusivamente que era ou não a arca pois não existem impressões que
permitam a prova final e conclusiva, porém os indícios são extremamente
fortes.
Bob
e sua equipe descobriram outra coisa quando subiram a 4600 metros,
encontraram conchas provindas de organismos que só crescem debaixo
d’água.
Conclui-se
que num determinado período de tempo num passado não muito distante o
cume daquela montanha de 4600 metros de altura já esteve completamente
submerso.
Bob
descobriu que, ao contrário dos exemplares marinhos descobertos em
altitude, estes animais não estavam completamente fossilizados, isto
significa que ainda tinham matéria orgânica dentro de suas conchas que
poderia ser datada. Envio as conchas a um laboratório que a sujeitou a
testes de datação por carbono 14. Os resultados dos testes mostraram que
estes moluscos tinham cerca de 40 mil anos, o que seria impossível por
ainda terem matéria orgânica. A partir daí temos duas conclusões claras.
O teste do carbono 14 é falho, porém a data dividida por 10 mil anos
apresenta uma possibilidade válida, ou seja, 4 mil anos aproximadamente e
a segunda conclusão é que se isto se prova para este “quase fóssil”
prova-se para os dinossauros e qualquer outro fóssil que tenha sido
submetido ao teste do carbono 14. Por fim podemos depreender que
realmente esta montanha esteve totalmente submersa no passado.
Bob apresenta a seguinte resolução para o problema:
Se
a terra tivesse estado coberta de água, isto poderia ter afetado a taxa
de dióxido de carbono absorvida pelos moluscos, então teria havido
desvios (falhas) nos testes de carbono 14.
Mais uma teoria.
Em
1920 o arqueólogo Leonard Woolley descobriu uma espessa camada de
sedimentos enquanto fazia escavações na antiga cidade de Ur, no Iraque
atual. Encontrou indícios de uma inundação de proporções enormes. Mais
tarde descobriu-se que era de uma inundação local que deixou cerca de 1
metro de sedimentos.
Última e mais bem fundamentada teoria
Em
1996 dois geólogos trabalhavam na costa da Turquia, num dos mais
misteriosos corpos de água do mundo, Um enorme mar de água salgada com
1.100 km de largura, o Mar Negro. Os geólogos eram Bill Ryan e Walter
Pittman, que estavam cartografando a topografia submarina do Mar Negro
quando repararam algo curioso, praias a muitos metros abaixo da
superfície, isto significava que o nível da água fora muito inferior no
passado.
Descobriram
uma série de praias, porque quando o corpo de água diminuiu por
evaporação nas condições muito áridas da idade do Gelo, deixou antigas
linhas como as orlas numa banheira. Encontraram estas linhas a 90 e 110
metros de profundidade. A linha de praia mais profunda era enorme e
estava localizada a 156 metros de profundidade.
Testemunhas
de sondagem do fundo do mar revelaram que a determinada altura de sua
história o Mar Negro fora um lago de água doce. (mais uma evidência do
dilúvio que trouxe suas águas salgadas e contaminou o lago que virou o
Mar Negro).
Os
testemunhos de sondagem também revelaram uma transição abrupta de
moluscos de água doce para a espécie marinha e a datação do carbono 14
forneceu uma data.
Os
resultados foram surpreendentes, todos os moluscos marinhos pareciam
ter surgido em todas as profundidades do Mar Negro ao mesmo tempo há
7600 anos atrás, sugerindo uma inundação imediata de proporções globais.
Teoria dentro da teoria
Sugere-se
ainda que este dilúvio aconteceu devido ao final da era do gelo e do
conseqüente aquecimento global aonde milhares de toneladas de gelo
estavam depositadas sobre a face da terra esperando o fim da era do gelo
e início do aquecimento global para virarem água. A medida que os
glaciares recuavam os níveis dos mares e oceanos subiam absurdamente. E
um deles era o mediterrâneo. Suas águas subindo procuravam um local para
se expandir e encontraram-no no outro lado de um estreito na terra de
istmo, onde se encontrava um enorme lago de água doce num nível inferior
e, neste caso a lei da gravidade estaria prestes a operar.
A
água do mediterrâneo começou a abrir caminho para o bósforo, a procura
de terreno mais baixo. Uma vez formado o canal, as águas do mediterrâneo
fluíram com violência varrendo tudo a sua frente.
A
medida que a água ia correndo formava um canal cada vez mais profundo, e
quanto mais profundo era o canal, mais depressa corriam as águas.
Calcula-se que teria levado entre 30 a 90 dias para formar uma torrente
violenta.
O
arqueólogo Fred Hiebert afirma que há 10 mil anos, quando o bósforo não
existia e o Mar Negro era ainda um lago de água doce, e seu nível era
muitos metros inferior ao que é hoje, havia uma área enorme de terra
firme em sua volta. Nestas terras certamente existiram agricultores, os
quais assistiram algo incompreensível, um mar a esvaziar-se para dentro
de outro através de um fosso de vários kilômetros de largura.
As
pessoas certamente detectaram o ruído e também abalos de terra que
poderiam ter sido ouvidos a 100 ou até mesmo 200 km de distância do
local do epicentro. Era uma enorme quantidade de energia que estava
sendo liberada naquele momento.
Quando
as águas corriam através do bósforo a 90 km por hora, liberavam um
volume de água 200 vezes maior do que o das Cataratas do Niagara. Todos
os que viviam a alguns kilômetros do Bósforo devem ter sido varridos. E
os que estavam mais distantes teriam visto o seu mundo ser transformado
por um fluxo de água que parecia não acabar.
Se
a hipótese de Ryan e Pittman estiver correta, perto de 5 mil anos
passaram entre a data do grande dilúvio e a altura em que as recordações
distantes dela teriam sido registradas.
Entende-se
que este seja o motivo de todas as lendas das mais diversas culturas em
todo o mundo sobre um grande dilúvio de proporções globais.
Fontes:




















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