O Templo de Salomão (no hebraico בית המקדש, Beit HaMiqdash), foi o primeiro Templo em Jerusalém, construído no século XI a.C., e funcionou como um local de culto religioso judaico central para a adoração a Javé, Deus de Israel, e onde se ofereciam os sacrifícios conhecidos como korbanot.
Intervenção de Davi
O Rei Davi, da tribo de Judá, desejava construir uma casa para Jeová (YHWH), onde a Arca da Aliança ficasse definitivamente guardada, ao invés de permanecer na tenda provisória ou tabernáculo, existente desde os dias de Moisés. Segundo a Bíblia, este desejo foi-lhe negado por Deus em virtude de ter derramado muito sangue em guerras. No entanto, isso seria permitido ao seu filho Salomão, cujo nome significa "paz". Isto enfatizava a vontade divina de que a Casa de Deus fosse edificada em paz, por um homem pacífico. (2 Samuel 7:1-16; 1 Reis 5:3-5; 8:17; 1 Crónicas 17:1-14; 22:6-10).Novos estudos refutam que o Criador YHWH tenha permitido a edificação do templo embasada do pensamentode que Davi não tinha acesso direto ao Criador, por isso a necessidade do Sacerdote ou profeta, Davi claramente entendeu errado a mensagem dada pelo profeta (2 Samuel 7:1-7). Analisando a mensagem do profeta, Quando Davi pede permissão ao Criador para construir um templo terrestre, o Criador responde claramente pelo profeta Nata: NÃO e ainda arremata, depois da morte de Davi e este estiver dormindo com os pais, ele fara levantar um dentre a descendências de Davi, para levantar o templo do Criador. (2 Samuel 7:12) Pergunta: Acaso quando Davi vivia, Salomão ainda deveria nascer ou já tinha nascido? Davi Deveria morrer para que nascesse quem levantaria o templo de Deus mas, Salomão já tinha nascido, definitivamente não se trata de Salomão, se trata de Jesus que criou um templo espiritual (Mateus 26:61) (Coríntios 3:16-17), o templo de Deus duraria por toda a eternidade (2 Samuel 7:13), já o templo de salomão foi destruído. O templo foi construído por Salomão, mesmo sabendo que o Criador não habitaria nele (2Cro.6:18), Em síntese, naquela época o templo, era único, reservado aos sacrifícios e atos religiosos administrado pelo sumo sacerdote, enquanto as sinagogas eram varias e direcionadas a oração, leitura da palavra e interpretação no velho testamento.
Davi comprou a eira de Ornã ou Araúna, um jebuseu, que se localizava monte Moriah ou Moriá, para que ali viesse a ser construído o templo. (2 Samuel 24:24, 25; 1 Crónicas 21:24, 25) Ele juntou 100.000 talentos de ouro, 1.000.000 de talentos de prata, e cobre e ferro em grande quantidade, além de contribuir com 3.000 talentos de ouro e 7.000 talentos de prata, da sua fortuna pessoal. Recebeu também como contribuições dos príncipes, ouro no valor de 5.000 talentos, 10.000 daricos e prata no valor de 10.000 talentos, bem como muito ferro e cobre. (1 Crónicas 22:14; 29:3-7) Salomão não chegou a gastar a totalidade desta quantia na construção do templo, depositando o excedente no tesouro do templo (1 Reis 7:51; 2 Crónicas 5:1).
Aspectos da construção
O Rei Salomão começou a construir o templo no quarto ano de seu reinado seguindo o plano arquitectónico transmitido por Davi, seu pai (1 Reis 6:1; 1 Crónicas 28:11-19). O trabalho prosseguiu por sete anos. (1 Reis 6:37, 38) Em troca de trigo, cevada, azeite e vinho, Hiram ou Hirão, o rei de Tiro, forneceu madeira do Líbano e operários especializados em madeira e em pedra. Ao organizar o trabalho, Salomão convocou 30.000 homens de Israel, enviando-os ao Líbano em equipes de 10.000 a cada mês. Convocou 70.000 dentre os habitantes do país que não eram israelitas, para trabalharem como carregadores, e 80.000 como cortadores (1 Reis 5:15; 9:20, 21; 2 Crónicas 2:2). Como responsáveis pelo serviço, Salomão nomeou 550 homens e, ao que parece, 3.300 como ajudantes. (1 Reis 5:16; 9:22, 23)Salomão mandou entalhar grandes pedras (1Reis 5:15) que eram encaixadas umas nas outras, de forma que não se usavam ferramentas para entalhar na obra (não se ouviam martelos ou instrumentos de ferro na obra). Ele era vizinho do Egito, e mantinha com eles forte relação diplomáticas, casando com a filha do faraó, Salomão se utiliza de técnicas de grandes construções semelhante aos egipcios, embora a Biblia não o relacione com os construtores egipcios (1Reis 4:21). No templo se utlizava escada tipo caracol para subir aos dois pavimentos superiores (1 Reis 6:8). Foi um período extremamente prospero para a nação, neste período Salomão passa a criar cavalos, institui trabalhos forçados para os nativos da terra (cananeus) contrariano a palavra profética escrita no livro de Deuteronomio 17:14 a 17: chegando na terra prometida, buscariam ter reis e nunca poderiam tornar-se semelhante ao Egito. Este período de prosperidade só foi possivel após as guerras vencidas por Davi, seu pai, conforme relata o prórpio Salomão em 1 Reis 5:3, esta foi a forma de Javé não dar condições para Davi realizar a obra.
O templo tinha uma planta muito similar à tenda ou tabernáculo que anteriormente servia de centro da adoração ao Deus de Israel. A diferença residia nas dimensões internas do Santo e do Santo dos Santos ou Santíssimo, sendo maiores do que as do tabernáculo. O Santo tinha 40 côvados (17,8 m) de comprimento, 20 côvados (8,9 m) de largura e, evidentemente, 30 côvados (13,4 m) de altura. (1 Reis 6:2) O Santo dos Santos, ou Santíssimo, era um cubo de 20 côvados (8,9 m)de lado. (1 Reis 6:20; 2 Crónicas 3:8)
Os materiais aplicados foram essencialmente a pedra e a madeira. Os pisos foram revestidos a madeira de junípero (ou de cipreste segundo algumas traduções da Bíblia) e as paredes interiores eram de cedro entalhado com gravuras de querubins, palmeiras e flores. As paredes e o tecto eram inteiramente revestidos de ouro. (1 Reis 6:15, 18, 21, 22, 29)
Após a construção do magnífico templo, a Arca da Aliança foi depositada no Santo dos Santos, a sala mais reservada do edifício.
Anos posteriores
Foi pilhado várias vezes. Seria totalmente destruído por Nabucodonosor II da Babilónia, em 586 AEC, após dois anos de cerco a Jerusalém. Os seus tesouros foram levados para Babilónia e tinha assim início o período que se convencionou chamar de Exílio Babilônico ou Cativeiro em Babilónia na história judaica. As Testemunhas de Jeová questionam esta data, fixando-a em 607 AEC, segundo o seu entendimento da cronologia bíblica. Décadas mais tarde, em 516 AEC, após o regresso de mais de 40.000 judeus da Cativeiro Babilónico foi iniciada a construção no mesmo local do Segundo Templo, o qual foi destruído por Antíoco Epifanes, imperador assírio. Em 4 d.C. o rei Herodes, o grande, querendo agradar os judeus reconstruiu o templo que foi mais portentoso que os dois primeiros, este tambem foi destruído pelo general Tito em 70 EC, pelos romanos, no seguimento da Grande Revolta Judaica.Hoje o que resta, erguido, do Templo de Herodes é o Muro das Lamentações, usado por judeus ortodoxos como lugar de oração.
Bibliografia
- Este artigo incorpora texto do verbete Temple, Solomon’s no Easton's Bible Dictionary (em inglês), obra em domínio público, publicada originalmente em 1897.
- Este artigo incorpora texto da Jewish Encyclopedia (em inglês) de 1901–1906 (artigo "Temple of Solomon"), uma publicação agora em domínio público.
- Finkelstein, Israel e Neil Asher Silberman. David and Solomon: In Search of the Bible's Sacred Kings and the Roots of the Western Tradition. [S.l.]: Free Press, 2006. ISBN 0-7432-4362-5
- Finkelstein, Israel e Neil Asher Silberman. The Bible Unearthed: Archaeology's New Vision. [S.l.: s.n.].
- Benjamin Mazar, The Mountain of the Lord (Doubleday, NY, 1975) ISBN 0-385-04843-2.
- Roland De Vaux (tr. John McHugh), Ancient Israel: Its Life and Institutions (NY, McGraw-Hill, 1961).
- Goldman, Bernard, The Sacred Portal: a primary symbol in ancient Judaic art, Detroit : Wayne State University Press, 1966. It has a detailed account and treatment of Solomon's Temple and its significance.
- Hamblin, William and David Seely, Solomon's Temple: Myth and History (Thames and Hudson, 2007) ISBN 0500251339
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