Escrito por Denilson Forato M.'.I.'.
O
que caracteriza um estudo sério é a continuidade com que é encaminhado.
O estudo de Maçonaria, é todo um novo mundo que se descortina diante de
nossos olhos, subitamente nos lança numa ordem de coisas novas e
grandiosas, só pode ser feito de maneira proveitosa por homens
perseverantes, isentos de idéias preconcebidas e impulsionados por um
firme e sincero propósito de alcançar um resultado sério, onde reine uma
perfeita comunhão de pensamentos ao amor ao Grande Arquiteto do
Universo (Deus) e de sentimentos voltados à prática do bem. Mas ela faz
mais: mostra os efeitos inevitáveis do mal e, por conseqüência, a
necessidade do bem. Se desejarmos coisas sérias, sejamos nós mesmos
sérios. Eleições - Entendemos que a Maçonaria tem por norma a prática da
democracia que outra coisa não é senão o consenso da maioria. Votar é,
ao mesmo tempo, um direito e um dever do Maçom: votar nos que pretendem
ser os seus dirigentes; votar na idéia que eles representam, e não em
suas figuras pessoais; votar na coerência pelo que achamos certo, votar
nos que pretendem bem representar a Loja. Só através do voto é que pode o
Obreiro, escolher o melhor caminho de sua Loja e de dar aos preparados a
incumbência de dirigi-la. Os cargos eletivos na Grande Loja e nas Lojas
serão preenchidos por eleição em escrutínio secreto, no grau de Mestre,
em uma única Sessão, não podendo ser adiada, suspensa ou prorrogada, a
não ser por ausência da metade ou mais dos eleitos constantes na lista
de votantes. No caso de adiamento, suspensão ou prorrogação, a votação
deverá ocorrer dentro dos próximos oito dias, atendendo o mesmo
“quorum”. O direito de voto será exercido pessoalmente. É requisito para
votar e ser votado ter 50% (cinquenta por cento) de frequência em sua
Loja, nos 12 (doze) meses que antecederem a eleição, excluídas as duas
últimas Sessões, estar em pleno gozo de direitos e prerrogativas. É
vedado concorrer a mais de um cargo administrativo na mesma chapa.Para o
cargo de Venerável Mestre, ou de Vigilantes, exige-se ser mestre ativo
da própria Loja há mais de 3 (três) anos, contados a partir da data do
placet de exaltação ou de filiação, até a data designada para a eleição;
ter 75% (setenta e cinco por cento) de frequência nos 12 (doze) meses
que antecederem a eleição, excluídas as duas últimas Sessões e estar em
pleno gozo de direitos e prerrogativas. Para os demais cargos, 50%
(cinquenta por cento) de frequência, sob as mesmas condições. Constitui
requisito de elegibilidade para os cargos de Venerável, Vigilantes,
Orador e Tesoureiro, ser Mestre ativo na própria Loja há mais de (três)
anos, contados a partir da data do placet de exaltação ou de filiação,
até a data designada para a eleição. A Loja que possui o Quadro de
Ex-Veneráveis, esse Colégio indicará os futuros candidatos.Na eleição
somente votam os Mestres, e a votação é majoritária e realizada por
escrutínio secreto, elaborada uma chapa prévia que é submetida à Loja;
podem concorrer quantas chapas forem organizadas, mas via de regra,
apresentam-se apenas duas. O
Venerável Mestre – Muitos Irmãos intimamente aspiram ao cargo de
Venerável Mestre e, na sua grande maioria, inconscientes das
responsabilidades que o mesmo envolve. Repassamos alguns lembretes
indispensáveis ao bom desempenho das funções. O Venerável Mestre é a
primeira Luz, o primeiro Oficial e o Presidente da Loja. Ele não tem
qualquer poder, ele é o resultado da vontade dos Irmãos. O Venerável,
embora sendo o resultado da vontade dos demais Irmãos, é o responsável
pela atividade ou inatividade; pelo brilho ou mediocridade; pela
participação ou inércia; pela cooperação ou indiferença; pela união ou
desunião; pela igualdade ou complexos; pelo entusiasmo ou falta de
interesse; pela humildade ou prepotência dos Irmãos, pelo ambiente de
harmonia ou choque, enfim, pelo êxito ou fracasso de sua Loja. Para
alcançar tais objetivos, o Venerável Mestre deve compenetrar-se pela
própria relevância do cargo, que a dignidade, a decência e a lisura
moral constituem predicados, inapelavelmente exigidos para uma gestão
tranquila e produtiva. O Venerável Mestre deve ser o orientador, pois,
Faz-se necessário que o Venerável Mestre tenha exercido alguns cargos
precedentes, como o de Orador, de Vigilantes ou de Secretário,
adquirindo, assim, passo a passo, a experiência suficiente para
desempenhar sua gestão. A escolha para Venerável é relevante que caia em
Irmão esclarecido, conhecedor da Arte Real e que tenha franquia entre
os Irmãos, pessoa estimada e que seja, ao mesmo tempo, propenso a ser um
líder. Requisitos - Os requisitos essenciais para o seu bom desempenho
são múltiplos. Consoante a tradição o Venerável Mestre deve cumprir os
seguintes deveres: 1º.) Sentir-se Maçom, de preferência a qualquer outra
formação doutrinária; 2º.) Pregar a Verdade, atuar com equidade, ser
discreto, justo, e pensar com retidão; 3º.) Deve participar, ser
entusiasmado e incentivador, e por esses exemplos envolver os demais
Irmãos para que não pensem que só os administradores têm obrigações de
trabalhar; 4º.) Ser disciplinado, tolerante e apaziguador, ético e
digno, pois, caso contrário, não poderá exigir essas virtudes de seus
Irmãos; 5º.) Não ser invejoso, dominado por paixão, rancoroso e
intrigante; 6º.) Ser estudioso e meticuloso; 7º.) Ser planejador, pois,
se uma boa programação não for bem elaborada, os Irmãos de sua Loja
tornar-se-ão indiferentes, dispostos a criticar e nunca apresentar
soluções; 8º.) Ser humilde e inteligente; 9º.) Nas eleições ter o
comportamento de Magistrado; 10º.) Não pleitear cargos ou posições dos
Escalões Superiores; 11º.) Obedecer os Landmarks, cumprir e fazer
cumprir os Estatutos, Regulamentos e Constituições, a Legislação da
Grande Loja (GLESP), a Ritualística adotada pela Loja. 12º.) Zelar pela
observância dos bons princípios, perfeita harmonia e Fraternidade. 13º.)
Reunir o que está disperso. Conclusão - Todos são chamados a atuarem
corajosos e sinceramente, dando de si próprios o melhor. Os fracos, os
licenciosos, os levianos, nada poderão fazer de útil e verdadeiro; o
maçom nasceu para fazer o bem e lutar contra o mal, para isso lhe foi
dada a grandeza da alma, objetivando uma expressão mais alta da vida.
Durante muito tempo, os homens se distanciaram uns dos outros e a
Maçonaria é o laço que um dia unirá os homens, porque lhes mostrará onde
está a verdade e onde está o erro. Mas muitos ainda assim, a negarão.
Julgue-a por suas obras e seus princípios. A Maçonaria nunca instigou ao
mal; nunca aconselhou nem legitimou o erro e a violência, tampouco a
avidez de bens terrenos. Somente os que são humildes, bons, humanitários
e são seus preferidos, pois trilham o caminho que esta lhes mostrou
para chegar até ela. No seu aspecto científico e filosófico, a Maçonaria
será sempre um campo nobre de investigações humanas, como outros
movimentos coletivos de natureza intelectual, que visam ao
aperfeiçoamento da humanidade. Todavia, estabelece a renovação
definitiva do homem, para a grandeza de seu imenso futuro, começando
pela ESCOLHA DO VENERÁVEL MESTRE.
“Todas as máximas já foram escritas,
falta apenas aplicá-as” (Pascal)

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